segunda-feira, 28 de setembro de 2020

Missal Romano - Semana Santa - Vigília Pascal (1)

 Terceira parte



Liturgia Batismal



37. O sacerdote e os ministros dirigem-se ao batistério, se este pode ser visto pelos fiéis. Caso contrário, coloca-se o recipiente com água no próprio presbitério.

Se houver batismo, chamam-se os catecúmenos, que são apresentados pelos padrinhos à Igreja reunida. Se houver crianças, serão apresentadas pelos pais e padrinhos.


38. O sacerdote exorta o povo com estas palavras ou outras semelhantes:


Se houver batismo

Pres: Caros fiéis, apoiemos com as nossas preces a alegre esperança dos nossos irmãos e irmãs (N.N.), para que Deus todo-poderoso acompanhe com sua misericórdia os que se aproximam da fonte do novo nascimento.


Se não houver Batismo, mas só a bênção da água batismal


Pres: Meus irmãos e minhas irmãs, invoquemos sobre estas águas a graça de Deus Pai onipotente, para que em Cristo sejam reunidos aos filhos adotivos aqueles que renascerem pelo batismo.


39. Dois cantores entoam a ladainha, à qual todos respondem de pé (por ser tempo pascal).

Se o batistério é distante, canta-se a ladainha durante a procissão, sendo-os antes chamado os que vão receber o batismo. A procissão é precedida pelo círio pascal, seguido pelos catecúmenos e padrinhos, e depois, pelo sacerdote e os ministros. Neste caso, a exortação é feita antes da bênção da água.


40. Se não houver batismo nem bênção de água batismal, omite-se a ladainha e procede-se logo à bênção da água (n.45).


41. Podem-se acrescentar alguns nomes à lista dos santos, sobretudo os padroeiros da igreja, do lugar e dos catecúmenos.


Onde for costume, o sacerdote pode depor a casula e revestir-se de pluvial.


Senhor, tende piedade de nós.


Ass: Senhor, tende piedade de nós.


Cristo, tende piedade de nós.


Ass: Cristo, tende piedade de nós.


Senhor, tende piedade de nós.


Ass: Senhor, tende piedade de nós.


Santa Maria, mãe de Deus.


Ass: Rogai p nós.


São Miguel e Santos Anjos de Deus.


Ass: Rogai p nós.


São João Batista e São José.


Ass: Rogai p nós.


São Pedro e São Paulo.


Ass: Rogai p nós.


Santo André e São Tiago Maior.


Ass: Rogai p nós.


São João e São Tomé.


Ass: Rogai p nós.


São Tiago Menor e São Filipe.


Ass: Rogai p nós.


São Bartolomeu e São Mateus.


Ass: Rogai p nós.


São Simão e São Tadeu.


Ass: Rogai p nós.


São Matias e Santa Maria Madalena.


Ass: Rogai p nós.


Santo Estevão e São Lourenço.


Ass: Rogai p nós.


Santa Perpetua e Santa Felicidade.


Ass: Rogai p nós.


Santo Agostinho e São Gregório.


Ass: Rogai p nós.


Santo Atanásio e São Basílio.


Ass: Rogai p nós.


São Martinho e São Bento.


Ass: Rogai p nós.


São Francisco e São Domingos.


Ass: Rogai p nós.


São Francisco Xavier e São João Maria Vianney.


Ass: Rogai p nós.


Santa Catarina e Santa Teresa de Jesus.


Ass: Rogai p nós.


Todos os Santos e Santas de Deus.


Ass: Rogai p nós.


Sede-nos Propício.


Ass: Ouvi-nos, Senhor.


Para que nos livreis de todo mal.


Ass: Ouvi-nos, Senhor.


Para que nos livreis de todo pecado.


Ass: Ouvi-nos, Senhor.


Para que nos livreis da morte eterna.


Ass: Ouvi-nos, Senhor.


Pela Vossa encarnação.


Ass: Ouvi-nos, Senhor.


Pela vossa morte e ressurreição.


Ass: Ouvi-nos, Senhor.


Pela efusão do Espírito Santo.


Ass: Ouvi-nos, Senhor.


Apesar de nossos pecados.


Ass: Ouvi-nos, Senhor.


Se houver batismo

Para que vos digneis dar a nova vida aos que chamastes ao batismo.


Ass: Ouvi-nos, Senhor.


Se não houver Batismo

Para que santifiqueis com a vossa graça esta água, onde renascerão os vossos filhos.


Ass: Ouvi-nos, Senhor.


De qualquer modo prossegue-se

Jesus, Filho do Deus vivo.


Ass: Ouvi-nos, Senhor.


Cristo, ouvi-nos.


Ass: Cristo, ouvi-nos.


Cristo, atendei-nos.


Ass: Cristo, atendei-nos.


Se houver batismo, o sacerdote, de mãos unidas, diz a seguinte oração:

Pres: Ó Deus de bondade, manifestai o vosso poder nos sacramentos que revelam vosso amor. Enviai o espírito de adoção para criar um novo povo, nascido para vós nas águas do batismo. E assim possamos ser em nossa fraqueza instrumentos do vosso poder. Por Cristo, nosso Senhor.

Ass: Amém.


Bênção da água batismal


42. O sacerdote, de mãos unidas, diz a seguinte oração:


Pres: Ó Deus, pelos sinais visíveis dos sacramentos, realizais maravilhas invisíveis. Ao longo da história da salvação, vós vos servistes da água para fazer-nos conhecer a graça do batismo. Já na origem do mundo, vosso espírito pairava sobre as águas para que elas concebessem a força de santificar. Nas próprias águas do dilúvio prefigurastes o nascimento da nova humanidade, de modo que a mesma água sepultasse os vícios e fizesse nascer a santidade. Concedestes aos filhos de Abraão atravessar o mar Vermelho a pé enxuto, para que, livres da escravidão, prefigurassem o povo nascido na água do batismo. Vosso Filho, ao ser batizado nas águas do Jordão, foi ungido pelo Espírito Santo. Pendente da cruz, do seu coração aberto pela lança fez correr sangue e água. Após sua ressurreição, ordenou aos apóstolos: “Ide, fazei meus discípulos todos os povos, e batizai-os em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo.” Olhai agora, ó Pai, a vossa Igreja, e fazei brotar para ela a água do batismo. Que o Espírito Santo dê, por esta água, a graça do Cristo, a fim de que o ser humano, criado à vossa imagem, seja lavado da antiga culpa pelo batismo e renasça pela água e pelo Espírito Santo para uma vida nova.


O sacerdote, se for oportuno, mergulha o Círio na água uma ou três vezes, dizendo:


Nós vos pedimos, ó Pai, que por vosso Filho desça sobre toda esta água a força do Espírito Santo. 


E, mantendo o círio na água, continua:


E todos os que, pelo batismo, forem sepultados na morte com Cristo, ressuscitem com ele para a vida. Por Cristo, nosso Senhor. 


Ass: Amém. 


43. O sacerdote retira o Círio da água, enquanto o povo aclama:


Ass: Fontes do Senhor, bendizei o Senhor! Louvai-o e exaltai-o para sempre!


44. Cada catecúmeno renuncia ao demônio, faz a profissão de fé e é batizado. Os catecúmenos adultos são confirmados logo após o batismo, se houver Bispo, ou sacerdote com delegação para fazê-lo (conforme o n. 46).


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45. Se não houver batismo nem bênção de água batismal, o sacerdote benze a água para a aspersão do povo com a seguinte oração:


Pres: Meus irmãos e minhas irmãs, invoquemos o Senhor nosso Deus para que se digne abençoar esta água, que vai ser aspergida sobre nós, recordando o nosso batismo. Que ele se digne renovar-nos, para que permaneçamos fiéis ao Espírito que recebemos.


E, após um momento de silêncio, prossegue de mãos unidas:


Senhor nosso Deus, velai sobre o vosso povo e nesta noite santa em que celebramos a maravilha da nossa criação e a maravilha ainda maior da nossa redenção, dignai-vos abençoar esta água. Fostes vós que a criastes para fecundar a terra, para lavar nossos corpos e refazer nossas forças. Também a fizestes instrumento da vossa misericórdia: por ela libertastes o vosso povo do cativeiro e aplacastes no deserto a sua sede; por ela os profetas anunciaram a vossa aliança que era vosso desejo concluir com a humanidade; por ela finalmente, consagrada pelo Cristo no Jordão, renovastes, pelo banho do novo nascimento, a nossa natureza pecadora. Que esta água seja para nós uma recordação do nosso batismo e nos faça participar da alegria dos que foram batizados na Páscoa. Por Cristo, nosso Senhor. 

Ass: Amém. 

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Renovação das promessas do batismo


38. Após a bênção da água, todos, de pé e com as velas acesas, renovam as promessas do batismo. O sacerdote dirige-se aos fiéis com estas palavras ou outras semelhantes:


Pres: Meus irmãos e minhas irmãs, pelo mistério pascal fomos no batismo sepultados com Cristo para vivermos com ele uma vida nova. Por isso, terminados os exercícios da Quaresma, renovemos as promessas do nosso batismo, pelas quais já renunciamos a Satanás e suas obras, e prometemos servir a Deus na Santa Igreja Católica. Portanto: 


Pres: Para viver na liberdade dos filhos de Deus, renunciais ao pecado? 

Ass: Renuncio. 


Pres: Para viver como irmãos e irmãs, renunciais a tudo o que vos possa desunir, para que o pecado não domine sobre vós? 

Ass: Renuncio. 


Pres: Para seguir Jesus Cristo, renunciais ao demônio, autor e princípio do pecado?

Ass: Renuncio. 


Em seguida, o sacerdote prossegue:

Pres: Credes em Deus, Pai todo-poderoso, criador do céu e da terra? 

Ass: Creio.


Pres: Credes em Jesus Cristo, seu único Filho, nosso Senhor, que nasceu da Virgem Maria, padeceu e foi sepultado, ressuscitou dos mortos e subiu ao céu? 

Ass: Creio.


Pres: Credes no Espírito Santo, na Santa Igreja Católica, na comunhão dos Santos, na remissão dos pecados, na ressurreição dos mortos e na vida eterna?

Ass: Creio. 


Pres: O Deus todo-poderoso, Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, que nos fez renascer pela água e pelo Espírito Santo e nos concedeu o perdão de todo pecado, guarde-nos em sua graça para a vida eterna, no Cristo Jesus, nosso Senhor.

Ass: Creio.


Se houver batismo são realizados nesse momento, se não houver prossegue-se para o número 47.


O sacerdote unge o peito de cada catecúmeno com o óleo dos catecúmenos e diz a cada um:

Pres: Que a força do Cristo Salvador penetre em sua vida como este óleo em seu peito.


O sacerdote, então, na pia batismal, com o catecúmeno (se for criança sendo sustentado pela madrinha ou pela mãe), questiona:


Pres: N. você quer ser batizado na fé da Igreja que professamos?


Ou, se for criança:

Pres: Vocês querem que N. seja batizado na fé da Igreja que professamos?


Catecúmeno ou pais: Quero!


Faz-se o banho batismal, por imersão ou por infusão, conforme o costume, dizendo-se:


Pres: N. eu te batizo em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo.


Se o neobatizado for criança, pode-se fazer a unção com o óleo do Crisma na testa, dizendo: Que o Senhor te torne sacerdote, profeta e rei. Isso não seja feito caso vá ocorrer a confirmação do catecúmeno.


Após secar-se, se o neobatizado for adulto, e se o celebrante for bispo, ou se o sacerdote tiver autorização de um bispo, prossegue-se com a confirmação.


Pres: Deus todo-poderoso, Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, que, pela água e pelo Espírito Santo, fizeste renascer estes vossos servos e servas, libertando-os do pecado, enviai-lhes o Espírito Santo Paráclito; dai-lhes, Senhor, o espírito de sabedoria e inteligência, o espírito de conselho e fortaleza, o espírito de ciência e piedade e enchei-os do espírito de vosso temor. Por Cristo, nosso Senhor.  


Ass: Amém.


E, ungindo a testa do neobatizado com o óleo do Crisma diz:

Pres: N. recebe, por este sinal, o Espírito Santo, o dom de Deus.


Neobatizado: Amém.


O sacerdote então dá um leve tapa na face do neobatizado, já crismado, e diz:

Pres: A paz esteja contigo!


Neobatizado: E contigo também!


47. O sacerdote asperge o povo com a água benta, enquanto todos cantam:


Antífona:

Vi a água saindo do lado direito do templo, aleluia!

E a todos a quem chega esta água recebem a salvação e proclamam: 

aleluia, aleluia!


Ou outro canto referente ao batismo.


48. Enquanto isso, os neobatizados são conduzidos ao seu lugar entre os fiéis. 

Se a bênção da água batismal não foi feita no batistério, os ministros transportam-na ao batistério com reverência.


49. Terminada a aspersão, o sacerdote volta à cadeira, onde, omitindo o Creio, preside a oração dos fiéis, da qual os neobatizados participam pela primeira vez. Embora, se for preciso optar entre diminuir o número de leituras e a Oração Eucarística, ou fazer-se a oração dos fiéis, recomendamos que faça-se o maior número de leituras possíveis e a Oração Eucarística aqui proposta.


Pres: Irmãos caríssimos, nesta Vigília Pascal, invoquemos o nosso Deus com mais fervor, para que, tendo atendido às preces e súplicas do Seu amado Filho, considere também nossas humildes orações. 


Ass: Nesta noite santa, ouvi-nos!


Pelo Santo Padre, para que iluminado pelo Espírito Santo, continue ensinando que graças à ressurreição de Jesus, o amor revelou-se mais forte do que a morte e pelo nosso bispo e por todos os sacerdotes, para que se comprometam sempre mais em anunciar o Evangelho, expressando a Verdade e seguindo os ensinamentos de Jesus, rezemos ao Senhor. 


Ass: Nesta noite santa, ouvi-nos!


Pelos nossos governantes, para que, transfigurados pela luz do Cristo ressuscitado, possam governar com justiça, amor e fidelidade a paz, rezemos ao Senhor. 


Ass: Nesta noite santa, ouvi-nos!


Por todos os batizados, nesta noite santa, para que se sintam acolhidos como filhos de Deus e possam testemunhar a boa notícia da ressurreição de Cristo, rezemos ao Senhor. 


Ass: Nesta noite santa, ouvi-nos!


Por todos nós aqui reunidos, para que sejamos autênticas testemunhas da Ressurreição, anunciando ao mundo a caridade, a fraternidade e a esperança, rezemos ao Senhor. 


Ass: Nesta noite santa, ouvi-nos!


Pres: Senhor Jesus Cristo, que por Vossa ressurreição, sois glorificado pelos anjos no céu e, na terra, sois aclamado pelos fiéis, nós Vos pedimos que salveis todos os homens e que inundeis com a Vossa infinita misericórdia a Santa Igreja, Vossa Esposa e nossa Mãe. Vós que sois Deus com o Pai, na unidade do Espírito Santo. 


Ass: Amém.


Quarta Parte


Liturgia Eucarística


50. O sacerdote vai ao altar e começa a liturgia eucarística como de costume.


51. Convém que o pão e o vinho sejam apresentados pelos neobatizados. Se não houver batismo, os dons são levados pelos próprios fiéis.


O sacerdote, de pé, toma a patena com o pão e, elevando-a um pouco sobre o altar, reza em silêncio:

Bendito sejais, senhor, Deus do Universo, pelo pão que recebemos da Vossa bondade, fruto da terra e do trabalho humano: que agora Vos apresentamos e que para nós se vai tornar Pão da vida.

Em seguida, coloca a patena com o pão sobre o corporal. O diácono ou o sacerdote derrama vinho e um pouco d´água no cálice, rezando em silêncio:

Pelo mistério desta água e deste vinho possamos participar da divindade do vosso Filho, que se dignou assumir a nossa humanidade.

Em seguida, o sacerdote toma o cálice e, elevando-o um pouco sobre o altar, reza em silêncio:

Bendito sejais, Senhor, Deus do universo, pelo vinho que recebemos da Vossa bondade, fruto da videira e do trabalho humano: que agora Vos apresentamos e que para nós se vai tornar Vinho da Salvação.

Coloca o cálice sobre o corporal.

O sacerdote, inclinado, reza em silêncio:

De coração contrito e humilde, sejamos, Senhor, acolhidos por vós; e seja o nosso sacrifício de tal modo oferecido que vos agrade, Senhor, nosso Deus.

Se for oportuno, incensa as oferendas, a cruz e o altar. Depois o diácono ou, na falta dele, o ministro incensa o sacerdote (e os concelebrantes, se estiverem presentes) e o povo.

O sacerdote, de pé, ao lado do altar, lava as mãos, dizendo em silêncio:

Lavai-me, Senhor, de minhas faltas e purificai-me de meus pecados.


No meio do altar e voltado para o povo, estendendo e unindo as mãos, o sacerdote diz:


Pres: Orai, irmãos e irmãs, para que levando ao altar  as alegrias e fadigas de cada dia, nos disponhamos a oferecer um sacrifício aceito por Deus Pai todo-poderoso.

Ass: Receba o Senhor por tuas mãos este sacrifício, para glória do seu nome, para nosso bem e de toda a santa Igreja.


Em seguida, abrindo os braços, o sacerdote reza a oração sobre as oferendas;

53. Pres: Acolhei, ó Deus, com estas oferendas as preces do vosso povo, para que a nova vida, que brota do mistério pascal, seja por vossa graça penhor da eternidade. Por Cristo, nosso Senhor

Ass: Amém.


53. Prefácio da Páscoa I, nesta noite, p.421

Começando a Oração Eucarística, o sacerdote abre os braços e diz:

Pres: O Senhor esteja convosco.

Ass: Ele está no meio de nós.

Erguendo as mãos, o sacerdote prossegue:

Pres: Corações ao alto.

Ass: O nosso coração está em Deus.

O sacerdote, com os braços abertos, acrescenta:

Pres: Demos graças ao Senhor, nosso Deus.

Ass: É nosso dever e nossa salvação.


O sacerdote, de braços abertos, continua o prefácio.

Pres:  Na verdade, é justo e necessário, é nosso dever e salvação dar-vos graças, sempre e em todo o lugar, mas sobretudo nesta noite em que Cristo, nossa Páscoa, foi imolado. Ele é o verdadeiro Cordeiro, que tira o pecado do mundo. Morrendo, destruiu a morte, e, ressurgindo, deu-nos a vida. Transbordando de alegria pascal, nós nos unimos aos anjos e a todos os santos, para celebrar a vossa glória, cantando (dizendo) a uma só voz:


Ao final, une as mãos, e com o povo, canta ou diz em voz alta:

Ass: Santo, Santo, Santo,  Senhor, Deus do Universo!

O Céu e a terra proclamam a vossa glória. Hosana nas alturas!

Bendito o que vem em nome do Senhor! Hosana nas alturas!


Recomenda-se fortemente a Oração Eucarística I, por ter partes próprias para esta missa. Permite-se, contudo, por fortes razões pastorais, a Oração Eucarística III ou ainda a II.


O sacerdote, de braços abertos, diz:

Pres: Pai de misericórdia, a quem sobem nossos louvores, nós vos pedimos por Jesus Cristo, vosso Filho e Senhor nosso,

une as mãos e traça o sinal da cruz sobre o pão e o cálice ao mesmo tempo, dizendo:

que abençoeis + estas oferendas apresentadas ao vosso altar.

Ass: Abençoai nossa oferenda, ó Senhor!


O sacerdote, de braços abertos, prossegue:

Nós as oferecemos pela vossa Igreja santa e católica: concedei-lhe paz e proteção, unindo-a num só corpo e governando-a por toda a terra. Nós as oferecemos também pelo vosso servo o Papa N., por nosso Bispo N., e por todos os que guardam a fé que receberam dos apóstolos.

O povo aclama:

Ass: Conservai a vossa Igreja sempre unida!


Memento dos vivos

1C:  Lembrai-vos, ó Pai, dos vossos filhos e filhas N.N.

une as mãos e reza em silêncio.

De braços abertos, prossegue:

e de todos os que circundam este altar, dos quais conheceis a fidelidade e a dedicação em vos servir. Eles vos oferecem conosco este sacrifício de louvor por si e por todos os seus, e elevam a vós as suas preces para alcançar o perdão de suas faltas, a segurança em suas vidas e a salvação que esperam.

Ass: Lembrai-vos, ó Pai, de vossos filhos!


Infra actionem

2C:  Em comunhão com toda a Igreja celebramos a noite santa da ressurreição de nosso Senhor Jesus Cristo. Veneramos também a Virgem Maria e seu esposo São José, os santos Apóstolos e Mártires: Pedro e Paulo, André, (Tiago e João, Tomé, Tiago e Filipe, Bartolomeu e Mateus, Simão e Tadeu, Lino, Cleto, Clemente, Sisto, Cornélio e Cipriano, Lourenço e Crisógono, João e Paulo, Cosme e Damião), e todos os vossos santos. (Por Cristo, Senhor nosso. Amém)

Ass: Em comunhão com toda Igreja aqui estamos!


 O sacerdote, com os braços abertos, continua:

Pres: Recebei, ó Pai, com bondade, a oferenda dos vossos servos e de toda a vossa família. Nós a oferecemos também por aqueles que fizestes renascer pela água e pelo Espírito Santo, dando-lhes o perdão de todos os pecados. Dai-nos sempre a vossa paz, livrai-nos da condenação eterna e acolhei-nos entre os vossos eleitos. (Por Cristo, Senhor nosso. Amém).

Estendendo as mãos sobre as oferendas, diz:

Dignai-vos, ó Pai, aceitar e santificar estas oferendas, a fim de que se tornem para nós o Corpo e o Sangue de Jesus Cristo, vosso Filho e Senhor nosso.

Ass: Santificai nossa oferenda, ó Senhor!


O sacerdote une as mãos.

Nas fórmulas que se seguem, as palavras do Senhor sejam proferidas de modo claro e audível, como requer a sua natureza.

Pres: Na noite em que ia ser entregue, 

toma o pão, mantendo-o um pouco elevado sobre o altar,inclina-se levemente, e prossegue:

ele tomou o pão em suas mãos,

eleva os olhos

elevou os olhos a vós, ó Pai, deu graças e o partiu e deu a seus discípulos.

Mostra ao povo a hóstia consagrada, coloca-a na patena, fazendo gunuflexão para adorá-la.


Então prossegue:

Do mesmo modo, ao fim da ceia,

toma o cálice nas mãos, mantendo-o um pouco elevado sobre o altar, inclina-se levemente, e prossegue:

ele tomou o cálice em suas mãos, deu graças novamente e o deu a seus discípulos.

Mostra o cálice ao povo, coloca-o sobre o corporal e faz genuflexão para adorá-lo.


Em seguida, diz:

Eis o mistério da fé!

Ass: Anunciamos, Senhor, a vossa morte e proclamamos a vossa ressurreição. Vinde, Senhor Jesus!


O sacerdote, de braços abertos, diz:

Pres: Celebrando, pois, a memória da paixão do vosso Filho, da sua ressurreição dentre os mortos e gloriosa ascensão aos céus, nós, vossos servos, e também vosso povo santo, vos oferecemos, ó Pai, dentre os bens que nos destes, o sacrifício perfeito e santo, o pão da vida eterna e cálice da salvação.

Ass: Recebei, ó Senhor, a nossa oferta!


 Prossegue, de braços abertos:

Recebei, ó Pai, esta oferenda, como recebestes a oferta de Abel, o sacrifício de Abraão e os dons de Melquisedeque.

Une as mãos e inclina-se, dizendo:

Nós vos suplicamos que ela seja levada à vossa presença, para que, ao participarmos deste altar, recebendo o Corpo e o Sangue de vosso Filho,

ergue-se e faz sobre si o sinal da cruz, dizendo:

sejamos repletos de todas as graças e bênçãos do céu.

Une as mãos.

(Por Cristo, Senhor nosso. Amém.)

Ass: Recebei, ó Senhor, a nossa oferta!


Memento dos defuntos.

O sacerdote, de braços abertos, diz:

 3C:  Lembrai-vos, ó Pai, dos vossos filhos e filhas N. N. que partiram desta vida, marcados com o sinal da fé.

Une as mãos e reza em silêncio.

De braços abertos, prossegue:

A eles, e a todos os que adormeceram no Cristo, concedei a felicidade, a luz e a paz.

Une as mãos.

(Por Cristo, Senhor nosso. Amém)

Ass: Lembrai-vos, ó Pai, dos vossos filhos!


 Bate no peito, dizendo:

4C : E a todos nós pecadores,

de braços abertos, prossegue:

que confiamos na vossa imensa misericórdia, concedei, não por nossos méritos, mas por vossa bondade, o convívio dos Apóstolos e Mártires: João Batista e Estêvão, Matias e Barnabé (Inácio, Alexandre, Marcelino e Pedro; Felicidade e Perpétua, Águeda e Luzia, Inês, Cecília, Anastácia) e todos os vossos santos.

Une as mãos.

Por Cristo, Senhor nosso.

Ass: Concedei-nos o convívio dos eleitos!


Pres: Por ele não cessais de criar e santificar estes bens e distribuí-los entre nós.

 Ergue o cálice e a patena com a hóstia, dizendo:

Pres: Por Cristo, com Cristo, em Cristo, a vós, Deus Pai todo-poderoso, na unidade do Espírito Santo, toda a honra e toda a glória, agora e para sempre.

Ass: Amém!


Rito da Comunhão


Tendo colocado o cálice e a patena sobre o altar, o sacerdote diz unindo as mãos:

Pres: Antes de participar do banquete da Eucaristia, sinal de reconciliação e vínculo de união fraterna, rezemos, juntos, como o Senhor nos ensinou:

O sacerdote abre os braços e prossegue com o povo:

Ass: Pai nosso que estais nos céus, santificado seja o vosso nome; venha a nós o vosso reino, seja feita a vossa vontade,  assim na terra como no céu;  o pão nosso de cada dia nos daí hoje,  perdoai-nos as nossas ofensas, assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido, e não nos deixeis cair em tentação, mas livrai-nos do mal.


O sacerdote prossegue sozinho, de braços abertos:

Pres: Livrai-nos de todos os males, ó Pai, e dai-nos hoje a vossa paz. Ajudados pela vossa misericórdia, sejamos sempre livres do pecado e protegidos de todos os perigos, enquanto, vivendo a esperança, aguardamos a vinda de Cristo salvador.

O sacerdote une as mãos. O povo conclui a oração aclamando:

Ass: Vosso é o reino, o poder e a glória para sempre!


O sacerdote, de braços abertos, diz em voz alta:

Pres: Senhor Jesus Cristo, dissestes aos vossos Apóstolos: Eu vos deixo a paz, eu vos dou a minha paz. Não olheis os nossos pecados, mas a fé que anima vossa Igreja; dai-lhe, segundo o vosso desejo, a paz e a unidade.

O sacerdote une as mãos e conclui:

Vós, que sois Deus, com o Pai e o Espírito Santo.

O povo responde:

Ass: Amém.


O sacerdote, estendendo e unindo as mãos, acrescenta:

Pres: A paz do Senhor esteja sempre convosco.

O povo responde:

Ass: O amor de Cristo nos uniu.


Em seguida, o sacerdote parte o pão consagrado sobre a patena e coloca um pedaço no cálice, rezando em silêncio:

Pres: Esta união do Corpo e do Sangue de Jesus, o Cristo e Senhor nosso, que vamos receber, nos sirva para a vida eterna.


Enquanto isso, canta-se ou recita-se:

Ass: Cordeiro de Deus, que tirais o pecado do mundo, tende piedade de nós.

Cordeiro de Deus, que tirais o pecado do mundo, tende piedade de nós.

Cordeiro de Deus que tirais o pecado do mundo, dai-nos a paz.

Essas palavras podem ser repetidas várias vezes, se a fração do pão se prolonga. Contudo, na última vez se diz: dai-nos a paz.


O sacerdote, de mãos unidas, reza em silêncio:

Pres: Senhor Jesus Cristo, Filho do Deus vivo, que cumprindo a vontade do Pai e agindo com o Espírito Santo,pela vossa morte destes vida ao mundo, livrai-me dos meus pecados e de todo mal; pelo vosso Corpo e pelo vosso Sangue, dai-me cumprir sempre a vossa vontade e jamais separar-me de vós.


54. Antífona da Comunhão

Pres: O Cristo, nossa Páscoa, foi imolado; celebramos a festa com o pão sem fermento, o pão da retidão e da verdade, aleluia!


O sacerdote faz genuflexão, toma a hóstia, elevando-a sobre a patena, diz em voz alta, voltado para o povo:

Felizes os convidados para o Banquete nupcial do Cordeiro.

Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo.

E acrescenta, com o povo, uma só vez:

Ass: Senhor, eu não sou digno de que entreis em minha morada, mas dizei uma palavra e serei salvo.


Comunhão

Enquanto o sacerdote comunga do Corpo de Cristo, inicia-se o canto da comunhão.

O sacerdote, voltado para o altar, reza em silêncio:

Que o Corpo de Cristo me guarde para a vida eterna.

Comunga o Corpo de Cristo.

Depois, segura o cálice e reza em silêncio:

Que o Sangue de Cristo me guarde para a vida eterna.

Comunga o Sangue de Cristo.

Toma a patena ou o cibório e, mostrando a hóstia um pouco elevada aos que vão comungar e diz a cada um:

O Corpo de Cristo.

O que vai comungar responde:

Amém.

O diácono, ao distribuir a sagrada comunhão, procede do mesmo modo.

Terminada a comunhão, o sacerdote, o diácono ou acólito purifica a patena e o cálice.

Enquanto se faz a purificação, o sacerdote reza em silêncio:

Fazei, Senhor,que conservemos num coração puro o que a nossa boca recebeu. E que esta dádiva temporal e transforme para nós em remédio eterno.

O sacerdote pode voltar a cadeira. É aconselhável guardar um momento de silêncio ou recitar algum salmo ou canto de louvor.


55. Oração depois da Comunhão

De pé, junto à cadeira ou ao altar, o sacerdote diz:

Pres: Oremos.

E todos, com o sacerdote, rezam algum tempo de silêncio, se ainda não o fizeram. Em seguida o sacerdote abrindo os braços diz a oração:

Saciados pelo vosso sacramento, nós vos pedimos, ó Deus: como pela morte do vosso Filho nos destes esperar o que cremos, dai-nos pela sua ressurreição alcançar o que buscamos. Por Cristo, nosso Senhor

O povo aclama:

Ass: Amém.


Se for necessário, façam-se breves comunicações ao povo.


Benção Solene 

O sacerdote abrindo os braços, saúda o povo:

Pres: O Senhor esteja convosco.

O povo responde:

Ass: Ele está no meio de nós.

O sacerdote diz:

Inclinai-vos para receber a bênção.


Em seguida, o sacerdote, com as mãos estendidas sobre o povo, diz a oração:

Pres: Nesta noite solene da Páscoa, Deus todo-poderoso vos dê a sua bênção e em sua misericórdia vos guarde de todo o pecado.

Ass: Amém.


Pres: Deus, que pela ressurreição do seu Filho Unigênito vos renovou para a vida eterna, vos conceda a glória da imortalidade.

Ass: Amém.


Pres: A vós que, terminados os dias da paixão do Senhor, celebrais com alegria a festa da Páscoa, Deus vos conceda a graça de chegar um dia às alegrias da Páscoa eterna.

Ass: Amém.


O sacerdote abençoa o povo, dizendo:

Pres: Abençoe-vos Deus todo-poderoso, Pai e Filho + e Espírito Santo.

Ass: Amém.


56. À despedida, o diácono, ou o próprio sacerdote diz unindo as mãos:

Ide em paz e o Senhor vos acompanhe, aleluia, aleluia!

O povo responde:

Ass: Graças a Deus, aleluia, aleluia!

Missal Romano - Semana Santa - Vigília Pascal

TEMPO PASCAL


DOMINGO DA PÁSCOA

NA RESSURREIÇÃO DO SENHOR


Na noite santa


Vigília Pascal


1. Segundo antiquíssima tradição, esta noite é ''uma vigília em honra do Senhor'' (Ex 12,42). Assim os fiéis, segundo a advertência do Evangelho (Lc 12,35ss), tendo nas mãos lâmpadas acesas, sejam como os que esperam o Senhor, para que ao voltar os encontre vigilantes e os faça sentar à sua mesa.


2. Deste modo se realiza a vigília desta noite: após breve celebração da luz (primeira parte da vigília), medita a Igreja sobre as maravilhas que Deus realizou desde o início pelo seu povo, que confiou em sua palavra e sua promessa (segunda parte ou liturgia da palavra), até que, aproximando-se a manhã da ressurreição, seja convidado, com os membros que lhe nasceram pelo batismo (terceira parte), a participar da mesa que o Senhor lhe preparou por sua morte e ressurreição (quarta parte).


3. Toda Vigília Pascal seja celebrada durante a noite, de modo que não comece antes do anoitecer do sábado e sempre termine antes da aurora de domingo. João Paulo V ainda permitiu que essa Vigília seja celebrada na noite de um dos dias da Oitava Pascal, onde ela ainda não tiver sido celebrada.


4. Mesmo celebrada antes da meia-noite, a Missa da vigília é a verdadeira Missa do domingo da Páscoa.

Quem participa da Missa da noite pode comungar também na segunda Missa da Páscoa.


5. Quem celebra ou concelebra a Missa da noite pode também celebrar ou concelebrar a segunda Missa da Páscoa.


6. O sacerdote e os ministros vestem paramentos brancos, como para a Missa (ou cor festiva). 

Preparem-se velas para todos os que participam da vigília.


Primeira parte


Solene início da Vigília ou Celebração da Luz


Bênção do fogo e preparação do círio


7. Apagam-se as luzes da igreja.


Em um lugar conveniente, fora da igreja, prepara-se a fogueira. Estando o povo reunido em volta, aproxima-se o sacerdote com os ministros, trazendo um deles o círio pascal.

Quando não se pode preparar o fogo fora da igreja, realiza-se o rito como adiante no n.13.


8. O sacerdote saúda o povo reunido e explica-lhe brevemente o sentido da Vigília, com estas palavras ou outras semelhantes:

Pres: Meus irmãos e minhas irmãs. Nesta noite santa, em que nosso Senhor Jesus Cristo passou da morte à vida, a Igreja convida os seus filhos dispersos por toda a terra a se reunirem em vigília e oração. Se comemorarmos a Páscoa do Senhor ouvindo sua palavra e celebrando seus mistérios, podemos ter a firme esperança de participar do seu triunfo sobre a morte e de sua vida em Deus. 


9. Em seguida, abençoa o fogo.


Pres: Oremos.

Ó Deus, que pelo vosso Filho trouxestes àqueles que creem o clarão da vossa luz, santificai + este novo fogo. Concedei que a festa da Páscoa acenda em nós tal desejo do céu, que possamos chegar purificados à festa da luz eterna. Por Cristo, nosso Senhor. 


Ass: Amém. 


10. Se, considerando a sensibilidade do povo, parecer oportuno realçar por meio de alguns símbolos a dignidade e significação do círio pascal, pode-se proceder do seguinte modo:


Terminada a bênção do fogo novo, o acólito ou um dos ministros traz o círio pascal ao sacerdote, que grava no mesmo uma cruz com o estilete. Em seguida, traça no alto da cruz a letra grega Alfa, embaixo a letra Ômega, e, entre os braços da cruz, os quatro algarismos que designam o ano em curso, enquanto diz o seguinte:


1. Cristo ontem e hoje (faz a incisão da haste vertical);

2. Princípio e Fim (faz a incisão da haste horizontal);

3. Alfa (faz a incisão da letra Alfa no alto da haste vertical);

4. e Ômega. (faz a incisão da letra Ômega embaixo da haste vertical);

5. A ele o tempo (faz a incisão do primeiro algarismo do ano em curso sobre o ângulo esquerdo superior da cruz);

6. e a eternidade (faz a incisão do segundo algarismo do ano em curso sobre o ângulo direito superior);

7. a glória e o poder (faz a incisão do terceiro algarismo do ano em curso no ângulo esquerdo inferior);

8. pelos séculos sem fim. Amém. (faz a incisão do quarto algarismo do ano em curso no 

ângulo direito inferior);





11. Feita a incisão da cruz e dos outros sinais, o sacerdote pode aplicar no círio cinco grãos de incenso, formando uma cruz e dizendo: 

1. Por suas santas chagas, 

2. suas chagas gloriosas  

3. o Cristo Senhor 

4. nos proteja 

5. e nos guarde. Amém. 




12. O sacerdote acende o círio pascal com o fogo novo, dizendo:

Pres: A luz do Cristo que ressuscita resplandecente dissipe as trevas de nosso coração e nossa mente. 


Segundo as circunstâncias pastorais, os elementos anteriores poderão ser usados todos ou parcialmente. As Conferências Episcopais podem também estabelecer outras formas, mais adaptadas à índole do povo.



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13. Onde, por qualquer dificuldade, não se possa acender uma fogueira, a bênção do fogo seja adaptada às circunstâncias. Estando o povo reunido, como de costume, no interior da igreja, o sacerdote dirige-se à porta com os ministros, trazendo um deles o círio pascal. O povo, tanto quanto possível, volta-se para o sacerdote. Procede-se como antes prescrito.

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Procissão


14. O diácono (ou,na falta dele, o sacerdote) toma o círio e o ergue por algum tempo, cantando:

Eis a luz de Cristo! 

E todos respondem:

Ass: Demos graças a Deus!


Todos se dirigem para a igreja, precedidos pelo diácono com o círio pascal. Se for usado incenso (extremamente recomendado), o turiferário com o turíbulo aceso vai à frente do diácono.


15. À porta da igreja, 0 diácono para e, erguendo o círio canta de novo:

Eis a luz de Cristo! 

E todos respondem:

Ass: Demos graças a Deus!


16. O diácono, ao chegar diante do altar, volta-se para o povo e canta pela terceira vez:

Eis a luz de Cristo! 

E todos respondem:

Ass: Demos graças a Deus!


Ascendem-se então todas as luzes da igreja. 

Em alguns lugares há o belo costume de deixar as luzes apagadas até o final da Proclamação da Páscoa, ou ainda, até o Hino de Louvor, pode-se conservar sim esse costume.


Proclamação da Páscoa


17. Chegando ao altar, o sacerdote vai para a sua cadeira. O diácono coloca o círio pascal no candelabro no centro do presbitério ou junto ao ambão. Depois de colocado o incenso se for o caso, o diácono, como para o Evangelho da Missa, pede a bênção ao sacerdote, que diz em voz baixa:

Que o Senhor esteja em teu coração e em teus lábios, para que possas proclamar dignamente a sua Páscoa: em nome do Pai e do + Filho e do Espírito Santo.


Omitem-se esta bênção se a proclamação da Páscoa não for feita por um diácono.

O diácono, ou, na falta dele, o sacerdote, incensa, se for o caso, o livro e o círio. Faz a proclamação da Páscoa, do ambão, ou no púlpito, estando todos de pé e com as velas acesas.

Esta proclamação, se necessário, poderá ser feita por cantor que não seja diácono, que omitirá as palavras E vós, que estais aqui até o fim do convite, como também a saudação O Senhor esteja convosco.

A proclamação da Páscoa poderá ser cantada segundo a forma mais breve. As Conferências Episcopais poderão adaptar o texto da proclamação, acrescentando-lhe aclamações por parte do povo.


18. Exulte o céu, e os Anjos triunfantes, 

mensageiros de Deus, desçam cantando; 

façam soar trombetas fulgurantes, 

a vitória de um Rei anunciando. 


Alegre-se também a terra amiga, 

que em meio a tantas luzes resplandece; 

e, vendo dissipar-se a treva antiga, 

ao sol do eterno rei brilha e se aquece. 


Que a mãe Igreja alegre-se igualmente,  

erguendo as velas deste fogo novo, 

e escute, reboando de repente, 

o Aleluia cantado pelo povo. 


(E vós, que estais aqui, irmãos queridos, 

em torno desta chama reluzente,

erguei os corações, e assim unidos 

invoquemos a Deus onipotente.


Ele, que por seus dons nada reclama, 

quis que entre os seus levitas me encontrasse: 

para cantar a glória desta chama, 

de sua luz um raio me traspasse! )


Diác: O Senhor esteja convosco. 

Ass: Ele está no meio de nós.

Diác: Corações ao alto. 

Ass: O nosso coração está em Deus. 

Diác: Demos graças ao Senhor, nosso Deus. 

Ass: É nosso dever e nossa salvação. 


Sim, verdadeiramente é bom e justo 

cantar ao Pai de todo o coração, 

e celebrar seu Filho Jesus Cristo, 

tornado para nós um novo Adão. 


Foi ele quem pagou do outro a culpa, 

quando por nós à morte se entregou: 

para apagar o antigo documento 

na cruz todo o seu sangue derramou. 


Pois eis agora a Páscoa, nossa festa, 

em que o real Cordeiro se imolou: 

marcando nossas portas, nossas almas, 

com seu divino sangue nos salvou. 


Esta é, Senhor, a noite em que do Egito 

retirastes os filhos de Israel, 

transpondo o mar Vermelho a pé enxuto, 

rumo à terra onde correm leite e mel. 


Ó noite em que a coluna luminosa 

as trevas do pecado dissipou, 

e aos que creem no Cristo em toda a terra 

em novo povo eleito congregou! 


Ó noite em que Jesus rompeu o inferno, 

ao ressurgir da morte vencedor: 

de que nos valeria ter nascido, 

se não nos resgatasse em seu amor? 


Ó Deus, quão estupenda caridade 

vemos no vosso gesto fulgurar:  

não hesitais em dar o próprio Filho,

para a culpa dos servos resgatar. 


Ó pecado de Adão indispensável, 

pois o Cristo o dissolve em seu amor; 

ó culpa tão feliz que há merecido 

a graça de um tão grande Redentor! 


Só tu, noite feliz, soubeste a hora 

em que o Cristo da morte ressurgia; 

e é por isso que de ti foi escrito: 

A noite será luz para o meu dia! 


Pois esta noite lava todo crime, 

liberta o pecador dos seus grilhões; 

dissipa o ódio e dobra os poderosos, 

enche de luz e paz os corações. 


Ó noite de alegria verdadeira, 

que prostra o Faraó e ergue os hebreus, 

que une de novo ao céu a terra inteira, 

pondo na treva humana a luz de Deus. 


Na graça desta noite o vosso povo 

acende um sacrifício de louvor; 

acolhei, ó Pai santo, o fogo novo: 

não perde, ao dividir-se, o seu fulgor. 


Cera virgem de abelha generosa 

ao Cristo ressurgido trouxe a luz: 

eis de novo a coluna luminosa, 

que o vosso povo para o céu conduz. 


O círio que acendeu as nossas velas 

possa esta noite toda fulgurar; 

misture sua luz à das estrelas, 

cintile quando o dia despontar. 


Que ele possa agradar-vos como o Filho,

que triunfou da morte e vence o mal: 

Deus, que a todos acende no seu brilho, 

e um dia voltará, sol triunfal. 


Ass: Amém.


Segunda parte


Liturgia da Palavra


20. Nesta vigília, mãe de todas as vigílias, propõem-se nove leituras: sete do Antigo Testamento e duas do Novo (Epístola e Evangelho).


21. Por razões de ordem pastoral, pode-se diminuir o número de leituras do Antigo Testamento, tendo-se porém em conta que a leitura da Palavra de Deus é o principal elemento desta vigília. Leiam-se pelo menos três leituras do Antigo Testamento, ou, em casos especiais, ao menos duas. A leitura do Êxodo, cap. 14, nunca pode ser omitida.


22. Apagando as velas, sentam-se todos. E antes de começarem as leituras, o sacerdote dirige-se ao povo com estas palavras ou outras semelhantes:


Pres: Meus irmãos e minhas irmãs, tendo iniciado solenemente esta vigília, ouçamos no recolhimento desta noite a Palavra de Deus. Vejamos como ele salvou outrora o seu povo e nestes últimos tempos enviou seu Filho como Redentor. Peçamos que o nosso Deus leve à plenitude a salvação inaugurada na Páscoa.


23. Seguem-se as leituras. O leitor dirige-se ao ambão, onde faz a primeira leitura. Em seguida, o salmista ou cantor diz o salmo, ao qual o povo se associa pelo refrão. Depois todos se levantam e o sacerdote diz: Oremos. Após um momento de silêncio, diz a oração. Repete-se isso em todas as leituras.


A forma breve encontra-se entre parenteses

Onde não se fizer a forma breve, leia-se a leitura por completa.


Primeira Leitura


(Leitura do Livro do Gênesis 


No princípio Deus criou o céu e a terra.) A terra estava deserta e vazia, as trevas cobriam a face do abismo e o Espírito de Deus pairava sobre as águas. Deus disse: “Faça-se a luz!” E a luz se fez. Deus viu que a luz era boa e separou a luz das trevas. E à luz Deus chamou “dia” e às trevas, “noite”. Houve uma tarde e uma manhã: primeiro dia. Deus disse: “Faça-se um firmamento entre as águas, separando umas das outras.” E Deus fez o firmamento, e separou as águas que estavam embaixo, das que estavam em cima do firmamento. E assim se fez. Ao firmamento Deus chamou “céu”. Houve uma tarde e uma manhã: segundo dia. Deus disse: “Juntem-se as águas que estão debaixo do céu num só lugar e apareça o solo enxuto!” E assim se fez. Ao solo enxuto Deus chamou “terra” e ao ajuntamento das águas, “mar”. E Deus viu que era bom. Deus disse: “A terra faça brotar vegetação e plantas que deem semente, e árvores frutíferas que deem fruto segundo a sua espécie, que tenham nele a sua semente sobre a terra.” E assim se fez. E a terra produziu vegetação e plantas que trazem semente segundo a sua espécie, e árvores que dão fruto tendo nele a semente da sua espécie. E Deus viu que era bom. Houve uma tarde e uma manhã: terceiro dia. Deus disse: “Façam-se luzeiros no firmamento do céu, para separar o dia da noite. Que sirvam de sinais para marcar as festas, os dias e os anos, e que resplandeçam no firmamento do céu e iluminem a terra.” E assim se fez. Deus fez os dois grandes luzeiros: o luzeiro maior para presidir o dia, e o luzeiro menor para presidir a noite, e as estrelas. Deus colocou-os no firmamento do céu para alumiar a terra, para presidir ao dia e à noite e separar a luz das trevas. E Deus viu que era bom. E houve uma tarde e uma manhã: quarto dia. Deus disse: “Fervilhem as águas de seres animados de vida e voem pássaros sobre a terra, debaixo do firmamento do céu.” Deus criou os grandes monstros marinhos e todos os seres vivos que nadam, em multidão, nas águas, segundo as suas espécies, e todas as aves, segundo as suas espécies. E Deus viu que era bom. E Deus os abençoou, dizendo: “Sede fecundos e multiplicai-vos e enchei as águas do mar, e que as aves se multipliquem sobre a terra.” Houve uma tarde e uma manhã: quinto dia. Deus disse: “Produza a terra seres vivos segundo as suas espécies, animais domésticos, répteis e animais selvagens, segundo as suas espécies.” E assim se fez. Deus fez os animais selvagens, segundo as suas espécies, os animais domésticos, segundo as suas espécies e todos os répteis do solo, segundo as suas espécies. E Deus viu que era bom. (Deus disse: “Façamos o homem à nossa imagem e segundo a nossa semelhança, para que domine sobre os peixes do mar, sobre as aves do céu, sobre os animais de toda a terra, e sobre todos os répteis que rastejam sobre a terra.” E Deus criou o homem à sua imagem, à imagem de Deus ele o criou: homem e mulher os criou. E Deus os abençoou e lhes disse: “Sede fecundos e multiplicai-vos, enchei a terra e submetei-a! Dominai sobre os peixes do mar, sobre os pássaros do céu e sobre todos os animais que se movem sobre a terra.” E Deus disse: “Eis que vos entrego todas as plantas que dão semente sobre a terra, e todas as árvores que produzem fruto com sua semente, para vos servirem de alimento. E a todos os animais da terra, e a todas as aves do céu, e a tudo o que rasteja sobre a terra e que é animado de vida, eu dou todos os vegetais para alimento.” E assim se fez.E Deus viu tudo quanto havia feito, e eis que tudo era muito bom. Houve uma tarde e uma manhã: sexto dia.) E assim foram concluídos o céu e a terra com todo o seu exército. No sétimo dia, Deus considerou acabada toda a obra que tinha feito; e no sétimo dia descansou de toda a obra que fizera.

(Palavra do Senhor. 

Ass: Graças a Deus.)


Salmo 103 (104)

Enviai o vosso Espírito, Senhor, e da terra toda a face renovai. 


Bendize, ó minha alma, ao Senhor! 

Ó meu Deus e meu Senhor, como sois grande! 

De majestade e esplendor vos revestis 

e de luz vos envolveis como num manto. 


A terra vós firmastes em suas bases, 

ficará firme pelos séculos sem fim; 

os mares a cobriam como um manto, 

e as águas envolviam as montanhas. 


Fazeis brotar em meio aos vales as nascentes 

que passam serpeando entre as montanhas;

às suas margens vêm morar os passarinhos, 

entre os ramos eles erguem o seu canto. 


De vossa casa as montanhas irrigais, 

com vossos frutos saciais a terra inteira; 

fazeis crescer os verdes pastos para o gado 

e as plantas que são úteis para o homem. 


Quão numerosas, ó Senhor, são vossas obras, 

e que sabedoria em todas elas! 

Encheu-se a terra com as vossas criaturas! 

Bendize, ó minha alma, ao Senhor!


Oração

24. Pres: Oremos.

Deus eterno e todo-poderoso, que dispondes de modo admirável todas as vossas obras, dai aos que foram resgatados pelo vosso Filho a graça de compreender que o sacrifício do Cristo, nossa Páscoa, na plenitude dos tempos, ultrapassa em grandeza a criação do mundo realizada no princípio. Por Cristo, nosso Senhor.


Ass: Amém.


Segunda Leitura

(Leitura do Livro do Gênesis 


Naqueles dias, Deus pôs Abraão à prova. Chamando-o, disse: “Abraão!” E ele respondeu: “Aqui estou.” E Deus disse: “Toma teu filho único, Isaac, a quem tanto amas, dirige-te à terra de Moriá, e oferece-o ali em holocausto sobre um monte que eu te indicar.” )

Abraão levantou-se bem cedo, selou o jumento, tomou consigo dois dos seus servos e seu filho Isaac. Depois de ter rachado lenha para o holocausto, pôs-se a caminho, para o lugar que Deus lhe havia ordenado. No terceiro dia, Abraão, levantando os olhos, viu de longe o lugar. Disse, então, aos seus servos: “Esperai aqui com o jumento, enquanto eu e o menino vamos até lá. Depois de adorarmos a Deus, voltaremos a vós.” Abraão tomou a lenha para o holocausto e a pôs às costas do seu filho Isaac, enquanto ele levava o fogo e a faca. E os dois continuaram caminhando juntos. Isaac disse a Abraão: “Meu pai.” — “Que queres, meu filho?”, respondeu ele. E o menino disse: “Temos o fogo e a lenha, mas onde está a vítima para o holocausto?” Abraão respondeu: “Deus providenciará a vítima para o holocausto, meu filho.” E os dois continuaram caminhando juntos. (Chegados ao lugar indicado por Deus, Abraão ergueu um altar, colocou a lenha em cima, amarrou o filho e o pôs sobre a lenha em cima do altar. Depois, estendeu a mão, empunhando a faca para sacrificar o filho. E eis que o anjo do Senhor gritou do céu, dizendo: “Abraão! Abraão!” Ele respondeu: “Aqui estou!” E o anjo lhe disse: “Não estendas a mão contra teu filho e não lhe faças nenhum mal! Agora sei que temes a Deus, pois não me recusaste teu filho único.” Abraão, erguendo os olhos, viu um carneiro preso num espinheiro pelos chifres; foi buscá-lo e ofereceu-o em holocausto no lugar do seu filho.) Abraão passou a chamar aquele lugar: “O Senhor providenciará.” Donde até hoje se diz: “O monte onde o Senhor providenciará.” (O anjo do Senhor chamou Abraão, pela segunda vez, do céu, e lhe disse: “Juro por mim mesmo - oráculo do Senhor -, uma vez que agiste desse modo e não me recusaste teu filho único, eu te abençoarei e tornarei tão numerosa tua descendência como as estrelas do céu e como as areias da praia do mar. Teus descendentes conquistarão as cidades dos inimigos. Por tua descendência serão abençoadas todas as nações da terra, porque me obedeceste.” 

Palavra do Senhor.

Ass: Graças a Deus.


Salmo 15 (16)


Guardai-me, ó Deus, porque em vós me refugio! 


Ó Senhor, sois minha herança e minha taça, 

meu destino está seguro em vossas mãos! 

Tenho sempre o Senhor ante meus olhos, 

pois se o tenho a meu lado não vacilo. 


Eis porque meu coração está em festa, 

minha alma rejubila de alegria, 

e até meu corpo no repouso está tranquilo; 

pois não haveis de me deixar entregue à morte, 

nem vosso amigo conhecer a corrupção.


Vós me ensinais vosso caminho para a vida; 

junto a vós, felicidade sem limites, 

delícia eterna e alegria ao vosso lado! 


Oração

25. Pres: Oremos.

Ó Deus, Pai de todos os fiéis, vós multiplicais por toda a terra os filhos da vossa promessa, derramando sobre eles a graça da filiação e, pelo mistério pascal, tornais vosso servo Abraão pai de todos os povos, como lhe tínheis prometido. Concedei, portanto, a todos os povos a graça de corresponder ao vosso chamado. Por Cristo, nosso Senhor. 


Ass: Amém.


A seguinte leitura nunca seja omitida, parcialmente ou, muito menos, por completa. Portanto, sua leitura seja integral.


Terceira Leitura


Leitura do Livro do Êxodo 


Naqueles dias, o Senhor disse a Moisés: “Por que clamas a mim por socorro? Dize aos filhos de Israel que se ponham em marcha. Quanto a ti, ergue a vara, estende o braço sobre o mar e divide-o, para que os filhos de Israel caminhem em seco pelo meio do mar. De minha parte, endurecerei o coração dos egípcios, para que sigam atrás deles, e eu seja glorificado às custas do Faraó e de todo o seu exército, dos seus carros e cavaleiros. E os egípcios saberão que eu sou o Senhor, quando eu for glorificado às custas do Faraó, dos seus carros e cavaleiros.” Então, o anjo do Senhor, que caminhava à frente do acampamento dos filhos de Israel, mudou de posição e foi para trás deles; e com ele, ao mesmo tempo, a coluna de nuvem, que estava na frente, colocou-se atrás, inserindo-se entre o acampamento dos egípcios e o acampamento dos filhos de Israel. Para aqueles a nuvem era tenebrosa, para estes, iluminava a noite. Assim, durante a noite inteira, uns não puderam aproximar- -se dos outros. Moisés estendeu a mão sobre o mar, e durante toda a noite o Senhor fez soprar sobre o mar um vento leste muito for- te; e as águas se dividiram. Então, os filhos de Israel entraram pelo meio do mar a pé enxuto, enquanto as águas formavam como que uma muralha à direita e à esquerda. Os egípcios puseram-se a persegui-los, e todos os cavalos do Faraó, carros e cavaleiros os seguiram mar adentro. Ora, de madrugada, o Senhor lançou um olhar, desde a coluna de fogo e da nuvem, sobre as tropas egípcias e as pôs em pânico. Bloqueou as rodas dos seus carros, de modo que só a muito custo podiam avançar. Disseram, então, os egípcios: “Fujamos de Israel! Pois o Senhor combate a favor deles, contra nós.” O Senhor disse a Moisés: “Estende a mão sobre o mar, para que as águas se voltem contra os egípcios, seus carros e cavaleiros.” Moisés estendeu a mão sobre o mar e, ao romper da manhã, o mar voltou ao seu leito normal, enquanto os egípcios, em fuga, corriam ao encontro das águas, e o Senhor os mergulhou no meio das ondas. As águas voltaram e cobriram carros, cavaleiros e todo o exército do Faraó, que tinha entrado no mar em perseguição a Israel. Não escapou um só. Os filhos de Israel, ao contrário, tinham passado a pé enxuto pelo meio do mar, cujas águas lhes formavam uma muralha à direita e à esquerda. Naquele dia, o Senhor livrou Israel da mão dos egípcios, e Israel viu os egípcios mortos nas praias do mar, e a mão poderosa do Senhor agir contra eles. O povo temeu o Senhor, e teve fé no Senhor e em Moisés, seu servo. Então, Moisés e os filhos de Israel cantaram ao Senhor este cântico: 


Responsorial Ex 15


Cantemos ao Senhor que fez brilhar a sua glória! 


Ao Senhor quero cantar, pois fez brilhar a sua glória: 

precipitou no mar Vermelho o cavalo e o cavaleiro! 

O Senhor é minha força, é a razão do meu cantar,

 pois foi ele neste dia para mim libertação! 


Ele é meu Deus e o louvarei, Deus de meu pai, e o honrarei. 

O Senhor é um Deus guerreiro, o seu nome é “Onipotente”: 

os soldados e os carros do Faraó jogou no mar, 

seus melhores capitães afogou no mar Vermelho. 


Afundaram como pedras e as ondas os cobriram. 

Ó Senhor, o vosso braço é duma força insuperável! 

Ó Senhor, o vosso braço esmigalhou os inimigos! 


Vosso povo levareis e o plantareis em vosso Monte, 

no lugar que preparastes para a vossa habitação, 

no Santuário construído pelas vossas próprias mãos.  

O Senhor há de reinar eternamente, pelos séculos!


Oração

26. Pres: Oremos.

Ó Deus, vemos brilhar ainda em nossos dias as vossas antigas maravilhas. Como manifestastes outrora o vosso poder, libertando um só povo da perseguição do Faraó, realizais agora a salvação de todas as nações, fazendo-as renascer nas águas do batismo. Concedei a todos os seres humanos tornarem-se filhos de Abraão e membros do vosso povo eleito. Por Cristo, nosso Senhor.


Ass: Amém.


Quarta Leitura

Leitura do Livro do Profeta Isaías 


Teu esposo é aquele que te criou, seu nome é Senhor dos exércitos; teu redentor, o Santo de Israel, chama-se Deus de toda a terra. O Senhor te chamou, como a mulher abandonada e de alma aflita; como a esposa repudiada na mocidade, falou o teu Deus. Por um breve instante eu te abandonei, mas com imensa compaixão volto a acolher-te. Num momento de indignação, por um pouco ocultei de ti minha face, mas com misericórdia eterna compadeci-me de ti, diz teu salvador, o Senhor. Como fiz nos dias de Noé, a quem jurei nunca mais inundar a terra, assim juro que não me irritarei contra ti nem te farei ameaças. Podem os montes recuar e as colinas abalar-se, mas minha misericórdia não se apartará de ti, nada fará mudar a aliança de minha paz, diz o teu misericordioso Senhor. Pobrezinha, batida por vendavais, sem nenhum consolo, eis que assentarei tuas pedras sobre rubis, e tuas bases sobre safiras; revestirei de jaspe tuas fortificações, e teus portões, de pedras preciosas, e todos os teus muros, de pedra escolhida. Todos os teus filhos serão discípulos do Senhor, teus filhos possuirão muita paz; terás a justiça por fundamento. Longe da opressão, nada terás a temer; serás livre do terror, porque ele não se aproximará de ti. 

Palavra do Senhor. 

Ass: Graças a Deus. 


Salmo Responsorial

Eu vos exalto, ó Senhor, porque vós me livrastes! 


Eu vos exalto, ó Senhor, pois me livrastes, 

e não deixastes rir de mim meus inimigos! 

Vós tirastes minha alma dos abismos 

e me salvastes, quando estava já morrendo! 


Cantai salmos ao Senhor, povo fiel, 

dai-lhe graças e invocai seu santo nome! 

Pois sua ira dura apenas um momento,

mas sua bondade permanece a vida inteira; 

se à tarde vem o pranto visitar-nos, 

de manhã vem saudar-nos a alegria. 


Escutai-me, Senhor Deus, tende piedade! 

Sede, Senhor, o meu abrigo protetor! 

Transformastes o meu pranto em uma festa, 

Senhor meu Deus, eternamente hei de louvar-vos!


Oração

27. Pres: Oremos.

Deus eterno e todo-poderoso, para a glória do vosso nome, multiplicai a posteridade que prometestes aos nossos pais, aumentando o número dos vossos filhos adotivos. Possa a Igreja reconhecer que já se realizou em grande parte a promessa feita a nossos pais, da qual jamais duvidaram. Por Cristo, nosso Senhor.

Ass: Amém.


Quinta Leitura


Leitura do Livro do Profeta Isaías 


Assim diz o Senhor: “Ó vós todos que estais com sede, vinde às águas; vós que não tendes dinheiro, apressai-vos, vinde e comei, vinde comprar sem dinheiro, tomar vinho e leite, sem nenhuma paga. Por que gastar dinheiro com outra coisa que não o pão; desperdiçar o salário, senão com satisfação completa? Ouvi-me com atenção, e alimentai-vos bem, para deleite e revigoramento do vosso corpo. Inclinai vosso ouvido e vinde a mim, ouvi e tereis vida; farei convosco um pacto eterno, manterei fielmente as graças concedidas a Davi. Eis que fiz dele uma testemunha para os povos, chefe e mestre para as nações. Eis que chamarás uma nação que não conhecias, e acorrerão a ti povos que não te conheciam, por causa do Senhor, teu Deus, e do Santo de Israel, que te glorificou. Buscai o Senhor, enquanto pode ser achado; invocai-o, enquanto ele está perto. Abandone o ímpio seu caminho, e o homem injusto, suas maquinações; volte para o Senhor, que terá piedade dele, volte para nosso Deus, que é generoso no perdão. Meus pensamentos não são como os vossos pensamentos, e vossos caminhos não são como os meus caminhos, diz o Senhor. 9 Estão meus caminhos tão acima dos vossos caminhos e meus pensamentos acima dos vossos pensamentos, quanto está o céu acima da terra. 10Como a chuva e a neve descem do céu e para lá não voltam mais, mas vêm irrigar e fecundar a terra, e fazê-la germinar e dar semente, para o plantio e para a alimentação, 11assim a palavra que sair de minha boca: não voltará para mim vazia; antes, realizará tudo que for de minha vontade e produzirá os efeitos que pretendi, ao enviá-la.” 

Palavra do Senhor. 

Ass: Graças a Deus. 


Responsório Is 12

Com alegria bebereis do manancial da salvação. 


Eis o Deus, meu Salvador, eu confio e nada temo; 

o Senhor é minha força, meu louvor e salvação.

Com alegria bebereis do manancial da salvação. 


E direis naquele dia: “Dai louvores ao Senhor, 

invocai seu santo nome, anunciai suas maravilhas, 

entre os povos proclamai que seu nome é o mais sublime. 


Louvai cantando ao nosso Deus, que fez prodígios e portentos,  

publicai em toda a terra suas grandes maravilhas! 

Exultai cantando alegres, habitantes de Sião, 

porque é grande em vosso meio o Deus Santo de Israel!”


Oração

28. Pres: Oremos.

Deus eterno e todo-poderoso, única esperança do mundo, anunciastes pela voz dos profetas os mistérios que hoje se realizam. Aumentai o fervor do vosso povo, pois nenhum dos vossos filhos conseguirá progredir na virtude sem o auxílio da vossa graça. Por Cristo, nosso Senhor.


Ass: Amém.


Sexta Leitura


Leitura do Livro do Profeta Baruc 


Ouve, Israel, os preceitos da vida; presta atenção, para aprenderes a sabedoria. Que se passa, Israel? Como é que te encontras em terra inimiga? Envelheceste num país estrangeiro, e te contaminaste com os mortos, foste contado entre os que descem à mansão dos mortos. Abandonaste a fonte da sabedoria! Se tivesses continuado no caminho de Deus, viverias em paz para sempre. Aprende onde está a sabedoria, onde está a fortaleza e onde está a inteligência, e aprenderás também onde está a longevidade e a vida, onde está o brilho dos olhos e a paz. Quem descobriu onde está a sabedoria? Quem penetrou em seus tesouros? Aquele que tudo sabe, conhece-a, descobriu-a com sua inteligência; aquele que criou a terra para sempre e a encheu de animais e quadrúpedes; aquele que manda a luz, e ela vai, chama-a de volta, e ela obedece tremendo. As estrelas cintilam em seus postos de guarda e alegram-se; ele chamou-as, e elas respondem: “Aqui estamos”; e alumiam com alegria o que as fez. Este é o nosso Deus, e nenhum outro pode comparar-se com ele. Ele revelou todo o caminho da sabedoria a Jacó, seu servo, e a Israel, seu bem-amado. Depois, ela foi vista sobre a terra e habitou entre os homens. A sabedoria é o livro dos mandamentos de Deus, é a lei que permanece para sempre. Todos os que a seguem, têm a vida, e os que a abandonam, têm a morte. Volta-te, Jacó, e abraça-a; marcha para o esplendor, à sua luz. Não dês a outro a tua glória nem cedas a uma nação estranha teus privilégios. Ó Israel, felizes somos nós, porque nos é dado conhecer o que agrada a Deus. 

Palavra do Senhor. 


Ass: Graças a Deus. 


Salmo 18B (19)

Senhor, tens palavras de vida eterna. 


A lei do Senhor Deus é perfeita, 

conforto para a alma! 

O testemunho do Senhor é fiel, 

sabedoria dos humildes. 


Os preceitos do Senhor são precisos, 

alegria ao coração. 

O mandamento do Senhor é brilhante, 

para os olhos é uma luz. 


É puro o temor do Senhor, 

imutável para sempre. 

Os julgamentos do Senhor são corretos 

e justos igualmente. 


Mais desejáveis do que o ouro são eles, 

do que o ouro refinado. 

Suas palavras são mais doces que o mel, 

que o mel que sai dos favos.




Oração

29. Pres: Oremos.

Ó Deus, que fazeis vossa Igreja crescer sempre mais chamando todos os povos ao Evangelho, guardai sob a vossa contínua proteção os que purificais na água do batismo. Por Cristo, nosso Senhor.


Ass: Amém.


Sétima Leitura

Leitura da Profecia de Ezequiel 

A palavra do Senhor foi-me dirigida nestes termos: ”Filho do homem, os da casa de Israel estavam morando em sua terra. Mancharam-na com sua conduta e suas más ações. Então derramei sobre eles a minha ira, por causa do sangue que derramaram no país e dos ídolos com os quais o mancharam. Eu dispersei-os entre as nações, e eles foram espalhados pelos países. Julguei-os de acordo com sua conduta e suas más ações. Quando eles chegaram às nações para onde foram, profanaram o meu santo nome; pois deles se comentava: ‘Esse é o povo do Senhor; mas tiveram de sair do seu país!‘ Então eu tive pena do meu santo nome que a casa de Israel estava profanando entre as nações para onde foi. Por isso, dize à casa de Israel: ‘Assim fala o Senhor Deus: Não é por causa de vós que eu vou agir, casa de Israel, mas por causa do meu santo nome, que profanastes entre as nações para onde fostes. Vou mostrar a santidade do meu grande nome, que profanastes no meio das nações. As nações saberão que eu sou o Senhor — oráculo do Senhor Deus — quando eu manifestar minha santidade à vista delas por meio de vós. Eu vos tirarei do meio das nações, vos reunirei de todos os países, e vos conduzirei para a vossa terra. Derramarei sobre vós uma água pura, e sereis purificados. Eu vos purificarei de todas as impurezas e de todos os ídolos. Eu vos darei um coração novo e porei um espírito novo dentro de vós. Arrancarei do vosso corpo o coração de pedra e vos darei um coração de carne; porei o meu espírito dentro de vós e farei com que sigais a minha lei e cuideis de observar os meus mandamentos. Habitareis no país que dei a vossos pais. Sereis o meu povo e eu serei o vosso Deus.‘” 

Palavra do Senhor. 

Ass: Graças a Deus.


Salmo 41 (42)

A minh’alma tem sede de Deus. 


A minh‘alma tem sede de Deus, 

e deseja o Deus vivo. 

Quando terei a alegria de ver 

a face de Deus? 


Peregrino e feliz caminhando 

para a casa de Deus, entre gritos, 

louvor e alegria 

da multidão jubilosa. 


Enviai vossa luz, vossa verdade: 

elas serão o meu guia; 

que me levem ao vosso Monte santo, 

até a vossa morada! 


Então irei aos altares do Senhor, 

Deus da minha alegria. 

Vosso louvor cantarei, ao som da harpa, 

meu Senhor e meu Deus! 


Oração

30. Pres: Oremos.

Ó Deus, força imutável e luz inextinguível, olhai com bondade o mistério de toda a vossa Igreja e conduzi pelos caminhos da paz a obra da salvação que concebestes desde toda a eternidade. Que o mundo todo veja e reconheça que se levanta o que estava caído, que o velho se torna novo e tudo volta à integridade primitiva por aquele que é princípio de todas as coisas. Por Cristo, nosso Senhor. 

Ass: Amém.


31. Após a oração e o responsório da última leitura do Antigo Testamento, acendem-se as velas do altar e o sacerdote entoa o hino Glória a Deus nas alturas, que todos cantam, enquanto se tocam os sinos, segundo o costume do lugar. 

Onde for costume, neste momento colocam-se as flores, as toalhas, e descobrem-se os santos.


Glória a Deus nas alturas, e paz na terra aos homens por Ele amados. Senhor Deus, Rei dos Céus, Deus Pai Todo-Poderoso, nós Vos louvamos, nós Vos bendizemos, nós Vos adoramos, nós Vos glorificamos, nós Vos damos graças, por Vossa imensa glória. Senhor Jesus Cristo, Filho Unigênito, Senhor Deus, Cordeiro de Deus, Filho de Deus Pai: Vós que tirais o pecado do mundo, tende piedade de nós; Vós que tirais o pecado do mundo, acolhei a nossa súplica; Vós que estais à direita do Pai, tende piedade de nós. Só Vós sois o Santo; só Vós, o Senhor; só Vós, o Altíssimo, Jesus Cristo; com o Espírito Santo, na glória de Deus Pai. Amém!


32. Terminado o hino, o sacerdote diz a oração do dia como de costume.


Oração Coleta

Pres: Oremos.

Ó Deus, que iluminais esta noite santa com a glória da ressurreição do Senhor, despertai na vossa Igreja o espírito filial para que, inteiramente renovados, vos sirvamos de todo o coração. P nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

Ass: Amém.


33. O leitor lê a epístola.


Epístola


Leitura da Carta de São Paulo aos Romanos 

Irmãos: Será que ignorais que todos nós, batizados em Jesus Cristo, é na sua morte que fomos batizados? Pelo batismo na sua morte, fomos sepultados com ele, para que, como Cristo ressuscitou dos mortos pela glória do Pai, assim também nós levemos uma vida nova. Pois, se fomos de certo modo identificados a Jesus Cristo por uma morte semelhante à sua, seremos semelhantes a ele também pela ressurreição. Sabemos que o nosso velho homem foi crucificado com Cristo, para que seja destruído o corpo de pecado, de maneira a não mais servirmos ao pecado. Com efeito, aquele que morreu está livre do pecado. Se, pois, morremos com Cristo, cremos que também viveremos com ele. Sabemos que Cristo ressuscitado dos mortos não morre mais; a morte já não tem poder sobre ele. Pois aquele que morreu, morreu para o pecado uma vez por todas; mas aquele que vive, é para Deus que vive. Assim, vós também considerai-vos mortos para o pecado e vivos para Deus, em Jesus Cristo. Palavra do Senhor. 


Ass: Graças a Deus.



34. Terminada a epístola, todos se levantam e o sacerdote entoa solenemente o Aleluia, que todos repetem. Em seguida, o salmista ou o cantor diz o salmo, ao qual o povo responde com o Aleluia. Se for necessário, o próprio salmista entoa o Aleluia.



Pres: Aleluia!

Ass: Aleluia! Aleluia! Aleluia!


Pres: Aleluia!

Ass: Aleluia! Aleluia! Aleluia!


Pres: Aleluia!

Ass: Aleluia! Aleluia! Aleluia!


Dai graças ao Senhor, porque ele é bom!

Eterna é a sua misericórdia!                           

A casa de Israel agora o diga:

"Eterna é a sua misericórdia!"


Ass: Aleluia! Aleluia! Aleluia!


A mão direita do Senhor fez maravilhas,

A mão direita do Senhor me levantou,

A mão direita do Senhor fez maravilhas!

Não morrerei, mas ao contrário, viverei

Para cantar as grandes obras do Senhor!


Ass: Aleluia! Aleluia! Aleluia!


A pedra que os pedreiros rejeitaram

Tornou-se agora a pedra angular.

Pelo Senhor é que foi feito tudo isso:


Que maravilhas ele fez a nossos olhos!


Ass: Aleluia! Aleluia! Aleluia!


35. Ao Evangelho não se levam velas, mas só incenso, quando se usar.


Diác: O Senhor esteja convosco. 

Ass: Ele está no meio de nós. 


Diác: Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus. 

Ass: Glória a vós, Senhor. 


Diác: Depois do sábado, ao amanhecer do primeiro dia da semana, Maria Madalena e a outra Maria foram ver o sepulcro. De repente, houve um grande tremor de terra: o anjo do Senhor desceu do céu e, aproximando-se, retirou a pedra e sentou-se nela. Sua aparência era como um relâmpago, e suas vestes eram brancas como a neve. Os guardas ficaram com tanto medo do anjo, que tremeram, e ficaram como mortos. Então o anjo disse às mulheres: “Não tenhais medo! Sei que procurais Jesus, que foi crucificado. Ele não está aqui! Ressuscitou, como havia dito! Vinde ver o lugar em que ele estava. Ide depressa contar aos discípulos que ele ressuscitou dos mortos, e que vai à vossa frente para a Galileia. Lá vós o vereis. É o que tenho a dizer-vos.” As mulheres partiram depressa do sepulcro. Estavam com medo, mas correram com grande alegria, para dar a notícia aos discípulos. De repente, Jesus foi ao encontro delas, e disse: “Alegrai-vos!” As mulheres aproximaram-se, e prostraram-se diante de Jesus, abraçando seus pés. Então Jesus disse a elas: “Não tenhais medo. Ide anunciar aos meus irmãos que se dirijam para a Galileia. Lá eles me verão.” Palavra da Salvação. 


Ass: Glória a vós, Senhor.


36. Após o Evangelho, faz-se a homilia e procede-se à liturgia batismal.

Missal Romano - Semana Santa - Celebração da Paixão (1)

 Terceira parte: Adoração da Cruz

14. Terminada a oração universal, faz-se a solene adoração da santa Cruz, escolhendo-se, das duas formas propostas, a mais conveniente segundo as razões pastorais.

Primeira forma de apresentação da Santa Cruz

15. A cruz velada é levada ao altar, acompanhada por dois ministros com velas acesas. O sacerdote, de pé diante do altar, recebe a cruz, descobre-lhe a parte superior e a eleva um pouco, começando a antífona Eis o lenho da cruz, sendo ajudado, no canto, pelo diácono, ou mesmo, se convier, pelo coro. Todos respondem: Vinde, adoremos! Terminado o canto, ajoelham-se e permanecem um momento adorando em silêncio, enquanto o sacerdote continua de pé com a cruz erguida.

Em seguida, o sacerdote descobre o braço direito da cruz, elevando-a de novo e começa a antífona Eis o lenho da cruz, tudo como acima.

Enfim, descobre toda a cruz e, levantando-a, começa pela terceira vez a antífona Eis o lenho da cruz, prosseguindo como acima.

16. Acompanhado de dois ministros com velas acesar, o sacerdote leva a cruz à entrada do presbitério ou a outro lugar conveniente, onde a coloca ou entrega aos ministros, que a sustentam, depondo os castiçais à direita e à esquerda. Faz-se então a adoração da cruz como adiante, no n.18

Segunda forma de apresentação da Santa Cruz

17. O sacerdote ou o diácono, com os ministros dirige-se à porta da igreja, onde toma nas mãos a cruz sem véu. Acompanhado pelos minitros com velas acesas, vai em procissão pela nave até o presbitério. Junto à porta principal, no meio da igreja e à entrada do presbitério, de pé, ergue a cruz cantando a antífona Eis o lenho da cruz, a que todos respondem: Vinde, adoremos! ajoelhando-se e adorando um momento em silêncio, como acima.

Em seguida coloca-se a cruz com os castiãos a entrada do presbitério, como acima, no n.16.

Exortação ao erguer a Cruz

Pres: Eis o lenho da cruz, do qual pendeu a salvação do mundo.

Ass: Vinde, adoremos!

Adoração da Santa Cruz

18. Para a adoração da cruz aproximam-se, como em procissão, o sacerdote, o clero e os fiéis, exprimindo sua reverência pela genuflexão simples ou outro sinal apropriado, conforme os costume da regiãoo, por exemplo, beijando a cruz.

Durante a adoração cantam-se a antífona Adoramos, Senhor, vosso madeiro, os Lamentos do Senhor, ou outros cantos apropriados, sentando-se  todos aqueles que já fizeram a adoração.

19. Deve-se apresentar à adoração do povo uma só e mesma cruz. Se, porcausa da grande quantidade de fiéis, não for possivel aproximarem-se individualmente, o sacerdote toma a cruz e, de pé diante do altar, convida o povo em breves palavras a adorá-la em silêncio, mantendo-a erguida por um momento.

20. Terminada a adoração, a cruz é levada para o altar, sem seu lugar habitual. Os castiçais acesos são colocados perto do altar ou da cruz.

Cantos para a adoração da cruz

Antífona

Adoramos, Senhor, vosso Madeiro;

vossa ressurreição nós celebramos.

A alegria chegou ao mundo inteiro

pela Cruz que nós hoje veneramos


Lamentos do Senhor

I

1 - Que te fiz, meu povo eleito?

     Dize em que te contristei!

     Que mais podia ter feito,

     em que foi que eu te faltei?

1 e 2 - Deus santo,

           Deus forte,

           Deus imortal,

           tende piedade de nós!

1 - Eu te fiz sair do Egito

     com maná te alimentei;

     preparei-te bela terra,

     tu, a cruz para o teu rei!

1 e 2 - Deus santo,

           Deus forte,

           Deus imortal,

           tende piedade de nós!

1 - Bela vinha eu te plantara,

      tu plantaste a lança em mim;

      águas doces eu te dava,

       foste amargo até o fim!

1 e 2 - Deus santo,

           Deus forte,

           Deus imortal,

           tende piedade de nós!

II

1 - Flagelei por ti o Egito,

     primogênitos matei;

     tu porém me flagelaste,

     entregaste o próprio rei!

1 e 2 - Deus santo,

           Deus forte,

           Deus imortal,

           tende piedade de nós!

1 - Eu te fiz sair do Egito,

     afoguei o Faraó;

     aos teus sumos sacerdotes

     entregaste-me sem dó!

1 e 2 - Deus santo,

           Deus forte,

           Deus imortal,

           tende piedade de nós!

1 - Eu te abri o mar Vermelho,

     tu me abriste o coração;

     a Pilatos me levaste,

    eu levei-te pela mão!

1 e 2 - Deus santo,

           Deus forte,

           Deus imortal,

           tende piedade de nós!

1 - Pus maná no teu deserto,

     teu ódio me flagelou;

     fiz da pedra correr água,

     o teu fel me saturou!

1 e 2 - Deus santo,

           Deus forte,

           Deus imortal,

           tende piedade de nós!

1 -  Cananeus por ti batera,

      bateu-me uma cana à toa;

      dei-te cetro e realeza,

      tu, de espinhos a coroa!

1 e 2 - Deus santo,

           Deus forte,

           Deus imortal,

           tende piedade de nós!

1 -  Só na cruz tu me exaltaste,

      quando em tudo te exaltei;

      por que à morte me entregaste?

      Em que foi que eu te faltei?

1 e 2 - Deus santo,

           Deus forte,

           Deus imortal,

           tende piedade de nós!


Hino

1 e 2 - Estribilho

Cruz fiel, árvore nobre,

que flor e fruto nos dais!

Árvore alguma se cobre

das mesmas pompas reais.

Lenho que o sangue recobre,

ao Homem Deus sustentais!


1 - Cantemos hoje em memória

da luta que houve na cruz,

este sinal da vitória,

que todo um povo conduz;

nela, coberto de glória,

morrendo, vence Jesus!


1 e 2 - Estribilho

Cruz fiel, árvore nobre,

que flor e fruto nos dais!

Árvore alguma se cobre

das mesmas pompas reais.

Lenho que o sangue recobre,

ao Homem Deus sustentais!


1 - O Criador, apiedado

da maldição que ocorreu

quando, do lenho vetado,

Adão o fruto mordeu,

para curar o pecado

um outro lenho escolheu.


1 e 2 - Estribilho

Cruz fiel, árvore nobre,

que flor e fruto nos dais!

Árvore alguma se cobre

das mesmas pompas reais.

Lenho que o sangue recobre,

ao Homem Deus sustentais!


1 - Que um lenho ao outro vencesse,

com arte Deus decretou,

e a salvação nos viesse

pela cruz que ele abraçou,

de novo a vida irrompesse

onde o pecado brotou.


 1 e 2 - Estribilho

Cruz fiel, árvore nobre,

que flor e fruto nos dais!

Árvore alguma se cobre

das mesmas pompas reais.

Lenho que o sangue recobre,

ao Homem Deus sustentais!


1 - Quando, do tempo sagrado,

a plenitude chegou,

pelo seu Pai enviado,

o Filho ao mundo baixou:

de um corpo a Deus consagrado          

a nossa carne tomou.


1 e 2 - Estribilho

Cruz fiel, árvore nobre,

que flor e fruto nos dais!

Árvore alguma se cobre

das mesmas pompas reais.

Lenho que o sangue recobre,

ao Homem Deus sustentais!      


1 - Na manjedoura ele chora,          

o rei eterno dos céus;          

enfaixa-o Nossa Senhora,          

que pobres panos os seus!          

Por frágeis laços embora,          

cativo o corpo de Deus.   


 1 e 2 - Estribilho

Cruz fiel, árvore nobre,

que flor e fruto nos dais!

Árvore alguma se cobre

das mesmas pompas reais.

Lenho que o sangue recobre,

ao Homem Deus sustentais!      


1- Já tendo o tempo cumprido          

da sua vida mortal,          

só pelo amor impelido,          

numa oblação sem igual,          

na dura cruz foi erguido,          

nosso Cordeiro pascal!   


1 e 2 – Estribilho

Cruz fiel, árvore nobre,

que flor e fruto nos dais!

Árvore alguma se cobre

das mesmas pompas reais.

Lenho que o sangue recobre,

ao Homem Deus sustentais!          


1- Cravam-lhe os cravos tão fundo,          

seu lado vão traspassar;          

já corre o sangue fecundo,          

a água põe-se a brotar:          

estrelas, mar, terra e mundo,          

a tudo podem lavar!        


1 e 2 – Estribilho

Cruz fiel, árvore nobre,

que flor e fruto nos dais!

Árvore alguma se cobre

das mesmas pompas reais.

Lenho que o sangue recobre,

ao Homem Deus sustentais!


1 - Inclina, ó árvore, os ramos,

acolhe o teu Criador;

para o que em ti nós pregamos,

do tronco abranda o rigor:

para o rei que hoje adoramos

sejas um leito de amor!


1 e 2 – Estribilho

Cruz fiel, árvore nobre,

que flor e fruto nos dais!

Árvore alguma se cobre

das mesmas pompas reais.

Lenho que o sangue recobre,

ao Homem Deus sustentais!


1 - Só a ti isto foi dado:

ao Salvador sustentar

e a todos que hão naufragado

ao porto eterno levar,

pois o Cordeiro, imolado,

quis o teu tronco sagrar.


1 e 2 – Estribilho

Cruz fiel, árvore nobre,

que flor e fruto nos dais!

Árvore alguma se cobre

das mesmas pompas reais.

Lenho que o sangue recobre,

ao Homem Deus sustentais!

Nunca se omite a conclusão.


1 e 2 – Estribilho

Louvor e glória ao Deus trino,

fonte de luz, sumo bem.

Ao Pai e ao Filho divino

louvor eterno convém.

Ergamos todos um hino

ao que de ambos provém. Amém.

Quarta parte: Comunhão

21. Estende-se uma toalha sobre o altar e colocam-se nele o corporal e o Missal. Entretanto o diácono, ou, na falta dele, o sacerdote, com o véu de ombros, leva o Santíssimo Sacramento do lugar da reserva para o altar; entretanto, todos estão de pé, em silêncio. Dois ministros com velas acompanham o Santíssimo Sacramento e colocam as velas junto do altar ou sobre ele. Não há ofertório nem consagração ou Oração Eucarística, pois não há a renovação do Sacrifício no altar, porém a comunhão se faz com as hóstias consagradas na Quinta-feira Santa.

22. Quando o diácono, se estiver presente, tiver colocado o Santíssimo Sacramento sobre o altar e desco­berto a píxide, o sacerdote aproxima-se do altar e faz a genuflexão.

Pres: Obedientes a palavra do Salvador, formados por seu divino ensinamento, ousamos dizer:

O sacerdote abre os braços e prossegue com o povo:

Ass: Pai nosso que estais nos céus, santificado seja o vosso nome; venha a nós o vosso reino, seja feita a vossa vontade,  assim na terra como no céu;  o pão nosso de cada dia nos daí hoje,  perdoai-nos as nossas ofensas, assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido, e não nos deixeis cair em tentação, mas livrai-nos do mal.

O sacerdote prossegue sozinho, de braços abertos:

Pres: Livrai-nos de todos os males, ó Pai, e dai-nos hoje a vossa paz. Ajudados pela vossa misericórdia, sejamos sempre livres do pecado e protegidos de todos os perigos, enquanto, vivendo a esperança, aguardamos a vinda de Cristo salvador.

O sacerdote une as mãos. O povo conclui a oração aclamando:

Ass: Vosso é o reino, o poder e a glória para sempre!

O sacerdote, de mãos unidas, reza em silêncio:

Pres: Senhor Jesus Cristo, Filho do Deus vivo, que cumprindo a vontade do Pai e agindo com o Espírito Santo,pela vossa morte destes vida ao mundo, livrai-me dos meus pecados e de todo mal; pelo vosso Corpo e pelo vosso Sangue, dai-me cumprir sempre a vossa vontade e jamais separar-me de vós.

Omitem-se a oração da paz, a fração do pão e o canto e a recitação do Cordeiro de Deus.

O sacerdote faz genuflexão, toma a hóstia, elevando-a sobre o cibório, diz em voz alta, voltado para o povo:

Felizes os convidados para o Banquete nupcial do Cordeiro.

Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo.

E acrescenta, com o povo, uma só vez:

Ass: Senhor, eu não sou digno de que entreis em minha morada, mas dizei uma palavra e serei salvo.

25. O sacerdote comunga e dá comunhão aos fiéis. Durante a comunhão pode-se entoar um canto apropriado.

26. Terminada a distribuição da comunhão, o diácono ou um ministro idóneo leva a píxide para o lugar previamente preparado fora da igreja ou,se as circunstâncias o exigi­rem, coloca-a no sacrário.

27. Então o sacerdote diz Oremos e, depois de um conveniente espaço de silêncio sagrado, diz a oração depois da Comunhão:

Depois da comunhão

Oremos.

Ó Deus, que nos renovastes pela santa morte e ressurreição do vosso Cristo, conservai em nós a obra de vossa misericórdia, para que, pela participação deste mistério vos consagremos sempre a nossa vida.

Por Cristo, nosso Senhor.

Ass: Amém.

28. À despedida, o sacerdote estende as mãos sobre o povo e diz:

Oração sobre o povo

Que a vossa bênção, ó Deus, desça copiosa sobre o vosso povo, que acaba de celebrar a morte do vosso Filho, na esperança da sua ressurreição. Venha o vosso perdão, seja dado o vosso consolo; cresça a fé verdadeira e a redenção se confirme. Por Cristo, nosso Senhor.

Ass: Amém.

Todos se retiram em silêncio. O altar é oportunamente desnudado. Não há avisos nem bênção final ou despedida, muito menos canto final.


29. Os que participaram da solene ação liturgica vespertina não rezam as vésperas.


Missal Romano - Semana Santa - Celebração da Paixão

 SEXTA-FEIRA DA PAIXÃO DO SENHOR

Celebração da Paixão do Senhor

1. Hoje e amanhã, segundo antiquíssima tradição, a Igreja não administra o Batismo, a Crisma, a Ordem, o Matrimônio nem quaisquer outros sacramentos, exceto os da Confissão e da Unção dos Enfermos. Não se celebra a Eucaristia, as únicas celebrações que fazem parte são as da Liturgia das Horas. São permitidas exéquias, mas sem celebração de missa. A exceção para a qual a distribuição da Eucaristia é permitida é no caso de viático, ou seja, em perigo iminente de morte.

2. O altar esteja totalmente despojado: sem cruz, castiçais ou toalha.

3. Na tarde da sexta-feira, pelas três horas, a não ser que por razões pastorais aconselhem horas mais tardias (ou mais cedo),  procede-se à celebração da Paixão do Senhor, que consta de quatro partes: liturgia da Palavra, oração universal, adoração da cruz e comunhão eucarística.

Neste dia, a sagrada comunhão só pode ser distribuida aos fiéis durante a celebração da Paixão do Senhor, mas poderá ser levada a qualquer hora aos doentes que não possam participar da celebração.

4. O sacerdote e o diácono, de paramentos vermelhos como para a Missa, aproximam-se do altar, fazem-lhe reverência e prostram-se ou ajoelham-se. Todos rezam em silêncio por alguns instantes. A celebração não tem canto de entrada, nem saudação ou ato penitencial.

5. O sacerdote, com os ministros, dirige-se para a sua cadeira, voltado para o povo e de mãos unidas, diz uma das seguintes orações.

Oração (não se diz Oremos).

Pres: Ó Deus, foi por nós que o Cristo, vosso Filho, derramando o seu sangue instituiu o mistério da Páscoa. Lembrai-vos sempre de vossas misericórdias, e santificai-nos pela vossa constante proteção. Por Cristo, nosso Senhor.

Ass: Amém.

Ou:

Pres: Ó Deus, pela paixão de nosso Senhor Jesus Cristo destruístes a morte que o primeiro pecado transmitiu a todos. Concedei que nos tornemos semelhantes ao vosso Filho e, assim como trouxemos pela natureza a imagem do homem terreno, possamos trazer pela graça a imagem do homem novo. Por Cristo, nosso Senhor.

Ass: Amém.

Primeira parte: Liturgia da Palavra

6. Estando todos sentados, faz-se a primeira leitura tirada do livro do Profeta Isaías (Is 52, 13-53,12) com seu salmo.

Leitura do Livro do Profeta Isaías

Ei-lo, o meu Servo será bem-sucedido; sua ascensão será ao mais alto grau. Assim como muitos ficaram pasmados ao vê-lo — tão desfigurado ele estava que não parecia ser um homem ou ter aspecto humano —, do mesmo modo ele espalhará sua fama entre os povos.

Diante dele os reis se manterão em silêncio, vendo algo que nunca lhes foi narrado e conhecendo coisas que jamais ouviram. Quem de nós deu crédito ao que ouvimos? E a quem foi dado reconhecer a força do Senhor?

Diante do Senhor ele cresceu como renovo de planta ou como raiz em terra seca. Não tinha beleza nem atrativo para o olharmos, não tinha aparência que nos agradasse. Era desprezado como o último dos mortais, homem coberto de dores, cheio de sofrimentos; passando por ele, tapávamos o rosto; tão desprezível era, não fazíamos caso dele.

A verdade é que ele tomava sobre si nossas enfermidades e sofria, ele mesmo, nossas dores; e nós pensávamos fosse um chagado, golpeado por Deus e humilhado!

Mas ele foi ferido por causa de nossos pecados, esmagado por causa de nossos crimes; a punição a ele imposta era o preço da nossa paz, e suas feridas, o preço da nossa cura. Todos nós vagávamos como ovelhas desgarradas, cada qual seguindo seu caminho; e o Senhor fez recair sobre ele o pecado de todos nós.

Foi maltratado, e submeteu-se, não abriu a boca; como cordeiro levado ao matadouro ou como ovelha diante dos que a tosquiam, ele não abriu a boca. Foi atormentado pela angústia e foi condenado. Quem se preocuparia com sua história de origem? Ele foi eliminado do mundo dos vivos; e por causa do pecado do meu povo, foi golpeado até morrer. Deram-lhe sepultura entre ímpios, um túmulo entre os ricos, porque ele não praticou o mal, nem se encontrou falsidade em suas palavras.

O Senhor quis macerá-lo com sofrimentos. Oferecendo sua vida em expiação, ele terá descendência duradoura, e fará cumprir com êxito a vontade do Senhor. Por esta vida de sofrimento, alcançará luz e uma ciência perfeita.

Meu Servo, o Justo, fará justos inúmeros homens, carregando sobre si suas culpas. Por isso, compartilharei com ele multidões e ele repartirá suas riquezas com os valentes seguidores, pois entregou o corpo à morte, sendo contado como um malfeitor; ele, na verdade, resgatava o pecado de todos e intercedia em favor dos pecadores.

Palavra do Senhor.

Ass: Graças a Deus.


Salmo Responsorial

Ó Pai, em tuas mãos eu entrego o meu espírito.


1. Senhor, eu ponho em vós minha esperança;  que eu não fique envergonhado eternamente! Em vossas mãos, Senhor, entrego o meu espírito,  porque vós me salvareis, ó Deus fiel!


2. Tornei-me o opróbrio do inimigo,  o desprezo e zombaria dos vizinhos, e objeto de pavor para os amigos;  fogem de mim os que me veem pela rua. Os corações me esqueceram como um morto,  e tornei-me como um vaso espedaçado.


3. A vós, porém, ó meu Senhor, eu me confio, e afirmo que só vós sois o meu Deus! Eu entrego em vossas mãos o meu destino;  libertai-me do inimigo e do opressor!


4. Mostrai serena a vossa face ao vosso servo, e salvai-me pela vossa compaixão! Fortalecei os corações, tende coragem, todos vós que ao Senhor vos confiais


7. Segue-se a segunda leitrura tirada da Epístola aos Hebreus (Hb 4, 14-16; 5, 7-9) e o canto antes do Evangelho.

Leitura da Carta aos Hebreus

Irmãos: Temos um sumo sacerdote eminente, que entrou no céu, Jesus, o Filho de Deus. Por isso, permaneçamos firmes na fé que professamos.

Com efeito, temos um sumo sacerdote capaz de se compadecer de nossas fraquezas, pois ele mesmo foi provado em tudo como nós, com exceção do pecado. Aproximemo-nos então, com toda a confiança, do trono da graça, para conseguirmos misericórdia e alcançarmos a graça de um auxílio no momento oportuno.

Cristo, nos dias de sua vida terrestre, dirigiu preces e súplicas, com forte clamor e lágrimas, àquele que era capaz de salvá-lo da morte. E foi atendido, por causa de sua entrega a Deus.

Mesmo sendo Filho, aprendeu o que significa a obediência a Deus, por aquilo que ele sofreu. Mas, na consumação de sua vida, tornou-se causa de salvação eterna para todos os que lhe obedecem.

Palavra do Senhor.

Ass: Graças a Deus.


Aclamação ao Evangelho

Salve, ó cristo obediente!

Salve, amor onipotente,

Que te entregou à cruz

E te recebeu na luz!


O Cristo obedeceu até a morte,

Humilhou-se e obedeceu o bom jesus,

Humilhou-se e obedeceu, sereno e forte,

Humilhou-se e obedeceu até a cruz.


Por isso o pai do céu o exaltou,

Exaltou-o e lhe deu um grande nome,

Exaltou-o e lhe deu poder e glória,

Diante deles céus e terra se ajoelhem!


8.  Em seguida, faz-se a leitura da história da Paixão do Senhor segundo João (Jo 18, 1- 19,42) como no domingo de Ramos.

Narrador 1: Paixão de nosso Senhor Jesus Cristo, segundo João.

Naquele tempo, Jesus saiu com os discípulos para o outro lado da torrente do Cedron. Havia aí um jardim, onde ele entrou com os discípulos. Também Judas, o traidor, conhecia o lugar, porque Jesus costumava reunir-se aí com os seus discípulos. Judas levou consigo um destacamento de soldados e alguns guardas dos sumos sacerdotes e fariseus, e chegou ali com lanternas, tochas e armas. Então Jesus, consciente de tudo o que ia acontecer, saiu ao encontro deles e disse:

Pres.: “A quem procurais?”

Narrador 1: Responderam:

Ass.: “A Jesus, o Nazareno”.

Narrador 1: Ele disse:

Pres.: “Sou eu”.

Narrador 1: Judas, o traidor, estava junto com eles. Quando Jesus disse: “Sou eu”, eles recuaram e caíram por terra. De novo lhes perguntou:

Pres.: “A quem procurais?”

Narrador 1: Eles responderam:

Ass.: “A Jesus, o Nazareno”.

Narrador 1: Jesus respondeu:

Pres.: “Já vos disse que sou eu. Se é a mim que procurais, então deixai que estes se retirem”.

Narrador 1: Assim se realizava a palavra que Jesus tinha dito:

Pres.: “Não perdi nenhum daqueles que me confiaste”.

Narrador 2: Simão Pedro, que trazia uma espada consigo, puxou dela e feriu o servo do sumo sacerdote, cortando-lhe a orelha direita. O nome do servo era Malco. Então Jesus disse a Pedro:

Pres.: “Guarda a tua espada na bainha. Não vou beber o cálice que o Pai me deu?”

Narrador 1: Então, os soldados, o comandante e os guardas dos judeus prenderam Jesus e o amarraram. Conduziram-no primeiro a Anás, que era o sogro de Caifás, o Sumo Sacerdote naquele ano. Foi Caifás que deu aos judeus o conselho:

Leitor 1: “É preferível que um só morra pelo povo”.

Narrador 2: Simão Pedro e um outro discípulo seguiam Jesus. Esse discípulo era conhecido do Sumo Sacerdote e entrou com Jesus no pátio do Sumo Sacerdote. Pedro ficou fora, perto da porta. Então o outro discípulo, que era conhecido do Sumo Sacerdote, saiu, conversou com a encarregada da porta e levou Pedro para dentro. A criada que guardava a porta disse a Pedro:

Leitor 2: “Não pertences também tu aos discípulos desse homem?”

Narrador 2: Ele respondeu:

Leitor 1: “Não”.

Narrador 2: Os empregados e os guardas fizeram uma fogueira e estavam se aquecendo, pois fazia frio. Pedro ficou com eles, aquecendo-se. Entretanto, o Sumo Sacerdote interrogou Jesus a respeito de seus discípulos e de seu ensinamento. Jesus lhe respondeu:

Pres.: “Eu falei às claras ao mundo. Ensinei sempre na sinagoga e no Templo, onde todos os judeus se reúnem. Nada falei às escondidas. Por que me interrogas? Pergunta aos que ouviram o que falei; eles sabem o que eu disse”.

Narrador 2: Quando Jesus falou isso, um dos guardas que ali estava deu-lhe uma bofetada, dizendo:

Leitor 1: “É assim que respondes ao Sumo Sacerdote?”

Narrador 2: Respondeu-lhe Jesus:

Pres.: “Se respondi mal, mostra em quê; mas, se falei bem, por que me bates?”

Narrador 1: Então, Anás enviou Jesus amarrado para Caifás, o Sumo Sacerdote. Simão Pedro continuava lá, em pé, aquecendo-se. Disseram-lhe:

Leitor 2: “Não és tu, também, um dos discípulos dele?”

Narrador 1: Pedro negou:

Leitor 1: “Não!”

Narrador 1: Então um dos empregados do Sumo Sacerdote, parente daquele a quem Pedro tinha cortado a orelha, disse:

Leitor 2: “Será que não te vi no jardim com ele?”

Narrador 2: Novamente Pedro negou. E na mesma hora, o galo cantou. De Caifás, levaram Jesus ao palácio do governador. Era de manhã cedo. Eles mesmos não entraram no palácio, para não ficarem impuros e poderem comer a páscoa. Então Pilatos saiu ao encontro deles e disse:

Leitor 1: “Que acusação apresentais contra este homem?”

Narrador 2: Eles responderam:

Ass.: “Se não fosse malfeitor, não o teríamos entregue a ti!”

Narrador 2: Pilatos disse:

Leitor 1: “Tomai-o vós mesmos e julgai-o de acordo com a vossa lei”.

Narrador 2: Os judeus lhe responderam:

Ass.: “Nós não podemos condenar ninguém à morte”.

Narrador 1: Assim se realizava o que Jesus tinha dito, significando de que morte havia de morrer. Então Pilatos entrou de novo no palácio, chamou Jesus e perguntou-lhe:

Leitor 1: “Tu és o rei dos judeus?”

Narrador 1: Jesus respondeu:

Pres.: “Estás dizendo isto por ti mesmo ou outros te disseram isto de mim?”

Narrador 1: Pilatos falou:

Leitor 1: “Por acaso, sou judeu? O teu povo e os sumos sacerdotes te entregaram a mim. Que fizeste?”.

Narrador 1: Jesus respondeu:

Pres.: “O meu reino não é deste mundo. Se o meu reino fosse deste mundo, os meus guardas teriam lutado para que eu não fosse entregue aos judeus. Mas o meu reino não é daqui”.

Narrador 1: Pilatos disse a Jesus:

Leitor 1: “Então, tu és rei?”

Narrador 1: Jesus respondeu:

Pres.: “Tu o dizes: eu sou rei. Eu nasci e vim ao mundo para isto: para dar testemunho da verdade. Todo aquele que é da verdade escuta a minha voz”.

Narrador 1: Pilatos disse a Jesus:

Leitor 1: “O que é a verdade?”

Narrador 2: Ao dizer isso, Pilatos saiu ao encontro dos judeus, e disse-lhes:

Leitor 1: “Eu não encontro nenhuma culpa nele. Mas existe entre vós um costume, que pela Páscoa eu vos solte um preso. Quereis que vos solte o rei dos Judeus?”

Narrador 2: Então, começaram a gritar de novo:

Ass.: “Este não, mas Barrabás!”

Narrador 2: Barrabás era um bandido. Então Pilatos mandou flagelar Jesus. Os soldados teceram uma coroa de espinhos e colocaram-na na cabeça de Jesus. Vestiram-no com um manto vermelho, aproximavam-se dele e diziam:

Ass.: “Viva o rei dos judeus!”

Narrador 2: E davam-lhe bofetadas. Pilatos saiu de novo e disse aos judeus:

Leitor 1: “Olhai, eu o trago aqui fora, diante de vós, para que saibais que não encontro nele crime algum”.

Narrador 1: Então Jesus veio para fora, trazendo a coroa de espinhos e o manto vermelho. Pilatos disse-lhes:

Ass.: “Eis o homem!”

Narrador 1: Quando viram Jesus, os sumos sacerdotes e os guardas começaram a gritar:

Ass.: “Crucifica-o! Crucifica-o!”

Narrador 1: Pilatos respondeu:

Leitor 1: “Levai-o vós mesmos para o crucificar, pois eu não encontro nele crime algum”.

Narrador 1: Os judeus responderam:

Leitor 2: “Nós temos uma Lei, e, segundo esta Lei, ele deve morrer, porque se fez Filho de Deus”.

Narrador 2: Ao ouvir estas palavras, Pilatos ficou com mais medo ainda. Entrou outra vez no palácio e perguntou a Jesus:

Leitor 1: “De onde és tu?”

Narrador 2: Jesus ficou calado. Então Pilatos disse:

Leitor 1: “Não me respondes? Não sabes que tenho autoridade para te soltar e autoridade para te crucificar?”

Narrador 2: Jesus respondeu:

Pres.: “Tu não terias autoridade alguma sobre mim, se ela não te fosse dada do alto. Quem me entregou a ti, portanto, tem culpa maior”.

Narrador 2: Por causa disso, Pilatos procurava soltar Jesus. Mas os judeus gritavam:

Ass.: “Se soltas este homem, não és amigo de César. Todo aquele que se faz rei, declara-se contra César”.

Narrador 1: Ouvindo essas palavras, Pilatos levou Jesus para fora e sentou-se no tribunal, no lugar chamado “Pavimento”, em hebraico Gábata”. Era o dia da preparação da Páscoa, por volta do meio-dia. Pilatos disse aos judeus:

Leitor 1:“Eis o vosso rei!”

Narrador 1: Eles, porém, gritavam:

Ass.: “Fora! Fora! Crucifica-o!”

Narrador 1: Pilatos disse:

Leitor 1: “Hei de crucificar o vosso rei?”

Narrador 1: Os sumos sacerdotes responderam:

Ass.: “Não temos outro rei senão César”.

Narrador 2: Então Pilatos entregou Jesus para ser crucificado, e eles o levaram. Jesus tomou a cruz sobre si e saiu para o lugar chamado Calvário”, em hebraico “Gólgota”. Ali o crucificaram, com outros dois: um de cada lado, e Jesus no meio. Pilatos mandou ainda escrever um letreiro e colocá-lo na cruz; nele estava escrito:

Ass.: “Jesus Nazareno, o Rei dos Judeus”.

Narrador 2: Muitos judeus puderam ver o letreiro, porque o lugar em que Jesus foi crucificado ficava perto da cidade. O letreiro estava escrito em hebraico, latim e grego. Então os sumos sacerdotes dos judeus disseram a Pilatos:

Leitor 2:“Não escrevas ‘O Rei dos Judeus’, mas sim o que ele disse: ‘Eu sou o Rei dos judeus’”.

Narrador 2: Pilatos respondeu:

Leitor 1: “O que escrevi, está escrito”.

Narrador 2: Depois que crucificaram Jesus, os soldados repartiram a sua roupa em quatro partes, uma parte para cada soldado. Quanto à túnica, esta era tecida sem costura, em peça única de alto abaixo. Disseram então entre si:

Leitor 2:“Não vamos dividir a túnica. Tiremos a sorte para ver de quem será”.

Narrador 2: Assim se cumpria a Escritura que diz:

Ass.: “Repartiram entre si as minhas vestes e lançaram sorte sobre a minha túnica”.

Narrador 1: Assim procederam os soldados. Perto da cruz de Jesus, estavam de pé a sua mãe, a irmã da sua mãe, Maria de Cléofas, e Maria Madalena. Jesus, ao ver sua mãe e, ao lado dela, o discípulo que ele amava, disse à mãe:

Pres.: “Mulher, este é o teu filho”.

Narrador 1: Depois disse ao discípulo:

Pres.: “Esta é a tua mãe”.

Narrador 1: Daquela hora em diante, o discípulo a acolheu consigo. Depois disso, Jesus, sabendo que tudo estava consumado, e para que a Escritura se cumprisse até o fim, disse:

Pres.: “Tenho sede”.

Narrador 1: Havia ali uma jarra cheia de vinagre. Amarraram numa vara uma esponja embebida de vinagre e levaram-na à boca de Jesus. Ele tomou o vinagre e disse:

Pres.: “Tudo está consumado”.

Narrador 1: E, inclinando a cabeça, entregou o espírito.


(Todos se ajoelham e permanecem uns instantes em silêncio)


Narrador 2: Era o dia da preparação para a Páscoa. Os judeus queriam evitar que os corpos ficassem na cruz durante o sábado, porque aquele sábado era dia de festa solene. Então pediram a Pilatos que mandasse quebrar as pernas aos crucificados e os tirasse da cruz. Os soldados foram e quebraram as pernas de um e depois do outro que foram crucificados com Jesus. Ao se aproximarem de Jesus, e vendo que já estava morto, não lhe quebraram as pernas; mas um soldado abriu-lhe o lado com uma lança, e logo saiu sangue e água.

Ass.: Aquele que viu, dá testemunho e seu testemunho é verdadeiro;

Narrador 2: e ele sabe que fala a verdade, para que vós também acrediteis. Isso aconteceu para que se cumprisse a Escritura, que diz:

Ass.: “Não quebrarão nenhum dos seus ossos”.

Narrador 2: E outra Escritura ainda diz:

Ass.: “Olharão para aquele que transpassaram”.

Narrador 1: Depois disso, José de Arimatéia, que era discípulo de Jesus — mas às escondidas, por medo dos judeus —, pediu a Pilatos para tirar o corpo de Jesus. Pilatos consentiu. Então José veio tirar o corpo de Jesus. Chegou também Nicodemos, o mesmo que antes tinha ido de noite encontrar-se com Jesus. Trouxe uns trinta quilos de perfume feito de mirra e aloés. Então tomaram o corpo de Jesus e envolveram-no, com os aromas, em faixas de linho, como os judeus costumam sepultar.

Narrador 2: No lugar onde Jesus foi crucificado, havia um jardim e, no jardim, um túmulo novo, onde ainda ninguém tinha sido sepultado. Por causa da preparação da Páscoa, e como o túmulo estava perto, foi ali que colocaram Jesus.

Palavra da Salvação

Ass: Glória a vós, Senhor.

9. Após a leitura da Paixão, se for oportuno, faz-se breve homilia. Tendo-a terminado, o sacerdote poderá convidar os fiéis a se dedicarem por alguns instantes à oração.

Segunda parte: Oração universal

10. A liturgia da Palavra  é encerrada com a oração universal, do seguinte modo: o diácono, de pé junto ao ambão, propõe a intenção especial; todos oram um momento em silêncio; em segida o sacerdote, de pé junto à cadeira ou se for oportuno, do altar, de braços abertos, diz a oração. Durante todo o tempo das orações, os fiéis podem permanecer de joelhos ou de pé.

11. As Conferências Episcopais podem propor aclamações do povo antes da oração do sacerdote, ou determinar que se mantenha o tradicional convite do diácono Ajoelhemo-nos - Levantemo-nos, ajoelhando-se todos para a oração em silêncio.

12. Em circustâncias excepcionais, o Ordinário pode autorizar ou determinar uma intenção especial.

13. Entre as intenções e orações propostas, o sacerdote pode escolher as mais convenientes ao tempo e ao lugar, contando que sejam conservadas as séries habituais da oração dos fiéis (cf. Instrução Geral sobre o Missal Romano, n. 46).

I. Pela Santa Igreja

Diac: Oremos, irmãos e irmãs caríssimos, pela santa Igreja de Deus: que o Senhor nosso Deus lhe dê a paz e a unidade, que ele a proteja por toda a terra e nos conceda uma vida calma e tranquila, para sua própria glória.

Reza-se em silêncio. Depois o sacerdote diz:

Pres: Deus eterno e todo-poderoso, que em Cristo revelastes a vossa glória a todos os povos, velai sobre a obra do vosso amor. Que a vossa Igreja, espalhada por todo o mundo, permaneça inabalável na fé e proclame sempre o vosso nome. Por Cristo, nosso Senhor.

Ass: Amém.


II. Pelo Papa

Diac: Oremos pelo nosso santo Padre, o Papa N.

O Senhor nosso Deus, que o escolheu para o Episcopado, o conserve são e salvo à frente da sua Igreja, governando o povo de Deus.

Reza-se em silêncio. Depois o sacerdote diz:

Pres: Deus eterno e todo-poderoso, que dispusestes todas as coisas com sabedoria, dignai-vos escutar nossos pedidos: protegei com amor o Pontífice que escolhestes, para que o povo cristão que governais por meio dele possa crescer em sua fé. Por Cristo, nosso Senhor.

Ass: Amém.


III. Por todas as ordens e categorias de fiéis

Diac: Oremos pelo nosso Bispo N., por todos os bispos, presbíteros e diáconos da Igreja e por todo o povo fiel.

Reza-se em silêncio. Depois o sacerdote diz:

Pres: Deus eterno e todo-poderoso, que santificais e governais pelo vosso Espírito todo o corpo da Igreja, escutai as súplicas que vos dirigimos por todos os ministros do vosso povo. Fazei que cada um, pelo dom da vossa graça, vos sirva com fidelidade. Por Cristo, nosso Senhor.

Ass: Amém.


IV. Pelos catecúmenos

Diac: Oremos pelos (nossos) catecúmenos: que o Senhor nosso Deus abra os seus corações e as portas da misericórdia, para que, tendo recebido nas águas do batismo o perdão de todos os seus pecados, sejam incorporados no Cristo Jesus.

Reza-se em silêncio. Depois o sacerdote diz:

Pres: Deus eterno e todo-poderoso, que por novos nascimentos tornais fecunda a vossa Igreja, aumentai a fé e o entendimento dos (nossos) catecúmenos, para que, renascidos pelo batismo, sejam contados entre os vossos filhos adotivos. Por Cristo, nosso Senhor.

Ass: Amém.


V. Pela unidade dos cristãos

Diac: Oremos por todos os nossos irmãos e irmãs que creem no Cristo, para que o Senhor nosso Deus se digne reunir e conservar na unidade da sua Igreja todos os que vivem segundo a verdade.

Reza-se em silêncio. Depois o sacerdote diz:

Pres: Deus eterno e todo-poderoso, que reunis o que está disperso e conservais o que está unido, velai sobre o rebanho do vosso Filho. Que a integridade da fé e os laços da caridade unam os que foram consagrados por um só batismo. Por Cristo, nosso Senhor.

Ass: Amém.


VI. Pelos judeus

Diac: Oremos pelos judeus, aos quais o Senhor nosso Deus falou em primeiro lugar, a fim de que cresçam na fidelidade de sua aliança e no amor do seu nome.

Reza-se em silêncio. Depois o sacerdote diz:

Pres: Deus eterno e todo-poderoso, que fizestes vossas promessas a Abraão e seus descendentes, escutai as preces da vossa Igreja. Que o povo da primitiva aliança mereça alcançar a plenitude da vossa redenção. Por Cristo, nosso Senhor.

Ass: Amém.


VII. Pelos que não creem no Cristo

Diac: Oremos pelos que não creem no Cristo, para que, iluminados pelo Espírito Santo, possam também ingressar no caminho da salvação.

Reza-se em silêncio. Depois o sacerdote diz:

Pres: Deus eterno e todo-poderoso, dai aos que não creem no Cristo e caminham sob o vosso olhar com sinceridade de coração, chegar ao conhecimento da verdade. E fazei que sejamos no mundo testemunhas mais fiéis da vossa caridade, amando-nos melhor uns aos outros e participando com maior solicitude do mistério da vossa vida. Por Cristo, nosso Senhor.

Ass: Amém.


VIII. Pelos que não creem em Deus

Diac: Oremos pelos que não reconhecem a Deus, para que, buscando lealmente o que é reto, possam chegar ao Deus verdadeiro.

Reza-se em silêncio. Depois o sacerdote diz:

Pres: Deus eterno e todo-poderoso, vós criastes todos os seres humanos e pusestes em seu coração o desejo de procurar-vos para que, tendo-vos encontrado, só em vós achassem repouso. Concedei que, entre as dificuldades deste mundo, discernindo os sinais da vossa bondade e vendo o testemunho das boas obras daqueles que creem em vós, tenham a alegria de proclamar que sois o único Deus verdadeiro e Pai de todos os seres humanos. Por Cristo, nosso Senhor.

Ass: Amém.


IX. Pelos poderes públicos

Diac: Oremos por todos os governantes: que o nosso Deus e Senhor, segundo sua vontade, lhes dirija o espírito e o coração para que todos possam gozar de verdadeira paz e liberdade.

Reza-se em silêncio. Depois o sacerdote diz:

Pres: Deus eterno e todo-poderoso, que tendes na mão o coração dos seres humanos e o direito dos povos, olhai com bondade aqueles que nos governam. Que por vossa graça se consolidem por toda a terra a segurança e a paz, a prosperidade das nações e a liberdade religiosa. Por Cristo, nosso Senhor.

Ass: Amém.


X. Por todos os que sofrem provações

Diac: Oremos, irmãos e irmãs, a Deus Pai todo-poderoso, para que livre o mundo de todo erro, expulse as doenças e afugente a fome, abra as prisões e liberte os cativos, vele pela segurança dos viajantes e transeuntes, repatrie os exilados, dê saúde aos doentes e a salvação aos que agonizam.

Reza-se em silêncio. Depois o sacerdote diz:

Pres: Deus eterno e todo-poderoso, sois a consolação dos aflitos e a força dos que labutam. Cheguem até vós as preces dos que clamam em sua aflição, sejam quais forem os seus sofrimentos, para que se alegrem em suas provações com o socorro da vossa misericórdia. Por Cristo, nosso Senhor.

Ass: Amém.