quarta-feira, 21 de dezembro de 2022

Como escolher os cantos para a missa

 4.1 Ritos Iniciais


– Canto de Entrada


Acompanha a Procissão de Entrada do presidente e da Equipe de celebração. A principal finalidade deste canto é congregar, isto é, unir a assembleia, introduzindo-a no mistério celebrado. Para cumprir bem esta missão, deve estar em sintonia com o tempo do ano litúrgico, com o tipo de celebração, com a composição da assembleia. A procissão de Entrada acompanhada do canto é, propriamente, o primeiro ato litúrgico da Santa Missa


– Saudação Inicial


O presidente pode cantar o sinal da cruz e a saudação inicial, desde que sempre prevaleça o aspecto dialógico da celebração e a forma trinitária revelada. Não se usem fórmulas heréticas, isto é, que neguem o mistério da Santíssima Trindade.


– Ato Penitencial e Kyrie Eleison


Momento de exaltar a misericórdia divina. O canto deve inspirar-se no Kyrie Eleison ou no Confesso a Deus. Qualquer outro canto, por mais belo que seja, não cabe.


– Há também a possibilidade da substituição do Ato Penitencial pela Aspersão. Neste caso, o canto de um salmo ou canto batismal será o mais adequado.


– Hino de Louvor


O Glória não é um hino trinitário, mas cristológico. Por isso, deve-se atentar para a escolha do texto a ser usado. Use-se a letra oficial do Missal Romano ou uma letra que esteja baseada nesta, aprovada pela Conferência Episcopal.

Qualquer outro canto, por mais belo que seja, não cabe.

Não se usa na Quaresma e no Advento, exceto em caso de solenidade ou festa.

Exemplo: na Quaresma tem a solenidade de São José em 19 de março e no Advento tem a solenidade da Imaculada Conceição em 8 de dezembro. Nesses casos se canta o Glória.


– Oração do Dia


O presidente pode cantar a oração do dia. No final, todos aclamam cantando o Amém.


4.2. Liturgia da Palavra


– Leituras


As leituras podem ser cantadas, se houver um leitor com habilidade para isso, prezando-se pela compreensão das mesmas por toda assembleia. Normalmente são lidas. É possível que nas solenidades maiores a aclamação final “Palavra do Senhor” seja feita em canto.


– Salmo Responsorial


O Salmo Responsorial deve ser, por sua natureza, cantado. Se não é possível cantar todo o salmo cante-se ao menos o refrão. Atente-se em conservar a letra do Lecionário. Pode-se, no entanto, utilizar uma versão do Salmo Responsorial dos Hinários Litúrgicos, com tradução diferenciada. Pode se cantar de forma direta ou indireta.


O Salmo é parte integrante da Liturgia da Palavra. Por isso, não pode ser omitido e nem substituído por outro canto “de meditação”. Aliás, vale destacar que Salmo é Palavra de Deus, é uma “leitura cantada”, que responde à primeira leitura. Deve-se, portanto, evitar os convites: “Meditemos a primeira leitura com o Salmo”.


– Aclamação ao Evangelho


O Evangelho é o momento central de toda a Liturgia da Palavra. Por isso, é precedido de um canto de aclamação. Durante este canto, aclama-se a Palavra de Deus. Durante este canto, o presidente da celebração (ou um diácono ou um concelebrante) dirige-se ao ambão.


O canto ritual deste momento é o ALELUIA, seguido de uma antífona referente ao Evangelho que será proclamado. (Durante a quaresma o canto o Aleluia é substituído por outra aclamação cristológica)

Cantos que falem apenas da Palavra de Deus são inadequados.


– Profissão de Fé


A profissão de fé pode ser cantada, mantendo-se a letra do Credo Apostólico ou do Credo Niceno-constantinopolitano. Em nosso país dificilmente vemos esta prática, muito comum nas celebrações do Sumo Pontífice e nas Liturgias das Igrejas Orientais.


– Oração dos fiéis.


A resposta da oração dos fiéis pode ser cantada. Mantenha-se uma resposta fácil para que toda assembleia participe.


4.3. Liturgia Eucarística


– Apresentação das Oferendas


Este momento é composto pela procissão e pela apresentação das oferendas. Quanto ao canto, pode ser realizado de maneiras diversas, a combinar com o presidente da celebração:


a) O canto estender-se durante toda a procissão, preparação do altar e apresentação das oferendas. Neste caso, o sacerdote realizará a ação ritual em voz baixa.


b) O canto ser entoado somente durante a procissão das oferendas e a preparação do altar. Neste caso, o sacerdote proferiria as orações de apresentação das oferendas em voz alta e a assembleia aclamaria com o “Bendito seja Deus para sempre”.


c) O canto ser entoado somente durante a procissão das oferendas e a preparação do altar e o sacerdote cantar o texto da apresentação das oferendas e a assembleia responder em canto: “Bendito seja Deus para sempre”.


Nos casos em que a apresentação dos dons é feita em voz alta, sempre pode-se continuar cantando após a apresentação do vinho, até o final do Lavabo. O canto da apresentação das oferendas deve favorecer o espírito de alegria, partilha e união, gerando nos fiéis espírito de generosidade e atenção ao mistério que se inicia. Não necessariamente precisa falar de pão e vinho, pode falar do tema da liturgia ou do oferecimento da própria vida a Cristo.

 

Evitar chamar esse momento de ofertório, porque o verdadeiro ofertório da missa só acontece depois da Consagração.


– Cantos presidenciais


O sacerdote pode cantar os textos que compõe a liturgia eucarística quase em sua totalidade. Neste caso, as respostas do povo seriam, da mesma forma, cantadas. É bom que aquilo que o sacerdote canta, seja respondido em canto.


– Santo


É um dos pontos altos da Liturgia Eucarística. É conveniente que seja cantado, ainda que haja a possibilidade de ser rezado. A letra deve obedecer à do Missal Romano. Permitem-se adaptações, desde que não alterem demasiadamente o texto. Qualquer outro canto, por mais belo que seja, não cabe.


– Aclamações da Oração Eucarística


As aclamações da Oração Eucarística podem ser cantadas pela assembleia. Neste caso, obviamente, conservem-se os textos oficiais das anáforas.


– O Amém da Doxologia Final


Mesmo que digamos o “Amém” em outros momentos da missa, este momento é de um significado particular. Significa a adesão plena ao sacrifício de Cristo, oferecido ao Pai no Espírito Santo. É conveniente que seja cantado com frequência.


– O Pai nosso


A oração do Senhor, que é presente em todas as celebrações, pode ser cantada. Mas atente-se que a letra mantenha-se inalterada e que toda a assembleia cante.


– Abraço da Paz


Após a oração “Senhor Jesus Cristo…” o sacerdote pode convidar o povo para cumprimentar-se com o sinal da paz. É comum cantar-se, neste momento, um canto relacionado com paz, com cumprimento.


No entanto, tal costume deve ser evitado, já que a Instrução Redemptionis Sacramentum(2004) orienta:


“Convém que cada um dê a paz, sobriamente, só aos mais próximos a si. O sacerdote pode dar a paz aos ministros, permanecendo sempre dentro do presbitério, para que não perturbe a celebração. Faça-se do mesmo modo se, por uma causa razoável, deseja dar a paz a alguns fiéis. Nem se execute qualquer canto para dar a paz, mas sem demora se recite o Cordeiro de Deus.” (n.72)


– Cordeiro de Deus


É um canto ritual na celebração. Deve ser constantemente cantado. A letra deve ser mantida e o canto realizado durante a fração do pão.


– Canto de Comunhão


É o canto que acompanha a comunhão dos fiéis. “Exprime, pela unidade das vozes, a união espiritual dos comungantes, demonstra a alegria dos corações e realça a índole ‘comunitária’ da procissão para receber a Eucaristia”. (IGMR 86). Não é exigido que este canto seja entoado por todo o povo.


– Ação de Graças


“Terminada a distribuição da comunhão, se for oportuno, o sacerdote e os fiéis oram por algum tempo em silêncio. Se desejar, toda assembleia pode entoar, ainda, um salmo ou outro canto de louvor ou hino.” (IGMR 88)


4.4. Ritos Finais


– Oração e Bênção Final


Como a grande parte das falas do presidente, estas partes podem ser cantadas.


– Canto final - não previsto pelo Missal, portanto, suplementar


É o canto que acompanha o regresso da equipe de celebração à sacristia e a saída do povo. Não é um canto obrigatório. Se cantado, deve expressar a alegria da missão que inicia ou relembrar ao povo o mistério que acabou de ser celebrado.

Por que não se canta o Glória no Advento?

 Durante o Advento não se recita o Glória porque é uma das maneiras de expressar concretamente que, enquanto durar o peregrinar aqui na Terra, falta algo para que a alegria seja completa.


Quando o Senhor estiver presente no meio do seu povo a Igreja terá chegado à sua festa completa, com a Solenidade do Natal do Senhor, quando é cantado novamente o Glória.


Não se usa, exceto em caso de solenidade ou festa. Por exemplo, a solenidade da Imaculada Conceição em 8 de dezembro sempre acontece no meio do Advento. Mesmo assim tem o Glória.

Por que não se canta o Glória e o Aleluia na Quaresma?

De acordo com o catecismo da Igreja Católica, a quaresma é um tempo favorável à prática penitencial. O período é apropriado aos exercícios espirituais, por meio do jejum, caridade e penitência. Diante disso, há privações de alguns cantos litúrgicos como o Glória e Aleluia.


A quaresma remete a época em que o povo de Deus estava no exílio, esperando o Messias vir e salvá-los. É uma espera parecida com o Advento, em que os Cristãos esperam pelo nascimento de Jesus, na quaresma esperam pela ressurreição, o segundo nascimento.


Glória e Aleluia são palavras de louvação e que não devem ser expressas neste tempo. Por isso, durante a quaresma, estes cantos não são entoados pelas equipes litúrgicas, também como não se devem bater palmas, e levantar os braços em ato de louvação.

Todo tempo litúrgico tem cantos próprios e é preciso saber escolhê-los bem, afirma a Irmã Cidinha Batista, da congregação das Irmãs Pias Discípulas do Divino Mestre.


Você também já deve ter observado que as imagens são cobertas neste tempo, seja com um pano roxo ou lilás não é mesmo? O Missal Romano instrui que as imagens sejam cobertas a partir do quinto domingo da quaresma. Este é um costume muito antigo da igreja e ajudam a manter o espaço mais sóbrio. Assim como os cantos, alguns instrumentos não são tocados neste tempo, não há flores ao redor do altar,  tornando assim,  a celebração mais solene.


A cruz por exemplo, é descoberta na Sexta-Feira Santa, dia em que Jesus é crucificado e as imagens são descobertas no dia da Vigíla Pascal, também conhecido como Sábado de Aleluia. Neste dia a igreja louva, glorifica a Ressurreição de Jesus. Cristo nossa Páscoa.



Na Quaresma, o Glória desaparece. No Tempo Comum, todo Domingo o fiel ouvirá o Glória; mas na Quaresma ele some.


Ninguém pode decidir colocar o Glória nas Missas da Quaresma. Faz parte da Liturgia da Igreja.


Entretanto, se ocorrer uma Solenidade ou Festa, o Glória reaparece. Por exemplo: a Solenidade de São José, em 19 de Março, sempre acontece no meio da Quaresma. Mesmo assim, tem o Glória, mas o Aleluia precisará esperar a Páscoa.


Mas nos outros dias, não. Nem nos Domingos.


Li há poucos dias um relato de que em algum lugar se usou o Glória num Domingo da Quaresma: completamente errado. Importante ressaltar que o Glória não é usado nem mesmo no chamado Domingo "da alegria", o Domingo Laetare, 4º da Quaresma.


Em resumo: o Glória não se usa na Quaresma; exceto em caso de Festa ou Solenidade.


O Alleluia, por sua vez, desaparece completamente na Quaresma, sem exceção. Tal palavra fica completamente ausente da Liturgia (inclusive do Ofício Divino).Na Forma Extraordinária do Rito Romano (a Missa Tridentina), desaparece um pouco antes, no tempo litúrgico chamado Septuagésima.


Em resumo: Quaresma não tem Alleluia. Nunca. Sem exceção. Ele será uma explosão de alegria na Vigília Pascal.

13 de maio - Ascensão do Senhor ou Nossa Senhora de Fátima: qual se celebra?

 Uma peculiaridade no calendário litúrgico vem chamando a atenção neste ano de 2018, pois o próximo 13 de maio, dia de Nossa Senhora de Fátima, coincide com o domingo da Ascensão do Senhor; diante disso, muitos têm se perguntado: o que a Igreja irá celebrar?


Ao observar o ‘Programa de Atividades 2017-2018’ disponibilizado no site do Santuário de Fátima, já é possível verificar a resposta para tal indagação, pois estabelece que no dia 13 de maio deste ano será celebrada a Solenidade da Ascensão do Senhor, assinalando ainda o “Dia Mundial dos Meios de Comunicação Social”, juntamente com a “Peregrinação Internacional Aniversária” e o “Aniversário da Canonização dos Santos Francisco e Jacinta Marto”.


Por outro lado, o mesmo programa de atividades indica que na segunda-feira, dia 14 de maio, será celebrada a Solenidade de Nossa Senhora de Fátima, que foi transferida.


Em declarações à ACI Digital, a assessora de imprensa do Santuário de Fátima, Carmo Rodeia, sublinhou que “a Solenidade da Ascensão do Senhor é uma data móvel”, por isso, “este ano coincide com a solenidade de Nossa Senhora de Fátima”.


“Seguindo a ordem de precedência da Liturgia, que consagra o Tempo Pascal como o mais importante, seguido da Solenidade do Senhor e só depois as datas referentes à Solenidade de Nossa Senhora, que tem de ser observada em toda a Igreja, o Santuário celebra no domingo a Solenidade da Ascensão do Senhor e passou para segunda feira, o dia imediatamente a seguir, a celebração da Solenidade de Nossa Senhora de Fátima”, explicou.


Nesse sentido, a assessora do Santuário fez referência à ‘Tabela dos dias litúrgicos segundo sua ordem de precedência’, contidas nas ‘Normas Universais do Ano Litúrgico e o Calendário’, que, entre outros, cita as seguintes precedências para as celebrações litúrgicas:


“1. Tríduo pascal da Paixão e Ressurreição do Senhor.


2. Natal do Senhor, Epifania, Ascensão e Pentecostes.

Domingos do Advento, da Quaresma e da Páscoa.

Quarta-feira de Cinzas.

Férias da Semana Santa, da Segunda à Quinta-feira inclusive.

Dias dentro da Oitava da Páscoa.


3. Solenidades do Senhor, da Virgem Santa Maria e dos Santos inscritos no Calendário geral.

Comemoração de Todos os Fiéis Defuntos (…)”.


Além disso, o parágrafo 60 de tais ‘Normas’ indica que, “se ocorrem no mesmo dia várias celebrações, celebra-se a que ocupa um lugar superior na tabela dos dias litúrgicos. Entretanto, a solenidade impedida por um dia litúrgico, que goze de precedência, seja transferida para o dia livre mais próximo”. É solenidade nas paróquias e comunidades onde Nossa Senhora de Fátima for a padroeira. Caso contrário, é festa.

2º domingo do Advento ou Imaculada Conceição - o que celebrar em 8 de dezembro?

Neste próximo domingo, 8 de dezembro, coincidirão no calendário a Solenidade da Imaculada Conceição e o 2º Domingo do Advento. Qual das duas datas litúrgicas tem “prioridade”?


A Igreja Católica estabelece normas litúrgicas segundo as quais existem precedências a serem respeitadas quando duas ou mais celebrações caem no mesmo dia. De acordo com essas normas, a precedência neste caso seria do 2º Domingo do Advento, por celebrar a Cristo. Deste modo, a Solenidade da Imaculada deveria ser celebrada no dia seguinte.


Entretanto, no Brasil, assim como em outros países, a Igreja permite, por razões relevantes ligadas à devoção popular local, que a Solenidade da Imaculada Conceição seja celebrada na sua data original, 8 de dezembro, mesmo sendo domingo de Advento. Afinal, qualquer festa de Maria é necessariamente uma festa de Cristo.


As precedências são definidas nas Normas Universais do Ano Litúrgico e o Novo Calendário Romano Geral, cujo número 59 estabelece uma tabela com a ordem de prioridade das celebrações:


“1. Tríduo Pascal da Paixão e Ressurreição do Senhor.

 

 2. Natal do Senhor, Epifania, Ascensão e Pentecostes.

 Domingos do Advento, da Quaresma e da Páscoa.

 Quarta-feira de Cinzas.

 Dias da Semana Santa, de Segunda à Quinta-feira inclusive.

 Dias dentro da Oitava da Páscoa.

 

 3. Solenidades do Senhor, da Bem-aventurada Virgem Maria e dos Santos inscritos no calendário geral.

 Comemoração de todos os fiéis defuntos (…)”.

O número 60 das mesmas Normas determina:


“Se ocorrem no mesmo dia várias celebrações, celebra-se a que ocupa um lugar superior na tabela dos dias litúrgicos. Entretanto, a solenidade impedida por um dia litúrgico, que goze de precedência, seja transferida para o dia livre mais próximo”.

Um exemplo é a solenidade de São José, cuja data oficial é 19 de março. Quando ela recai num domingo de Quaresma, porém, é celebrada no dia 20 ou 18 em vez do dia 19. 

Alguns anos atrás, o dia 19 de março caiu em plena Semana Santa, de modo que a festa de São José foi transferida para a segunda-feira após o segundo domingo da Páscoa, já que tanto o Domingo de Páscoa quanto o Domingo da Divina Misericórdia têm precedência sobre ela.

Por que a comemoração da Solenidade de São José foi transferida para 20 de março?

 Normalmente, a solenidade de São José é celebrada no dia 19 de março, entretanto, como neste ano coincidiu com o terceiro domingo da Quaresma, ontem, sua celebração foi transferida para hoje, 20 de março.


“Ponham-se em maior realce, tanto na Liturgia como na catequese litúrgica, os dois aspectos característicos do tempo quaresmal, que pretende, sobretudo através da recordação ou preparação do Batismo e pela Penitência, preparar os fiéis, que devem ouvir com mais frequência a Palavra de Deus e dar-se à oração com mais insistência, para a celebração do mistério pascal”, explica a constituição Sacrosanctum Concilium sobre a sagrada liturgia.


Além disso, indica que “para que as festas dos Santos não prevaleçam sobre as festas que recordam os mistérios da salvação, muitas delas ficarão a ser celebradas só por uma igreja particular ou nação ou família religiosa, estendendo-se apenas a toda a Igreja as que festejam Santos de inegável importância universal”.


Nesse sentido, durante o período da Quaresma são comemoradas no máximo quatro festividades: São Cirilo e São Metódio (14 de fevereiro), a Cátedra de São Pedro (22 de fevereiro), a festa de São José (19 de março) e a Anunciação do Senhor (25 de março).


Caso se celebre a memória dos santos durante o tempo litúrgico da Quaresma, deve ser com ornamentos roxos e conforme as normas litúrgicas.

O que são dias de preceito?

 As missas de preceito dizem respeito ao terceiro mandamento de Deus Guardar domingos e festas de guarda. Então o mandamento da Igreja específica o que deve ser feito nestes dias:


Aos domingos e nos outros dias de festa de preceito, os fiéis têm a obrigação de participar da missa.


Código Direto Canônico, cânone 1247

E quais são os dias de missas de preceito na Igreja?

Como descrito, no mandamento de Deus e da Igreja, são todos os domingos do ano e “do mesmo modo devem guardar-se os dias do Natal de Nosso Senhor Jesus Cristo, Epifania, Ascensão e santíssimo Corpo e Sangue de Cristo, Santa Maria Mãe de Deus, e sua Imaculada Conceição e Assunção, São José e os Apóstolos S. Pedro e S. Paulo, e finalmente de Todos os Santos.“ Código de Direito Canônico, cânone 1246


Como resultado, segue a lista dos dias:


Todos os domingos do ano.

O Natal de Nosso Senhor Jesus Cristo, em 25 de dezembro.

A Epifania do Senhor, em 6 de janeiro (No Brasil ela é transferida para o domingo anterior ou posterior, exceto se o dia 6 cair em um domingo).

A Ascensão do Nosso Senhor Jesus Cristo ao Céu, na quinta-feira da 6ª semana da Páscoa (no Brasil foi transferida para o 7º domingo).

Santíssimo Corpo e Sangue de Cristo (Corpus Christi), na quinta-feira após o domingo da Santíssima Trindade.

A Solenidade de Santa Maria, Mãe de Deus, em 1º de janeiro.

A Imaculada Conceição de Nossa Senhora, no dia 8 de dezembro.

A Assunção de Nossa Senhora, em 15 de agosto (no Brasil foi transferida para o 3º domingo de agosto, exceto se o dia 15 cair em um domingo).

São José, em 19 de março.*

São Pedro e São Paulo, em 29 de junho (no Brasil foi transferida para o domingo anterior ou posterior, exceto se o dia 29 cair em um domingo).

Todos os Santos, em 1º de novembro (no Brasil foi transferida para o 1º domingo de novembro, exceto se o dia 1º cair em um domingo).

* Neste caso o § 2 do cânone 1246 define que “a Conferência episcopal, contudo pode, com aprovação prévia da Sé Apostólica, abolir alguns dias festivos de preceito ou transferi-los para o domingo”. Assim, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) retirou o preceito na solenidade de São José, em 19 de março.


As missas de preceito são apenas o mínimo que todo católico deve fazer, porém, é importante, além das missas de preceito, participar na Santa Missa em momentos importantes como: Quarta Feira de Cinzas, Missas da Semana Santa, dias de festa, entre outras.


Vale lembrar que alguns dias de festa de preceito na Igreja já caem normalmente nos domingos, como: o Domingo de Ramos, o Domingo de Páscoa, o Domingo de Pentecostes, o Domingo da Santíssima Trindade.


Para cumprir o preceito deve participar da missa onde quer que se celebre em rito católico, quer no próprio dia festivo quer na tarde do dia antecedente. Neste último caso a participação da santa missa pode ser feita no dia anterior no entardecer ou a noite, onde o tema da celebração seja o do dia festivo.


Outros pontos importantes

Entretanto, para além da participação da missa, é necessário que os fiéis abstenham-se ainda daqueles trabalhos e negócios que impeçam o culto a prestar a Deus, a alegria própria do dia do Senhor, ou o devido repouso do espírito e do corpo.


Caso seja impossível de participar da Santa Missa nestes dias de festa de preceito, o código de direito canônico nos diz:


§ 2. Se for impossível a participação na celebração eucarística por falta de ministro sagrado ou por outra causa grave, recomenda-se muito que os fiéis tomem parte na liturgia da Palavra, se a houver na igreja paroquial ou noutro lugar sagrado, celebrada segundo as prescrições do Bispo diocesano, ou consagrem um tempo conveniente à oração pessoal ou em família ou em grupos de famílias conforme a oportunidade.


Cânone 1248

Por último, o código do direito canônico, também nos diz que a conferência Episcopal, no caso do Brasil a CNBB, pode com a autorização da prévia da Sé Apostólica, abolir dias festivos ou alterá-los para o domingo


São festas de preceito todos os domingos do ano, os dias de Natal do Senhor Jesus Cristo, do Santíssimo Corpo e Sangue de Cristo, de Santa Maria Mãe de Deus, e de sua Imaculada Conceição. As celebrações da Epifania, da Ascensão, da Assunção de Nossa Senhora, dos Santos Apóstolos Pedro e Paulo e a de Todos os Santos ficam transferidas para o domingo, de acordo com as normas litúrgicas. A festa de preceito de São José é abolida, permanecendo sua celebração litúrgica.


Por que o católico não pode ser espírita?

 O católico instruído sabe que o homem tem uma inteligência limitada e que Deus é infini­tamente sábio, podendo revelar-nos verdades que superam a nossa capacidade racional e por isso o católico admite a possibilidade do mistério e aceita tais verdades sempre que tem certeza de que fo­ram reveladas por Deus; o espírita proclama que absolutamente não há mistérios e tudo o que a mente humana não pode compreender, é falso e deve ser rejeitado.

O católico instruído crê que Deus pode fa­zer e de fato fez milagres para comprovar Sua re­velação; o espírita rejeita a possibilidade do mila­gre e dogmatiza que também Deus deve obedecer às leis da natureza.

O católico instruído crê que os livros da Sagrada Escritura foram inspirados por Deus e que, por isso, não podem ter erros em questões de fé e de moral; o espírita declara que a Bíblia está cheia de erros e contradições e que nunca foi ins­pirada por Deus.

O católico instruído crê que Jesus enviou o Espírito Santo aos apóstolos e seus sucessores para que os ajudasse a transmitir e conservar fiel­mente as verdades divinamente reveladas; o espí­rita declara que os apóstolos e seus sucessores, o Papa e os Bispos, não entenderam os ensinamen­tos de Cristo e que tudo o que eles nos transmi­tiram, está errado e falsificado.

O católico instruído crê que o Papa, suces­sor de São Pedro, é infalível sempre que com sua suprema autoridade, decide solenemente questões de fé ou moral; o espírita proclama que os Papas só espalharam o erro e a incredulidade.

O católico instruído crê que Jesus instituiu uma Igreja com o fim de continuar através dos sé­culos Sua obra de santificação dos homens; o es­pírita declara que até a vinda de Allan Kardec a obra de Cristo estava perdida e inutilizada.

O católico instruído crê que Jesus nos en­sinou todas as verdades religiosas necessárias e su­ficientes para a nossa eterna salvação; o espírita proclama que o espiritismo é a terceira revelação, destinada a retificar e mesmo a substituir o Evangelho de Cristo.

O católico instruído crê que em Deus há uma só natureza e três pessoas, Pai, Filho, Espírito Santo; o espírita nega este augusto e fundamental mistério da Santíssima Trindade.

O católico instruído crê que Deus é o Cria­dor de todas as coisas, realmente distinto do mun­do e um Ser Pessoal e Consciente; grande parte dos espíritas afirmam que Deus é a alma do mun­do e que os homens são partículas de Deus, pro­fessando assim um perfeito panteísmo.

O católico instruído crê que Deus é libérrimo para criar ou não criar o mundo e fazê-lo como melhor lhe parece; muitos espíritas dogmatizam que Deus devia necessariamente desde toda eternidade criar e devia fazer todos os homens iguaizinhos.

O católico instruído crê que Deus fez o mundo do nada, com o simples império de sua vontade onipotente; o espírita dogmatiza que o mundo, ou sempre existiu e apenas se aperfeiçoou, ou é uma emanação de Deus.

O católico instruído crê que Deus criou a alma humana no momento de sua união com o corpo; o espírita dogmatiza que a nossa alma é o resultado de lenta e longa evolução, tendo passado pelo reino mineral, vegetal e animal.

O católico instruído crê que Deus inter­veio diretamente na formação do primeiro homem; o espírita dogmatiza que o primeiro homem era um macaco evoluído.

O católico instruído crê que o homem é uma composição substancial entre corpo e alma; o espírita dogmatiza que é um composto entre perispírito e alma e que o corpo é apenas um invólucro temporário, um “alambique para purificar o espí­rito”.

O católico instruído crê que a alma é um espírito sem matéria; o espírita dogmatiza que a alma “é a matéria quintessenciada”.

O católico instruído obedece a Deus que, sob penas severas, proibiu a evocação dos mortos; o espírita fez desta evocação uma nova religião.

O católico instruído crê na existência de anjos, seres espirituais mais perfeitos que o ho­mem; o espírita dogmatiza que não há anjos, mas apenas espíritos mais evoluídos e que eram ho­mens.

O católico instruído crê que uma parte dos anjos, os demônios, se revoltou contra Deus, sendo condenados ao inferno; o espírita dogmatiza que não há demônios, mas apenas espíritos imper­feitos, mas que alguma vez alcançarão a perfeição.

O católico instruído crê que Jesus Cristo é verdadeiramente o Filho Unigênito de Deus, a se­gunda pessoa da Santíssima Trindade, Deus igual ao Pai e ao Espírito Santo; o espírita nega esta verdade fundamental da fé cristã e dogmatiza que Cristo era apenas um grande médium e nada mais.

O católico instruído crê que Jesus fez ver­dadeiramente milagres para comprovar sua missão divina; o espírita nega as ressurreições e os outros milagres operados por Cristo.

O católico instruído crê que Jesus Cristo é também verdadeiro homem, com corpo real e alma humana; grande parte dos espíritas dogma­tiza que Cristo tinha apenas um corpo aparente ou fluídico.

O católico instruído crê que Maria San­tíssima é Mãe de Deus, isto é, de Cristo que é Deus, e por isso imaculada, sempre virgem e assu­mida ao céu em corpo e alma; o espírita nega e ridiculariza todos os privilégios da excelsa Mãe de Jesus.

O católico instruído crê que Cristo veio para salvar e remir a humanidade por sua vida, paixão e morte na cruz; o espírita dogmatiza que Jesus não é nosso redentor, mas apenas veio para ensinar algumas verdades e isso mesmo ainda de um modo obscuro e incerto e que cada um pre­cisa remir-se a si mesmo.

O católico instruído crê que o filho de Adão nasce sem os dons da graça com que Deus adornara generosamente a natureza humana, isto é, que nascemos todos com o pecado original; o espírita dogmatiza que Deus assim seria injusto e por isso nega o pecado original.

O católico instruído crê que Deus está sempre disposto a nos ajudar com a sua graça e seus favores; o espírita dogmatiza que Deus não pode conceder nem graças nem favores, mas tem que dar a todos exatamente o mesmo.

O católico instruído crê que Deus pode perdoar os pecados ao pecador que a Ele se volta arrependido e contrito, com o propósito sincero de não tornar a pecar; o espírita dogmatiza que Deus não pode perdoar pecados sem que preceda rigoro­sa expiação e reparação feita pelo próprio pecador, em sempre novas encarnações.

O católico instruído crê que a vida de pe­nitência e de oração e contemplação aperfeiçoa o homem; o espírita dogmatiza que a penitência vo­luntária e a contemplação nada valem perante Deus.

O católico instruído crê que, em atenção aos superabundantes merecimentos de Cristo e me­diante os sacramentos por ele determinados e ins­tituídos, o homem pode ser elevado à ordem da vida sobrenatural, que nos torna filhos adotivos de Deus, templos vivos do Espírito Santo e herdeiros do céu; o espírita nega qualquer graça santificante e a vida sobrenatural.

O católico instruído crê que Jesus insti­tuiu sete sacramentos como meios por Ele determi­nados de santificação; o espírita nega toda eficácia sobrenatural dos sacramentos.

O católico instruído crê que é pelo ba­tismo que o homem deve iniciar a sua santifica­ção; o espírita nega que Jesus mandou que se batizas­sem todos os homens para a remissão dos pecados e a infusão da vida sobrenatural.

O católico instruído crê que Jesus está verdadeiramente presente no Pão Eucarístico para ser o alimento da nossa vida sobrenatural; o espí­rita ridiculariza a Eucaristia como pura “panto­mina e palhaçada do catolicismo”.

O católico instruído crê que a confissão é um meio determinado por Cristo para perdoar os pecados cometidos depois do batismo e de que sinceramente nos arrependemos; o espírita dogma­tiza que cada qual precisa reparar o mal por meio de novas reencarnações, sem o que Deus não pode perdoar pecados.

O católico instruído crê que o matrimô­nio é um sacramento instituído por Cristo para es­tabelecer uma santa e indissolúvel união entre o homem e a mulher; o espírita proclama que o ca­samento é solúvel e que o divórcio é uma lei na­tural.

O católico instruído crê que o homem vive uma só vez sobre a terra e que desta única exis­tência depende a vida eterna; o espírita dogmati­za que a gente nasce, vive e morre e renasce ainda e progride continuamente.

O católico instruído crê que depois da morte o homem deve comparecer perante Deus e prestar contas de sua vida; o espírita dogmatiza que este juízo particular é pura fantasia e imagi­nação.

O católico instruído crê na existência de um lugar e um estado chamado purgatório, onde se purificam as almas dos justos que morreram com pecados leves não arrependidos ou com casti­gos temporais não satisfeitos; o espírita decreta que este purgatório não existe, mas foi inventado pela Igreja para ganhar dinheiro.

O católico instruído crê na existência do céu, estado e lugar da felicidade sem fim, para onde vão aqueles que morreram plenamente justifica­dos com Deus; o espírita ridiculariza e zomba des­te céu como de um lugar de “eterna e fastidiosa ociosidade”.

O católico instruído crê que todo aquele que morrer impenitente e obstinado em pecado grave deliberada e voluntariamente cometido, será condenado ao inferno; o espírita dogmatiza que o inferno foi inventado para assustar crianças.

O católico instruído crê que no fim do mundo todos hão de ressuscitar com seus próprios corpos; o espírita dogmatiza que não pode haver ressurreição dos mortos.

O católico instruído crê que no fim do mundo haverá um juízo final, presidido por Cristo; o espírita dogmatiza que Jesus não virá para julgar todos os homens.”

Batismo - imersão ou infusão?

 Tem gerado muito bafafá nas redes sociais os vídeos de padres mergulhando bebês inteiramente na água no momento do batismo. O mais curioso é que, pelo visto, a “moda” está pegando aqui no Brasil. Mas pode isso?


Sim, pode! A Igreja Católica admite o batismo de crianças e adultos dessa forma, por imersão. Porém, historicamente, esse rito é muito mais usado pelas igrejas católicas orientais sui iuris.


O Código de Direito Canônico diz:


“Cân. 854 – O batismo seja conferido por imersão ou por infusão, observando-se as prescrições da Conferência dos Bispos”.


Por sua vez, a CNBB diz que, no Brasil, o costume é batizar por infusão (jogando água sobre a cabeça); essa é a praxe. Porém, “permite-se o batismo por imersão, onde houver condições adequadas, a critério do Bispo Diocesano”.


Muita gente não sabe, mas nos primórdios da Igreja, o batismo era feito preferencialmente por imersão. Porém, como nem sempre havia um lugar apropriado para realizar o rito dessa forma, era também admitido o batismo por infusão. Com o tempo, nas igrejas do Ocidente, por uma questão de maior praticidade, o batismo por infusão acabou se tornando o mais comum, enquanto no Oriente permaneceu a prática do rito por imersão.


Então, já sabemos que pode. Mas será que se deve batizar bebês, aqui no Brasil dessa maneira? É mesmo uma boa ideia? Bem, cada diocese tem sua própria realidade. Daí a importância do zelo e bom senso de cada bispo.


Mas, já que muitos de nossos leitores pediram a nossa opinião, eu – eu – acho que o batismo de adultos por imersão, por seu simbolismo forte e rico, pode muito bem ser aplicado para os adultos em nossas paróquias. Mas quanto aos bebês, a coisa não é tão simples assim. 


Por não estarem acostumadas com o rito do batismo por imersão, as famílias costumam ficar muito apreensivas ao ver seus bebês sendo mergulhados na água. É possível que alguns pais nem mesmo queiram que seus filhos sejam batizados assim. Sinceramente, é necessário expor os fiéis a esse tipo de tensão?


Outro problema é que, por não ser parte da nossa cultura, nem todo o padre tem a "manha" de afundar o bebê de forma causar a ele o mínimo desconforto possível. No vídeo abaixo, podemos ver o batismo de uma criança ortodoxa. O sacerdote faz tudo com tanta delicadeza que ninguém se mostra preocupado, e o bebê quase nem chora.




Nessa outra igreja ortodoxa, os padres se mostram muito habilidosos em um batismo coletivo, em que 500 bebês foram batizados:




Porém, um erro pode ser fatal. Apesar de raros, acidentes em batismos de bebês por imersão acontecem. Em 2010, um bebê morreu após ser submerso três vezes durante batismo, em uma igreja ortodoxa na Moldávia. Uma desgraça! 


Portanto, não dá para um padre do Rito Latino um dia acordar e , do nada, resolver fazer batismo de bebês por imersão. Ele precisa refletir se, do ponto de vista pastoral, essa novidade será realmente frutífera, e também precisa estar bem seguro do que está fazendo, para não haver acidentes nem pimpolhos traumatizados.


A Igreja emprega a infusão por razões práticas, pois seria impossível mergulhar um bebê, uma pessoa na prisão ou uma pessoa num hospital…


Diferenças entre a Missa nova e a Tridentina

 a) no rito antigo, a celebração começava com as orações ao pé do altar, logo após a procissão de entrada, seguindo-se o Confiteor, o Introitus, o Kyrie e o Gloria; já no rito novo, não há as orações ao pé do altar, havendo, após a procissão, o Introitus (se não foi cantado durante a procissão), o Confiteor, o Kyrie e o Gloria, sendo invertida, então a ordem;

b) o próprio Confiteor era dito de uma outra forma, um pouco mais longa, e sempre duas vezes, uma pelo sacerdote, outra pelo povo; hoje é só uma;

c) após a absolvição que se seguia ao Confiteor, o sacerdote recitava uma outra fórmula, pela reforma suprimida, em que clamava o perdão e a indulgência dos pecados, durante a qual os fiéis se persignavam;

d) havia um só modo de recitar o ato penitencial, qual seja o Confiteor, e hoje há três: o Confiteor, o “Tende misericórdia” e um Kyrie seguido de invocações alternativas para os diversos tempos litúrgicos;

e) como o ato penitencial era sempre o Confiteor, o Kyrie sempre se dizia, mas hoje ele é dito salvo quando houver, no ato penitencial, a fórmula com o Kyrie e suas invocações;

f) o Kyrie continha nove invocações e hoje tem seis, salvo quando, cantado em gregoriano, a melodia obriga às nove;

g) o Gloria era sempre dito, exceto na Quaresma, Advento e Missas pelos defuntos; hoje só em Domingos, Solenidades, festas e quando há alguma ocasião especial (formaturas, ação de graças), sendo, igualmente, suprimido naqueles tempos;

h) como o calendário litúrgico é distinto em ambas as formas, as leituras nem sempre coincidem;

i) aliás, havia sempre uma só leitura, o salmo, o aleluia e o Evangelho, e hoje só é assim nos dias de semana, nas festas e memórias, dado que nos Domingos e Solenidades, há mais uma leitura, o que é uma grande riqueza;

j) as leituras eram distribuídas em um lecionário de um ano apenas, e hoje, no rito novo, o lecionário dominical é trienal e o semanal bienal, aumentando, consideravelmente, as leituras bíblicas;

k) no rito antigo não havia as preces dos fiéis, sendo tal prática restaurada pelo rito novo;

l) o Credo era sempre o Niceno, e hoje pode-se usar tanto o Niceno quanto o Apostólico;

m) o Ofertório era maior, com as orações ditas em voz baixa; a antífona do Ofertório era obrigatória; hoje, o Ofertório é mais simples, e a antífona é apenas uma opção, podendo ser cantado algum hino ou mesmo ser dito o Ofertório em voz alta; as preces para o Lavabo são distintas, mas o “De coração contrito” é o mesmo em ambas as formas;

n) a Oração Eucarística era apenas o Cânon Romano e hoje temos, além dele, mais três que constam do Missal Romano, sem contar as quatro para diversas necessidades, três próprias para Missas com Crianças e duas sobre reconciliação;

o) o Pai Nosso era dito pelo sacerdote, e o povo apenas repetia a última frase; hoje é dito por todos;

p) a Comunhão era dada obrigatoriamente na boca e estando o fiel de joelhos; hoje é aceita a comunhão na mão e em pé;

q) a concelebração só existia na Missa do Crisma e nas Ordenações; hoje pode-se sempre concelebrar;

r) era obrigatório o uso do manípulo; hoje esse paramento é facultativo;

s) a bênção era dada após o “Ite, Missa est”, e hoje a ordem se inverteu;

t) após os ritos finais, o sacerdote lia o Último Evangelho, i.e., o Prólogo do Evangelho de São João, cerimônia que foi suprimida no rito novo;

u) não só o Ordinário da Missa (a parte fixa, isso que até agora comentamos) foi modificado, com cerimônias alteradas, outras suprimidas e ainda algumas outras acrescentadas; também o Próprio da Missa (a parte variável) sofreu alterações: a Coleta, a Oração sobre as Oferendas, a Pós Comunhão, o Prefácio e as Antífonas foram aumentadas, outras alteradas, resgatando-se textos medievais e patrísticos riquíssimos;

v) muitos formulários de Missa foram acrescentados: Missas para diversas circunstâncias, Missas votivas, Missas rituais, Próprios de Santos, Comuns de Santos etc;

w) o rito antigo era obrigatório em latim, exceto a Liturgia da Palavra – que pode ser feita em vernáculo -, e o novo pode ser todo em latim ou em vernáculo;

x) a posição do sacerdote no rito antigo era “versus Deum”, e no rito novo pode ser “versus Deum”, “versus populum” (a mais comum) ou mesmo um misto entre ambas (“versus Deum” na Liturgia Eucarística e “versus populum” na Liturgia da Palavra);

y) o incenso estava reservado para as Missas Cantadas e para as Missas Solenes, e hoje qualquer Missa pode ter incenso.

Rito da Celebração da Palavra aos diáconos

 SAUDAÇÃO


DIÁCONO: Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo.


T: Amém!


DIÁCONO: A graça de Nosso Senhor Jesus Cristo, o amor do pai e a comunhão do espírito santo estejam convosco.


// ou


DIÁCONO: O Deus da esperança,que nos cumula de toda alegria e paz em nossa fé,pela ação do Espirito Santo esteja convosco.


// ou


DIÁCONO: O Senhor,que encaminha os nossos corações para o amor de Deus e a constância de Cristo,esteja convosco.


T: Bendito seja Deus que nos reuniu no amor de Cristo.


ATO PENITENCIAL


DIÁCONO: Irmãos, reconheçamos as nossas culpas para celebrar dignamente os santos mistérios (momento de silêncio) Confessemos os nossos pecados:


// ou


 DIÁCONO: O senhor Jesus que nos convida a mesa da palavra e da Eucaristia,nos chama também à conversão.Neste dia abrindo-nos à misericórdia do Pai (momento de silêncio) Confessemos os nossos pecados:


// ou


DIÁCONO: No dia em que celebramos a vitória de Cristo sobre o pecado e a morte,também nós somos convidados a morrer para o pecado e ressurgir para uma vida nova.Reconheçamo-nos necessitados da misericórdia do Pai (momento de silêncio) Confessemos os nossos pecados:


T: Confesso a Deus Todo-Poderoso e a vós, irmãos, que pequei muitas vezes por pensamentos e palavras, atos e omissões, (batendo no peito) por minha culpa, minha tão grande culpa. E peço à Virgem Maria, aos Anjos e Santos, e a vós, irmãos, que rogueis por mim a Deus, Nosso Senhor.


DIÁCONO: Deus Todo-Poderoso tenha compaixão de nós perdoe os nossos pecados e nos conduza à vida eterna.


T: Amém!



HINO DE LOUVOR


(solenidades, festas e domingos, exceto na Quaresma, Advento e missas pelos defuntos)


T: Glória a Deus nas alturas, e paz na terra aos homens por Ele amados. Senhor Deus, Rei dos Céus, Deus Pai Todo-Poderoso, nós Vos louvamos, nós Vos bendizemos, nós Vos adoramos, nós Vos glorificamos, nós Vos damos graças, por Vossa imensa glória. Senhor Jesus Cristo, Filho Unigénito, Senhor Deus, Cordeiro de Deus, Filho de Deus Pai: Vós que tirais o pecado do mundo, tende piedade de nós; Vós que tirais o pecado do mundo, acolhei a nossa súplica; Vós que estais à direita do Pai, tende piedade de nós. Só Vós sois o Santo; só Vós, o Senhor; só Vós, o Altíssimo, Jesus Cristo; com o Espírito Santo, na glória de Deus Pai. Amém!


A oração do dia e as leituras variam de acordo com o dia.


Oração do dia

Primeira leitura

Salmo

Segunda leitura

Evangelho

Homilia


Profissão de Fé


(domingos e solenidades)


Creio em Deus Pai todo-poderoso, criador do céu e da terra; e em Jesus Cristo, seu único Filho, Nosso Senhor; que foi concebido pelo poder do Espírito Santo; nasceu na Virgem Maria, padeceu sob Pôncio Pilatos, foi crucificado morto e sepultado; desceu à mansão dos mortos; ressuscitou ao terceiro dia; subiu aos céus, está sentado à direita de Deus Pai todo-poderoso, donde há de vir a julgar os vivos e os mortos; creio no Espírito Santo, na santa Igreja Católica, na comunhão dos santos, na remissão dos pecados, na ressurreição da carne, na vida eterna. Amém.


Oração dos Fiéis


DIÁCONO: Amado povo de Deus, aqui reunido para recordar os benefícios de nosso Deus, roguemos que Ele inspire os nossos pedidos, para que possa atender as nossas súplicas, dizendo:


T: Senhor, escutai a nossa prece.


Pela Igreja, esposa de Cristo, chamada a buscar não a glória, mas a humildade e o serviço, nós vos pedimos:


T: Senhor, escutai a nossa prece.


Pelos últimos da sociedade, para que sejam valorizados e promovidos em sua dignidade, nós vos pedimos:


T: Senhor, escutai a nossa prece.


Por todos nós aqui reunidos, para que vejamos em cada pessoa um irmão a ser servido com amor, nós vos pedimos:


T: Senhor, escutai a nossa prece.


Por todas as vocações, sacerdotais e religiosas, leigas e missionárias, para que sejam iluminadas por Deus, e perseverem na fé, nós vos pedimos:


T: Senhor, escutai a nossa prece.


DIÁCONO: Possam agradar-Vos, ó Deus, as preces de vossa Igreja, para que recebamos por vossa misericórdia o que por nossos méritos não ousamos esperar. Por Cristo, nosso Senhor.


T: Amém.


MOMENTO DE LOUVOR


(salmo, hino, ladainha, canto)


OFERTÓRIO


canto de ofertório - não pode conter na letra pão e vinho



(o diácono prepara o Santo altar, e pega do sacrário uma ambula com hóstias consagradas e coloca sobre o corporal).


RITO DA COMUNHÃO


DIÁCONO: Rezemos, com amor e confiança, a oração que o Senhor nos ensinou:


T: Pai nosso que estais nos céus, santificado seja o vosso nome; venha a nós o vosso reino, seja feita a vossa vontade, assim na terra como no céu; o pão nosso de cada dia nos daí hoje, perdoai-nos as nossas ofensas, assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido, e não nos deixeis cair em tentação, mas livrai-nos do mal.


DIÁCONO: Livrai-nos de todos os males, ó Pai, e dai-nos hoje a vossa paz. Ajudados pela vossa misericórdia, sejamos sempre livres do pecado e protegidos de todos os perigos, enquanto, vivendo a esperança, aguardamos a vinda de Cristo salvador.


T: Vosso é o Reino, o poder e a glória para sempre!


ORAÇÃO PELA PAZ


DIÁCONO: Senhor Jesus Cristo, dissestes aos vossos apóstolos: eu vos deixo a paz, eu vos dou a minha paz. Não olheis os nossos pecados, mas a fé que anima vossa Igreja; dai-lhe, segundo o vosso desejo, a paz e a unidade. Vós, que sois Deus, com o Pai e o Espírito Santo.


T: Amém!


DIÁCONO: A paz do Senhor esteja sempre convosco.


T: O amor de Cristo nos uniu.


DIÁCONO: Irmãos e irmãs, saudai-vos em Cristo Jesus.


(Todos se cumprimentam - dispensar o canto)


DIÁCONO: Felizes os convidados para a Ceia do Senhor. Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo.


T: Senhor, eu não sou digno/a de que entreis em minha morada, mas dizei uma só palavra e serei salvo/a.


(Neste momento o celebrante distribui a comunhão Eucarística aos fiéis e guarda a ambula no sacrário novamente e arruma o altar).


Canto de comunhão


DIÁCONO: O Corpo de Cristo.


Comungante: Amém!


Após a comunhão - breve silêncio


Oração pós comunhão.


Podem ser divulgados os eventos religiosos do mês e algo de interesse à comunidade.


DIÁCONO: O Senhor esteja convosco!


T: Ele está no meio de nós!


DIÁCONO: Abençoe-vos Deus todo-poderoso, Pai e Filho + e Espírito Santo.


T: Amém!


DIÁCONO: Ide em paz e que o Senhor vos acompanhe.


T: Graças a Deus.