segunda-feira, 28 de agosto de 2023

Que, de que ou tanto faz?

 1) Um leitor pede que se comente um vício comum entre jornalistas e membros do Congresso, que é o uso indiscriminado do de que em objetos diretos, como 'eu penso de que'.

2) Vejam-se os seguintes exemplos: (a) "Eu noto seu semblante triste"; (b) "Eu imagino uma história complicada"; (c) "E declaro minha opinião".

3) É perceptível que os verbos notar, imaginar e declarar são transitivos diretos, de modo que pedem complementos sem preposição, de modo que não é normal que alguém erre os exemplos, dizendo-os do seguinte modo: (a) "Eu noto do seu semblante triste"; (b) "Eu imagino de uma história complicada"; (c) "E declaro de minha opinião". Não faz o mínimo sentido pensar em expressar-se desse modo.

4) Pois bem. Imaginem-se, na sequência, os seguintes exemplos, já mais complexos: (a) "Eu notei que seu semblante estava triste"; (b) "Eu imaginei que haveria por trás uma história complicada"; (c) "Eu declaro que você está alterado".

5) Nesse caso, muito embora o complemento desses verbos seja uma oração inteira, nem por isso eles deixam de ser transitivos diretos. Por isso continuam sendo construídos sem preposição, razão pela qual estão errados os seguintes exemplos: (a) "Eu notei de que seu semblante estava triste"; (b) "Eu imaginei de que haveria por trás uma história complicada"; (c) "Eu declaro de que você está apavorado".

6) Mas é preciso observar que esse acréscimo da preposição de com verbos transitivos diretos, embora errado, é bastante comum em discursos que primam mais pelo tom de voz e pela pompa do que pelo conteúdo e pela correção do vernáculo. Por isso é preciso corrigi-los.

7) Para tanto, vale a pena trazer aqui a precisa observação de Eliasar Rosa para essa situação: "Há uma forma de errar muito curiosa nas sustentações orais, ou em discursos forenses, ou parlamentares. Consiste ela em usar-se a preposição de com verbos que não a exigem. Exemplos: 'O Dr. Promotor afirmou de que o réu matou por motivo fútil; entretanto a defesa vai demonstrar de que isto não é verdade, pois o que está provado, nos autos, é de que o réu matou impelido por relevante valor social...' Ora, os verbos afirmar, demonstrar, provar não se constroem com a preposição de. Logo o certo seria: 'O Dr. Promotor afirmou que...; entretanto a defesa demonstrará que..., pois está provado que...'".1

Esse vício de linguagem é chamado de dequeísmo.

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Feita é adjetivo?

 1) Uma leitora indaga se, na frase "segundo pesquisa recente feita por uma revista americana ", é correto afirmar que a palavra feita é adjetivo.

2) Para bem entender a extensão da dúvida da leitora, vejam-se os seguintes exemplos: (a) "O trabalho feito não correspondeu ao projeto"; (b) "O ponto estudado não caiu na prova"; (c) "O professor aposentado continuou as pesquisas".

3) E se considerem também os seguintes exemplos: (a) "O pesquisador tinha feito o trabalho"; (b) "O aluno havia estudado a matéria"; (c) "O serviço público tinha aposentado o professor".

4) Ora, uma atenta observação faz concluir que feito, estudado e aposentado nada mais são, originalmente, do que particípios passados dos verbos fazer, estudar e aposentar.

5) Com essa premissa, é preciso complementar que os particípios passados têm dupla função.

6) Como adjetivos, acompanham substantivos e concordam com eles em gênero (masculino ou feminino) e número (singular ou plural). Exs.: o trabalho feito, a tarefa feita, os trabalhos feitos, as tarefas feitas; o ponto estudado, a matéria estudada, os pontos estudados, as matérias estudadas; o professor aposentado, a professora aposentada, os professores aposentados, as professoras aposentadas.

7) Já como verbo, o particípio passado normalmente compõe uma locução verbal: tinha feito, havia estudado, tinha aposentado.

8) Seguindo mais adiante para uma nova observação, impende acrescentar que, com os verbos ter e haver, o particípio passado fica invariável, como aconteceu nos exemplos dados: (a) "O professor tinha feito..."; (b) "A professora tinha feito..."; (c) "Os professores tinham feito..."; (d) "As professoras tinham feito...".

9) Já com os verbos ser e estar, o particípio passado concorda com o nome a que se refere: (a) "O trabalho foi feito pelo pesquisador"; (b) "A pesquisa foi feita pelo professor"; (c) "Os trabalhos foram feitos pelo pesquisador"; (d) "As pesquisas foram feitas pelo professor".

10) Passando ao caso da consulta trazida pelo leitor, pode-se dizer que sua dúvida admite duas saídas.

11) Num primeiro modo, pode-se entender feita como adjetivo normal, que está modificando o substantivo "pesquisa".

12) Num segundo modo, pode-se pensar que feita é apenas uma forma reduzida de uma expressão maior: "segundo pesquisa que foi recentemente feita...". E, nesse caso, então, feita receberá o nome de oração subordinada adjetiva restritiva, já que é uma oração inteira que continua qualificando o substantivo pesquisa; e, ainda, é reduzida de particípio, de modo que sua correspondente estendida é "que foi recentemente feita".

13) Importa realçar que, mesmo quando em locução verbal, o verbo no particípio pode ter reflexos de sua função adjetiva, como está claro nos exemplos dados com locuções formadas pelo verbo ser.

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Pronúncia de obséquio e subsídio

 1) Um leitor traz interessante questão sobre obséquio e subsídio: não lhe parece certo exigir uma única pronúncia para uma palavra, quando outra é muito usual. Por acaso - diz ele - não pronunciamos em São Paulo uma espécie de 'gi' em vez de 'de', uma espécie de 'chi' em vez de 'te'? Se fosse obrigatório sempre refletir na fala a escrita, diríamos 'obcéquio' em vez de 'obzéquio', como se admite correto para obséquio.

2) Ora, a fala do português (assim como de qualquer idioma) não é uniforme, quer quanto à entonação da frase, quer mesmo quanto à pronúncia dos vocábulos. Por isso, numa roda de representantes de todas as regiões de nosso País, facilmente se distinguirá alguém da região nordeste ao se lhe pedir que diga poder e academia; também se reconhecerá um sulista ou um paulistano tradicional apenas por pronunciar leite quente; um paranaense se condenará ao dizer titia; e um interiorano de São Paulo será identificado sem maior dificuldade, apenas por pronunciar porta aberta.

3) É o que se denomina sotaque, que é a pronúncia característica de uma região ou de um país. Isso, contudo, é bem diverso de pronunciar de modo correto os vocábulos na conformidade com as regras do idioma.

4) Considerando as dúvidas trazidas pelo leitor e começando pela palavra obséquio, pode-se dizer que, na Gramática tradicional, costuma-se ensinar que a regra é que o s apenas tem som de z entre duas vogais, mas permanece com o som de s entre uma consoante e uma vogal.

5) E também se ensina que a exceção a essa regra fica para o prefixo trans, quando se une a vocábulo iniciado por vogal, situação em que o s adquire som de z: transamazônico, transeunte, transitório, transoceânico, transitivo, transação, trânsito, transatlântico. E também nas palavras subsistir e subsistência, que seguem a mesma pronúncia de existir e existência.

6) Mesmo para o prefixo trans, porém, é preciso cuidado, porque, se ele se une a palavra já começada por s, a pronúncia resultante é de s, e não de z, independentemente dos aspectos gráficos das palavras: transubstanciação (trans+substanciação), transiberiano (trans+siberiano).

7) Apesar de a regra ser exatamente a exposta nas considerações anteriores, ocorre, porém, que o Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa, no site da Academia Brasileira de Letras, ao registrar o vocábulo obséquio, traz, entre parênteses, a pronúncia com z, e não com s), o que constitui uma segunda exceção à referida regra. A pronúncia oficial desse vocábulo, portanto, é obzéquio, e não obcéquio.

8) Já para subsídio, o site da ABL registra entre parênteses a pronúncia si. Sua pronúncia oficial, portanto, é subcídio.

9) Com esse quadro, nunca é demais lembrar que a autoridade para listar as palavras oficialmente existentes em nosso léxico, bem como sua grafia e sua pronúncia, está com o Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa, editado pela Academia Brasileira de Letras, órgão esse que tem a responsabilidade legal de controlar nosso vocabulário existente, em cumprimento à velha Lei Eduardo Ramos, de n. 726, de 8/12/1900, bem como em obediência a diversos diplomas confirmadores posteriormente editados.

10) E, assim, se o VOLP determina um modo de pronunciar, esse há de ser tido como o oficial e legal, de modo que qualquer polêmica que se queira travar fica no campo da discussão científica. É o mesmo, aliás, que se dá com qualquer lei: pode-se discutir sua necessidade, sua adequação e diversos outros aspectos; mas a ela se deve prestar obediência, a menos que seja inconstitucional. Como se vê, não se trata de mera questão de sotaque, mas de pronúncia efetiva, que independe de outros aspectos.

11) Apenas para ilustrar em mesma esteira, são efetivos erros em nosso idioma, e não apenas questão de sotaque ou pronúncia, os seguintes vocábulos: púdico, rúbrica, ruim (ú). Diga-se e escreva-se corretamente: pudico (i), rubrica (i), ruim (i).

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Existe gazetar?

 1) Um leitor traz a seguinte dúvida: "A forma verbal gazetar, no sentido de matar aula, é válida? Não a encontrei na maioria dos dicionários de Língua Portuguesa e considerei que essa forma verbal só existe na fala popular, coloquialmente. Porém, uma colega professora encontrou tal verbete no Dicionário da Academia Brasileira de Letras, com este sentido (matar aula) e me disse que, por tal razão, a forma verbal é válida. Estou em dúvida se sigo a orientação da ABL, dos demais dicionários ou do VOLP".

2) Em termos bem práticos, como primeira premissa, pode-se dizer que o Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa é uma espécie de dicionário que lista as palavras reconhecidas oficialmente como pertencentes à língua portuguesa, bem como lhes fornece a grafia oficial.

3) Também conhecido pela sigla VOLP, seu objetivo é reconhecer a existência e consolidar a grafia dos vocábulos, além de classificá-los pelo gênero (masculino ou feminino) e categoria morfológica (substantivo, adjetivo...).

4) Difere dos dicionários convencionais, por não explicar usualmente o significado dos termos que registra.

5) É elaborado pela Academia Brasileira de Letras, que tem a delegação e a responsabilidade legal de editá-lo, desde a vetusta Lei Eduardo Ramos, de n. 726, de 8 de dezembro de 1900.

6) Oportuno é reiterar que, incumbido por lei específica para sua confecção, quem o elabora goza de autoridade para, nesse campo, dizer o Direito, motivo por que, ao consultá-lo, legem habemus e devemos prestar-lhe obediência, como devemos fazer com respeito aos demais diplomas legais. Qualquer discussão ou divergência há de ficar no plano da ciência, não consistindo, todavia, em válvula que permita o descumprimento de suas determinações.

7) Em comunhão com esse pensamento, José de Nicola e Ernani Terra conceituam esse vocabulário como "a palavra oficial sobre a ortografia das palavras da língua portuguesa no Brasil"1, não se podendo olvidar que também é a palavra oficial no que concerne à própria existência dos vocábulos em nosso idioma.

8) No caso da consulta, noticia o leitor que o vocábulo gazetar consta do VOLP, mas não de alguns dicionários de renome. E indaga que orientação deve seguir.

9)Ora, antes de começar a resposta ao leitor, faça-se uma pequena correção: o verbo registrado pelo VOLP é gazetear, e não gazetar, que é invenção do povo.2  O Dicionário Aurélio também registra gazetear, mas não gazetar, e lhe confere o significado de "faltar às aulas ou ao trabalho para vadiar".3 Em mesma trilha, o Dicionário Houaiss também o registra com idêntico sentido.4  E, contrariamente aos demais, este último, com o mesmo significado, registra, sim, gazetar.5

10) E, ante essa realidade de fato, é importante observar que, por força da autoridade da ABL e do VOLP que ela edita, deve-se esclarecer que os estudiosos da língua e os dicionaristas, sem sombra de dúvida, prestam relevantes serviços ao vernáculo. Não são eles, porém, as autoridades para dizerem, com valor oficial, acerca da existência ou não de algum vocábulo em nosso idioma, bem como acerca de sua grafia e de suas peculiaridades, ou mesmo de sua correção no idioma.

11) A atribuição para dizer oficialmente se um vocábulo existe ou não em nosso idioma cabe, com exclusividade, à Academia Brasileira de Letras, e esta a exerce por via da edição do VOLP. Desse modo, na divergência entre os gramáticos, filólogos e dicionaristas de um lado, e o VOLP de outro, há de prevalecer, nesse campo, o que registra este último com toda a sua autoridade oficial.

12) Com essas observações, volta-se à dúvida do leitor: (i) se o VOLP registra gazetear, e algum dicionarista não o faz, o vocábulo existe em nosso idioma; (ii) se o VOLP não registra gazetar, tal vocábulo não existe em nosso idioma, não importando se algum dicionarista o faz.

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Isonomia é sinônimo de igualdade?

 1) Um leitor quer saber se isonomia é verdadeiramente palavra sinônima de igualdade. E se os adjetivos igual, isonômico e équo podem ser tidos como sinônimos.

2) Em linhas gerais, pela própria etimologia (syn = conjunto + onymia = nomes), uma palavra sinônima é aquela que pertence a um mesmo conjunto semântico, ou que tem significação idêntica ou aproximada de outra. Dizendo com os dicionaristas, é aquela "que tem com outra uma semelhança de significação que permite que uma seja escolhida pela outra em alguns contextos, sem alterar a significação literal da sentença".1  Dizendo de outro modo, "é a palavra ou locução que tem a mesma ou quase a mesma significação que outra".2

3) A partir dos próprios conceitos alinhados, uma diferenciação precisa ser feita: há os sinônimos absolutos (ou perfeitos) e os sinônimos relativos (ou imperfeitos). Os primeiros são termos de significação praticamente idêntica e, portanto, intercambiáveis, podendo ser substituídos um pelo outro em todo e qualquer contexto (como morrer e falecer, após e depois); já os segundos têm uma relação de sentido muito próxima, abrindo na conceituação a noção de sinonímia, mas não se pode afirmar que haja entre eles real identidade de conteúdo semântico (como casa e lar, feliz e alegre, trabalho e emprego).

4) Veja-se, apenas para ilustrar com mais clareza, que os dicionaristas atribuem à palavra cachaça a extensa sinonímia de mais de 400 palavras em nosso idioma. Uma análise mais acurada dessa lista, todavia, revela que o emprego desses vocábulos depende de diversos critérios, de modo que cada qual acaba por adquirir uma conotação peculiar quando de seu emprego, tudo a depender do prisma de consideração do usuário: se o foco de conceituação se dá pelo plano científico ou leigo; se há intento de ironia ou não; se o nível da conversa é elevado ou plebeu; se o fim é atribuir ao vocábulo um uso ofensivo ou não...

5. Com essas considerações genéricas a título de premissas, passa-se à indagação da consulta.

6. Isonomia (do grego iso = igual + nomia = o que é de lei) tem os seguintes conceitos trazidos pelo Dicionário Houaiss: (i) "estado dos que são governados pelas mesmas leis"; (ii) especificamente no campo do Direito, é "o princípio geral do direito segundo o qual todos são iguais perante a lei, não devendo ser feita nenhuma distinção entre pessoas que se encontram em mesma situação".3  As considerações do Dicionário Aurélio apontam para o mesmo sentido.

7) Já igualdade vem assim tratada pelos dicionaristas: (i) "fato de não apresentar diferença quantitativa"; (ii) "fato de não se apresentar diferença de qualidade ou valor, ou de, numa comparação, mostrar-se as mesmas proporções, dimensões, naturezas, aparências, intensidades; uniformidade; paridade, estabilidade"; (iii) "princípio segundo o qual todos os homens são submetidos à lei e gozam dos mesmos direitos e obrigações"4 ; (iv) "qualidade ou estado de igual; paridade"; (v) "uniformidade, identidade"; (vi) "equidade, justiça".5

8) Uma comparação entre as noções trazidas pelos dicionários permite extrair ilações importantes: (i) para isonomia, os dicionaristas se apegam ao conceito técnico-jurídico do vocábulo; (ii) nem mesmo indiretamente há menção a um sentido extrajurídico, para abranger a significação leiga de paridade ou de estabilidade, que tem sido fixada por uma transposição semântica pelos usuários da língua; (iii) já para igualdade, os dicionaristas privilegiam o sentido leigo de uniformidade, paridade ou estabilidade, apenas lançando, ao final, como significação indireta, a noção de princípio que submeteria todos, sem distinção, ao regramento da lei, com os mesmos direitos e obrigações; (iv) e isso faz concluir que, embora estejam num círculo indicativo de uma relação próxima, não se pode afirmar que haja efetiva identidade de sentido entre si, a ponto de se passarem por termos intercambiáveis; (v) são, portanto, sinônimos relativos (ou imperfeitos), e não absolutos (ou perfeitos).

9) Pode-se dizer o mesmo dos adjetivos trazidos pelo leitor em sua consulta. São termos que se relacionam de modo relativo ou imperfeito, de modo que não podem ser classificados como sinônimos absolutos ou perfeitos. E isso vale dizer que os adjetivos por ele trazidos não são termos que possam ser tidos como intercambiáveis.

10) A esta altura, parece importante tecer considerações finais sobre os sinônimos nas peças processuais e forenses: (i) os termos das realidades jurídicas e forenses pertencem à Ciência do Direito, de modo que são portadores de significação fixa e científica; (ii) como em toda e qualquer ciência, o usuário não deve e não pode ter a preocupação de variar o emprego das palavras, a pretexto de inovar na linguagem ou de evitar repetições; (iii) dizendo de outro modo, se há termos técnicos determinados pela legislação, então não há como fugir a seu uso; (iv) assim, não se deve substituir, a pretexto de inovação, petição inicial por exordial, prefacial ou peça vestibular; (iv) de igual modo, se a terminologia correta é Código Penal, Código de Processo Civil, Código Penal Militar e Lei das Sociedades Anônimas, não se há de querer inovar, respectivamente, com estatuto repressivo, estatuto adjetivo civil, ou, o que beira ao ridículo, pergaminho repressivo castrense, ou mesmo diploma do anonimato.

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Existe inobservar?

 1) Um leitor anota que este autor, em suas colunas, afirma frequentemente que o VOLP é a autoridade incumbida de determinar a existência de vocábulos em nosso idioma. E segue em seu raciocínio para dizer que, em consulta àquele, notou que lá se registra a palavra inobservar. Terceira pessoa, com base em consulta negativa ao Dicionário Aurélio, insiste em que não existe tal verbo. Então indaga se pode empregar tal termo e, em caso positivo, se seu significado é o de "não se verificar" ou de "não se observar".

2) Pode-se dizer, em termos bem práticos, que o Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa é, assim, uma espécie de dicionário que lista as palavras reconhecidas oficialmente como pertencentes à língua portuguesa, bem como lhes fornece a grafia oficial.

3) Também conhecido pela sigla VOLP, seu objetivo é reconhecer a existência e consolidar a grafia dos vocábulos, além de classificá-los pelo gênero (masculino ou feminino) e categoria morfológica (substantivo, adjetivo...).

4) Difere dos dicionários convencionais, por não explicar usualmente o significado dos termos que registra.

5) É elaborado pela Academia Brasileira de Letras, que tem a delegação e a responsabilidade legal de editá-lo, desde a vetusta Lei Eduardo Ramos, de n. 726, de 8 de dezembro de 1900.

6) Sempre é oportuno reiterar que, incumbido por lei específica para sua confecção, quem o elabora goza de autoridade para, nesse campo, dizer o Direito, motivo por que, ao consultá-lo, legem habemus e devemos prestar-lhe obediência, como devemos fazer com respeito aos demais diplomas legais. Qualquer discussão ou eventual divergência entre o VOLP e os dicionaristas há de ficar para o plano da ciência, não consistindo, todavia, em válvula que permita o descumprimento de suas determinações

7) Em comunhão com tal pensamento, para José de Nicola e Ernani Terra, esse vocabulário "é a palavra oficial sobre a ortografia das palavras da língua portuguesa no Brasil"1, não se podendo olvidar que também é a palavra oficial no que concerne à própria existência dos vocábulos em nosso idioma.

8) Com respeito à dúvida trazida pelo leitor, uma consulta ao site da ABL mostra que o VOLP registra, sim, inobservar. E isso faz concluir que tal vocábulo existe oficialmente em nosso idioma. Seu conteúdo semântico é o oposto de observar, de modo que coincide com o que o leitor apontou: seu significado é o de "não se verificar" ou de "não se observar".

9) É certo que o Dicionário Aurélio, na edição consultada (quinta, de 2010), não registra o mencionado vocábulo, o que também se dá com o Dicionário Houaiss (1ª edição, 2001). Mas aqui, mais uma vez, é preciso realçar que os estudiosos da língua e os dicionaristas, sem sombra de dúvida, prestam relevantes serviços ao vernáculo. Não são eles, porém, as autoridades para dizerem, com valor oficial, acerca da existência ou não de algum vocábulo em nosso idioma, bem como acerca de sua grafia e de suas peculiaridades, ou mesmo de sua correção no idioma. Essa atribuição cabe, com exclusividade, à Academia Brasileira de Letras, de modo que, na divergência entre os gramáticos, filólogos e dicionaristas de um lado, e o VOLP de outro, há de prevalecer, nesse campo, o que registra este último.

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Polícia e notícia - por que acentuar?

 1) Um leitor faz a seguinte afirmação: "Professor, sei que se acentua polícia, que é paroxítona terminada em ditongo". Em continuação, indaga do seguinte modo: "Mas como justificar notícia, que, segundo o dicionário digital, é proparoxítona?"

2) Ora, num primeiro aspecto, quando se divide em sílabas a palavra polícia, podemos fazê-lo do seguinte modo: po-lí-cia. Nesse caso, a junção final dos dois sons vocálicos (ia) em mesma sílaba causa o que se denomina ditongo. E, como, ao pronunciar o ditongo, há mais força no a do que no i, dizemos que o som cresce do primeiro para o segundo som vocálico; e, por isso, damos a ele o nome de ditongo crescente.

3) Além dessa divisão, porém, é também gramaticalmente aceita a seguinte divisão desse vocábulo: po-lí-ci-a. E, quando dois sons vocálicos se encontram desse modo na palavra, mas em sílabas distintas, dizemos que há um hiato.

4) Num segundo aspecto, para efeito de acentuação gráfica, quando temos a divisão po-lí-ci-a, como a sílaba tônica (mais forte) é a antepenúltima da palavra, ela é uma palavra proparoxítona, e todas as proparoxítonas são acentuadas em português. Mesma regra para no-tí-ci-a e no-tí-cia.

5) Se, porém, temos a divisão po-lí-cia, podemos afirmar que o que há é uma paroxítona com ditongo crescente na última sílaba. E, para não haver confusão de critérios, há uma regra de acentuação, segundo a qual também será acentuada graficamente toda paroxítona com ditongo crescente na última sílaba.

6) Então, como se verifica, polícia e notícia têm a mesma justificativa para acentuação: (i) pode-se afirmar, por um lado, que ambas são proparoxítonas; (ii) ou então, que ambas são paroxítonas com ditongo crescente na última sílaba. E, com qualquer das justificativas, ambas serão graficamente acentuadas.

7) E o que houve, no caso da dúvida trazida para consulta, foi que o leitor justificou a acentuação de uma das palavras como paroxítona terminada em ditongo; já o dicionário digital considerou a outra como proparoxítona. Mas ambas as justificativas são corretas, e ambos os vocábulos têm acentuação gráfica.

Essas palavras podem ser chamadas de proparoxítonas eventuais ou relativas.

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TVE - programação: semana de 12 a 18/07/2003

   SÁBADO
06h55 Hino Nacional Brasileiro
07h00 Telecurso 2000 - 1° Grau - Legendado - Aulas de Geografia
08h15 Reencontro
09h00 Via Legal - Inédito
09h30 Campus - Inédito
10h00 Revista do Trabalhador
10h15 Uppe TV - A Revista do Educador
10h45 Turma do Pererê
11h00 Castelo Rá Tim Bum
11h30 Teletubbies
12h00 Gema Brasil - Melhor da Semana
12h30 Globo Ciência
13h00 Globo Ecologia
13h30 Repórter Eco - Inédito
14h00 Expedições - Reprise
14h30 Caminhos e Parcerias - Inédito
15h00 A Grande Música - Inédito
16h00 Arte com Sérgio Britto - Reprise
17h00 A Vida é Um Show - Compacto
18h00 A Verdade - Reprise
18h30 Revista do Cinema Brasileiro - Inédito
19h00 Supertudo - Inédito
20h00 Observatório da Imprensa - Reprise
21h00 Comentário Geral - Reprise
22h00 Primeiro Time - Inédito
23h00 Provocações - Reprise
23h30 Cadernos de Cinema
01h30 Hino Nacional Brasileiro
01h40 Encerramento

DOMINGO
06h55 Hino Nacional Brasileiro
07h00 O Despertar de Um Mundo Melhor
08h00 Palavras de Vida
09h00 A Santa Missa
10h00 Som do Mato
10h30 Universo Pesquisa Nacional - Reprise
11h00 Repórter Eco - Reprise
11h30 Caminhos e Parcerias - Reprise
12h00 Comentário Geral - Reprise
13h00 Supertudo - Reprise
14h00 Atitude no Telhado
15h00 Stadium
16h00 Sem Censura Especial
18h00 Primeiro Time - Reprise
19h00 Por Acaso - Reprise
20h00 Conexão Roberto D'avila - Reprise
21h00 Esportvisão
22h30 Curta Brasil
23h30 Cadernos de Cinema
01h30 Hino Nacional Brasileiro
01h40 Encerramento


SEGUNDA-FEIRA
06h55 Hino Nacional Brasileiro
07h00 Globo Ciência
07h30 Telecurso 2000 - 2° Grau - Aula de Química
07h45 Telecurso 2000 - Para Deficientes Auditivos - Aula de Português
07h55 Diário das Reformas
08h00 NBR Manhã
09h00 Salto Para o Futuro
10h00 Mundo da Lua
10h30 Ilha Rá Tim Bum
11h00 A Turma do Pererê
11h30 Teletubbies
12h00 Gema Brasil
12h25 Jornal Visual
12h30 Notícias do Rio
13h00 Pensando em Você
13h30 Notícias de Brasília
14h00 Os Camundongos Aventureiros
14h30 Ilha Rá Tim Bum
15h00 Teletubbies
15h30 1, 2, 3 E Já - Caillou Animações
16h00 Sem Censura
18h00 Pensando em Você
19h00 Gema Brasil
19h30 @Titude.Com
20h00 National Geographic Apresenta
21h00 Expedições
21h30 Conjuntura Econômica
22h00 Edição Nacional
22h30 Roda Viva
00h00 Olhar 2003
01h00 Hino Nacional Brasileiro
01h10 Encerramento

TERÇA-FEIRA
06h55 Hino Nacional Brasileiro
07h00 Globo Ecologia - Inédito
07h30 Telecurso 2000 - 2° Grau - Aula de História
07h45 Telecurso 2000 - Para Deficientes Auditivos - Aula de Ciências
07h55 Diário das Reformas
08h00 NBR Manhã
09h00 Salto Para o Futuro
10h00 Mundo da Lua
10h30 Ilha Rá Tim Bum
11h00 A Turma do Pererê
11h30 Teletubbies
12h00 Gema Brasil
12h25 Jornal Visual
12h30 Notícias do Rio
13h00 Pensando em Você - Reprise
13h30 Notícias de Brasília
14h00 Os Camundongos Aventureiros
14h30 Ilha Rá Tim Bum
15h00 Teletubbies
15h30 1, 2, 3 E Já Caillou e Animações
16h00 Sem Censura
18h00 Pensando em Você
19h00 Gema Brasil
19h30 @Titude.Com
20h00 National Geographic Apresenta - Inédito
21h00 A Verdade
21h30 Provocações
22h00 Edição Nacional - Ao Vivo
22h30 Observatório da Imprensa
23h30 A Vida é Um Show - 1ª Parte
00h00 Olhar 2003
01h00 Hino Nacional Brasileiro
01h10 Encerramento

QUARTA-FEIRA
06h55 Hino Nacional Brasileiro
07h00 Universo Pesquisa Nacional
07h30 Telecurso 2000 - 2° Grau - Aula de Matemática
07h45 Telecurso 2000 - Para Deficientes Auditivos - Aula de Inglês
07h55 Diário das Reformas
08h00 NBR Manhã
09h00 Salto Para o Futuro
10h00 Mundo da Lua
10h30 Ilha Rá Tim Bum
11h00 A Turma do Pererê
11h30 Teletubbies
12h00 Gema Brasil
12h25 Jornal Visual
12h30 Notícias do Rio
13h00 Pensando em Você - Reprise
13h30 Notícias de Brasília - Inédito
14h00 Os Camundongos Aventureiros
14h30 Ilha Rá Tim Bum
15h00 Teletubbies
15h30 1, 2, 3 E Já - Caillou Animações
16h00 Sem Censura
18h00 Pensando em Você
19h00 Gema Brasil
19h30 @Titude.Com - Ao Vivo
20h00 National Geographic Apresenta
21h00 Por Acaso - Inédito
22h00 Edição Nacional
22h30 Comentário Geral
23h30 A Vida é Um Show - 2ª Parte
00h00 Olhar 2003
01h00 Hino Nacional Brasileiro
01h10 Encerramento

QUINTA-FEIRA
06h55 Hino Nacional Brasileiro
07h00 Revolução - Programa Religioso
07h30 Telecurso 2000 - 2° Grau - Aula de Biologia
07h45 Telecurso 2000 - Para Deficientes Auditivos - Aula de Geografia
07h55 Diário das Reformas
08h00 NBR Manhã
09h00 Salto Para o Futuro
10h00 Mundo da Lua
10h30 Ilha Rá Tim Bum
11h00 A Turma do Pererê
11h30 Teletubbies
12h00 Gema Brasil
12h25 Jornal Visual
12h30 Notícias do Rio
13h00 Pensando em Você
13h30 Notícias de Brasília
14h00 Os Camundongos Aventureiros
14h30 Ilha Rá Tim Bum
15h00 Teletubbies
15h30 1, 2, 3 E Já - Caillou Animações
16h00 Sem Censura
18h00 Pensando em Você
19h00 Gema Brasil
19h30 @Titude.Com
20h00 National Geographic Apresenta
20h30 Rede Nacional Obrigatória - PMDB
20h40 National Geographic Apresenta
21h00 Direito em Debate
22h00 Edição Nacional
22h30 Arte com Sérgio Britto
23h30 A Vida é Um Show - 3ª Parte
00h00 Olhar 2003
01h00 Hino Nacional Brasileiro
01h10 Encerramento

SEXTA-FEIRA
06h55 Hino Nacional Brasileiro
07h00 Justiça Sem Fronteiras
07h30 Telecurso 2000 - 2° Grau - Aula de Física
07h45 Telecurso 2000 - Para Deficientes Auditivos - Aula de Matemática
07h55 Diário das Reformas
08h00 NBR Manhã
09h00 Salto Para o Futuro
10h00 Mundo da Lua
10h30 Ilha Rá Tim Bum
11h00 A Turma do Pererê
11h30 Teletubbies
12h00 Gema Brasil
12h25 Jornal Visual
12h30 Notícias do Rio
13h00 Pensando em Você - Reprise
13h30 Notícias de Brasília - Ao Vivo
14h00 Os Camundongos Aventureiros
14h30 Ilha Rá Tim Bum
15h00 Teletubbies
15h30 1, 2, 3 E Já - Caillou e Animações
16h00 Sem Censura
18h00 Pensando em Você
19h00 Gema Brasil
19h30 @Titude.Com
20h00 National Geographic Apresenta
21h00 Canal Saúde - Inédito
22h00 Edição Nacional
22h30 Conexão Roberto D'ávila
23h30 A Vida é Um Show - 4ª Parte
00h30 Hino Nacional Brasileiro
00h40 Encerramento

domingo, 27 de agosto de 2023

O caipira e o supositório - piada

 Cráudio estava sentindo fortes dores nas costas mas, como era caipira da gema, não queria ir ao médico de jeito nenhum. Até que, depois de sua mulher Gislaine insistir muito, ele concordou em ir. Mas ela fez questão de ir junto.

Enquanto ele era examinado, sua esposa esperava do lado de fora.

E o médico disse:
— Não é nada grave, só uma inflamação... Você coloca esse supositório e fica tudo bem!
— Brigado, dotô... — disse o caipira, saindo da sala.

Do lado de fora, Gislaine foi logo perguntando:
— I aí, Cráudio? Como foi, homi?
— Eu só perciso usá esse negóço aqui... Chama "suipostório"!
— Mais comé qui si usa isso, homi?
— Uai... — disse ele, colocando a mão na cabeça — Sei lá eu, sô!
— Intão vorta lá, uai! Ocê tá pagano, ele tem qui ti ixpricá!
— Ai... O homi vai ficá brabo!
— Vai lá i num recrama, Cráudio!

E lá se foi o Cráudio:
— Dotô! Onde foi qui o sinhô mandô colocá o suipostório memo?
— No reto. Supositórios são para colocar no reto.
— Brigado, dotô... — disse ele, saindo da sala.
— I aí, Cráudio — perguntou Gislaine.
— Eu perciso colocá isso aqui no reto! — disse ele.
— Mais onde é qui fica esse negóço, Cráudio!
— Uai... Eu sei lá!
— Mais ocê tá pagano! Ele tem que ixpricá tudo! Trata di vortá e perguntá!
— Mas o homi vai ficá brabo, Gislaine...
— Vai logo, Cráudio!

E lá estava o caipira de novo na sala do médico.
— Ondi é memo qui tem qui colocá o troço, dotô?
— No reto — explicou o médico, calmamente — No final da coluna cervical...
— Brigado, dotô! — e saiu da sala.
— Pronto, Gislaine — explicou ele pra sua esposa — É só eu colocá no reto, qui fica no finár da coluna cervicár!
— Ai, Cráudio! Mais o que é esse tár de cervicár?
— Ih, isso eu já num sei...
— INTÃO VORTA LÁ, HOMI!

E lá se foi ele mais uma vez.
— Dotô... Disculpa... Mais onde foi memo que o sinhô falô pra infiá o negocinho?
— No reto!

Cráudio saiu da sala do mádico e comentou com a esposa:
— Viu, Gislaine... Eu num falei que o homi ia ficá bravo?

Semana Santa - programação Globo 2002

 Quinta-feira Santa
05h25 Telecurso 2000 - Curso Profissionalizante
05h45 Telecurso 2000 - 2º Grau
06h00 Telecurso 2000 - 1º Grau
06h15 Globo Rural
06h30 Bom Dia Praça
07h15 Bom Dia Brasil
08h15 TV Globinho
11h25 Sítio do Picapau Amarelo
11h55 Praça TV - 1ª Edição
12h50 Globo Esporte
13h20 Jornal Hoje
13h50 Vídeo Show
14h35 História de Amor
15h35 Sessão da Tarde: A Malandrinha
17h25 Malhação
18h00 Coração de Estudante
18h50 Praça TV - 2ª Edição
19h10 Desejos de Mulher
20h15 Jornal Nacional
20h30 Horário Político
20h32 Jornal Nacional
20h55 O Clone
22h10 Big Brother Brasil
22h25 Linha Direta
23h25 O Quinto dos Infernos
00h10 Jornal da Globo
00h45 Programa do Jô
02h15 Intercine: 1ª opção - O Comando 10 de Navarone / 2ª opção - Entre Dois Amores

Sexta-feira da Paixão
05h25 Telecurso 2000 - Curso Profissionalizante
05h45 Telecurso 2000 - 2º Grau
06h00 Telecurso 2000 - 1º Grau
06h15 Globo Rural
06h30 Bom Dia Praça
07h15 Bom Dia Brasil
08h15 TV Globinho
11h25 Sítio do Picapau Amarelo
11h55 Praça TV - 1ª Edição
12h50 Globo Esporte
13h20 Jornal Hoje
13h50 Vídeo Show
14h35 História de Amor
15h35 Sessão da Tarde: Jesus
17h25 Malhação
18h00 Coração de Estudante
18h50 Praça TV - 2ª Edição
19h10 Desejos de Mulher
20h15 Jornal Nacional
20h55 O Clone
22h10 Big Brother Brasil
22h25 Globo Repórter
23h25 O Quinto dos Infernos
00h20 Jornal da Globo
00h55 Programa do Jô
02h25 Intercine: 1ª opção - Barrabás / 2ª opção - O Manto Sagrado

Sábado de Aleluia
05h20 Globo Educação
05h40 Globo Ciência
06h10 Globo Ecologia
06h30 Ação
07h00 TV Globinho
08h45 Festival de Desenhos
11h55 Praça TV - 1ª Edição
12h20 Globo Esporte
13h00 Treino do GP do Brasil
14h10 Jornal Hoje
14h40 Fórmula 3000 - GP do Brasil / Interlagos
16h00 Torneio Rio-São Paulo: Vasco x Santos
18h00 Coração de Estudante
18h50 Praça TV - 2ª Edição
19h10 Desejos de Mulher
20h15 Jornal Nacional
20h55 O Clone
22h05 Big Brother Brasil
22h35 Zorra Total
23h40 Supercine: Encontros Perigosos
01h20 Altas Horas
03h20 Corujão: Buscando a Felicidade

Domingo de Páscoa
06h55 Globo Comunidade (Antena Paulista para São Paulo)
07h25 Pequenas Empresas
08h00 Globo Rural
09h00 Esporte Espetacular
12h00 A Turma do Didi
13h35 Gente Inocente
14h00 Grande Prêmio do Brasil de Fórmula 1
15h50 Futebol 2002 - Torneio Rio-São Paulo
18h00 Domingão do Faustão
20h30 Fantástico
22h35 Big Brother Brasil
23h55 Sai de Baixo
01h00 Domingo Maior: O Herói e o Terror
02h45 Sessão de Gala: Can-Can

quinta-feira, 24 de agosto de 2023

Modelo verbo + complemento verbal

 No modelo VCV (verbo + complemento verbal) ambos os verbos preservam seu significado nocional.  O primeiro verbo traz as informações de categorias morfológicas, como em todas as combinações verbais, e o segundo verbo se apresenta no infinitivo. Geralmente, o primeiro verbo do modelo pede uma preposição específica na sequência. A expressão formal para representar o modelo é a seguinte:
Combinações verbais

SVvcv = [Vvcv + (Prep)]n + Vn infinitivo

Onde:

SVvcv lê-se sintagma verbal VCV.

Vvcv lê-se primeiro verbo do modelo VCV.

Vn lê-se verbo nocional.

Embora sejam potencialmente ilimitadas as possibilidades de seleção de verbos usados no modelo, as escolhas são limitadas por razões semânticas. Embora possamos considerar que o primeiro verbo preserva seu sentido nocional, também é certo que esse sentido, via de regra, define características de aspecto para a ação do segundo verbo. É o que percebemos quando observamos a série:

    Começa a fazer.
    Está a fazer.
    Continua a fazer.
    Acaba de fazer.
    Deixa de fazer.

Os primeiros verbos da série definem nuances de aspecto da ação explicitada pelo segundo verbo.

A seguir, apresentamos uma tabela de exemplos de combinações válidas para o modelo.

Modelo verbal VCV
Modelo verbal VCV

Uma característica notável do modelo é a possibilidade de expansão indefinida pela adição de mais verbos Vvcv à combinação. Por exemplo:

    Deve estar para fazer.
    Pode tentar continuar a fazer.
    Irei tentar deixar de fazer.
    Deixei de continuar a fazer.

Os verbos usados na primeira posição do modelo podem aparecer na segunda posição, sem problemas. Por exemplo:

    Pode tentar.
    Tenho de ficar.
    Continuarei a ir.

Em alguns casos, é possível  ocorrência simultânea dos mesmo verbo nas duas posições do modelo.

    Acabo de acabar.
    Temos de ter.

Modelo ter/haver + particípio

 As combinações verbais do modelo THP (ter/haver + particípio) são formadas por dois verbos. Na primeira posição teremos o verbo ter ou haver e na segunda, outro verbo qualquer, flexionado no particípio.
Combinações verbais

Representaremos o modelo pela expressão:

SVthp = Vthp + Vn particípio

Onde:

SVthp lê-se sintagma verbal THP.

Vthp lê-se primeiro verbo do modelo THP.

Vn lê-se verbo nocional.

As combinações deste modelo admitem inúmeras flexões que podem ser organizadas em grupos conhecidos tradicionalmente como tempos compostos. A seguir, exemplificamos as flexões possíveis para o modelo.

As tabelas exibem também as informações que a flexão porta nas categorias morfológicas de número, pessoa, tempo, modo e aspecto.

Para ler a tabela considere as abreviações:

Número (N): plural (P) e singular (S).

Pessoa (P): 1ª, 2ª e 3ª.

Tempo (T): futuro (F), passado (Pa) e presente (Pr).

Modo (M): Indicativo (I) e subjuntivo (S).

Aspecto (A): anterior (A), durativo (D) e posterior (Po).
Indicativo futuro composto
Ter    Haver    N    P    T    M    A
Terei trabalhado    Haverei trabalhado    S    1ª    F    I    –
Terás trabalhado    Haverás trabalhado    S    2ª    F    I    –
Terá trabalhado    Haverá trabalhado    S    3ª    F    I    –
Teremos trabalhado    Haveremos trabalhado    P    1ª    F    I    –
Tereis trabalhado    Havereis trabalhado    P    2ª    F    I    –
Terão trabalhado    Haverão trabalhado    P    3ª    F    I    –
Indicativo passado anterior composto
Ter    Haver    N    P    T    M    A
Tinha trabalhado    Havia trabalhado    S    1ª    Pa    I    A
Tinhas trabalhado    Havias trabalhado    S    2ª    Pa    I    A
Tinha trabalhado    Havia trabalhado    S    3ª    Pa    I    A
Tínhamos trabalhado    Havíamos trabalhado    P    1ª    Pa    I    A
Tínheis trabalhado    Havíeis trabalhado    P    2ª    Pa    I    A
Tinham trabalhado    Haviam trabalhado    P    3ª    Pa    I    A
Indicativo passado durativo composto
Ter    Haver    N    P    T    M    A
Tenho trabalhado    Hei trabalhado    S    1ª    Pa    I    D
Tens trabalhado    Hás trabalhado    S    2ª    Pa    I    D
Tem trabalhado    Hei trabalhado    S    3ª    Pa    I    D
Temos trabalhado    Havemos trabalhado    P    1ª    Pa    I    D
Tendes trabalhado    Haveis trabalhado    P    2ª    Pa    I    D
Têm trabalhado    Hão trabalhado    P    3ª    Pa    I    D
Indicativo passado posterior composto
Ter    Haver    N    P    T    M    A
Teria trabalhado    Haveria trabalhado    S    1ª    Pa    I    Po
Terias trabalhado    Haverias  trabalhado    S    2ª    Pa    I    Po
Teria trabalhado    Haveria trabalhado    S    3ª    Pa    I    Po
Teríamos trabalhado    Haveríamos trabalhado    P    1ª    Pa    I    Po
Teríeis trabalhado    Haveríeis trabalhado    P    2ª    Pa    I    Po
Teriam trabalhado    Haveriam trabalhado    P    3ª    Pa    I    Po
Subjuntivo futuro composto
Ter    Haver    N    P    T    M    A
Tiver trabalhado    Houver trabalhado    S    1ª    F    S    –
Tiveres trabalhado    Houveres trabalhado    S    2ª    F    S    –
Tiver trabalhado    Houver trabalhado    S    3ª    F    S    –
Tivermos trabalhado    Houvermos trabalhado    P    1ª    F    S    –
Tiverdes trabalhado    Houverdes trabalhado    P    2ª    F    S    –
Tiverem trabalhado    Houverem trabalhado    P    3ª    F    S    –
Subjuntivo passado anterior composto
Ter    Haver    N    P    T    M    A
Tivesse trabalhado    Houvesse trabalhado    S    1ª    Pa    S    A
Tivesses trabalhado    Houvesses trabalhado    S    2ª    Pa    S    A
Tivesse trabalhado    Houvesse trabalhado    S    3ª    Pa    S    A
Tivéssemos trabalhado    Houvéssemos trabalhado    P    1ª    Pa    S    A
Tivésseis trabalhado    Houvésseis trabalhado    P    2ª    Pa    S    A
Tivessem trabalhado    Houvessem trabalhado    P    3ª    Pa    S    A
Subjuntivo passado durativo composto
Ter    Haver    N    P    T    M    A
Tenha trabalhado    Haja trabalhado    S    1ª    Pa    S    D
Tenhas trabalhado    Hajas trabalhado    S    2ª    Pa    S    D
Tenha trabalhado    Haja trabalhado    S    3ª    Pa    S    D
Tenhamos trabalhado    Hajamos trabalhado    P    1ª    Pa    S    D
Tenhais trabalhado    Hajais trabalhado    P    2ª    Pa    S    D
Tenham trabalhado    Hajam trabalhado    P    3ª    Pa    S    D
Infinitivo pessoal composto
Ter    Haver    N    P    T    M    A
Ter trabalhado    Haver trabalhado    S    1ª    –    –    –
Teres trabalhado    Haveres trabalhado    S    2ª    –    –    –
Ter trabalhado    Haver trabalhado    S    3ª    –    –    –
Termos trabalhado    Havermos trabalhado    P    1ª    –    –    –
Terdes trabalhado    Haverdes trabalhado    P    2ª    –    –    –
Terem trabalhado    Haverem trabalhado    P    3ª    –    –    –
Infinitivo impessoal composto
Ter    Haver    N    P    T    M    A
Ter trabalhado    Haver trabalhado    –    –    –    –    –
Gerúndio composto
Ter    Haver    N    P    T    M    A
Tendo trabalhado    Havendo trabalhado    –    –    –    –    –

São formas inaceitáveis:

* Tivera trabalhado

* Tive trabalhado

* Tido trabalhado

* Tem trabalhado / tende trabalhado (imperativo)

As combinações deste modelo podem ser formadas com o verbo ter ou haver indistintamente. As diferenças de uso entre ter e haver são meramente estilísticas. Em português contemporâneo porém, as combinações com ter são mais comuns e as combinações com haver são consideradas formais, chegando, em alguns casos, a causar estranheza ao falante hodierno.

Nas combinações deste modelo, o significado nocional típico dos verbos ter e haver se dissipa totalmente. A função do primeiro verbo é portar informação de pessoa, número, tempo, modo e aspecto. O significado nocional da locução é portado pelo segundo verbo, que se apresenta no particípio masculino singular.

Os valores de tempo, modo e aspecto portados pelas locuções deste modelo, diferem daqueles portados pelo primeiro verbo se considerado isoladamente. Por exemplo: o tempo definido pela combinação tenho trabalhado é o passado, enquanto que o tempo definido pela flexão tenho considerada isoladamente é o presente.
Ter e haver na segunda posição do modelo

Os verbos ter e haver podem ser usados na segunda posição do modelo tanto que são aceitáveis os exemplos a seguir:

    Tenho tido problemas com o carro.
    Ele havia tido um encontro com a namorada
    Tem havido rumores de renúncia iminente do ministro.

Nos exemplos anteriores percebemos claramente a divisão de funções entre o primeiro e o segundo verbo do modelo. Enquanto o primeiro verbo informa sobre categorias de tempo, modo, aspecto e pessoa, o segundo nos informa o significado nocional da combinação.

Embora seja possível cogitar o uso do verbo haver simultaneamente nas duas posições do modelo, o resultado é inaceitável para os falantes nativos.

* Havia havido.

Modelo ser/estar + particípio

 As frases em português podem ser geradas em forma chamada ativa, em que o sujeito é agente da frase , ou então, em forma passiva, em que o sujeito é paciente. O estudo dos conceitos de agente e paciente pertence à Semântica.

Não vamos entrar em detalhes aqui sobre a sintaxe de frases ativas e passivas. Só adiantamos que as formas passivas são geradas com auxílio de combinações verbais do modelo SEP (Ser/Estar + particípio). A forma genérica das combinações deste modelo é dada pela expressão a seguir:
Combinações verbais

SVsep = Vsep + Vn particípio

Onde:

SVsep lê-se sintagma verbal SEP.

Vsep lê-se primeiro verbo do modelo SEP ou verbo da passiva.

Vn lê-se verbo nocional.

O verbo da passiva, geralmente é o verbo ser, mas alguns outros verbos também podem ser usados tais como estar e ficar.

Veja alguns exemplos de formas apassivadas em contraste com formas ativas:

    O Atlético Paranaense venceu o Coritiba.
    O Coritiba foi vencido pelo Atlético Paranaense.
    A Polícia Federal retém as bagagens no aeroporto.
    As bagagens estão retidas no aeroporto pela Polícia Federal.
    A pressa comprometeu a qualidade.
    A qualidade ficou comprometida pela pressa.

Uma maneira produtiva de estudar as combinações verbais do modelo SEP é contrastá-las com as suas correspondentes formas ativas. Podemos a partir desse contraste, estabelecer regras de transformação de formas ativas em passivas e vice-versa.

Nas tabelas a seguir, temos as correspondências entre formas ativas e passivas. Podem ser apassivados tempos verbais simples e outras combinações verbais como as do modelo THP e EG.
Apassivação de tempos verbais simples

Modelo ser estar particípio
Combinação verbal ser estar particípio

Combinação verbal ser estar particípio

É inaceitável a forma *sido vencido, correspondente à apassivação do particípio.

A regra de transformação da forma ativa em forma passiva nesse caso pode ser expressa da seguinte forma:

A transformação da forma ativa com tempo verbal simples em forma passiva obtém-se incluindo o verbo da passiva como primeiro verbo na mesma flexão do verbo da forma ativa. Em seguida, inclui-se o verbo da forma ativa flexionado no particípio e concordando em número e gênero com o sujeito da frase.
Apassivação de combinações do modelo THP
Modelo ser estar particípio

Todos os tempos compostos podem ser apassivados. Nesse caso, a combinação apassivada apresenta três verbos: ter/haver (herdado do tempo composto), o verbo da passiva (ser, estar ou outro) e o verbo que define o significado nocional.

A regra de transformação da forma ativa para passiva nesse caso pode ser expressa da seguinte forma:

A transformação de forma ativa com tempo composto em forma passiva obtém-se do seguinte modo: o verbo ter/haver não sofre modificação. O verbo da passiva é incluído como segundo verbo da combinação flexionado no particípio masculino singular.  O terceiro verbo da combinação, que porta o significado nocional, permanece no particípio e deve concordar em número e gênero com o sujeito da frase.
Apassivação do modelo EG
Modelos ser estar particípio

Modelos ser estar particípio

Modelo estar + gerúndio

 O modelo EG (estar + gerúndio) é usado tipicamente com o verbo estar, mas outros verbos podem assumir a posição de primeiro verbo da combinação como vemos na série a seguir:

    Andar fazendo
    Estar fazendo
    Ficar fazendo
    Ir fazendo
    Vir fazendo

Combinações verbais

Representaremos o modelo pela expressão:

SVeg = Veg + Vn gerúndio

Onde:

SVeg lê-se sintagma verbal EG.

Veg lê-se primeiro verbo do modelo EG.

Vn lê-se verbo nocional.

No modelo EG, o primeiro verbo perde seu significado nocional e quando alternamos o primeiro verbo, o que muda é o aspecto verbal da combinação.

Vejamos quais são as flexões válidas para o primeiro verbo do modelo.



É inaceitável a combinação *estado vencendo.

Todos os verbos abundantes

     Inconsistência semântica. Os verbos que expressam ações típicas de animais como cacarejar e relinchar são conjugados apenas na terceira pessoa supondo que pessoas não cacarejam nem relincham, ao menos em sentido literal.
    Eufonia. Considera-se que algumas flexões verbais têm sonoridade desagradável.
    Cacofonia. A flexão vetada sugere trocadilhos de sentido como, por exemplo, algumas flexões do verbo computar.

Para saber quando um verbo é defectivo e quais flexões não são aceitas pela norma culta é preciso o convívio com o idioma, pois não há regras fáceis que nos ajudem a antecipar a defectividade. A consulta a um bom dicionário é necessária, mas vale lembrar que de um autor para outro mudam as posições, ou seja, o verbo que é defectivo para um dicionarista pode não ser para outro. Coisas da língua.

Analisando os verbos defectivos em nosso idioma podemos agrupá-los em cinco casos que veremos a seguir.
Defectivo 7

Exemplo desse caso é o verbo florir que não é conjugado na primeira pessoa singular do presente do indicativo e em nenhuma pessoa do presente do subjuntivo. Nos pretéritos e futuros, tem conjugação completa. São sete flexões ausentes.

Eu *
Tu flores
Ele flore
Nós florimos
Vós floris
Eles florem

Que eu *
Que tu *
Que ele *
Que nós *
Que vós *
Que eles *

Veja a seguir a lista dos 75 verbos que seguem esse padrão de defectividade.

banir
barrir
bramir
brunir
carpir
colorir
comburir
comedir
deflectir
defletir
dejungir
delinquir
delir
demolir
descolorir
descomedir
desflorir
desjungir
disjungir
ebulir
emergir
entanguir
esparzir
exaurir
exceler
excelir
explodir
expungir
extorquir
flectir
fletir
florir
fremir
fretenir
fulgir
ganir
genuflectir
genufletir
gornir
grunhir
haurir
imergir
implodir
inanir
inflectir
infletir
injungir
insculpir
jungir
languir
latir
monir
pascer
prefulgir
premir
pruir
prurir
puir
pungir
repruir
retorquir
ruir
soer
submergir
tinir
tugir
ungir
urgir
vagir
viger
Defectivo 10

O exemplo desse padrão é o verbo falir. Não se conjuga em quatro pessoas do presente do indicativo e em nenhuma pessoa do presente do subjuntivo. Nos pretéritos e futuros, tem conjugação regular. Ao todo, são 10 flexões ausentes.

Eu *
Tu *
Ele *
Nós falimos
Vós falis
Eles *

Que eu *
Que tu *
Que ele *
Que nós *
Que vós *
Que eles *

Segue a lista de 29 verbos com esse padrão de defectividade.

adequar
adir
aguerrir
antiquar
combalir
desempedernir
despavorir
desprecaver
embair
emolir
empedernir
esbaforir
escarnir
espavorir
exinanir
falir
fornir
garrir
guarnir
lenir
manutenir
precaver
readequar
reaver
remir
renhir
ressarcir
ressequir
transir
Defectivo 40

O exemplo desse caso é o verbo acontecer. Os verbos desse grupo são conjugados apenas na terceira pessoa do singular ou do plural. Temos 40 flexões defectivas.

Eu *
Tu *
Ele acontece
Nós *
Vós *
Eles acontecem.

Estão nesse grupo verbos que expressam ações típicas de animais como cocoricar ou relinchar. Também aparecem verbos que expressam ações não compatíveis com o ser humano em sentido literal como eclodir, florescer ou reluzir. Veja a lista completa com 69 verbos:

acontecer
bagear
barroar
branquejar
burburejar
cacarejar
cahoar
caquerejar
casquejar
chuviscar
cocoricar
concernir
contraproduzir
coruscar
coscosear
crepusculejar
crisalidar
cucurbitar
cucuricar
cucuritar
deluzir
detergir
devenir
eclodir
empendoar
empipocar
empirrear
encalecer
enfrutar
enfrutecer
engraecer
entenebrecer
espipocar
espocar
estrelejar
florescer
ganiçar
granear
grassar
grugulejar
lampadejar
later
lentejar
lignificar
liquescer
maticar
neviscar
nevoar
nitrir
obstringir
penujar
pirilampar
pirilampear
pirilampejar
pororocar
precluir - muito usado nos cursos de Direito
preluzir
relinchar
reluzir
relvejar
restrugir
reverdejar
rugir
surtir
tiquetaquear
tremeluzir
trinir
trovoar
verminar
Defectivo 50

O exemplo desse caso é garoar. São verbos que expressam condição climática e são conjugados apenas na terceira pessoa do singular. Ao todo são 50 flexões não utilizadas.

Veja os verbos desse grupo:

alvorecer
entardecer
garoar
relampejar

Os verbos chover, ventar, gear, trovejar, nevar, amanhecer e anoitecer entram nesse grupo.

Todos os verbos abundantes

 Na gramática tradicional chamamos abundantes os verbos que apresentam mais de uma flexão válida para o mesmo tempo verbal. O caso típico é a abundância do particípio quando apresenta as formas regular e irregular.

Não há uma regra que permita dizer quando o verbo é abundante. É preciso convívio com a língua para dominar essa particularidade do sistema verbal. Os dois casos de particípio, quando ocorrem não são equivalentes. Cada um é usado em situações específicas definidas pela norma culta.

O particípio regular é usado no tempo composto do modelo TER/HAVER + particípio como em:

    Tem aceitado.
    Havia aceitado.

O particípio irregular usa-se com o tempo composto do modelo SER/ESTAR + particípio como em:

    Foi aceito.
    Será aceito.

Em muitos casos a variante irregular se forma pela eliminação de parte do sufixo flexivo, especificamente sua parte inicial. Assim, acei-tad-o se reduz a aceit-o.  Essa solução é mais usada com verbos de final AR.

Também é comum um fonema novo substituir parte da forma regular como em ace-ndid-o que muda para ace-s-o ou ben-zid-o que muda para ben-t-o.
Verbos abundantes
Verbos abundantes

Na tabela a seguir temos os verbos abundantes da língua portuguesa.
Verbo    Particípio regular    Particípio irregular
aceitar    aceitado    aceito
acender    acendido    aceso
anexar    anexado    anexo
antepagar    antepagado    antepago
assentar    assentado    assente
bem-querer    bem-querido    bem-quisto
benzer    benzido    bento
defender    defendido    defeso
desenvolver    desenvolvido    desenvolto
despertar    despertado    desperto
distinguir    distinguido    distinto
eleger    elegido    eleito
emergir    emergido    emerso
encher    enchido    cheio
entregar    entregado    entregue
envolver    envolvido    envolto
enxugar    enxugado    enxuto
erigir    erigido    ereto
expelir    expelido    expulso
expressar    expressado    expresso
exprimir    exprimido    expresso
expulsar    expulsado    expulso
extinguir    extinguido    extinto
findar    findado    findo
fixar    fixado    fixo
frigir    frigido    frito
fritar    fritado    frito
ganhar    ganhado    ganho
gastar    gastado    gasto
imergir    imergido    imerso
imprimir    imprimido    impresso
incluir    incluído    incluso
inserir    inserido    inserto
isentar    isentado    isento
limpar    limpado    limpo
malgastar    malgastado    malgasto
malquerer    malquerido    malquisto
matar    matado    morto
ocultar    ocultado    oculto
omitir    omitido    omisso
oprimir    oprimido    opresso
pagar    pagado    pago
pasmar    pasmado    pasmo
pegar    pegado    pego
prender    prendido    preso
romper    rompido    roto
segurar    segurado    seguro
sepultar    sepultado    sepulto
soltar    soltado    solto
submergir    submergido    submerso
sujeitar    sujeitado    sujeito
suprimir    suprimido    supresso
surpreender    surpreendido    surpreso
suspender    suspendido    suspenso
tingir    tingido    tinto
vagar    vagado    vago
volver    volvido    volto
Verbos com particípio irregular

Os verbos listados a seguir apresentam apenas o particípio irregular.
Verbo    Particípio irregular
abluir    abluído
abnuir    abnuído
abrir    aberto
adscrever    adscrito
advir    advindo
afazer    afeito
afligir    aflito
afluir    afluído
aluir    aluído
antedizer    antedito
antepor    anteposto
antever    antevisto
apor    aposto
apossuir    apossuído
atribuir    atribuído
avir    avido
bendizer    bendito
circunfluir    circunfluído
circunscrever    circunscrito
circunver    circunvisto
cobrir    coberto
cominuir    cominuído
compor    composto
concluir    concluído
condizer    condito
confluir    confluído
constituir    constituído
contradizer    contradito
contrafazer    contrafeito
contrapor    contraposto
contrapropor    contraproposto
contravir    contravindo
contribuir    contribuído
convir    convindo
decompor    decomposto
defluir    defluído
depor    deposto
derruir    derruído
desabrir    desaberto
desafazer    desafeito
desavir    desavindo
descompor    descomposto
desconvir    desconvindo
descrever    descrito
desdizer    desdito
desfazer    desfeito
desfruir    desfruído
desinfluir    desinfluído
desobstruir    desobstruído
despoluir    despoluído
despossuir    despossuído
destituir    destituído
destruir    destruído
devir    devindo
difluir    difluído
diluir    diluído
diminuir    diminuído
diruir    diruído
dispor    disposto
dizer    dito
efluir    efluído
eluir    eluído
embair    embaído
entreabrir    entreaberto
entredizer    entredito
entrepor    entreposto
entrever    entrevisto
escrever    escrito
esfazer    esfeito
estatuir    estatuído
estruir    estruído
estupefazer    estupefeito
evoluir    evoluído
excluir    excluído
expluir    expluído
expor    exposto
extrapor    extraposto
fazer    feito
fluir    fluído
fruir    fruído
gelifazer    gelifeito
imbuir    imbuído
impor    imposto
indispor    indisposto
influir    influído
inscrever    inscrito
instituir    instituído
instruir    instruído
interdizer    interdito
interpor    interposto
interver    intervisto
intervir    intervindo
intuir    intuído
justapor    justaposto
liquefazer    liquefeito
maldizer    maldito
malfazer    malfeito
manuscrever    manuscrito
minuir    minuído
obstruir    obstruído
obvir    obvindo
ocluir    ocluído
opor    oposto
perfazer    perfeito
poer    posto
poluir    poluído
pôr    posto
pospor    posposto
possuir    possuído
predispor    predisposto
predizer    predito
prepor    preposto
prescrever    prescrito
pressupor    pressuposto
prever    previsto
promiscuir    promiscuído
propor    proposto
proscrever    proscrito
prostituir    prostituído
provir    provindo
rarefazer    rarefeito
reabrir    reaberto
recluir    recluído
recompor    recomposto
reconstituir    reconstituído
reconstruir    reconstruído
reconvir    reconvindo
redistribuir    redistribuído
redizer    redito
reeleger    reeleito
reescrever    reescrito
refazer    refeito
refluir    refluído
reimpor    reimposto
reinscrever    reinscrito
renuir    renuído
repor    reposto
repossuir    repossuído
repropor    reproposto
rescrever    rescrito
restituir    restituído
retribuir    retribuído
rever    revisto
revir    revindo
ruir    ruído
satisfazer    satisfeito
soabrir    soaberto
sobpor    sobposto
sobrepor    sobreposto
sobrescrever    sobrescrito
sobrescritar    sobrescrito
sobrevir    sobrevindo
sotopor    sotoposto
subpor    subposto
subscrever    subscrito
substituir    substituído
superpor    superposto
supor    suposto
telever    televisto
torrefazer    torrefeito
transfazer    transfeito
transpor    transposto
tumefazer    tumefeito
usufruir    usufruído
ver    visto
vir    vindo
zuir    zuído

terça-feira, 22 de agosto de 2023

Prof. Karen Olivan - classes gramaticais

 

1 CLASSES GRAMATICAIS Karen Olivan

2 INVADIRAM A NOSSA PRAIA
(Superinteressante, set. 2006) Uma gangue de búfalos está enlouquecendo Rondônia. Eles atacam tudo o que aparece. Nem onça escapa. Enquanto isso, vão destruindo uma reserva florestal. Um terror. Outro lugar arrasado por uma gangue é o interior do Nordeste. Mas o bando lá é outro: o das algarobas, um tipo de árvores que está tomando conta do pedaço. O que uma coisa tem a ver com outra? É que são dois exemplos de espécies “inasoras”, que foram para onde não têm predadores naturais e acabaram se reproduzindo feito coelhos. Os búfalos vieram da Ásia para virar gado e acabaram soltos no delicado ecossistema da Amazônia. Com as algarobas é por aí também. As sementes delas foram trazidas da África. A idéia é que a planta virasse uma fonte barata de madeira para construções. Mas o barato saiu caro: ela gostou do clima nordestino, se multiplicou e tomou o lugar de plantas nativas.

3 CLASSES GRAMATICAIS Agrupamento: Quanto ao significado:
a) palavras que indicam seres b) palavras que designam fatos ou ações c) palavras que traduzem qualidades ou defeitos 2) Quanto à função que desempenham nas frases: a) palavras que servem para ligar uma palavra à outra b) palavras que indicam quem ou o quê praticou uma ação

4 CLASSES GRAMATICAIS Substantivo – palavra variável que dá nome aos seres. Adjetivo – palavra variável que caracteriza os seres. Verbo – palavra variável que indica estado, mudança de estado, fenômeno da natureza ou ação. Pronome – palavra variável que substitui, retoma ou acompanha um substantivo. Numeral – palavra variável que indica quantidade, ordem, multiplicação ou divisão de quantidades..

5 CLASSES GRAMATICAIS 6)Artigo – palavra variável que acompanha o substantivo, determinando-o ou indeterminando-o. 7)Advérbio – palavra invariável que indica circunstância, modifica um verbo, adjetivo, advérbio ou frase inteira 8)Preposição – palavra invariável que serve para ligar duas palavras. 9)Conjunção – palavra invariável que serve para relacionar duas orações ou termos de mesma função sintática. 10)Interjeição – palavra invariável que expressa sentimento ou emoção.

6 1. SUBSTANTIVOS - Classificação
Comum: nomeia seres da mesma espécie. Próprio: nomeia um ser em particular. Concreto: designa ser com existência independente de outros seres. Abstrato: designa seres que dependem de outros seres para existir.

7 1. SUBSTANTIVOS - Classificação
Simples: formado por um único radical. Composto: formado por dois ou mais radicais. Primitivo: não deriva de outra palavra dentro da própria língua. Derivado: deriva de outra palavra da língua. Coletivo: mesmo no singular, designa um conjunto de seres da mesma espécie.

8 Responda as adivinhas, utilizando substantivos:
O que é que anda com os pés na cabeça? O que é que salta, dá um espirro e vira pelo avesso? O que é que na mesa se parte e reparte, mas não se come? Quanto maior, menos é vista? Queima-se pela cabeça e chora pelo pescoço?

9 1. SUBSTANTIVOS - Flexão Gênero
Biforme: duas formas para indicar o gênero. (gato-gata) Uniforme: uma única forma para indicar o gênero. (estudante / criança / flautista) Comum de dois gêneros (o/a dentista) Sobrecomuns (o indivíduo / a vítima) Epicenos (jacaré macho/fêmea)

10 1. SUBSTANTIVOS - Flexão São MASCULINOS: São FEMININOS: O champanha
O dó O eclipse O guaraná O milhar O telefonema O trema O estratagema São FEMININOS: A alface A cal A comichão A dinamite A elipse A faringe A omoplata A musse

11 1. SUBSTANTIVOS - Flexão MUDAM de sentido de acordo com o gênero:
O cabeça / A cabeça O caixa / A caixa O capital / A capital O cura / A cura O moral / A moral O rádio / a rádio O crisma / a crisma O cisma / a cisma O grama / a grama

admitem ambos os gêneros: o/a personagem, o/a agravante, o/a diabetes, o/a usucapião

12 1. SUBSTANTIVOS - Número Singular Plural Plural metafônico: Caroço
Corpo Destroço Fogo Forno Olho Povo Socorro Tijolo Esforço Imposto

13 Plural dos compostos – regras especiais
1. SUBSTANTIVOS – Número Plural dos compostos – regras especiais 1) Não separado por hífen: a regra é igual ao substantivo simples. 2) Separados por hífen: a) substantivos, adjetivos, numerais e pronomes  plural cota-parte / quarta-feira b) verbos, advérbios e prefixos  singular recém-formado / bate-papo / abaixo-assinado

14 Plural dos compostos – regras especiais
1. SUBSTANTIVOS – Número Plural dos compostos – regras especiais Quando o 2º funciona como adjetivo que indica função, forma, espécie ou finalidade do 1º: só o 1º vai para o plural. banana-maçã / navio-escola / pombo-correio 2) Quando são ligadas por preposição: só o 1º vai para o plural. estrela-do-mar / mula-sem-cabeça / pé-de-moleque 3) Quando há palavras repetidas: só o 2º vai para o plural corre-corre / tico-tico / bem-te-vi 4) Quando houver a palavra ‘sem’ + subst.: fica no singular. sem-emprego / sem-terra

Modernamente se aceitam ambos no plural: bananas-maçãs, navios-escolas.

15 1. SUBSTANTIVOS - Grau Normal: ser de tamanho ‘normal’.
Diminutivo: ser de tamanho abaixo do ‘normal’. Aumentativo: ser de tamanho maior do que o ‘normal’. Analítica: o grau se dá por adjetivos. Sintética: o grau se dá pelo acréscimo de sufixos.

16 FIM Mas somente dos substantivos CLASSES DE PALAVRAS Karen Olivan

17 2. ADJETIVOS – Locução adjetiva
Conceito: palavra que confere ao substantivo ou pronome substantivo uma qualidade, um estado, uma característica, um aspecto. 2. ADJETIVOS – Locução adjetiva Conceito: palavra formada por preposição + substantivo ou advérbio, que ALGUMAS vezes pode ser substituída por um adjetivo correspondente. amor de filho – amor filial material da escola – material escolar cachorro sem raça casa de Maria

18 2. ADJETIVOS – Locução adjetiva
apícola auditivo bucal capilar pluvial cardíaco urbano infantil estomacal ígneo felino glacial bélico insular fraterno estivais setentrionais Criação de abelhas = Aparelho de audição = Higiene da boca = Loção de cabelo = Água da chuva = Músculo do coração = Perímetro da cidade = Comportamento de criança = Problema de estômago = Pedra de fogo = Pelo de gato = Era do gelo = Material de guerra = Grupo de ilhas = Amor de irmão = Chuvas de verão = Ventos do Norte=

19 2. ADJETIVOS - Classificação
Simples: formado por um único radical. – camiseta verde Composto: formado por dois ou mais radicais. camiseta verde-escura Primitivo: não deriva de outra palavra dentro da própria língua. – produto novo Derivado: deriva de outra palavra da língua, por um dos processos de derivação. – produto comercial Pátrio ou gentílico: refere-se à nacionalidade ou lugar de origem. – Acre = acreano / Paraíba = paraibano

Incluem-se também os adjetivos explicativos e restritivos. O primeiro indica uma qualidade essencial e o segundo, uma qualidade acidental.

    O fogo foi o causador da queimadura.
    O fogo quente foi o causador da queimadura.
    A faca representa perigo.
    A faca afiada representa perigo.
    
    O aluno foi suspenso por três dias.
    O aluno paulista foi suspenso por três dias.



20 2. ADJETIVO – Pátrio ou Gentílico
acreano alagoano amapaense paraibano paranaense pernambucano piauiense carioca fluminense rio-grandense-do-sul catarinense paulistano paulista cearense goiano espírito-santense mineiro 2. ADJETIVO – Pátrio ou Gentílico Acre = Alagoas = Amapá = Paraíba = Paraná = Pernambuco = Piauí = Rio de Janeiro (capital) = Rio de Janeiro (estado) = Rio grande do Sul = Santa Catarina = São Paulo (capital) = São Paulo (estado) = Ceará = Goiás = Espírito Santo = Minas Gerais =

21 2. ADJETIVOS – Flexão Número: singular x plural
muro alto – muros altos Compostos: apenas o último elemento vai para o plural Exceção: azul-marinho / azul-celeste surdo mudo = surdos mudos azul-pavão Gênero: masculino x feminino. livro caro – casa cara

22 2. ADJETIVOS - Grau Normal: Paulo é alto. Comparativo:
de superioridade: Paulo é mais alto que Antônio. de inferioridade: Paulo é menos alto que Antônio. de igualdade: Paulo é tão alto quanto Antônio. Superlativo: absoluto sintético: Paulo é altíssimo absoluto analítico: Paulo é muito alto. relativo de superioridade: Paulo é o mais alto da sala. relativo de inferioridade: Paulo é o menos alto da sala. Atenção: MAIOR, MENOR, MELHOR, PIOR  sempre graus de superioridade. O cão é menor que o cavalo. mais pequeno

ÓTIMO, PÉSSIMO, MÁXIMO e MÍNIMO são as formas irregulares do superlativo absoluto sintético de bom, mau, grande e pequeno.

23 2. ADJETIVO – Superlativo
amaríssimo amicíssimo antiquíssimo beneficentíssimo comuníssimo cristianíssimo crudelíssimo dulcíssimo fidelíssimo generalíssimo nobilíssimo personalíssimo probabilíssimo sapientíssimo sacratíssimo simplicíssimo 2. ADJETIVO – Superlativo Amargo = Amigo = Antigo = Benéfico = Comum = Cristão = Cruel = Doce = Fiel = Geral = Nobre = Pessoal = Provável = Sábio = Sagrado = Simples =

24 2. ADJETIVO – Superlativo
aspérrimo celebérrimo libérrimo macérrimo ou magríssimo misérrimo Nigérrimo ou negríssimo paupérrimo ou pobríssimo agílimo dificílimo docílimo facílimo fragílimo humílimo 2. ADJETIVO – Superlativo Áspero = Célebre = Livre = Magro = Mísero = Negro = Pobre = Ágil = Difícil = Dócil = Fácil = Frágil = Humilde =

Pois - pode começar frases?

 1) Um leitor indaga se é permitido usar pois no início de períodos. E exemplifica com o seguinte texto: "Contudo, a Revolução de Outubro teve repercussões muito mais profundas e globais que sua ancestral. Pois se as ideias da Revolução Francesa, como é hoje evidente, duraram mais que o bolchevismo, as consequências práticas de 1917 foram muito maiores e mais duradouras que as de 1789".

2) Antes de enfrentar o desafio proposto pelo leitor, é preciso observar que uma discussão antiga busca saber, num primeiro aspecto, se, com a conjunção pois, a vírgula vem antes, depois, ou antes e depois.

3) Vejam-se os seguintes exemplos: a) "Esconda-se, pois alguém se aproxima"; b) "Era um aluno de caráter; foi, pois, um professor exemplar".

4) Em ambas as orações, pois é uma conjunção, porque une duas orações: no primeiro caso, por ter o significado de porque, é uma conjunção coordenativa explicativa; no segundo caso, tendo como sinônimas logo, portanto, e, assim, é uma conjunção coordenativa conclusiva.

5) Ora, fixe-se, em tese, uma regra geral, com dois aspectos importantes (embora comporte ela diversas observações e exceções): a) o lugar normal de uma conjunção é o início de uma segunda oração; b) como as orações normalmente se separam por vírgulas, é comum que haja vírgula antes da conjunção.

6) Fixada essa ponderação como premissa e voltando a raciocinar com os exemplos acima citados, pode-se dizer que, quando o pois é uma conjunção coordenativa explicativa ("Esconda-se, pois alguém se aproxima"), podem-se extrair as seguintes conclusões: a) nesse caso, a conjunção começa a segunda oração; b) como a regra é que as orações sejam separadas por sinal de pontuação, normalmente há uma vírgula ou ponto e vírgula antes do pois; c) em regra, como o texto segue em ordem direta (e a regra diz que não há vírgula na ordem direta), usualmente não se usa vírgula após o pois. Exs.: i) "Espere um pouco, pois ele não demora"; ii) "Não tenha medo, pois eu não mordo"; iii) "Fale mais alto, pois eu também quero ouvir".

7) Já quando o pois é uma conjunção coordenativa conclusiva ("Era um aluno de caráter; foi, pois, um professor exemplar"), observações diversas podem ser feitas: a) nesses casos, a regra é que o pois não começa a segunda oração, mas vem posposto a um outro termo dela; b) normalmente já haveria um sinal de pontuação antes desse outro termo, porque ele inicia a segunda oração; c) além disso, especificamente quanto ao pois, o certo é que ele se intercala entre outros termos da oração, e, como se dá com as intercalações de um modo geral, deve ela ser marcada por vírgulas antes e depois. Exs.: i) "Tinha dois anos; era, pois, muito pequeno"; ii) "Você foi injusto com o amigo; deve, pois, desculpar-se"; iii) "É um bom filho; será, pois, um bom pai".

8) Voltando, após essas premissas, ao caso da consulta, é preciso dizer que, por conta das questões que surgem nos casos já analisados, acabam por vir outras dúvidas em outras hipóteses que não mantêm relação alguma com o que já foi dito.

9) Diante disso, importa frisar que pois pode ter outros significados e exercer outras funções. Dentre elas, pode ter o conteúdo semântico de uma conjunção coordenativa adversativa, com o significado de mas, porém, contudo, todavia, entretanto, no entanto: (i) "Você está tranquilo? Pois eu estou na maior ansiedade"1; (ii) "-Estou muito bem de vida! - Pois eu, meu caro, ando na miséria!".2 E, como se vê, nesses casos, não há impedimento algum a que tal vocábulo inicie frases, com seu uso logo após um ponto.

10) Além disso, também pode iniciar uma frase, quando seu significado for pois então ou ora. Ex.: "Seu companheiro o enganou? Pois rompa com ele!"3

11) E esse último caso é exatamente um exemplo paralelo à dúvida trazida pelo leitor.

Epa! Vimos que você copiou o texto. Sem problemas, desde que cite o link: https://www.migalhas.com.br/coluna/gramatigalhas/378561/pois--pode-comecar-frase

Vo-lo - o que raios é isso?

 1) Um leitor diz haver encontrado na Bíblia a seguinte frase: "Se assim não fosse, eu vo-lo teria dito". E afirma jamais ter visto uma construção como vo-lo em outro texto. Observa, ainda, que não conhece as regras para utilizar uma estrutura sintática como essa, nem mesmo quais pronomes a compõem. Por fim, pede explicações sobre o assunto.

2) Observe-se a seguinte frase: "Se assim não fosse, eu vos teria dito isso". Siga-se, em continuação, o raciocínio: (i) no caso, vos é um objeto indireto (significando a vós), e isso é um objeto direto; (ii) como isso é um objeto direto, se eu quiser substituí-lo por um pronome, este será o; (iii) se eu aproximar os dois pronomes, a estrutura frasal será "Se assim não fosse, eu vos + o teria dito"; (iv) e é exatamente a união desses dois pronomes que resulta na estrutura vo-lo.

3) Porque essa é uma construção própria da linguagem culta, é difícil encontrá-la em textos atuais, em que a linguagem normalmente prima pela simplicidade, mesmo quando os textos se submetem à norma culta.

4) Na própria Bíblia, entretanto, em versão mais tradicional, é usual encontrar construções dessa natureza: (i) "Se eu to não trouxer e não to puser à presença, serei culpado para contigo sempre" (Gênesis, 43:9 - to = te + o); (ii) "as coisas [...] que eu falo, como o Pai mo tem dito, assim falo" (João, 12:50 - mo = me + o); (iii) "Estas coisas [...] não vo-las disse desde o princípio, porque eu estava convosco" (João, 16:4 - vo-las = vos + as); (iv) "Outra vez saiu Pilatos e lhes disse: Eis que eu vo-lo apresento, para que saibais que eu não acho nele crime algum" (João, 19:4 - vo-lo = vos + o).

5) Com essas observações como premissas, observa-se, a pedido do próprio leitor, que, da junção de dois pronomes pessoais oblíquos átonos na frase, podem surgir associações que vale a pena observar.

6) É que os pronomes pessoais oblíquos átonos me, te, lhe, nos, vos podem juntar-se aos pronomes o, a, os, as, dando origem às formas mo (ma, mos, mas), to (ta, tos, tas), lho (lha, lhos, lhas), no-lo (no-la, no-los, no-las), vo-lo (vo-la, vo-los, vo-las). Exs.: a) "Estes autos, ele mos entregou em confiança"; b) "A causa, ele no-la confiou para defesa em segunda instância".

Essas construções são mais usadas em Portugal que no Brasil.


Epa! Vimos que você copiou o texto. Sem problemas, desde que cite o link: https://www.migalhas.com.br/coluna/gramatigalhas/384606/vo-lo--o-que-e-isso

Palavras lexicais e gramaticais

  1 Palavras gramaticais e lexicais

2 O Léxico e a gramática Como definir, de fato, se o usuário da língua sabe o que significa determinada palavra ou um texto qualquer? Não há solução mágica: cada um deve testar suas ideias, aprender por si mesmo, criticar e avaliar o que aprende e, dessa forma, criar um conhecimento novo. Se o cientista da linguagem precisa, de antemão, saber utilizar a linguagem, qualquer pessoa que saiba se comunicar em determinada língua é um potencial cientista. Assim, um aluno do 9º ano do Ensino Fundamental também pode fazer experiências e sentir-se um cientista.

3 Para iniciarmos a investigação acerca da linguagem, partiremos das seguintes perguntas motivadoras:
Será possível ter consciência de qual é o referente das palavras que são comumente utilizadas? 02. Como encaixar essas palavras em classes ou categorias, a fim de aprender como melhor utilizá-las em textos orais ou escritos?

4 Estes são alguns exemplos de como encaixar palavras em grupos:
Aquelas que se referem ao mundo físico. Exemplos: casa, pedra, caminhar, quebrar, grande, redondo etc. b. Aquelas que se referem ao mundo biológico. Exemplos: árvore, flor, peixe, bem-te-vi, homem, viver, crescer etc. c. Aquelas que se referem ao mundo psicológico. Exemplos: amor, ciúme, esperança, afetuoso, querido, amável, simpatizar, odiar, amar etc. d. Aquelas que se referem ao mundo social. Exemplos: pai, patrão, diretor, amigo, atrasado, ilegal, aceitável, desrespeitoso, reunir, festejar etc. e. Há, ainda, aquelas que servem para articular a língua e a comunicação. Exemplos: o, um, ele, nós, meu, seu, todos, quem, de, para, com, sem, sobre, entre, pois, porque, e, mas, enquanto, já que, lá, aqui, hoje, agora, ai!, oh! etc.

5 Agora, já podemos definir dois grandes grupos de palavras: o grupo das palavras que se referem a objetos e a eventos do mundo real (ou da imaginação) e o grupo das palavras que só existem para o bom funcionamento da língua. Dessa divisão, surgem as palavras lexicais e as gramaticais. As palavras pertencentes aos mundos físico, biológico, psicológico e social são as palavras lexicais, pois fazem referência a objetos ou processos existentes no mundo cotidiano e, portanto, equivalem aos nomes (substantivos, adjetivos) e aos verbos. As palavras gramaticais abrangem os pronomes e os artigos (que se limitam a localizar o ser no discurso, sem lhe acusar características) e os conectivos (elementos que ligam palavras ou articulam discursos e ideias), subdivididos em conjunções e preposições.

6 Partindo da semântica A semântica é a área da linguagem que estuda o significado das palavras numa língua, tanto ao longo da história quanto na contemporaneidade. Tudo o que existe é ser e cada ser tem um nome. Substantivo é a classe gramatical de palavras variáveis, as quais denominam os seres. Além de objetos, pessoas e fenômenos LEXICAIS Adjetivo é a palavra que expressa uma qualidade ou característica do ser e se "encaixa" diretamente ao lado de um substantivo. Verbo é a classe de palavras que se flexiona em pessoa, número, tempo, modo e voz. Ao indicar um processo e situá-lo no tempo, pode expressar:
ação - O grupo auxilia pessoas carentes
estado - Ela parece pensativa
mudança de estado - O dentista ficou doente
fenômeno da natureza - Neva muito no Sul

7 Gramaticais Artigo é a palavra que, vindo antes de um substantivo, indica se ele está sendo empregado de maneira definida ou indefinida. Além disso, o artigo indica, ao mesmo tempo, o gênero e o número dos substantivos. Pronome é a palavra que se usa em lugar do nome, ou a ele se refere, ou ainda, que acompanha o nome qualificando-o de alguma forma. De acordo com o tipo de relação que estabelecem, as conjunções podem ser classificadas em coordenativas e subordinativas. No primeiro caso, os elementos ligados pela conjunção podem ser isolados um do outro. Esse isolamento, no entanto, não acarreta perda da unidade de sentido que cada um dos elementos possui. Já no segundo caso, cada um dos elementos ligados pela conjunção depende da existência do outro. Preposição é a palavra que estabelece uma relação entre dois ou mais termos da oração. Essa relação é de subordinação, ou seja, entre os elementos ligados pela preposição não há sentido dissociado, separado; ao contrário, o sentido da expressão depende da união de todos os elementos que a preposição vincula.

As conjunções podem ser subordinativas ou coordenativas. As preposições são sempre subordinativas.

8 Flexionando Palavras O que fazer quando não sabemos o significado de uma palavra? Normalmente consultamos um dicionário, eletrônico ou impresso, e descobrimos o sentido dela. Entretanto, se quisermos saber o significado dos vocábulos “homens”, “redondinha”, “caminhei” e “odiaríamos”, por exemplo, teremos de buscar “homem”, “redondo”, “caminhar” e “odiar”. Mas por que isso acontece? Isso acontece porque o dicionário apresenta as palavras sem estarem flexionadas, ou seja, as palavras estão em seu modo primitivo. Flexões são as variações possíveis das palavras, com base em um vocábulo primitivo.

9 Portanto Em um dicionário, por não estarem flexionados, os substantivos são apresentados no grau normal e no singular; os adjetivos, no grau normal, no masculino e no singular; e os verbos, no infinitivo. Isso permite afirmar que, em língua portuguesa, as palavras podem se flexionar, ou seja, variar em grau (normal, aumentativo e diminutivo, comparativo e superlativo), gênero (masculino e feminino), número (singular e plural), pessoa (primeira, segunda e terceira), tempo (presente, pretérito e futuro), modo (indicativo, subjuntivo e imperativo) e voz (ativa, passiva, reflexiva e recíproca).
Quanto aos advérbios terminados em mente, em geral, no dicionário aparecem somente os adjetivos. Isso não quer dizer que o advérbio derivado não exista.

10 Gênero, representa as flexões que se atribuem às classes de palavras, tais como os substantivos, os adjetivos, entre outros, quanto à classificação em feminino ou masculino. Enfim, flexões que permitem que tais classes permutem, variem. O gênero diz respeito à variação da forma masculina e da feminina, inerente a alguns vocábulos. Ele, assim como tantos outros elementos que perfazem a língua como um todo, torna-se passível de alguns questionamentos por parte de alguns usuários – fato esse que deu origem à finalidade discursiva do presente artigo. Numeral é a palavra que indica os seres em termos numéricos, isto é, que atribui quantidade aos seres ou os situa em determinada sequência. Varia a forma verbal pra indicar a pessoa gramatical a que se refere. 1a Pessoa: Locutor (que fala) 2a Pessoa: Locutário (com quem se fala) 3a Pessoa: Assunto (de que se fala)

11 Varia a forma verbal para indicar o número de sujeitos a que se refere.
Singular: Refere-se a um único sujeito. Exemplo: O menino fala. Plural: Refere-se a mais de um sujeito. Exemplo: Os meninos falam. Tempo:  Presente: Indica que a ação acontece durante o momento em que se fala. Eu estudo. Pretérito: Indica que a ação aconteceu antes de se falar. Exemplo: Eu estudei. Futuro: Indica que a ação vai acontecer depois de se falar. Exemplo: Eu estudarei. Modos Verbais: Modo Indicativo: Indica uma realidade. Exemplo: Eu vou à reunião. Modo Subjuntivo: Indica uma dúvida, uma possibilidade. Exemplo: Talvez eu vá à reunião. Modo Imperativo: Indica uma ordem, um pedido, um conselho, um convite, uma súplica. Exemplo: Vá à reunião!

substantivos e adjetivos - gênero, número e grau

artigos e numerais - gênero e número

pronomes - gênero, número e pessoa

verbos - número, pessoa, tempo, modo, voz e aspecto

Fitas Antigas - encerramento da Rede Globo - 1994

 Já existia o Vídeo Show e a Sessão da Tarde, por que não estão na programação se estavam reinando em 93?
O VS era somente aos sábados, só passou a ser diário em 1994. A Sessão da Tarde era interrompida em janeiro e julho, substituída pelo Festival de Férias. Ela só voltava com o fim das férias escolares.

O encerramento e abertura era só nas madrugadas de domingo para segunda?
Até 1998, era diário, menos às sextas, sábados e vésperas de feriado, Carnaval, Ano Novo e Natal. Só em 1998 que passou a ser mensal.

Até 1996 era no domingo depois do Domingo Maior, segunda depois da Sessão Comédia, terça depois do Campeões de Bilheteria, quarta depois do Classe A e quinta depois do Festival de Sucessos.

Em um encerramento de 1998 tem o Programa Ecumênico e o Intercine, e neste mais recente não tem?
Os dois só estrearam em 1996.

Em um encerramento de 2001 tem o Corujão e neste não tem?
Era só nos finais de semana, feriados e festas de fim de ano, só passou a ser diário em 1998, substituindo o Campeões de Bilheteria, que era exibido apenas de terça para quarta, e se tornou diário em 1996.

No de 2002 tem o Globo Rural e neste não tem?
Em 1994 o GR era só aos domingos, a edição diária só estreou em 2000.

Neste encerramento é Telecurso 2º Grau, no de 1999 é Telecurso 2000 e no de 2010 é Novo Telecurso, por que?
Até 1987, o Telecurso tinha aulas de primeiro e e segundo grau (hoje ensino médio), mas no fim daquele ano, passou a ser só de segundo grau, e ainda tinha OSPB e EMC, substituídas pelas atuais Sociologia e Filosofia.
O Telecurso 2000 estreou em 195, tendo nos primeiros meses só o segundo grau, depois entrando as aulas do primeiro grau (hoje ensino fundamental) e aí veio depois o Profissionalizante. As disciplinas eram as mesmas do 1º Grau (Língua Portuguesa, Matemática, Ciências, Inglês, Geografia e História) e 2º Grau (Língua Portuguesa, Matemática, Inglês, Geografia, História, Biologia, Física e Química).
Em 2005 surgiu o TEC (para o mundo empresarial) e o Tecendo o Saber (para os anos iniciais do ensino fundamental). O Novo Telecurso estreou em 2008, com os mesmos programas do 2000, e ganha seis novas disciplinas no Ensino Médio: Filosofia, Artes Plásticas, Música, Teatro, Sociologia e Espanhol. E três novas no Profissionalizante: Gestão de Pessoas, Administração da Manutenção e Automação - além das já existentes (Manutenção, Materiais, Processos de Fabricação, Elementos de Máquinas, Tratamento Térmico, Tratamento de Superfície, Organização do Trabalho, Universo da Mecânica, Leitura e Interpretação de Desenho Técnico, Universo da Mecânica, Normalização, Higiene e Segurança, Qualidade, Organização do Trabalho e Qualidade Ambiental).

Aos 20 minutos - não seria meia-noite e vinte?
Dependia da localidade. No Rio era assim, porque em São Paulo era 'meia-noite e vinte', e em Brasília era 'zero e vinte' e 'zero hora'

Que filme era esse que estava encerrando?
Uma Alucinante Viagem, na Sessão Comédia.

Os Trapalhões em 1994?    
Era reprise, porque as gravações acabaram quando o Mussum e o Zacarias faleceram.

 O número das aulas e das disciplinas do Telecurso eram citados no encerramento, aliás, a Globo RJ, assim como a filial mineira, tinham o costume de encerrar e abrir a programação citando as aulas do Telecurso exibindo as disciplinas e o número das aulas. Com relação aos atores dos filmes, só a filial paulista da líder fazia a citação. A filial mineira citava também o tema da série Sagrado e detalhava a série Tecendo o Saber, dizendo o módulo.