sexta-feira, 29 de outubro de 2021

A linha 508 voltou

 Extinta em 2009 para dar lugar a linha 528, que também foi extinta, só que em 2013, a Marcos da Silva ressuscita a linha 508-Penha visando a demanda gerada pelo Mangabeira Shopping, inaugurado no último dia 30 de novembro.

Até semana passada, a linha rodou como 507A-Cabo Branco/Penha. Assim como essa linha, a nova 508 segue rodando com somente um único veículo, o carro 0977.

O ponto final da linha segue sendo na Praça Oswaldo Pessoa, na Penha. Os itinerários e horários seguem sem alterações.

Além desta, as linhas 302, 2307 e 3207 passam no Mangabeira Shopping. Outras linhas estão passando próximo do local por conta dos desvios feitos para a construção do Trevo de Mangabeira. Um esquema definitivo deve ser montado após a conclusão da obra.

Para onde vai o 203?

 Desde o início do mês de março, a linha 203-Mangabeira/Rangel passou por uma alteração significativa em seu itinerário, bem como a troca de seu ponto final, que sai de Mangabeira VII para as proximidades do Quadramares, atendendo a uma empresa de call center e ao – próximo, mas não em frente –  Mangabeira Shopping. Além disso, a linha 207 volta a operar em dias úteis, rodando em caráter integracional de segunda a sábado. Entenda as mudanças e como isso é impactante para quem utiliza as linhas.

A linha 203-Mangabeira/Rangel sofreu 3 mudanças:


Teve seu ponto final transferido;

Teve seu itinerário alterado;

Teve sua frota aumentada.

Vamos explicar ponto a ponto: a linha 203 deixa de passar na Josefa Taveira – há muito tempo eu vivia falando aqui sobre o excesso de ônibus que passavam nessa rua via 2 de Fevereiro, e para mim isso é um grande progresso. A linha passa a entrar na Avenida Alfredo Ferreira da Rocha – a famosa Mangabeira por Dentro – e entra na Elias Pereira de Araújo, de onde segue até o Mangabeira VII e de lá até a Hilton Souto Maior, rumo ao novo ponto final, instalado próximo a esses locais.


 

 

O objetivo da mudança é atender a 3 locais de uma tacada só e que criaram uma demanda extra a ser explorada pela linha: o Mangabeira Shopping, a UFPB de Mangabeira e a empresa de call center Contax. Como seria lógico que para estes casos seria necessário deslocar uma linha para Mangabeira por Dentro, foi o que foi feito com o 203, aliviando o excesso de linhas que saem do Rangel para a Josefa Taveira.


A frota foi aumentada: de 8, passa a ter 10 carros, sendo a partir de agora a maior linha do corredor 2. Respondendo a dúvida de um leitor a respeito dos carros que lá rodam, vamos explicar o que acontece: por ausência de veículos titulares em condições, tem sido frequente ver ônibus sem cobrador na linha, mas isso está limitado a no mínimo 2 vagas e esta situação é temporária. Os oito veículos restantes rodam com cobrador.

Quem não se mexe...

 A partir desta semana, as linhas 1500, 5100 e 3200 farão suas últimas viagens a partir das 22 horas passando em frente do Mangabeira Shopping. Antes disso, a Semob modificou a parada das linhas 302, 5209, 5307 e 5603, que antes ficava na lateral, para a frente do estabelecimento. Apesar de tudo isso, o esquema continua insuficiente para atender a demanda crescente do Mangabeira Shopping. A Semob conseguiu criar mais problemas do que realmente apresentar soluções, e quem sofre é todo mundo, até mesmo os moradores do bairro que dá nome ao Shopping.

A Semob começou errando na distribuição da nota que informa a mudança da parada na lateral, dando conta de que cinco linhas teriam seu trajeto modificado: 302, 5209, 5307, 5603 e 3207. Mas esta última, a Penha/Pedro II-Rangel, não passa no itinerário das outras quatro; ao sair da Hilton Souto Maior sentido Penha, vai até Mangabeira VII e Josefa Taveira, e de lá passa nos Bancários. Falando nas linhas da Penha, esta e a 2307 continuam com o mesmo número de carros, dois cada um, e intervalos surreais de até uma hora nos finais de semana. É do Rangel e vai pro Shopping? Arrudeie, pois se depender da Semob, você vai ter que esperar uma hora na parada para o 3207 chegar.


E o que dizer do 203, cujas paradas próximas ao Mangabeira Shopping ficam a pouco menos de 500 metros de distância? Pouco né? A noite você não vai se sentir seguro ali. E olha que já mexeram naquela linha para simplesmente atender muito mal tanto o Rangel, quanto a Mangabeira por Dentro. Aliás, só atende a metade de Mangabeira por Dentro. Da Elias Pereira de Araújo para cima, o passageiro que precisa ir ao shopping do próprio bairro tem que fazer o quê? Arrudear.


 

 

Vamos continuar no Rangel. 2509 e 5209 ao entrarem e saírem do Rangel, respectivamente, saíram e entrarão na Josefa Taveira, respectivamente. Isso quer dizer que essas linhas não fazem ligação direta para o estabelecimento a partir do corredor 2 de Fevereiro, uma vez que os ônibus das duas linhas que passam em frente vieram ou seguirão para a Epitácio Pessoa, respectivamente. Mais um pouco de arrudeio que é isso que acham que você merece.


Vamos sair do Rangel e ir pro Valentina? A solução paliativa que deram a você que mora no Valentina foi desviar a rota das linhas 1500, 5100 e 3200 para o Shopping após as 22 horas. Tá sentindo falta de alguém aí? Sim, do 2300 da São Jorge – as outras três circulares são da Transnacional. Deixaram de fora justamente uma linha que vai pro Valentina. Isso quer dizer que vai ter mais carro saindo do Valentina do que indo para lá após as 22 horas. E das três, somente a linha 3200 vai para a Integração do Varadouro – nem para aliviar a 302 vai servir, as outras só passam em frente.


E quer mais? A linha 1500, ao contrário da 2300, não passa na Integração do Valentina. Isso significa que os moradores dos loteamentos próximos ficam impossibilitados de fazer integração física com as linhas I008 e I009, que fazem ponto final na Integração do Valentina e direcionam os passageiros para os loteamentos (Cidade Maravilhosa, Parque do Sol, Sonho Meu, Paratibe, Nova Mangabeira e mais uns trinta). Como após as 22 horas parte da frota já recolheu, isso significa que quem mora no Valentina vai continuar a ter mais paciência para esperar o ônibus, pois só terá uma única linha indo contra duas vindo, fora que não vai ter a 2300, que dá o direito do passageiro integrar-se com as alimentadoras dos loteamentos do Valentina. É outro arrudeio né? Você merece, eles acham.


E a administração do Mangabeira Shopping quer ainda que as linhas 1500 e 5100 façam todas as viagens passando em frente ao empreendimento. Deixaram 2300 e 3200 de fora. Imagine a sobrecarga que será gerada nessas linhas. Imagine ainda a sobrecarga dos motoristas do 1500 e 5100, que já fazem um percurso extenso, de quase duas horas. O arrudeio é de todo mundo, pois mais gente será obrigada a passar mais tempo dentro do ônibus para poder chegar ao seu destino.


E ainda tem a promessa de mudança de terminal das linhas 3510 e 5310, que já são alvos de reclamações constantes por parte dos usuários dos Bancários e Cidade Universitária por conta do tempo de demora dos mesmos. Para que essa mudança, que a Semob não confirma ainda, seja concreta, a Avenida Santa Bárbara precisaria virar mão dupla, bem como as linhas terão um acréscimo de 400 metros nos seus itinerários – o ponto final das linhas atualmente fica nessa rua, ao lado do CAPS Cidade Universitária.


E não vai parar por aí. Aguardemos os próximos capítulos, e se sentirem-se prejudicados ou gostariam de sugerir alguma coisa que eu possa comentar com vocês, não tenham problemas em compartilhar os seus relatos a respeito das mudanças aqui no portal ou no Blog Josivandro Avelar, se acharam as mudanças boas ou ruins, ou se continuam arrudeando.

Como estão as paradas da Lagoa?

 Nos primeiros dias, como em qualquer processo de adaptação, ocorreram alguns problemas, os quais, sinceramente, já eram esperados. Não se faz uma mudança ousada como essa sem que situações previstas aconteçam, desde as dúvidas dos passageiros até o costume dos motoristas de veículos particulares de ainda usar a Lagoa como acesso mesmo que não precisem passar por lá, causando engarrafamentos em certos horários. Tem certas coisas que só se consegue ter uma noção na prática. Mas aos poucos as coisas vão se ajustando.


A Prefeitura instalou grades onde haviam correntes.

E é justamente por isso que ajustes foram feitos de 10 dias para cá. Além disso, passei pelas paradas hoje, terça-feira, dia útil, de movimento. Como era de se esperar, encontrei um engarrafamento na Getúlio Vargas, afinal ainda tinha motorista de carro que insistia em passar no anel externo da Lagoa. Dica: só passe no anel externo da Lagoa de carro se você realmente for fazer algo lá ou nas proximidades. Caso contrário, procure alternativas.


 

 

As paradas foram adequadas conforme algumas das reclamações mais feitas pelos passageiros, como sinalização, por exemplo.

As grades substituem as correntes e adequam o fluxo dos pedestres, impedindo que atravessem o corredor fora da faixa.

Nos primeiros dias, foi frequente ver pessoas caminhando nos canteiros (destacamos esta palavra para deixar claro que aquilo que divide o corredor dos ônibus da pista dos carros não são calçadas, são canteiros). Hoje, ao voltar de lá, não vi tantas pessoas assim – era por volta de umas 9, 10 da manhã. Só 3 ou 4, mas ainda gente que insistia em passar por lá pela força do hábito, mas sabendo que lá já não há calçada.


O problema desse lado vai aos poucos sendo solucionado. Cabe lembrar que do outro lado da rua há calçada, portanto se você não vai para alguma parada da Lagoa, por favor, utilize as calçadas do outro lado da rua.


Por outro lado, das paradas até o final, os canteiros foram gradeados. Provisoriamente, mas gradeados até que a Prefeitura arrume cercas definitivas. Por enquanto, estão sendo usadas grades dessas de cercar multidão em show musical. Elas surtiram efeito: ninguém foi visto – pelo menos por mim quando lá estava passando – caminhando por essas calçadas gradeadas. Menos mal.


Quanto a questão do semáforo, os que ficam no início da Miguel Couto foram ajustados: um para os ônibus, outro para os carros, simples. Quando um abrir, o outro fecha, nada mais. Mais um ajuste realizado.


A estrutura das paradas foi bem ajustada. Houve quem reclamasse das correntes e tá aí, elas foram substituídas por grades.


As plataformas ganharam grades e corrimões, além das rampas serem pintadas de azul para sinalização de acessibilidade.

Corrimões foram instalados nas rampas para facilitar a acessibilidade, além das rampas serem pintadas de azul com o Símbolo Internacional de Acessibilidade.


Além das grades e corrimões, semáforos foram instalados.

A Semob ainda instalou alguns semáforos que ainda não foram ligados: um que fica próximo a primeira faixa de pedestre, e que está voltado para o cruzamento da faixa de carros com a Av. Desembargador Souto Maior, que dá acesso ao Shopping Tambiá; certamente não será de botão e sim um semáforo de cruzamento, uma vez que o mencionado cruzamento é movimentado.


Os outros dois semáforos estão instalados na entrada e saída das plataformas, O da entrada é para todos os ônibus, e os da saída, apenas para a plataforma direita – a saída da plataforma esquerda é um pouco mais para a frente.


Agora uma coisa que chamou a atenção foi a sinalização das linhas em cada parada; além de resolver o problema, a Semob ainda aproveitou o espaço das placas de propaganda para, além de incluir a relação das linhas de cada parada, inserir mapas com os itinerários das linhas que param nelas, além da localização dos pontos finais. Para quem mora fora de João Pessoa, isso é uma mão na roda e tanto.


As paradas finalmente receberam placas com as linhas onde cada uma para…

…Mas a Semob foi além e colocou ao lado mapas com os trajetos delas.

Nunca tínhamos visto algo parecido. Para quem mora fora da cidade, isso é uma mão na roda.

Ainda há equipes da Semob e a galera do “Posso ajudar?” à disposição para ajudar os passageiros.


E quanto ao anel interno da Lagoa? Agora sim ficou no passado. O asfalto e os antigos abrigos de ônibus já foram removidos. A área já está toda cercada. Em poucos meses, aquilo tudo dará lugar a calçadas, arborização, bancos, etc.

Fomos ver o funcionamento das paradas em um dia útil. Fotos feitas entre 12:55 e 13 horas do dia 2 de fevereiro de 2015.

Posto da Guarda Municipal ao final da plataforma. Ao fundo é possível ver algumas grades que estão sendo usadas para impedir que passageiros usem o canteiro como calçada.

É como a reforma de uma casa; você vai se sentir incomodado com poeira, materiais de construção, buracos e outras coisas enquanto está fazendo seus afazeres. Com uma cidade, é a mesma coisa. Veja essa intervenção na Lagoa e a intervenção na entrada aqui do Cristo – a do Viaduto do Geisel. Obras geram transtornos, mas elas acabam, e quando acabam, os resultados vêm em benefício de todos. Portanto, dois pedidos do blog: adaptação e paciência. Adaptação porque as mudanças são definitivas, e paciência, porque obras complexas não terminam de uma hora para outra.


Seguimos acompanhando as mudanças que acontecem ao nosso redor. Para nos acostumar que elas fazem parte da vida.

Novas linhas do Mangabeira Shopping

 Morando no Rangel, de vez em quando sempre gostava de fazer aquelas voltas entre Valentina e Mangabeira, mesmo estando um pouco distante de ambos os bairros. Foi nessa pegada que resolvi me lançar a um desafio hoje, o de conhecer as duas novas linhas interbairro da cidade. Justamente ligando Mangabeira e Valentina.

Como costumo dizer, certas coisas precisam de ousadia e até mesmo um toque de loucura para serem feitas. Foi o que eu fiz hoje em mais uma cobertura do Blog Josivandro Avelar. Este editor deu duas voltas nas novas linhas 9901 e 9902, que ligam o Mangabeira Shopping ao Valentina e começaram a circular hoje.


Sim, duas voltas, pois andei em cada uma das linhas. O mais incrível foi ter gasto só duas passagens – como moro no Rangel, precisei logicamente pegar outro ônibus para chegar até o Mangabeira Shopping, local de partida das linhas – fora uma boa caminhada a pé pelo estacionamento. Só que comecei de trás pra frente; a primeira linha que andei foi a 9902, e foi nesse carro aqui:


 

 





O ônibus 9902 sai do Mangabeira Shopping e vai primeiro pela Avenida Comerciante Alfredo Ferreira da Rocha, aka Mangabeira por Dentro, contornando o Valentina e voltando pela Josefa Taveira, rua essa que já tem as faixas exclusivas para ônibus pintadas – se isso vai dar certo é outra história, estou falando de outra coisa. Essa linha, como você viu na foto acima, é operada pela Transnacional e vai usar dois ônibus com frequência de 15 minutos. Como hoje é domingo, só empregaram um ônibus.


Vamos ao trajeto. A primeira surpresa minha foi o meu cartão de passagem ter integrado – tinha vindo no ônibus 2303, rodando o Centro e a Pedro II toda pra chegar ao Mangabeira Shopping, novamente outra história – e poucos passageiros, alguns nem conheciam a nova linha, utilizando o ônibus. O motorista estava na sua sétima e última viagem do dia na linha. Em Mangabeira por Dentro – que até ontem não tinha linha pro Valentina – o ônibus rodou vazio até finalmente achar passageiro no Valentina. 


No Valentina a linha já mostra pra que veio. Primeiro, o passageiro não precisará atravessar a rua pra pegar um ônibus se necessário, e segundo, já toma passageiros do 5305, que é uma linha intermunicipal, sai do Conde, ou melhor, de Jacumã. Pelo menos uns cinco passageiros de início, mas lembrando que a própria linha já estava no início. Carregou bem em Mangabeira, nesse caso, já na Josefa Taveira.


Outra novidade dessa linha são alguns de seus itinerários. Tem rua em Mangabeira que ele passava onde até então não passava ônibus, caso da Anísio de Azevedo Lima – que fica na esquina de um posto de gasolina -, em Mangabeira, e Francisco Barbosa Sobrinho – esquina com a Praça Félix Cahino -, no Valentina. As linhas fazem o contorno do itinerário subindo a Flodoaldo Peixoto. As linhas não passam na Integração do Valentina, assim como as circulares 1500, 5100 e 3200.


Agradecendo ao motorista pela viagem, esperei mais um pouco para pegar a outra linha, a de número 9901. Peguei esse carro aqui:


O ônibus da linha 9901-Valentina/Mangabeira.




Como vocês podem ver, nenhum dos ônibus possui a identificação do Mangabeira Shopping nos vidros, apenas Valentina/Mangabeira e vice-versa nos letreiros. Por isso nada mais natural que os motoristas “chamarem” os passageiros pelos roteiros que as linhas fazem a cada parada, fora que eles sempre tem que informar os passageiros que iam pegando as linhas.


O carro da linha 9901 foi pego numa tarde bem chuvosa, mas com um itinerário que estava acostumado a fazer das rodas da época da Setusa na infância, o clássico Mangabeira-Valentina. Melhor ainda quando se pego vago. Era domingo e primeiro dia de linha, tudo normal nessa ocasião.


A linha 9901 saiu bem movimentada, inclusive. E isso porque hoje é domingo, imagine amanhã, dia útil. Nela encontrei ainda passageiros que moram nas proximidades e elogiaram a iniciativa.



As duas linhas foram criadas justamente atendendo a solicitações da comunidade do Valentina, que é famosa pelos problemas que enfrenta com os ônibus, dada a distância que varia de 10 a 15 quilômetros do Centro da cidade. Essas linhas são da modalidade interbairro ou circular integracional, visto que não vão até o Centro da cidade e atendem uma finalidade específica, a de conectar melhor Valentina e Mangabeira e até mesmo ajudar a desafogar outras linhas que passam em outros bairros, como as linhas circulares 1500-5100-2300-3200.


As linhas atendem a Principal do Valentina. Para os loteamentos que o circundam, já está sendo negociada uma solução que pode passar pela extensão da já existente I008-Muçu Magro/Nova Mangabeira, linha essa que cobre quase todos os loteamentos que circundam o Valentina. Mas quando essa solução definitiva sair, irei comunicar.


Gostaria de agradecer aos motoristas dos ônibus, que foram atenciosos comigo e com os passageiros. Desejo uma boa sorte nos novos desafios e um bom trabalho.


E fica aqui o meu puxão de orelhas em quem deveria representar o bairro onde moro há quase 28 anos. Como não se mexem, vão continuar vendo um 2307 que poderia parar de frente no sentido Rangel pegar o girador lá longe. Ou até mesmo arrudeie se quiser sair de lá pro Mangabeira Shopping. Mais fácil ir pro Manaíra saindo do Rangel, acreditem.


E eu, Josivandro Avelar, sigo observando tudo o que acontece por aí, sob a ótica e a curiosidade de quem gostaria de contar uma boa história sobre o que acontece na cidade. Ainda tenho outras histórias que trouxe de lá para cá.

(I)mobilidade urbana

 O corredor da 2 de Fevereiro é atendido por 75 veículos distribuídos por 17 linhas. Dessas 17 linhas, 10 atendem ao bairro de Mangabeira e concentram 50% dos veículos. As sete restantes concentram os outros 25 veículos e a maior taxa de demoras.


Dos sete corredores de ônibus da cidade, é onde as linhas são maldistribuídas. Onde para ir de ônibus a uma universidade federal que fica a menos de 2 km do bairro do Cristo, você atravessa um corredor inteiro e mais um pouco, andando cinco vezes mais que isso, e como no meu caso, que estudo na Estrada de Cabedelo (8 km de casa), ter que enfrentar uma outra linha sujeito a perder a integração temporal dada a fama da demora, enquanto mal conseguem desenvolver um sistema integrado para Mangabeira, onde as linhas do 2 nem são as mais usadas (a linha mais usada de Mangabeira, no corredor da Josefa Taveira, é a linha 301).


E na área do Mercado Público passam todos os 50 veículos que atendem Mangabeira. Para ir a outros destinos na mesma rua, só rodam apenas 20 carros:


 

 

202-Geisel, que atende exclusivamente ao conjunto de mesmo nome;

204-Cristo, que atende a parte interna do bairro;

5204-Cristo/Shopping, que além de atender a área do 204, é a responsável por atender a área das praias e do Manaíra Shopping.


Essas linhas possuem 8, 6 e 6 carros, respectivamente.


07173


Para quem vai a outras áreas da Zona Sul, precisa ir até a São Judas Tadeu, onde utiliza as linhas:


201-Ceasa, que vai até o Jardim São Paulo, Anatólia (Bancários) e Unipê;

2501 e 5201, que vão até o bairro Colinas do Sul.

mosaico itinerário 201


Juntas, essas linhas possuem 4, 4 e 4, total de 12 carros. A linha 208 trafega na Bartira e utiliza apenas três veículos.


Já as outras 10 linhas restantes tem como destino ou passagem o maior bairro da cidade, Mangabeira.


mosaico mangabeira


O sistema criado para o bairro de Mangabeira conseguiu a proeza de no bairro concentrar todas as dez linhas numa única parte do corredor, não distribuindo para outras partes como no caso do 208 e do 201. Em alguns casos, algumas linhas repetem itinerário, e outras nem deveriam passar ali, caso do 2307 e 3207, que quando saem da Penha, trafegam pela Josefa Taveira, coisa que não fazem quando retornam para o destino. Logo, quem vai da Penha para Mangabeira consegue ir, mas não consegue voltar.


mosaico mangabeira 2


Se houvesse necessidade desse número grande de veículos e de linhas, porque ele não é distribuído por igual em todas as partes do bairro, e tem que ficar concentrado em uma única parte dele?


Vamos a alguns casos que explicam melhor o que quis dizer, caracterizado como sobreposição de itinerários de linhas – que tem de diferente os terminais, e mesmo que o bairro de Mangabeira tenha 3 entradas, só duas dessas 10 linhas entram por outra rua que não seja a Josefa Taveira. Como essas duas linhas são de um conjunto de circulares (2515/5210), por bem dizer é uma só. Para chegar a Mangabeira VII, enquanto um veículo da linha 302 faz isso diretamente, os das linhas 203 e 209 precisam passar primeiro na Josefa Taveira – isso desestimula os passageiros de Mangabeira VII a usar essas linhas como opção a 302. Por consequência, esta vai ficar sobrecarregada.


A linha 209 utiliza o corredor da Josefa Taveira ao invés da Hilton Souto Maior sentido Secretaria da Segurança-Detran, onde passam todas as outras linhas do setor Mangabeira VIII (302, 514, 5603). Isso porque lá já trafega a linha 203, que em parte utiliza o mesmo itinerário, e trafegam na maioria das vezes juntas. Inevitavelmente das duas, alguém vai bater pneu (anda vazio sem pegar passageiro pelo fato de que ninguém sinalizou parada).


As linhas do Cristo/Epitácio são divididas em dois pares: 2515/5210 e 2514/5206. O que elas tem de diferente uma da outra é a parte de Mangabeira onde trafegam. Aí elas conseguem obter êxito. Mas ao chegarem no Cristo, passam na mesma rua e na maioria das vezes, chegam juntos. Enquanto um vai com lotação considerável, outro passa direto, já que ninguém solicitou parada.


E é porque não foi pensado um sistema integrado dentro do bairro de Mangabeira. É mais fácil ir a 2 de Fevereiro do que a própria principal, onde não há linhas alimentadoras interligando as vias principais do maior bairro da cidade (em Mangabeira há três artérias, o 203 chega a duas mas ainda assim, sobreposta ao 209). No mês passado, foi acrescentado mais um veículo na linha 209-Cidade Verde. Ao invés de melhorar o itinerário da linha tanto para os moradores de Mangabeira VIII quanto para os do Rangel, preferiram fazer mais um carro bater pneu ali, inevitavelmente produzindo choque de horário com o 203.


Em outros destinos, como da Zona Norte e Oeste (Cruz das Armas, Mandacaru, Funcionários, Bairro das Indústrias), que possuem linhas para outros corredores, para quem está na 2 de Fevereiro, o jeito é ir ao Terminal de Integração ou confiar na Integração Temporal (rezando para que o carro chegue logo e você não pague outra passagem).


Para o Valentina só há a opção dos 2300 e 3200. Dessas, só o 2300 entra no TIP do Valentina, possibilitando integração com outras áreas do bairro (e para isso você tem que rodar – e muito!). O 2501/5201 tem como ponto final um terminal de integração (integrando com 103, 113, 114, 116), mas não alcança outras áreas do Cristo/Rangel. As demais não entram, apenas passam em frente (1500, 5100 e 3200).


Em Mangabeira, o sistema não favorece


Se aqui o problema é a superconcentração de veículos que vão na maioria das vezes em um destino, vamos analisar o lado do bairro de Mangabeira. Lá podemos encontrar um fator interessante: o transporte do maior bairro da cidade não é interligado. Um exemplo claro disso é a falta de conexão entre os corredores viários do bairro de Mangabeira (Mangabeira VII, Josefa Taveira e Mangabeira por Dentro). Cada uma tem suas linhas, terminais separados. As linhas 209, 3507 e 5307 já consegue fazer melhor isso trafegando nos corredores de Mangabeira VII e Josefa Taveira. Para o corredor 2 há aqui este problema: a interligação direta para o Cidade Verde que é efetuada pelas linhas 302, 514 e 5603 não é feita pelo 209, que passa na Josefa Taveira. E lá o 203 já passa. Deixaram uma parte descoberta para colocar dois cobertores no mesmo lado. Quem quer ir a Mangabeira VII partindo da Epitácio e da Pedro II consegue fazer isso diretamente, já via corredor 2 o negócio é um pouco mais burocrático, já que as duas linhas além de passar na mesma rua, ainda entram pelo outro lado do corredor.


No maior bairro da cidade não há nem esboço de integração. E isso porque estamos falando de um bairro com dimensões de cidade como Mangabeira, onde a maioria das pessoas resolve todos os seus problemas, e faz as suas compras lá mesmo, dado que o centro comercial do bairro é bem desenvolvido, é fácil se locomover para fora do bairro, mas difícil é se locomover dentro dele de ônibus. Não é possível, por exemplo, a um morador de Mangabeira por Dentro, ir ao hospital Trauminha (que fica em Mangabeira VII) de ônibus. Ou anda quilômetros, ou anda de ônibus fazendo um itinerário extenso só para sair de uma parte do bairro para ir em outro. Traduzindo, para voltar para Mangabeira por Dentro, tem que sair do próprio bairro de Mangabeira.


Potencial para isso há. Só falta vontade.


Sensação de proximidade pela mobilidade – que nem sempre é real


Mas aqui ninguém toca nesse vespeiro por uma razão simples: as pessoas se deixaram levar pela falsa sensação de que, pelo fato de a comunidade é atendida por muitos veículos, estamos bem servidos de transporte. Só fazem ideia da burocracia do serviço quando não precisam ir aos destinos atendidos pela maioria das linhas. Nem todo mundo no bairro do Rangel ou do Cristo tem alguma necessidade a ser resolvida em Mangabeira, se bem que o bairro já é praticamente um segundo centro. Mas fica na mesma distância do próprio Centro da cidade. Em uma ponta, o Centro fica a 4 km daqui. Em outra, Mangabeira tem a mesma distância. A sobreposição da mobilidade dá essa falsa sensação de proximidade. Enquanto isso, o Funcionários, Costa e Silva, ficam a metros, ou mesmo 1 km daqui.


E achamos que fica longe. Longe sim, dos itinerários dos ônibus que atendem ao Rangel.


A distância se mede pelos quilômetros físicos, e não pelos quilômetros que os ônibus andam. Eles só atravessam outros bairros para chegar até um lugar que fica praticamente ao seu lado. E que há gente que um dia vá precisar chegar lá.


A quantidade de ônibus que atendem o Cristo/Rangel não está aliada a qualidade do serviço, nem tão pouco a uma ampla variedade de destinos que permitem uma mobilidade urbana considerável dentro do bairro. Afinal, não adianta 50 veículos rodarem aqui, se todos eles descrevem os mesmos percursos na maioria de seus itinerários. É a característica fundamental da sobreposição de linhas. Aqui consentida, já que todas elas são operadas por uma única empresa de ônibus.


E ao visto, ninguém leva muito isso em conta. O que se propõe é uma reflexão e uma reorganização desse sistema que não favorece nem a quem deveria ser teoricamente favorecido.


Certamente em algum lugar do país há algum caso parecido com esse. Explicamos melhor sobre esse caso do corredor 2, tão mais próximo de nós, para exemplificar melhor o que uma má organização pode refletir na mobilidade urbana de uma cidade.


A mobilidade como direito deve favorecer a todos e ser melhor distribuída para atender a todos, independente dos interesses. Ao contrário, a palavra “mobilidade” perde completamente seu sentido.


O que foi feito para ser simples não deveria ser uma coisa tão burocrática. Ou chamaríamos isso de “imobilidade urbana” ao invés de “mobilidade urbana”.

Informação desinformada

 A STTrans, Superintendência de Transportes e Trânsito de João Pessoa, fez várias alterações nos horários de várias linhas de ônibus. Ótimo.


O problema é que o site do órgão na Prefeitura, nessa recente atualização, omitiu informações de várias linhas de ônibus. As linhas 002-Roger, A002-Alto Roger, 201-Ceasa, 202-Geisel e 203-Mangabeira/Rangel simplesmente não aparecem no site da STTrans. Ou seja, não constam os horários das linhas acima citadas, nem seus nomes. No lugar da linha 202 aparecem os horários das linhas do Opcional, ônibus com ar condicionado, e ainda assim constando que a linha roda com um carro, quando na verdade roda com dois.


 

 

E não é só isso. A linha 5204, que não aparecia na relação anterior, foi colocada agora no site, só que com informações incorretas. Consta que o nome da linha é Mangabeira, mas na realidade essa linha se chama Cristo/Shopping e, diferente do que diz o horário, o terminal da linha fica no Estádio Almeidão, não em Mangabeira, onde aliás o 5204 não passa. Os horários dos Opcionais da linha não constam na relação.


Além disso, não aparecem ainda na relação os nomes da novata A600-Manaíra/Hiper (que roda com dois ônibus) e 604-Padre Zé (a linha da Mandacaruense, que tem esse número, consta na relação, mas a da Transnacional, que também roda com esse número, porém tem terminal diferente da outra linha 604, não).


A STTrans acertou em atualizar os horários de várias linhas, mas terminou pisando na bola ao se esquecer de outras, simplesmente não colocando os nomes ou deixando passar informações incorretas, como por exemplo a linha 101-Grotão, que aparece como A102 na relação do site.


Esperamos que a STTrans conserte os erros acima, afinal informações importantes como a dos horários dos transportes coletivos devem estar sempre ao alcance da população.

É o fim das circulares de bairro?

 Por bem dizer, só um par das circulares de bairro sobreviveram: o par 1500/5100. Do par 1519/5120, só o segundo sobreviveu – e não se sabe porquê foi preferível que somente o 5120 rode. Já os pares 2303/3203, 2307/3207, 2514/5206, 2515/5210, 2501/5201 e 2509/5209 não retornaram, e o par 2515/5210 se divorciou, voltando a ser o que eram antes de se fundirem em 1999: as radiais 515 e 210, e depois o par foi ressuscitado. O par 3507/5307 se divorciou, voltando a ser o que era antes de se fundirem em 1998: a radial 307.


Um detalhe nisso tudo: o corredor da 2 de Fevereiro era passagem para a maioria dessas linhas que não retornaram. De nove linhas desse corredor que iam para a Epitácio Pessoa, as opções foram reduzidas a zero. De um ponto para outro, os moradores do Rangel e do Cristo – uma área densamente povoada com quase 54 mil habitantes – só podem contar com a Integração Temporal. Nem a própria 5204, que ligava o Cristo ao Manaíra Shopping via Ruy Carneiro e Epitácio, teve sua volta cogitada, mesmo esta sendo uma integracional.


Os pares 2303/3203 e 2307/3207 viraram a atual versão da 207, que atende sozinha a área da Josefa Taveira para o corredor 2 de Fevereiro. Quem ia pro Cidade Verde usando 2509/5209 – ou pela Josefa Taveira usando 2514/5206 – hoje usa a 517, outrora Castelo Branco/Epitácio, dando a entender terem dado desse modo a solução da histórica sobreposição dessa linha a várias outras. 2515 e 5210 tiveram seu “divórcio” anunciado; voltam a ser 515 e 210. E o Colinas do Sul só tem opção de ir pelo corredor de Cruz das Armas; sua circular não retornou e uma nova linha foi criada, só que radial e pelo mesmo corredor 1.


Voltar ao normal? Talvez estejamos nele

Voltar a apostar em radiais é uma aposta em todas as fichas na Integração Temporal, que teve o seu tempo aumentado em 80 minutos nesse pós-pandemia. Isso porque as circulares de bairro praticamente reduziam as opções de combinação e de integração temporal, uma vez que circular com circular não integra no validador.


Mesmo uma integração física não parecia combinar com esse tipo de proposta, criada justamente numa época em que nem essa possibilidade havia. Grande parte dessas linhas foi criada entre 1994 e 1999 – quando não havia ainda sequer possibilidade de integração. Ainda houve várias outras criadas quando os recursos de integração física e eletrônica já existiam. Assim, só uma sacudida muito grande no sistema controlaria esse vício.


E a sacudida veio?

A sacudida que parecia improvável de acontecer parece ter vindo, e ela foi a paralisação imposta por decreto para conter a pandemia da COVID-19. Se quase cem dias são suficientes para desacostumar a população daquela estrutura de outrora, na visão das cabeças de todo o processo, a retomada seria para acostumar ao “novo normal” do sistema, onde toda a “bagunça” na estrutura das linhas estaria sendo arrumada e assim se conseguiria uma melhor eficiência do sistema.


Como o transporte em João Pessoa é algo onde costumes dos passageiros não são fáceis de se mudar, ainda há quem sinta falta dessas linhas. Afinal, criam-se referências muito rápido, e criar novas referências não é fácil numa população que costuma ser a elas resistente.


Então, o normal vai sendo esse, e o que esse “novo normal” vai derrubando é a cultura das circulares de bairro. Na compreensão de que esse modelo de sistema foi superado, é mais fácil pedir a recomposição da cobertura – como por exemplo a volta da 208, o Vale das Palmeiras está sem transporte – do que de linhas que só agora parecem ter sido enxergadas como obstáculos para qualquer modelo de integração depois de anos sendo vistas como soluções da lavoura.

sábado, 2 de outubro de 2021

Gírias e expressões tipicamente cariocas


Algumas palavras e expressões não têm no Rio de Janeiro o mesmo significado que em outras partes do universo. Compartilho aqui uma pequena lista do que eu, brasiliense convicto, consegui aprender nesses cinco anos de vida carioca, para orientar neófitos e desavisados de passagem pela Cidade Maravilhosa.


Parada – A espinha dorsal da comunicação local. Serve para tudo e pode ser empregada a qualquer momento. É a versão carioca do trem mineiro. Tem o mesmo sentido de troço, coisa, negócio e empreendimento.

. Por exemplo, em uma loja: “Aê, queria ver aquela parada ali. Não, aquela outra, azul.”

. Em uma conversa sobre a vida alheia: “Aê, aquela parada que a Marcinha fez com o Jorginho, isso não se faz”

. Ou em um papo sobre a noite anterior: “Aê, tomei umas paradas sinistras na festa, ainda tô na mão do palhaço”

Estar na mão do palhaço – Estar muito doido depois de se entupir de umas paradas aê.

Doido – Brother, como na expressão “Aê, doido!”

Brother – Uma pessoa qualquer, que, no entanto, nunca é o seu irmão: “Aê, brother, que horas são?”. Pode ser agrupado com “parada”: “Um brother ficou de agilizar umas paradas pra mim.”

Irmão – Um brother: “Aê, irmão, vai querer uma cadeirinha de praia?”.

Mermão – Um irmão que subiu de categoria e já é muito mais que um brother: “Mermão, que saudade!”. Também pode ser usado como interjeição a qualquer momento, em qualquer ocasião: “Mermão, o Flamengo tava sinistro ontem!”. Neste caso, pode ser substituído por “porra”, quando se quer variar o vocabulário: : “Porra, demais essa parada”, “Porra, tu viu aquela gata?”

Sangue bom – Mais do que brother, menos que mermão.

Bagulho – Umas paradas que você toma e te deixam na mão do palhaço. Também é um bom substituto para “parada”, como na construção: “Vamos nessa, o bagulho aqui tá sinistro”.

Sinistro

. Uma dificuldade: “A prova de história estava sinistra!”.

. Um elogio: “O final da novela foi sinistro!”

PS: Para ser compreendido, o “s” deve ser pronunciado como “x”: Sinixtro.

Bonde – Geral

Geral – A porra toda

A porra toda – Geral, mas pode ter um lado violento: “Marcinho Supino tomou umas paradas e saiu quebrando a porra toda”

Porra – Pode ser utilizado para substituir o “aê”, no início das frases: “Porra, demais essa parada”, “Porra, tu viu aquela gata?”

Tu – Pronome pessoal do caso reto, usado em substituição a “você”. Atenção: para se fazer entender, é proibido conjugá-lo segundo a gramática: tu vistes, tu fostes. Algumas utilizações corretas de “tu”: “Aê, maluco, tu viu aquela parada?”, “Tu passa lá em casa mais tarde?”

Passar lá em casa – Quando algum carioca falar “passa lá em casa um dia desses” ou alguma de suas variações, o que ele realmente quer dizer é: “Aê, doido, a parada é a seguinte: tu é sangue bom, talvez a gente se esbarre por aí, mas não pinta na minha residência, valeu?”

:: Importante – Não confunda ::

. Irado / Maneiro – Irado é alguma coisa muito maneira. E o maneiro é algo irado, mas um pouco menos maneiro.

. Maluco / Doido – Maluco é um doido muito irado. E o doido é um maluco que pode ser maneiro, ou não.

. Mané / Vacilão – O mané é um maluco que vacila, mas em geral é inofensivo. E o vacilão geral quer ver pelas costas, porque é um baita de um mané.