sexta-feira, 29 de outubro de 2021

A linha 508 voltou

 Extinta em 2009 para dar lugar a linha 528, que também foi extinta, só que em 2013, a Marcos da Silva ressuscita a linha 508-Penha visando a demanda gerada pelo Mangabeira Shopping, inaugurado no último dia 30 de novembro.

Até semana passada, a linha rodou como 507A-Cabo Branco/Penha. Assim como essa linha, a nova 508 segue rodando com somente um único veículo, o carro 0977.

O ponto final da linha segue sendo na Praça Oswaldo Pessoa, na Penha. Os itinerários e horários seguem sem alterações.

Além desta, as linhas 302, 2307 e 3207 passam no Mangabeira Shopping. Outras linhas estão passando próximo do local por conta dos desvios feitos para a construção do Trevo de Mangabeira. Um esquema definitivo deve ser montado após a conclusão da obra.

Para onde vai o 203?

 Desde o início do mês de março, a linha 203-Mangabeira/Rangel passou por uma alteração significativa em seu itinerário, bem como a troca de seu ponto final, que sai de Mangabeira VII para as proximidades do Quadramares, atendendo a uma empresa de call center e ao – próximo, mas não em frente –  Mangabeira Shopping. Além disso, a linha 207 volta a operar em dias úteis, rodando em caráter integracional de segunda a sábado. Entenda as mudanças e como isso é impactante para quem utiliza as linhas.

A linha 203-Mangabeira/Rangel sofreu 3 mudanças:


Teve seu ponto final transferido;

Teve seu itinerário alterado;

Teve sua frota aumentada.

Vamos explicar ponto a ponto: a linha 203 deixa de passar na Josefa Taveira – há muito tempo eu vivia falando aqui sobre o excesso de ônibus que passavam nessa rua via 2 de Fevereiro, e para mim isso é um grande progresso. A linha passa a entrar na Avenida Alfredo Ferreira da Rocha – a famosa Mangabeira por Dentro – e entra na Elias Pereira de Araújo, de onde segue até o Mangabeira VII e de lá até a Hilton Souto Maior, rumo ao novo ponto final, instalado próximo a esses locais.


 

 

O objetivo da mudança é atender a 3 locais de uma tacada só e que criaram uma demanda extra a ser explorada pela linha: o Mangabeira Shopping, a UFPB de Mangabeira e a empresa de call center Contax. Como seria lógico que para estes casos seria necessário deslocar uma linha para Mangabeira por Dentro, foi o que foi feito com o 203, aliviando o excesso de linhas que saem do Rangel para a Josefa Taveira.


A frota foi aumentada: de 8, passa a ter 10 carros, sendo a partir de agora a maior linha do corredor 2. Respondendo a dúvida de um leitor a respeito dos carros que lá rodam, vamos explicar o que acontece: por ausência de veículos titulares em condições, tem sido frequente ver ônibus sem cobrador na linha, mas isso está limitado a no mínimo 2 vagas e esta situação é temporária. Os oito veículos restantes rodam com cobrador.

Quem não se mexe...

 A partir desta semana, as linhas 1500, 5100 e 3200 farão suas últimas viagens a partir das 22 horas passando em frente do Mangabeira Shopping. Antes disso, a Semob modificou a parada das linhas 302, 5209, 5307 e 5603, que antes ficava na lateral, para a frente do estabelecimento. Apesar de tudo isso, o esquema continua insuficiente para atender a demanda crescente do Mangabeira Shopping. A Semob conseguiu criar mais problemas do que realmente apresentar soluções, e quem sofre é todo mundo, até mesmo os moradores do bairro que dá nome ao Shopping.

A Semob começou errando na distribuição da nota que informa a mudança da parada na lateral, dando conta de que cinco linhas teriam seu trajeto modificado: 302, 5209, 5307, 5603 e 3207. Mas esta última, a Penha/Pedro II-Rangel, não passa no itinerário das outras quatro; ao sair da Hilton Souto Maior sentido Penha, vai até Mangabeira VII e Josefa Taveira, e de lá passa nos Bancários. Falando nas linhas da Penha, esta e a 2307 continuam com o mesmo número de carros, dois cada um, e intervalos surreais de até uma hora nos finais de semana. É do Rangel e vai pro Shopping? Arrudeie, pois se depender da Semob, você vai ter que esperar uma hora na parada para o 3207 chegar.


E o que dizer do 203, cujas paradas próximas ao Mangabeira Shopping ficam a pouco menos de 500 metros de distância? Pouco né? A noite você não vai se sentir seguro ali. E olha que já mexeram naquela linha para simplesmente atender muito mal tanto o Rangel, quanto a Mangabeira por Dentro. Aliás, só atende a metade de Mangabeira por Dentro. Da Elias Pereira de Araújo para cima, o passageiro que precisa ir ao shopping do próprio bairro tem que fazer o quê? Arrudear.


 

 

Vamos continuar no Rangel. 2509 e 5209 ao entrarem e saírem do Rangel, respectivamente, saíram e entrarão na Josefa Taveira, respectivamente. Isso quer dizer que essas linhas não fazem ligação direta para o estabelecimento a partir do corredor 2 de Fevereiro, uma vez que os ônibus das duas linhas que passam em frente vieram ou seguirão para a Epitácio Pessoa, respectivamente. Mais um pouco de arrudeio que é isso que acham que você merece.


Vamos sair do Rangel e ir pro Valentina? A solução paliativa que deram a você que mora no Valentina foi desviar a rota das linhas 1500, 5100 e 3200 para o Shopping após as 22 horas. Tá sentindo falta de alguém aí? Sim, do 2300 da São Jorge – as outras três circulares são da Transnacional. Deixaram de fora justamente uma linha que vai pro Valentina. Isso quer dizer que vai ter mais carro saindo do Valentina do que indo para lá após as 22 horas. E das três, somente a linha 3200 vai para a Integração do Varadouro – nem para aliviar a 302 vai servir, as outras só passam em frente.


E quer mais? A linha 1500, ao contrário da 2300, não passa na Integração do Valentina. Isso significa que os moradores dos loteamentos próximos ficam impossibilitados de fazer integração física com as linhas I008 e I009, que fazem ponto final na Integração do Valentina e direcionam os passageiros para os loteamentos (Cidade Maravilhosa, Parque do Sol, Sonho Meu, Paratibe, Nova Mangabeira e mais uns trinta). Como após as 22 horas parte da frota já recolheu, isso significa que quem mora no Valentina vai continuar a ter mais paciência para esperar o ônibus, pois só terá uma única linha indo contra duas vindo, fora que não vai ter a 2300, que dá o direito do passageiro integrar-se com as alimentadoras dos loteamentos do Valentina. É outro arrudeio né? Você merece, eles acham.


E a administração do Mangabeira Shopping quer ainda que as linhas 1500 e 5100 façam todas as viagens passando em frente ao empreendimento. Deixaram 2300 e 3200 de fora. Imagine a sobrecarga que será gerada nessas linhas. Imagine ainda a sobrecarga dos motoristas do 1500 e 5100, que já fazem um percurso extenso, de quase duas horas. O arrudeio é de todo mundo, pois mais gente será obrigada a passar mais tempo dentro do ônibus para poder chegar ao seu destino.


E ainda tem a promessa de mudança de terminal das linhas 3510 e 5310, que já são alvos de reclamações constantes por parte dos usuários dos Bancários e Cidade Universitária por conta do tempo de demora dos mesmos. Para que essa mudança, que a Semob não confirma ainda, seja concreta, a Avenida Santa Bárbara precisaria virar mão dupla, bem como as linhas terão um acréscimo de 400 metros nos seus itinerários – o ponto final das linhas atualmente fica nessa rua, ao lado do CAPS Cidade Universitária.


E não vai parar por aí. Aguardemos os próximos capítulos, e se sentirem-se prejudicados ou gostariam de sugerir alguma coisa que eu possa comentar com vocês, não tenham problemas em compartilhar os seus relatos a respeito das mudanças aqui no portal ou no Blog Josivandro Avelar, se acharam as mudanças boas ou ruins, ou se continuam arrudeando.

Como estão as paradas da Lagoa?

 Nos primeiros dias, como em qualquer processo de adaptação, ocorreram alguns problemas, os quais, sinceramente, já eram esperados. Não se faz uma mudança ousada como essa sem que situações previstas aconteçam, desde as dúvidas dos passageiros até o costume dos motoristas de veículos particulares de ainda usar a Lagoa como acesso mesmo que não precisem passar por lá, causando engarrafamentos em certos horários. Tem certas coisas que só se consegue ter uma noção na prática. Mas aos poucos as coisas vão se ajustando.


A Prefeitura instalou grades onde haviam correntes.

E é justamente por isso que ajustes foram feitos de 10 dias para cá. Além disso, passei pelas paradas hoje, terça-feira, dia útil, de movimento. Como era de se esperar, encontrei um engarrafamento na Getúlio Vargas, afinal ainda tinha motorista de carro que insistia em passar no anel externo da Lagoa. Dica: só passe no anel externo da Lagoa de carro se você realmente for fazer algo lá ou nas proximidades. Caso contrário, procure alternativas.


 

 

As paradas foram adequadas conforme algumas das reclamações mais feitas pelos passageiros, como sinalização, por exemplo.

As grades substituem as correntes e adequam o fluxo dos pedestres, impedindo que atravessem o corredor fora da faixa.

Nos primeiros dias, foi frequente ver pessoas caminhando nos canteiros (destacamos esta palavra para deixar claro que aquilo que divide o corredor dos ônibus da pista dos carros não são calçadas, são canteiros). Hoje, ao voltar de lá, não vi tantas pessoas assim – era por volta de umas 9, 10 da manhã. Só 3 ou 4, mas ainda gente que insistia em passar por lá pela força do hábito, mas sabendo que lá já não há calçada.


O problema desse lado vai aos poucos sendo solucionado. Cabe lembrar que do outro lado da rua há calçada, portanto se você não vai para alguma parada da Lagoa, por favor, utilize as calçadas do outro lado da rua.


Por outro lado, das paradas até o final, os canteiros foram gradeados. Provisoriamente, mas gradeados até que a Prefeitura arrume cercas definitivas. Por enquanto, estão sendo usadas grades dessas de cercar multidão em show musical. Elas surtiram efeito: ninguém foi visto – pelo menos por mim quando lá estava passando – caminhando por essas calçadas gradeadas. Menos mal.


Quanto a questão do semáforo, os que ficam no início da Miguel Couto foram ajustados: um para os ônibus, outro para os carros, simples. Quando um abrir, o outro fecha, nada mais. Mais um ajuste realizado.


A estrutura das paradas foi bem ajustada. Houve quem reclamasse das correntes e tá aí, elas foram substituídas por grades.


As plataformas ganharam grades e corrimões, além das rampas serem pintadas de azul para sinalização de acessibilidade.

Corrimões foram instalados nas rampas para facilitar a acessibilidade, além das rampas serem pintadas de azul com o Símbolo Internacional de Acessibilidade.


Além das grades e corrimões, semáforos foram instalados.

A Semob ainda instalou alguns semáforos que ainda não foram ligados: um que fica próximo a primeira faixa de pedestre, e que está voltado para o cruzamento da faixa de carros com a Av. Desembargador Souto Maior, que dá acesso ao Shopping Tambiá; certamente não será de botão e sim um semáforo de cruzamento, uma vez que o mencionado cruzamento é movimentado.


Os outros dois semáforos estão instalados na entrada e saída das plataformas, O da entrada é para todos os ônibus, e os da saída, apenas para a plataforma direita – a saída da plataforma esquerda é um pouco mais para a frente.


Agora uma coisa que chamou a atenção foi a sinalização das linhas em cada parada; além de resolver o problema, a Semob ainda aproveitou o espaço das placas de propaganda para, além de incluir a relação das linhas de cada parada, inserir mapas com os itinerários das linhas que param nelas, além da localização dos pontos finais. Para quem mora fora de João Pessoa, isso é uma mão na roda e tanto.


As paradas finalmente receberam placas com as linhas onde cada uma para…

…Mas a Semob foi além e colocou ao lado mapas com os trajetos delas.

Nunca tínhamos visto algo parecido. Para quem mora fora da cidade, isso é uma mão na roda.

Ainda há equipes da Semob e a galera do “Posso ajudar?” à disposição para ajudar os passageiros.


E quanto ao anel interno da Lagoa? Agora sim ficou no passado. O asfalto e os antigos abrigos de ônibus já foram removidos. A área já está toda cercada. Em poucos meses, aquilo tudo dará lugar a calçadas, arborização, bancos, etc.

Fomos ver o funcionamento das paradas em um dia útil. Fotos feitas entre 12:55 e 13 horas do dia 2 de fevereiro de 2015.

Posto da Guarda Municipal ao final da plataforma. Ao fundo é possível ver algumas grades que estão sendo usadas para impedir que passageiros usem o canteiro como calçada.

É como a reforma de uma casa; você vai se sentir incomodado com poeira, materiais de construção, buracos e outras coisas enquanto está fazendo seus afazeres. Com uma cidade, é a mesma coisa. Veja essa intervenção na Lagoa e a intervenção na entrada aqui do Cristo – a do Viaduto do Geisel. Obras geram transtornos, mas elas acabam, e quando acabam, os resultados vêm em benefício de todos. Portanto, dois pedidos do blog: adaptação e paciência. Adaptação porque as mudanças são definitivas, e paciência, porque obras complexas não terminam de uma hora para outra.


Seguimos acompanhando as mudanças que acontecem ao nosso redor. Para nos acostumar que elas fazem parte da vida.

Novas linhas do Mangabeira Shopping

 Morando no Rangel, de vez em quando sempre gostava de fazer aquelas voltas entre Valentina e Mangabeira, mesmo estando um pouco distante de ambos os bairros. Foi nessa pegada que resolvi me lançar a um desafio hoje, o de conhecer as duas novas linhas interbairro da cidade. Justamente ligando Mangabeira e Valentina.

Como costumo dizer, certas coisas precisam de ousadia e até mesmo um toque de loucura para serem feitas. Foi o que eu fiz hoje em mais uma cobertura do Blog Josivandro Avelar. Este editor deu duas voltas nas novas linhas 9901 e 9902, que ligam o Mangabeira Shopping ao Valentina e começaram a circular hoje.


Sim, duas voltas, pois andei em cada uma das linhas. O mais incrível foi ter gasto só duas passagens – como moro no Rangel, precisei logicamente pegar outro ônibus para chegar até o Mangabeira Shopping, local de partida das linhas – fora uma boa caminhada a pé pelo estacionamento. Só que comecei de trás pra frente; a primeira linha que andei foi a 9902, e foi nesse carro aqui:


 

 





O ônibus 9902 sai do Mangabeira Shopping e vai primeiro pela Avenida Comerciante Alfredo Ferreira da Rocha, aka Mangabeira por Dentro, contornando o Valentina e voltando pela Josefa Taveira, rua essa que já tem as faixas exclusivas para ônibus pintadas – se isso vai dar certo é outra história, estou falando de outra coisa. Essa linha, como você viu na foto acima, é operada pela Transnacional e vai usar dois ônibus com frequência de 15 minutos. Como hoje é domingo, só empregaram um ônibus.


Vamos ao trajeto. A primeira surpresa minha foi o meu cartão de passagem ter integrado – tinha vindo no ônibus 2303, rodando o Centro e a Pedro II toda pra chegar ao Mangabeira Shopping, novamente outra história – e poucos passageiros, alguns nem conheciam a nova linha, utilizando o ônibus. O motorista estava na sua sétima e última viagem do dia na linha. Em Mangabeira por Dentro – que até ontem não tinha linha pro Valentina – o ônibus rodou vazio até finalmente achar passageiro no Valentina. 


No Valentina a linha já mostra pra que veio. Primeiro, o passageiro não precisará atravessar a rua pra pegar um ônibus se necessário, e segundo, já toma passageiros do 5305, que é uma linha intermunicipal, sai do Conde, ou melhor, de Jacumã. Pelo menos uns cinco passageiros de início, mas lembrando que a própria linha já estava no início. Carregou bem em Mangabeira, nesse caso, já na Josefa Taveira.


Outra novidade dessa linha são alguns de seus itinerários. Tem rua em Mangabeira que ele passava onde até então não passava ônibus, caso da Anísio de Azevedo Lima – que fica na esquina de um posto de gasolina -, em Mangabeira, e Francisco Barbosa Sobrinho – esquina com a Praça Félix Cahino -, no Valentina. As linhas fazem o contorno do itinerário subindo a Flodoaldo Peixoto. As linhas não passam na Integração do Valentina, assim como as circulares 1500, 5100 e 3200.


Agradecendo ao motorista pela viagem, esperei mais um pouco para pegar a outra linha, a de número 9901. Peguei esse carro aqui:


O ônibus da linha 9901-Valentina/Mangabeira.




Como vocês podem ver, nenhum dos ônibus possui a identificação do Mangabeira Shopping nos vidros, apenas Valentina/Mangabeira e vice-versa nos letreiros. Por isso nada mais natural que os motoristas “chamarem” os passageiros pelos roteiros que as linhas fazem a cada parada, fora que eles sempre tem que informar os passageiros que iam pegando as linhas.


O carro da linha 9901 foi pego numa tarde bem chuvosa, mas com um itinerário que estava acostumado a fazer das rodas da época da Setusa na infância, o clássico Mangabeira-Valentina. Melhor ainda quando se pego vago. Era domingo e primeiro dia de linha, tudo normal nessa ocasião.


A linha 9901 saiu bem movimentada, inclusive. E isso porque hoje é domingo, imagine amanhã, dia útil. Nela encontrei ainda passageiros que moram nas proximidades e elogiaram a iniciativa.



As duas linhas foram criadas justamente atendendo a solicitações da comunidade do Valentina, que é famosa pelos problemas que enfrenta com os ônibus, dada a distância que varia de 10 a 15 quilômetros do Centro da cidade. Essas linhas são da modalidade interbairro ou circular integracional, visto que não vão até o Centro da cidade e atendem uma finalidade específica, a de conectar melhor Valentina e Mangabeira e até mesmo ajudar a desafogar outras linhas que passam em outros bairros, como as linhas circulares 1500-5100-2300-3200.


As linhas atendem a Principal do Valentina. Para os loteamentos que o circundam, já está sendo negociada uma solução que pode passar pela extensão da já existente I008-Muçu Magro/Nova Mangabeira, linha essa que cobre quase todos os loteamentos que circundam o Valentina. Mas quando essa solução definitiva sair, irei comunicar.


Gostaria de agradecer aos motoristas dos ônibus, que foram atenciosos comigo e com os passageiros. Desejo uma boa sorte nos novos desafios e um bom trabalho.


E fica aqui o meu puxão de orelhas em quem deveria representar o bairro onde moro há quase 28 anos. Como não se mexem, vão continuar vendo um 2307 que poderia parar de frente no sentido Rangel pegar o girador lá longe. Ou até mesmo arrudeie se quiser sair de lá pro Mangabeira Shopping. Mais fácil ir pro Manaíra saindo do Rangel, acreditem.


E eu, Josivandro Avelar, sigo observando tudo o que acontece por aí, sob a ótica e a curiosidade de quem gostaria de contar uma boa história sobre o que acontece na cidade. Ainda tenho outras histórias que trouxe de lá para cá.

(I)mobilidade urbana

 O corredor da 2 de Fevereiro é atendido por 75 veículos distribuídos por 17 linhas. Dessas 17 linhas, 10 atendem ao bairro de Mangabeira e concentram 50% dos veículos. As sete restantes concentram os outros 25 veículos e a maior taxa de demoras.


Dos sete corredores de ônibus da cidade, é onde as linhas são maldistribuídas. Onde para ir de ônibus a uma universidade federal que fica a menos de 2 km do bairro do Cristo, você atravessa um corredor inteiro e mais um pouco, andando cinco vezes mais que isso, e como no meu caso, que estudo na Estrada de Cabedelo (8 km de casa), ter que enfrentar uma outra linha sujeito a perder a integração temporal dada a fama da demora, enquanto mal conseguem desenvolver um sistema integrado para Mangabeira, onde as linhas do 2 nem são as mais usadas (a linha mais usada de Mangabeira, no corredor da Josefa Taveira, é a linha 301).


E na área do Mercado Público passam todos os 50 veículos que atendem Mangabeira. Para ir a outros destinos na mesma rua, só rodam apenas 20 carros:


 

 

202-Geisel, que atende exclusivamente ao conjunto de mesmo nome;

204-Cristo, que atende a parte interna do bairro;

5204-Cristo/Shopping, que além de atender a área do 204, é a responsável por atender a área das praias e do Manaíra Shopping.


Essas linhas possuem 8, 6 e 6 carros, respectivamente.


07173


Para quem vai a outras áreas da Zona Sul, precisa ir até a São Judas Tadeu, onde utiliza as linhas:


201-Ceasa, que vai até o Jardim São Paulo, Anatólia (Bancários) e Unipê;

2501 e 5201, que vão até o bairro Colinas do Sul.

mosaico itinerário 201


Juntas, essas linhas possuem 4, 4 e 4, total de 12 carros. A linha 208 trafega na Bartira e utiliza apenas três veículos.


Já as outras 10 linhas restantes tem como destino ou passagem o maior bairro da cidade, Mangabeira.


mosaico mangabeira


O sistema criado para o bairro de Mangabeira conseguiu a proeza de no bairro concentrar todas as dez linhas numa única parte do corredor, não distribuindo para outras partes como no caso do 208 e do 201. Em alguns casos, algumas linhas repetem itinerário, e outras nem deveriam passar ali, caso do 2307 e 3207, que quando saem da Penha, trafegam pela Josefa Taveira, coisa que não fazem quando retornam para o destino. Logo, quem vai da Penha para Mangabeira consegue ir, mas não consegue voltar.


mosaico mangabeira 2


Se houvesse necessidade desse número grande de veículos e de linhas, porque ele não é distribuído por igual em todas as partes do bairro, e tem que ficar concentrado em uma única parte dele?


Vamos a alguns casos que explicam melhor o que quis dizer, caracterizado como sobreposição de itinerários de linhas – que tem de diferente os terminais, e mesmo que o bairro de Mangabeira tenha 3 entradas, só duas dessas 10 linhas entram por outra rua que não seja a Josefa Taveira. Como essas duas linhas são de um conjunto de circulares (2515/5210), por bem dizer é uma só. Para chegar a Mangabeira VII, enquanto um veículo da linha 302 faz isso diretamente, os das linhas 203 e 209 precisam passar primeiro na Josefa Taveira – isso desestimula os passageiros de Mangabeira VII a usar essas linhas como opção a 302. Por consequência, esta vai ficar sobrecarregada.


A linha 209 utiliza o corredor da Josefa Taveira ao invés da Hilton Souto Maior sentido Secretaria da Segurança-Detran, onde passam todas as outras linhas do setor Mangabeira VIII (302, 514, 5603). Isso porque lá já trafega a linha 203, que em parte utiliza o mesmo itinerário, e trafegam na maioria das vezes juntas. Inevitavelmente das duas, alguém vai bater pneu (anda vazio sem pegar passageiro pelo fato de que ninguém sinalizou parada).


As linhas do Cristo/Epitácio são divididas em dois pares: 2515/5210 e 2514/5206. O que elas tem de diferente uma da outra é a parte de Mangabeira onde trafegam. Aí elas conseguem obter êxito. Mas ao chegarem no Cristo, passam na mesma rua e na maioria das vezes, chegam juntos. Enquanto um vai com lotação considerável, outro passa direto, já que ninguém solicitou parada.


E é porque não foi pensado um sistema integrado dentro do bairro de Mangabeira. É mais fácil ir a 2 de Fevereiro do que a própria principal, onde não há linhas alimentadoras interligando as vias principais do maior bairro da cidade (em Mangabeira há três artérias, o 203 chega a duas mas ainda assim, sobreposta ao 209). No mês passado, foi acrescentado mais um veículo na linha 209-Cidade Verde. Ao invés de melhorar o itinerário da linha tanto para os moradores de Mangabeira VIII quanto para os do Rangel, preferiram fazer mais um carro bater pneu ali, inevitavelmente produzindo choque de horário com o 203.


Em outros destinos, como da Zona Norte e Oeste (Cruz das Armas, Mandacaru, Funcionários, Bairro das Indústrias), que possuem linhas para outros corredores, para quem está na 2 de Fevereiro, o jeito é ir ao Terminal de Integração ou confiar na Integração Temporal (rezando para que o carro chegue logo e você não pague outra passagem).


Para o Valentina só há a opção dos 2300 e 3200. Dessas, só o 2300 entra no TIP do Valentina, possibilitando integração com outras áreas do bairro (e para isso você tem que rodar – e muito!). O 2501/5201 tem como ponto final um terminal de integração (integrando com 103, 113, 114, 116), mas não alcança outras áreas do Cristo/Rangel. As demais não entram, apenas passam em frente (1500, 5100 e 3200).


Em Mangabeira, o sistema não favorece


Se aqui o problema é a superconcentração de veículos que vão na maioria das vezes em um destino, vamos analisar o lado do bairro de Mangabeira. Lá podemos encontrar um fator interessante: o transporte do maior bairro da cidade não é interligado. Um exemplo claro disso é a falta de conexão entre os corredores viários do bairro de Mangabeira (Mangabeira VII, Josefa Taveira e Mangabeira por Dentro). Cada uma tem suas linhas, terminais separados. As linhas 209, 3507 e 5307 já consegue fazer melhor isso trafegando nos corredores de Mangabeira VII e Josefa Taveira. Para o corredor 2 há aqui este problema: a interligação direta para o Cidade Verde que é efetuada pelas linhas 302, 514 e 5603 não é feita pelo 209, que passa na Josefa Taveira. E lá o 203 já passa. Deixaram uma parte descoberta para colocar dois cobertores no mesmo lado. Quem quer ir a Mangabeira VII partindo da Epitácio e da Pedro II consegue fazer isso diretamente, já via corredor 2 o negócio é um pouco mais burocrático, já que as duas linhas além de passar na mesma rua, ainda entram pelo outro lado do corredor.


No maior bairro da cidade não há nem esboço de integração. E isso porque estamos falando de um bairro com dimensões de cidade como Mangabeira, onde a maioria das pessoas resolve todos os seus problemas, e faz as suas compras lá mesmo, dado que o centro comercial do bairro é bem desenvolvido, é fácil se locomover para fora do bairro, mas difícil é se locomover dentro dele de ônibus. Não é possível, por exemplo, a um morador de Mangabeira por Dentro, ir ao hospital Trauminha (que fica em Mangabeira VII) de ônibus. Ou anda quilômetros, ou anda de ônibus fazendo um itinerário extenso só para sair de uma parte do bairro para ir em outro. Traduzindo, para voltar para Mangabeira por Dentro, tem que sair do próprio bairro de Mangabeira.


Potencial para isso há. Só falta vontade.


Sensação de proximidade pela mobilidade – que nem sempre é real


Mas aqui ninguém toca nesse vespeiro por uma razão simples: as pessoas se deixaram levar pela falsa sensação de que, pelo fato de a comunidade é atendida por muitos veículos, estamos bem servidos de transporte. Só fazem ideia da burocracia do serviço quando não precisam ir aos destinos atendidos pela maioria das linhas. Nem todo mundo no bairro do Rangel ou do Cristo tem alguma necessidade a ser resolvida em Mangabeira, se bem que o bairro já é praticamente um segundo centro. Mas fica na mesma distância do próprio Centro da cidade. Em uma ponta, o Centro fica a 4 km daqui. Em outra, Mangabeira tem a mesma distância. A sobreposição da mobilidade dá essa falsa sensação de proximidade. Enquanto isso, o Funcionários, Costa e Silva, ficam a metros, ou mesmo 1 km daqui.


E achamos que fica longe. Longe sim, dos itinerários dos ônibus que atendem ao Rangel.


A distância se mede pelos quilômetros físicos, e não pelos quilômetros que os ônibus andam. Eles só atravessam outros bairros para chegar até um lugar que fica praticamente ao seu lado. E que há gente que um dia vá precisar chegar lá.


A quantidade de ônibus que atendem o Cristo/Rangel não está aliada a qualidade do serviço, nem tão pouco a uma ampla variedade de destinos que permitem uma mobilidade urbana considerável dentro do bairro. Afinal, não adianta 50 veículos rodarem aqui, se todos eles descrevem os mesmos percursos na maioria de seus itinerários. É a característica fundamental da sobreposição de linhas. Aqui consentida, já que todas elas são operadas por uma única empresa de ônibus.


E ao visto, ninguém leva muito isso em conta. O que se propõe é uma reflexão e uma reorganização desse sistema que não favorece nem a quem deveria ser teoricamente favorecido.


Certamente em algum lugar do país há algum caso parecido com esse. Explicamos melhor sobre esse caso do corredor 2, tão mais próximo de nós, para exemplificar melhor o que uma má organização pode refletir na mobilidade urbana de uma cidade.


A mobilidade como direito deve favorecer a todos e ser melhor distribuída para atender a todos, independente dos interesses. Ao contrário, a palavra “mobilidade” perde completamente seu sentido.


O que foi feito para ser simples não deveria ser uma coisa tão burocrática. Ou chamaríamos isso de “imobilidade urbana” ao invés de “mobilidade urbana”.

Informação desinformada

 A STTrans, Superintendência de Transportes e Trânsito de João Pessoa, fez várias alterações nos horários de várias linhas de ônibus. Ótimo.


O problema é que o site do órgão na Prefeitura, nessa recente atualização, omitiu informações de várias linhas de ônibus. As linhas 002-Roger, A002-Alto Roger, 201-Ceasa, 202-Geisel e 203-Mangabeira/Rangel simplesmente não aparecem no site da STTrans. Ou seja, não constam os horários das linhas acima citadas, nem seus nomes. No lugar da linha 202 aparecem os horários das linhas do Opcional, ônibus com ar condicionado, e ainda assim constando que a linha roda com um carro, quando na verdade roda com dois.


 

 

E não é só isso. A linha 5204, que não aparecia na relação anterior, foi colocada agora no site, só que com informações incorretas. Consta que o nome da linha é Mangabeira, mas na realidade essa linha se chama Cristo/Shopping e, diferente do que diz o horário, o terminal da linha fica no Estádio Almeidão, não em Mangabeira, onde aliás o 5204 não passa. Os horários dos Opcionais da linha não constam na relação.


Além disso, não aparecem ainda na relação os nomes da novata A600-Manaíra/Hiper (que roda com dois ônibus) e 604-Padre Zé (a linha da Mandacaruense, que tem esse número, consta na relação, mas a da Transnacional, que também roda com esse número, porém tem terminal diferente da outra linha 604, não).


A STTrans acertou em atualizar os horários de várias linhas, mas terminou pisando na bola ao se esquecer de outras, simplesmente não colocando os nomes ou deixando passar informações incorretas, como por exemplo a linha 101-Grotão, que aparece como A102 na relação do site.


Esperamos que a STTrans conserte os erros acima, afinal informações importantes como a dos horários dos transportes coletivos devem estar sempre ao alcance da população.

É o fim das circulares de bairro?

 Por bem dizer, só um par das circulares de bairro sobreviveram: o par 1500/5100. Do par 1519/5120, só o segundo sobreviveu – e não se sabe porquê foi preferível que somente o 5120 rode. Já os pares 2303/3203, 2307/3207, 2514/5206, 2515/5210, 2501/5201 e 2509/5209 não retornaram, e o par 2515/5210 se divorciou, voltando a ser o que eram antes de se fundirem em 1999: as radiais 515 e 210, e depois o par foi ressuscitado. O par 3507/5307 se divorciou, voltando a ser o que era antes de se fundirem em 1998: a radial 307.


Um detalhe nisso tudo: o corredor da 2 de Fevereiro era passagem para a maioria dessas linhas que não retornaram. De nove linhas desse corredor que iam para a Epitácio Pessoa, as opções foram reduzidas a zero. De um ponto para outro, os moradores do Rangel e do Cristo – uma área densamente povoada com quase 54 mil habitantes – só podem contar com a Integração Temporal. Nem a própria 5204, que ligava o Cristo ao Manaíra Shopping via Ruy Carneiro e Epitácio, teve sua volta cogitada, mesmo esta sendo uma integracional.


Os pares 2303/3203 e 2307/3207 viraram a atual versão da 207, que atende sozinha a área da Josefa Taveira para o corredor 2 de Fevereiro. Quem ia pro Cidade Verde usando 2509/5209 – ou pela Josefa Taveira usando 2514/5206 – hoje usa a 517, outrora Castelo Branco/Epitácio, dando a entender terem dado desse modo a solução da histórica sobreposição dessa linha a várias outras. 2515 e 5210 tiveram seu “divórcio” anunciado; voltam a ser 515 e 210. E o Colinas do Sul só tem opção de ir pelo corredor de Cruz das Armas; sua circular não retornou e uma nova linha foi criada, só que radial e pelo mesmo corredor 1.


Voltar ao normal? Talvez estejamos nele

Voltar a apostar em radiais é uma aposta em todas as fichas na Integração Temporal, que teve o seu tempo aumentado em 80 minutos nesse pós-pandemia. Isso porque as circulares de bairro praticamente reduziam as opções de combinação e de integração temporal, uma vez que circular com circular não integra no validador.


Mesmo uma integração física não parecia combinar com esse tipo de proposta, criada justamente numa época em que nem essa possibilidade havia. Grande parte dessas linhas foi criada entre 1994 e 1999 – quando não havia ainda sequer possibilidade de integração. Ainda houve várias outras criadas quando os recursos de integração física e eletrônica já existiam. Assim, só uma sacudida muito grande no sistema controlaria esse vício.


E a sacudida veio?

A sacudida que parecia improvável de acontecer parece ter vindo, e ela foi a paralisação imposta por decreto para conter a pandemia da COVID-19. Se quase cem dias são suficientes para desacostumar a população daquela estrutura de outrora, na visão das cabeças de todo o processo, a retomada seria para acostumar ao “novo normal” do sistema, onde toda a “bagunça” na estrutura das linhas estaria sendo arrumada e assim se conseguiria uma melhor eficiência do sistema.


Como o transporte em João Pessoa é algo onde costumes dos passageiros não são fáceis de se mudar, ainda há quem sinta falta dessas linhas. Afinal, criam-se referências muito rápido, e criar novas referências não é fácil numa população que costuma ser a elas resistente.


Então, o normal vai sendo esse, e o que esse “novo normal” vai derrubando é a cultura das circulares de bairro. Na compreensão de que esse modelo de sistema foi superado, é mais fácil pedir a recomposição da cobertura – como por exemplo a volta da 208, o Vale das Palmeiras está sem transporte – do que de linhas que só agora parecem ter sido enxergadas como obstáculos para qualquer modelo de integração depois de anos sendo vistas como soluções da lavoura.

sábado, 2 de outubro de 2021

Gírias e expressões tipicamente cariocas


Algumas palavras e expressões não têm no Rio de Janeiro o mesmo significado que em outras partes do universo. Compartilho aqui uma pequena lista do que eu, brasiliense convicto, consegui aprender nesses cinco anos de vida carioca, para orientar neófitos e desavisados de passagem pela Cidade Maravilhosa.


Parada – A espinha dorsal da comunicação local. Serve para tudo e pode ser empregada a qualquer momento. É a versão carioca do trem mineiro. Tem o mesmo sentido de troço, coisa, negócio e empreendimento.

. Por exemplo, em uma loja: “Aê, queria ver aquela parada ali. Não, aquela outra, azul.”

. Em uma conversa sobre a vida alheia: “Aê, aquela parada que a Marcinha fez com o Jorginho, isso não se faz”

. Ou em um papo sobre a noite anterior: “Aê, tomei umas paradas sinistras na festa, ainda tô na mão do palhaço”

Estar na mão do palhaço – Estar muito doido depois de se entupir de umas paradas aê.

Doido – Brother, como na expressão “Aê, doido!”

Brother – Uma pessoa qualquer, que, no entanto, nunca é o seu irmão: “Aê, brother, que horas são?”. Pode ser agrupado com “parada”: “Um brother ficou de agilizar umas paradas pra mim.”

Irmão – Um brother: “Aê, irmão, vai querer uma cadeirinha de praia?”.

Mermão – Um irmão que subiu de categoria e já é muito mais que um brother: “Mermão, que saudade!”. Também pode ser usado como interjeição a qualquer momento, em qualquer ocasião: “Mermão, o Flamengo tava sinistro ontem!”. Neste caso, pode ser substituído por “porra”, quando se quer variar o vocabulário: : “Porra, demais essa parada”, “Porra, tu viu aquela gata?”

Sangue bom – Mais do que brother, menos que mermão.

Bagulho – Umas paradas que você toma e te deixam na mão do palhaço. Também é um bom substituto para “parada”, como na construção: “Vamos nessa, o bagulho aqui tá sinistro”.

Sinistro

. Uma dificuldade: “A prova de história estava sinistra!”.

. Um elogio: “O final da novela foi sinistro!”

PS: Para ser compreendido, o “s” deve ser pronunciado como “x”: Sinixtro.

Bonde – Geral

Geral – A porra toda

A porra toda – Geral, mas pode ter um lado violento: “Marcinho Supino tomou umas paradas e saiu quebrando a porra toda”

Porra – Pode ser utilizado para substituir o “aê”, no início das frases: “Porra, demais essa parada”, “Porra, tu viu aquela gata?”

Tu – Pronome pessoal do caso reto, usado em substituição a “você”. Atenção: para se fazer entender, é proibido conjugá-lo segundo a gramática: tu vistes, tu fostes. Algumas utilizações corretas de “tu”: “Aê, maluco, tu viu aquela parada?”, “Tu passa lá em casa mais tarde?”

Passar lá em casa – Quando algum carioca falar “passa lá em casa um dia desses” ou alguma de suas variações, o que ele realmente quer dizer é: “Aê, doido, a parada é a seguinte: tu é sangue bom, talvez a gente se esbarre por aí, mas não pinta na minha residência, valeu?”

:: Importante – Não confunda ::

. Irado / Maneiro – Irado é alguma coisa muito maneira. E o maneiro é algo irado, mas um pouco menos maneiro.

. Maluco / Doido – Maluco é um doido muito irado. E o doido é um maluco que pode ser maneiro, ou não.

. Mané / Vacilão – O mané é um maluco que vacila, mas em geral é inofensivo. E o vacilão geral quer ver pelas costas, porque é um baita de um mané.


quarta-feira, 18 de agosto de 2021

Normas sanitárias - Folheto da Missa

 -Observemos as seguintes normas sanitárias:

- obrigatório uso de máscara antes, durante e depois da celebração;

- a máscara deve ser retirada apenas para receber a comunhão, recolocando-a imediatamente;

- respeite o distanciamento nos bancos, como estão demarcados;

- ao entrar e sair ou qualquer outra movimentação respeitar o distanciamento de 2m;

- cada pessoa só pode senta rno lugar já demarcado. Não trocar de lugar durante a celebração. Ninguém em pé pelos corredores;

- entrar na igreja por uma porta e sair por outra, evitando encontro;

- só usar o banheiro em caso de extrema necessidade. Quem quiser, deve trazer sua água de casa, os bebedouros estarão desativados;

- serão higienizados os bancos, genuflexórios, microfones e tudo que for tocado pelos fiéis. Os que realizam a higienização devem usar máscaras e luvas;

- no presbitério das comunidades: só o ministro/a. Sem coroinhas;

- no presbitério da matriz: presidente, 2 acólitos, 2 leitores. O salmista canta do mezanino;

- mezanino da matriz: organista, 1 violão, 1 cantor e mais 5 pessoas. Total no mezanino: 8 pessoas;

- ventiladores permanecem desligados; portas e janelas totalmente abertos;

- higienizar as mãos ao entrar na igreja e ao sair;

- ministros (presidente da celebração, leitores, diáconos, ministro da Eucaristia): utilizar álcool-gel antes e depois de tocar no microfone, no lecionário, no evangeliário e, ao dar a comunhão;

- o gesto da paz, embora opcional, é omitido.

- comunhão: uma pessoa de cada vez, com distanciamento de 2m; higienizar a mão antes de comungar;

- o diálogo individual da comunhão (“corpo de Cristo” – “Amém”) será dito uma única vez em voz alta por quem preside: (“O corpo de Cristo nos guarde para a vida eterna” e “Senhor, eu não sou digno/a de que entreis em minha morada, mas dizei uma só palavra e serei salvo/a”). A assembleia responde: “Amém”. Entrega-se a hóstia em silêncio;

- entrega da hóstia: ministro e presidente o façam com os braços em extensão máxima;

- ofertório será feito pelos voluntários diretamente nos bancos, assim o fiel não precisa se locomover;

- todos devem sair de volta para casa e não fazer rodinha de conversa;

- levar o folheto para casa;

- levemos a sério todos os cuidados: a pandemia não acabou;

- somente o padre comunga a hóstia e bebe do cálice;

- via de regra, apenas o padre deve distribuir a comunhão. Eventualmente, o diácono e os ministros da Eucaristia podem ajudar, desde que observadas as normas;

- o leitor, ao proclamar as leituras, o salmo e as preces, retira a máscara e guarda enquanto realiza seu ofício. Durante a celebração deve permanecer com ela;

- para os fiéis que estão doentes, recomendamos a não ir à missa. Estes podem receber a comunhão em suas casas, recorrendo aos ministros da Eucaristia. Para os que são do grupo de risco, recomendamos a não frequentar a missa dominical, optando a participar da missa durante a semana, em que há menos fiéis;

- para os que estão impossibilitados de cumprir o preceito dominical, convida-se à Celebração da Palavra em casa, através do subsídio semanal 'Celebração em Família', ou acompanhar as celebrações pelos canais de TV católicos.

sábado, 3 de julho de 2021

Solução de problemas para códigos de aviso que aparecem na tela da Sky

 Código 4 - aparece quando um canal específico não faz parte do pacote ou o equipamento fica desconectado da energia elétrica: reforçar a habilitação ou ligar para 10611 e trocar para um pacote que possua determinado canal

Código 9 - aparece quando um canal não é transmitido para sua região: entrar em contato com a Sky e verificar quais os canais disponíveis para sua localidade

Código 13 - aparece quando o equipamento não está conectado à linha telefônica, impedindo a compra de Pay-Per-View: verificar a conexão telefônica, fazer teste de modem e seguir as instruções

Código 17 - aparece quando o período de compra de um evento pago já terminou: informar ao cliente que o programa não está mais disponível para compra, pressionar o botão Guia de Programação no controle remoto e adquirir a próxima sessão

Código 109 - aparece quando está carregando dados no Guia de Programação: pressionar o botão reset, ou reiniciar no menu

Código 121 - aparece quando não possui o produto de gravação habilitado no cartão de acesso: entrar em contato com a Sky para trocar para um receptor que possua o serviço de gravação

domingo, 6 de junho de 2021

O jejum eucarístico

 Por que precisamos fazer jejum antes da missa? Esta obrigação continua sendo válida? E quanto tempo precisamos ficar sem comer?


Resposta do Pe. Antonio Rizzoli:


Santo Agostinho escreveu: "Quando os apóstolos receberam a Eucaristia pela primeira vez, não a receberam em jejum. No entanto, isso não é motivo para acusar a Igreja, na qual a Eucaristia é recebida sempre e somente por quem está em jejum. O Espírito Santo se compraz quando, por reverência diante de tão grande sacramento, a boca do cristão recebe o Corpo do Senhor antes de qualquer outro alimento".


Está claro qual é o motivo do jejum: o respeito pelo Corpo do Senhor. Trata-se de preparar-se para este encontro com Jesus, não só do ponto de vista espiritual, mas também material.


É toda a pessoa que se prepara para entrar em comunhão com o Senhor, para deixar-se transformar por Ele. Não se trata, portanto, de observar uma norma, mas de perceber este grande dom que vamos receber. Por isso, é bom dispor-se para viver a missa com a oração e o recolhimento.


Antigamente, o jejum antes da comunhão compreendia qualquer alimento e bebida, até que Pio XII, em 1953, permitiu, além dos remédios, também a água. Com relação à duração do jejum, na época de São Tomás de Aquino, ele começava à meia-noite anterior. Pio XII, em 1953, reduziu o jejum a três horas antes, e Paulo VI, em 1965, a uma hora. 


Hoje, o Código de Direito Canônico prescreve abster-se, "pelo espaço de pelo menos uma hora antes da sagrada comunhão, de qualquer alimento ou comida, com exceção somente da água e dos medicamentos".


Pessoas idosas, doentes, presas e com deficiência, bem como os cuidam delas, podem receber a Eucaristia mesmo quando tiverem comido na hora anterior à comunhão. Para a última comunhão dada àqueles que estão em perigo iminente de morte (viático), não há essa restrição.

terça-feira, 13 de abril de 2021

Gran Cursos - regência verbal e nominal

 REGÊNCIA VERBAL E NOMINAL  

Regência é, em gramática, sinônimo de dependência, subordinação. Assim, a   sintaxe de regência trata das relações de dependência que as palavras mantêm  na frase.  

Reger - 1: administrar, dirigir, governar / 2: conduzir, guiar / 3: ensinar, lecionar / 4: encaminhar, orientar / 5: orientar-se / 6: subordinar

Maestro - termo subordinante: verbo ou nome

Orquestra - termo subordinado: complemento

 

REGÊNCIA DOS PRINCIPAIS VERBOS  

AGRADAR / desagradar (v.t.d. ou v.t.i. c/prep. a)  

1) = fazer carinho, amimar (v.t.d.):  

Fazia serão para agradar o chefe.  

2) = ser agradável, satisfazer (v.t.i. c/prep. a):  

A notícia não agradou aos investidores.  

 

ACONSELHAR (v.t.d.i. c/prep. a)  

1) aconselha-se algo a alguém:  

Aconselhei prudência aos compradores.  

2) aconselha-se alguém a algo:  

Aconselhei o comprador a ser prudente.  

 

ADMIRAR (v.t.d.)  

Sempre admirei seus quadros.  

Observação: admirar-se (v.t.i. c/prep. de):  

Sempre me admirei dos seus quadros.  

 

AGRADECER (v.t.d.i. c/prep. a)  

(agradecer algo a alguém, obj. direto "coisa", obj. indireto "pessoa"):  

Agradeceu a compreensão aos amigos.  

 

ASPIRAR (v.t.d. ou v.t.i. c/prep. a)  

1) = sorver, respirar (v.t.d.):  

É gostoso aspirar seu perfume.  

2) = almejar, pretender (v.t.i. c/prep.a):  

Todos aspiram a um bom cargo.  

Observação: não admite o pronome lhe.

Você aspira ao emprego? Sim, aspiro a ele.

 

ASSISTIR (v.t.d. - v.t.i. ou v.i.)  

1) = ver, presenciar (v.t.i. c/prep. a):  

Amanhã quero assistir ao jogo.  

Observação: não aceita o pronome lhe.  

Assististe ao jogo? Sim, assisti a ele.  

2) = dar assistência, ajudar (v.t.d. ou v.t.i. c/prep. a*):  

As enfermeiras assistem os doentes.  

As enfermeiras assistem aos doentes. (não aceito por todos os gramáticos)

3) = caber, pertencer (v.t.i. c/ prep. a):  

Assiste aos alunos o dever de estudar.  

Observação: nesse sentido aceita o pronome lhe.

FGTS é um direito que lhe assiste.

4) = morar, residir (v.i. - adj. adv. c/ prep. em):  

Naquele tempo, assistia em Planaltina.  

É raro seu uso nesse sentido, porém correto.

 

ATENDER (v.t.d. ou v.t.i.)  

1) = dar atenção a "coisas" (v.t.i. c/prep. a):  

Por favor, atenda ao telefone.  

Atenderei ao chamado do chefe.  

2) = dar atenção a "pessoas" (v.t.d. ou v.t.i. com substantivo e v.t.d. com pronome pessoal referente a pessoa):  

No intervalo, atendo os alunos.  

No intervalo, atendo aos alunos.  

O professor atendeu-os.

3) = deferir, conceder (v.t.d.):  

Deus atenderá meus pedidos.  

 

AUTORIZAR (v.t.d.i. c/prep. a)  

(autoriza-se alguém a algo):  

Autorizamos o gerente a pagar o cheque.  

 

AVISAR (v.t.d.i. c/prep. a ou de)  

(avisa-se algo a alguém, ou alguém de algo):  

Avise o resultado aos alunos.  

Avise os alunos do resultado.  

Observação: têm a mesma regência os verbos: certificar, comunicar, impedir, proibir, informar, incumbir, notificar, prevenir...  

Por associação com o verbo falar (falar sobre ou a respeito de), existe a construção 'Avisei o cliente sobre o preço', em que o verbo é intransitivo e o termo seguinte é adjunto adverbial de assunto e não objeto indireto.

 

ANUNCIAR (v.t.d.i. c/ prep. a)  

(anuncia-se algo a alguém):  

Anunciaremos o resultado ao povo.  

 

CHAMAR (v.t.d. - v.t.d. ou v.t.i.)  

1) = convidar, convocar (v.t.d.):  

Chamei os alunos para a sala.  

2) = invocar (v.t.i. c/ prep. por)

Chamava por Deus.

3) = qualificar, apelidar

a) v.t.d. + predicativo:  

Chamei o aluno de esperto.  

Chamei-o de esperto.  

Chamei o aluno, esperto.  

Chamei-o esperto.  

b) v.t.i. c/prep. a + predicativo:  

Chamei ao aluno de esperto.  

Chamei-lhe de esperto.  

Chamei ao aluno, esperto.  

Chamei-lhe esperto.  

 

CHEGAR (v.i. - adj. adv. c/prep. a)  

Chegamos cedo à repartição.  

Ontem, cheguei muito tarde a casa. (sem crase, pois só ocorre crase antes da palavra casa quando especificada: Cheguei tarde à casa de meus avós)

Observação: é vício de linguagem usar-se com preposição em. Em 'Cheguei em cima da hora', a preposição em está correta, pois indica tempo, e não lugar.

 

COMPARECER (v.t.i. ou v.i.)  

1) atividades (v.t.i. c/prep. a):  

Procure comparecer a todas as aulas.  

2) lugares (v.i. - adj. adv. c/prep. a ou em):  

Poucos compareceram à ou na secretaria.  

 

CONVIDAR (v.t.d.i. c/prep. a ou para)  

(convida-se alguém a ou para alguma coisa):  

Convidei os fiscais a entrar.  

Convidei alguns amigos para o jantar.  

 

CUSTAR (v.t.d.i. ou v.t.i.)  

1) = acarretar (v.t.d.i. c/prep. a):  

Imprudência custa acidentes aos operários.  

2) = ser custoso, difícil (v.t.i. c/prep. a - obj. indireto "pessoa" - sujeito oracional):  

Custa aos alunos (o.i.) gostar disso (suj.).  

Observação: É vício de linguagem usar o verbo chegar com sujeito representado por pessoa. Ninguém custa, porque nós não somos produtos nem serviços.

3) = ter valor, preço (v.i. acompanhado de adjunto adverbial de preço)

Este sapato custa 30 reais.

 

DEPARAR (v.t.d. ou v.t.i. c/prep. com):  

Deparei dois erros em sua carta.  

Deparei com dois erros em sua carta.  

 

ESQUECER (v.t.d.)  

Nunca esqueço o seu aniversário.  

Observação: esquecer-se (verbo pronominal, v.t.i. c/prep. de):  

Nunca me esqueço do seu aniversário.  

 

IMPLICAR (v.t.i. - v.t.d. e v.t.d.i.)  

1) = ter implicância (v.t.i. c/prep. com):  

A professora implica com meu filho.  

2) = acarretar, ter como conseqüência (v.t.d.):  

Contratação de pessoal implica despesas.  

Observação: Embora seja semelhante ao verbo resultar, é vício de linguagem usar o verbo implicar nesse sentido com a preposição em.

3) = envolver(-se) (v.t.d.i. c/prep. em):  

Implicaram o rapaz em vários crimes.  

Observação: Somente nesse sentido haverá o uso da preposição em.

 

IR (v.i.)  

1) direção transitória (v.i. c/prep. a):  

Pretendo ir a Blumenau.  

2) direção definitiva (v.i. c/prep. para):  

No final do ano, irei para Curitiba.  

Observação: é vício de linguagem usar-se com preposição em.  

 

LEMBRAR (v.t.d.)  

Sempre lembro o seu aniversário.  

Observação: lembrar-se (v.t.i. c/prep. de):  

Sempre me lembro do seu aniversário.  

 

MORAR (v.i. - adj. adv. c/prep. em):  

Ainda moramos na rua Porto Alegre.  

Observação: têm a mesma regência os verbos: residir, situar-se, estabelecer-se - e as formas derivadas: residente, morador (que também aceita a preposição de), situado, sito, estabelecido:  

Tenho novo escritório, sito no Setor Bancário.  

 

NAMORAR (v.t.d.):  

Paula namorava todos os rapazes da rua.  

Observação: é vício de linguagem usá-lo preposição com, por associação com os verbos casar e noivar.

Raimunda só foi feliz namorando com Ricardo. (incorreto)  

 

OBEDECER (desobedecer) (v.t.i. c/prep. a)  

(desobedecer a algo ou a alguém):  

As crianças devem obedecer aos pais.  

Não desobedeçam ao regulamento.  

Observação: Embora seja semelhante aos verbos respeitar e desrespeitar, é vício de linguagem usar-se sem a preposição a. Como antigamente eram transitivos diretos, admitem voz passiva.

 

PAGAR (v.t.d.i. c/prep. a)  

(pagar algo a alguém, obj. direto "coisa", obj.indireto "pessoa"):  

Já paguei as duplicatas ao cobrador.  

Observação: é vício de linguagem usar "pessoa" como objeto direto. Ainda que o objeto direto seja omitido, o indireto deve ser introduzido pela preposição a, mesmo com o destinatário da ação representando uma instituição.

 

PERDOAR (v.t.d.i. c/prep. a)  

(perdoar algo a alguém, obj. direto "coisa", obj. indireto "pessoa"):  

Jamais perdoou as traições ao marido.  

Observação: é vício de linguagem usar "pessoa" como objeto direto.  

 

PREFERIR (v.t.d.i. c/prep. a)  

Prefere uma sandice inglesa a pérolas nossas.  

Observação: não aceita os reforços "antes, mais, muito mais, mil vezes, um milhão de vezes etc.; nem os comparativos "que ou do que", por mais que seja semelhante ao verbo gostar.

 

QUERER (v.t.d. e v.t.i.)  

1) = desejar (v.t.d.):  

Quero sua amizade e compreensão.  

2) = estimar, querer bem (v.t.i. c/prep. a):  

Muito queremos a nossos filhos.  

 

RECORDAR (v.t.d.)  

Sempre recordo o seu aniversário.  

Observação: recordar-se (v.t.i. c/prep. de):  

Sempre me recordo do seu aniversário.  

 

RESPONDER (v.t.d., v.t.i. e v.t.d.i.)  

1) O complemento é a resposta dada (v.t.d.):  

Respondeu que não gostava de queijo.  

2) Resposta a algo/alguém (v.t.i. c/prep. a):  

Respondeu ao questionário / ao professor.  

3) Responder algo a alguém (v.t.d.i. c/prep. a):  

Respondeu as perguntas ao professor.  

 

SIMPATIZAR / antipatizar (v.t.i. - preposição com).  

Alguns não simpatizavam com o treinador.  

Observação: é vício de linguagem usar-se com pronome oblíquo.

 

SOLICITAR (v.t.d.i. c/prep. a)  

(solicitar algo a alguém):  

Solicitei apoio aos companheiros.  

 

VISAR (v.t.d. ou v.t.i. c/prep. a)  

1) mirar, dar visto (v.t.d.)  

O cônsul visou os passaportes.  

  Os atiradores visavam os alvos.  

2) ter em vista (v.t.i. c/prep. a):  

Sempre visei ao bem-estar da família.  

Observação: não aceita o pronome lhe.

Você visa ao lucro? Viso a ele.

 

OBSERVAÇÕES FINAIS  

Verbos pronominais são aqueles que  

1) não podem ser empregados sem pronomes oblíquos (essencialmente pronominais): atrever-se, indignar-se,  ufanar-se, referir-se, queixar-se, arrepender-se, suicidar-se, orgulhar-se, abster-se, ater-se, apiedar-se, compadecer-se, condoer-se, (in)dignar-se, esvair-se, jactar-se, vangloriar-se, apropriar-se...  

2) podem ser usados com ou sem pronomes oblíquos (eventualmente pronominais):

mudam de sentido: debater (discutir) / debater-se (agitar-se),   dirigir (conduzir, guiar) / dirigir-se (ir a ou falar a) / formar (compor) /  formar-se (graduar-se), deparar (encontrar) / deparar-se (apresentar-se)

a)...  e/ou de regência: lembrar, esquecer, recordar, admirar (v.t.d.) /  lembrar-se, esquecer-se, recordar-se, admirar-se (v.t.i.)...  

 

O pronome oblíquo lhe  

O pronome lhe é normalmente usado com v.t.i. (c/prep a) que tenham obj.   indireto "pessoa". Os principais v.t.i. que repelem o pronome lhe são: aspirar (almejar), assistir (ver), presidir, proceder (realizar), referir-se, visar (ter em vista)...  

 

 

REGÊNCIA NOMINAL  

É a relação de subordinação entre os nomes (substantivo, adjetivo, advérbio)  

e seus complementos, devidamente estabelecida pelas devidas preposições.  

 

Acostumado (a, com)  

Estava acostumado a / com qualquer coisa.  

Afável (a, com, para com)  

Parecia afável a / com / para com todos.  

Afeiçoado (a, por)  

Afeiçoado aos estudos.  

Afeiçoado pela vizinha.  

Aflito (com, por)  

Aflito com a notícia.  

Aflito por não ter notícia.  

Amizade (a, por, com)  

Amizade à / pela / com a irmã mais velha.  

Analogia (com, entre)  

Não fazia analogia com / entre os fatos.  

Apaixonado (de, por)  

Era um apaixonado das / pelas flores.  

Apto (a, para)  

É apto ao / para desempenho das funções.  

Ávido (de, por)  

Um homem ávido de / por novidades.  

Constituído (de, por)  

Constituído de / por várias turmas.  

Contemporâneo (a, de)  

Contemporâneo ao / do Modernismo.  

Devoto (a, de)  

Um aluno devoto às / das artes.  

Falho (de, em)  

Um político falho de / em caráter.  

Imbuído (de, em)  

Imbuído de / em vaidades.  

Incompatível (com)  

A verdade é incompatível com a realidade.  

Passível (de)  

O projeto é passível de modificações.  

Propenso (a, para)  

Sejam propensos ao / para o bem.  

Residente (em)  

Os residentes na Capital.  

Vizinho (a, de)  

Um prédio vizinho ao / do meu.   

Advérbios terminados em mente exigem a mesma preposição dos adjetivos dos quais derivam. Exemplos: relativo a / relativamente a; diferente de / diferentemente de

 

Alguns nomes mudam de sentido: apaixonado de - fã / apaixonado por - enamorado

Outros mantêm o sentido com a troca de preposição: vizinho a e vizinho de significam próximo.

segunda-feira, 29 de março de 2021

Aquele Beijo - encerramento primeiro capítulo (Globo Internacional)

 autorización especial - SATED RJ

escenografía - Keller Veiga, Marcelo Carneiro, João Cardoso Filho

asistentes de escenografía - Luiz Claudio Velho, Marcia Bezerra De Mello, Diana Domingues, Celina Bertin, Silvia Sávio, Raquel Moderno, Laura Pelajo, Tatiana Cordeiro, Eduardo Oliveira, Renata Alimandro, Danielly Ramos, Carolina Freitas, Gustavo Freitas, Carolina Rolo, Luiza Pissurno, Luísa Coelho, Jeferson Costa

vestuario - Sonia Soares

asistentes de vestuario - Vanessa Clark, Carol Fonseca, Vini Kiss, Daniella Firmo, Renata Darrigo

equipo de apoyo de vestuario - Solange Maria Pereira de Queiroz, José Luiz de Melo, Edilson dos Santos, Fábio de França Ramos, Paulo Ramos de Carvalho, Marcos, Antonio da Silva Vento, Ricardo Ferreira da Silva, Doralice de Oliveira Pereira, Jaqueline Mendes, Rosemar Mathias da Fonseca, Anna Grazielle Dias Campos, Bianca Botino, Claudiana Gomes de Souza, Raquel de Castro Barbosa, Edson Marques dos Santos

director de fotografía - Roberto Amadeo

directores de iluminación - Dorgival Félix, Luciano Xavier, Jorge Antônio Lopes

equipo de iluminación - Roberto Pereira Santos, Gerson dos Santos Guimarães, Gabriel Coelho de Oliveira, Gerson da Silva Souza, Tiago Roberto Pereira de Oliveira, Igor Henrique de Mello, Antônio Henrique Marques de Carvalho, Sidinei Cussa, Leandro Nogueira Finamore, Valdir André dos Santos, Leonardo Alves dos Santos Franco, Jorge Marcos dos Passos da Silva, Jorge Gomes da Silva, Roberto Pereira Santos Junior

producción de arte - Moa Batsow

asistentes de producción de arte - Linda Madruga, Fred Klaus, Juliana Levenhagen, Mimi Marques, Mônica Klein

equipo de apoyo de arte - Antonio Carlos da Silva, Carlos Nelson de Oliveira, Marcos de Oliveira, Pablo Ayres Machado, Rodrigo Castro, Fabio Martins Rios, Marco Antônio Vellozo, Odir Coelho, Luiza Serpa Fraga

casting - Yolanda Rodrigues

instructor de dramaturgía - Andréa Cavalcanti

producción musical - Mú Carvalho

director musical - Mariozinho Rocha

maquillaje - Melissa Paladino

equipo de apoyo de caracterización - Leonardo Almeida, Barbara Santos, Aline Alves, Edvania Correa, Ronaldo Fayal, Silvia Abel, Vânia Menezes, Luciene Mello, Marta Roncette, Márcia Alves, Janaina Almeida, Cosme Alves, Mayco Soares

edición - Marco Seixas, Paulo Maia, Chico Marinho, Rosemeire Oliveira

colorista - Wagner Costa

sonido - Octávio Lacerda, Bruno Panno, Marco Salles

efectos visuales - Enrico Guarischi, Renato Freitas

efectos especiales - Gilson Figueiredo

apertura - Hans Donner, Alexandre Pit Ribeiro, Roberto Stein

director técnico - Rico Rondelli

camarógrafos - Cid Rima, Gustavo Ferretti, Jovani Augusto Rios, Carlo Colombo, Fernando Cruz, Lizanias Azevedo

equipo de apoyo para la operación de cámara - Flávio Gomes de Aguiar, Pedro Luis Fernandes, Gonçalves de Souza, Arismar Ferreira da Silva Júnior, Pedro Henrique Índio, Vladimir Estanislau de Andrade

equipo de video - Michele Soares Pereira Braga, Gilmar Rocha Machado, Henrique De Oliveira

equipo de audio - Paulo Rossi de Moura Júnior, João Zito Carvalho do Rio, Wellington José de Souza Pires, Abel de Oliveira Reis, Ricardo José Coelho da Fonseca, Jerônimo Araújo Miranda

supervisor y operador de sistema - Marco Antonio Monteiro Lourenço, Marco Aurélio de Souza Cardozo, Felipe da Silva Gomes, Adelto Martins, Dannyo Escobar, Roberto Brasil, Guassalin Nagem, Luiz Cláudio da Rocha Santos

productor de escenografía - Vanessa Salgado

gerente de proyectos - Marco Tavares

supervisión de producción de escenografía - Guilherme Senges, Antonio Carlos Pereira, José Carlos Souza, Carlos Roberto Ferreira, Roberto Marques, Manoel Jorge

equipo de escenografía - Aciel Campos, Adílio Da Silva Sant’anna, Adriano Correa, Adriano Ofrede, Alexandre Tavares, Amilton Oliveira, Ana Cristina Da Silva Estrela, Anderson Vieira, Andre Luis Moraes, Andre Vital, Bruno Ribas, Carlos Renato Cardoso, Carolina Rodrigues, Cosme Silveira, Dário Pereira, Edigil Pinheiro, Edson Nunes, Elizeu Megliorini, Emmanuel Ferreira, Evandro Oliveira, Fabio Flaviano, Fabrício Pessanha, Flávio Alexandre, Flávio Castilha, Flávio Neves, Francisco De Assis Souza, Franklim Rodrigues, Gaudêncio Wanderlei, Gutemberg Santana, Jhonatas Leonardo, João Evangelista Da Silva, Jorge Alberto Siqueira, Jorge Marcos Souza, José Cavalcante, José Marcos Val Verde, José Maria Ribeiro, José Raimundo Da Silva, Josué Jovêncio, Leonardo Augusto Falci Ramos, Leonardo Santos, Lucas Avenoso, Luis Carlos Silva, Luis Claudio Perdigão, Luiz Augusto Farias, Marcelo Batista, Marcelo Paiva, Marcelo Pitanga, Marcelo Sampaio, Marcos Brígido, Marcos Tadeu Carolino, Oswaldo José, Paulo Roberto Mattos, Pedro Mauricio Baeta, Rafael Rodrigues, Renê Souza Dos Anjos, Robson Silva, Sebastião Ferrarez, Severino Geraldo, Sidnei Becalito, Vilson Cosme, Wagner Miranda, Wilson José

investigación - Marília Garcia

continuistas - Stella Valadão, Mônica Costa, Nicole Monteiro, Érika Thoen

asistentes de dirección - Marcos Dartagnan, Diego Morais, Tatiana Fragoso, Pedro Brenelli

ingeniero de producción - Marcelo Bette

equipo de internet - Fabíola Schwob, Carolina Caldas, Beanca Jimenez, Jéssica Mattos, Natália Hartalian, Juliana Saboya, Bruno Eduardo, Eduardo Belo, Inácio Moraes, Viviane Figueiredo, Fernando Ribas  

equipo de producción - Silvania Sant´anna, Leila Damasceno, Catarina Rangel, Thamara Cumplido, Nathalia Pimenta, Marco Damiano, Bruno Minzon, Norberto Pfeiffer, Pedro Costa, Adriana Leal, Luiz Otávio Alves e Durval Tumscitz

coordinadores de producción - Wilson Gerardo

supervisión ejecutiva de producción - Ana Quintana, Claudio Diniz, João Romita, William Barreto, Waldemir Telles Cabeça, Rodrigo Ishikawa, Leonardo Gonçalves

supervisor ejecutivo de producción de línea - Mariana Pinheiro

gerente de producción - Paula Torres

director de producción - Aluízio Augusto

núcleo - Roberto Talma

edición internacional - Ludmila de Carvalho

sonido internacional - Alexandre Yatti

gerente de operación internacional - Augusto Seixas

'Ésta és una obra colectiva de ficción basada en la libre creación artística y sin compromiso con la realidad.'

domingo, 21 de março de 2021

Existe Missa diferente?

 Algumas paróquias e comunidades têm uma lista de Missas para idades, ocasiões especiais: Missa dos jovens, das crianças, Missa dos 15 anos, Missa dos enfermos, Missa de formatura, Missa da esperança, Missa de ação de graças, Missa da primeira comunhão, Missa do padroeiro, Missa da família, Missa do Sagrado Coração de Jesus, Missa de finados, celebração do casamento na Missa, celebração do batismo na Missa, Missa do dízimo, Missa de bodas de casamento, Missa de aniversário de ordenação, Missa do vestibulando, do concurseiro, do Enem, Missa com encarcerados, Missa de São Judas Tadeu, Missa de Santo Antônio, Missa de São João Batista, Missa de Frei Galvão, Missa da reconciliação, Missa de São Francisco, Missa do crisma, Missa nupcial, Missa de ordenação sacerdotal, Missa da acessibilidade, Missa de aniversário da cidade, Missa de X anos de emancipação política… Isso sem contar que a Missa das mães e, numa paróquia que conheci, havia também a Missa dos homens; e lá mulher não entra de jeito algum.


Às vezes existem intransigências. Na Missa das crianças, o padre não quer ver adultos e ai de alguma criança ou adulto que aparecer na Missa dos jovens. Vale a pena agir desse modo? Pode ser que sim; mas estou mais propenso a crer que não. Agindo assim, uma família, por exemplo, nunca terá oportunidade de celebrar a Eucaristia como família. As crianças estarão numa Missa, os jovens e adolescentes em outra e os pais num terceiro horário. Você pode até estar pensando que sou contra Missas para grupos particulares. Não sou não. Sou contra intransigências em estabelecer Missas só para um grupo.


As celebrações Eucarísticas para grupos particulares se enquadram dentro de uma proposta pastoral, que eu também denomino de “pastoral e pedagógica” a ser celebrado em tempos diferentes das Missas Dominicais. Isto está muito claro no Diretório para as Missas com Grupos Populares e no Diretório da Missa com Crianças (cf. n. 20; 27; 28).


As Missas Dominicais, na medida do possível, devem reunir a assembléia da comunidade formada por crianças, jovens, adultos, idosos, enfermos… Pessoalmente, considero estranho aquilo que algumas comunidades chamam de “missinha”, que consiste no seguinte: os pais vão para a Missa e as crianças ficam brincando ou ouvindo historinhas ou desenhando em algum outro local. Será que isso educa as crianças para a Missa? Será que o ambiente Eucarístico não é fonte de bênção para toda a famílias e para as crianças, mesmo que elas não compreendam tudo que ali se passa?


Tem ainda uma coisa para ser pensada. A Missa nunca é diferente; é sempre a mesma. O que muda é o modo de celebrar. Atente para isso: muda o modo de celebrar. Para as crianças, existe um modo de celebrar a Eucaristia. Para os jovens, as músicas, por exemplo, dão o tom diferente na celebração. Mas sempre estamos celebrando a mesma Missa. Sempre estamos celebrando a Páscoa de Jesus Cristo haja a motivação que houver.


Você pode pensar: mas quando se faz a Missa dos 15 anos, ou bodas matrimoniais, ou a festa do padroeiro da comunidade não se está celebrando os 15 anos, as bodas do casal ou o santo protetor? Na verdade não! A Missa é a celebração da Páscoa, da Salvação de Jesus Cristo no mundo. Sempre! Os 15 anos da jovem, as bodas ou o santo são motivos ou lembranças para agradecer a presença da salvação de Deus na vida dessas pessoas. Um jeito de inserir estes acontecimentos existenciais no Mistério Pascal de Cristo.


O modo para melhor entender é esse: Porque Cristo nos salvou podemos celebrar os 15 anos da jovem, as bodas do casal, o modelo de vida cristã do santo padroeiro. O celebrado na Missa, contudo, é sempre Deus, o Pai a quem damos glória e louvores, a quem dirigimos nossas orações em nome de Cristo, nosso irmão e na unidade do Espírito Santo. O motivo, portanto, é sempre a Salvação de Cristo.


Percebeu? Resumindo: Não existe Missa diferente. Existem modos diferentes de celebrar a Missa e existem motivações diferentes pelas quais celebramos a Eucaristia. Mas sempre celebramos a salvação, a Páscoa de Jesus Cristo na nossa vida de agora.

Missa sertaneja e Missa afro - inculturação?

 Um leitor nos escreveu perguntando sobre as tais “missas sertanejas”. Segundo ele, o padre de sua paróquia afirma que a encíclica Sacrossantum Concilium permite fazer adaptações na liturgia, absorvendo elementos da cultura de cada povo. Sim, é verdade – e isso faz parte do processo de inculturação. Só que missa sertaneja não é inculturação, é abuso litúrgico!


A missa sertaneja virou modinha em várias regiões do Brasil, havendo também as variantes “missa caipira” e "missa do vaqueiro". O sacerdote assume o papel de cowboy ou animador de festa caipira, em vez de fazer a única coisa que é seu dever na missa: ser o rosto visível de Jesus Cristo, Deus invisível.


No período das festas juninas e julinas, os abusos se multiplicam. Essas festas são parte importante da vida da Igreja no Brasil, e sempre tiveram o seu lugar: a praça, o pátio da igreja, o salão paroquial. Mas agora estão fazendo festa junina e julina dentro da missa, com fantasias típicas, dança de quadrilha e tudo!


Acreditem: a foto abaixo foi tirada durante uma missa! Pra que isso, gente!!?? Andaram fumando cigarro de palha estragada?


quadrilha_missa 


No site de determinada paróquia, vemos a descrição do objetivo da missa sertaneja: “valorizar o homem do campo, que trabalha para produzir os alimentos que chegam às nossas mesas” e “exaltar a cultura sertaneja”. Note que, em vez de elevar as mentes para as coisas espirituais e divinas, a missa sertaneja exalta as coisas terrenas.


Para quem acha que esse assunto não é importante, que é coisa de fariseu, veja o que diz Bento XVI:


"Estou convencido de que a crise na Igreja, pela qual passamos hoje, é causada em grande parte pela decadência da liturgia (...). Quando, porém, na liturgia não aparece mais a comunhão da fé, a unidade mundial da Igreja, o mistério de Cristo vivo, onde, então, ainda aparece Igreja, em sua essência espiritual? Aí a comunidade ainda celebra somente a si mesma, mas isso não vale a pena.” 


- Livro "Lembranças da Minha Vida"


Tome um Engov antes de ler, a seguir, a descrição dos objetos levados ao altar no momento do Ofertório de uma missa sertaneja, publicada no site de certa paróquia:


"Um grupo de jovens trouxeram até o Altar algumas práticas e atitudes que não combinam com a preservação da natureza e da vida. O motosserra, a máquina de veneno e a espingarda simbolizaram os instrumentos e as práticas que necessitam ser combatidas e substituídas por politicas agrícolas que fortaleça a produção orgânica e de base ecológica. A sanfona, o violão, a viola e o carron embalaram os cantos em estilo e ritmo sertanejo."


As invencionices da missa sertaneja não favorecem uma liturgia voltada para Deus, mas sim para o homem. A comunidade celebra a si mesma, exaltando a vida no campo e ou “jeito caipira de ser”. Não foi para isso que Jesus tomou bofetada na cara e derramou Seu Sangue na cruz!


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São João Paulo II ensinou que “A Missa torna presente o sacrifício da cruz” (saiba mais aqui). Falando sobre a liturgia e a inculturação, ele advertiu:


“...deve-se descartar ou não assumir aquelas formas e aqueles modos rituais que não correspondam à natureza do mistério que se celebra, mormente quando relacionados à Encarnação, Paixão e Morte de Jesus Cristo, para não citar outros Mistérios da Redenção.”


- Discurso aos bispos do Brasil, 1995


Ponham a mão na consciência: será que a Missa é mesmo um momento adequado para discutir práticas agrícolas? O que a pamonha da Vó Rosinha e a sanfona do Seu Sebastião ajudam o povo a refletir sobre os mistérios da Redenção?


E uma moça fantasiada de caipira coar cafézinho no presbitério, no momento que antecede a procissão de entrada do sacerdote? Isso leva o povo a rezar melhor? Não vou postar vídeo aqui, por consideração às gestantes e pessoas com problemas cardíacos.


O QUE ENSINA A SACROSSANCTUM CONCILIUM


A Sacrosanctum Concilium diz que nenhum padre tem direito de inventar, de acrescentar NADA na liturgia da Missa. A única autoridade competente para isso é a Santa Sé, por meio da Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos.


O bispo de cada diocese também pode atuar como regulador, mas de forma limitada, ou seja, DENTRO DOS LIMITES ESTABELECIDOS PELA IGREJA.


As alterações mais profundas no rito – e isso inclui, por exemplo, inserção ou subtração de paramentos do sacerdote – devem ser sujeitas à Santa Sé. Como chapéu de boiadeiro não é nem nunca foi paramento sacerdotal desde quando farmácia se escrevia com PH, e é reprovado por Roma, é óbvio que se trata de um abuso.


CADÊ O BOM SENSO? MORREU?


bom_senso


Cadê o bom senso? Os particularismos culturais de cada região precisam passar por um filtro, pois muitas vezes distraem o povo das coisas espirituais, não cabendo em um rito sagrado.


Partindo do mesmo espírito que sustenta a existência das missas sertanejas, um padre ou bispo de uma diocese litorânea pode resolver fazer uma “missa surfista” - com direito a altar em forma de prancha de surfe, padre usando pé de pato, cocos verdes e barracas de sol enfeitando o presbitério etc.


“Como estão distantes de tudo isto quantos, em nome da inculturação, decaem no sincretismo introduzindo ritos tomados de outras religiões ou particularismos culturais na celebração da Santa Missa!” 


- Discurso do Papa Bento XVI aos Prelados da CNBB, em visita Ad Limina Apostolorum. 15/04/2010


Tudo o que foi dito aqui vale para as chamadas “missas afro”, “missas crioulas”, “missa das crianças”, 'missas do vestibulando', 'missas do concurseiro', 'missas do Enem', 'missas de cura e libertação', 'missas da acessibilidade' e quaisquer outras liturgias piratas.


Fica a dica do Pe. Orlando Henriques, da Diocese de Coimbra: “Na Missa (e na liturgia em geral) não basta cumprir as rubricas (isso é ritualismo, cumprir só por cumprir não interessa muito), mas há que estar concentrado naquilo que é realmente importante: que Jesus está a tornar-Se realmente presente sobre o altar; e tudo o que nos possa distrair disso não interessa”.

Como vivem os negros no Brasil? Que lugares frequentam? Ora, vivem como todos os demais brasileiros de outras etnias, e frequentam os mesmos lugares dos demais!


Aqui no Brasil não existe escola afro, universidade afro, cinema afro, supermercado afro, shopping afro, parque de diversão afro, farmácia afro, padaria afro, banco afro, lotérica afro, cartório afro, teatro afro, museu afro, biblioteca afro, curso afro, correio afro, lanchonete afro, restaurante afro, pizzaria afro, bar afro, posto de combustível afro, escritório afro, concessionária afro, oficina afro, imobiliária afro, empresarial afro, academia afro, hotel afro, hipermercado afro, açougue afro, peixaria afro, loja de conveniência afro, loja afro, agência de turismo afro, laboratório afro, clínica afro, hospital afro... No máximo há salões de beleza afro, especializados em cabelos crespos e cacheados. De resto, os costumes de brancos e negros em nada se diferenciam em nosso país. Até mesmo o Candomblé e Umbanda têm tantos adeptos negros quanto brancos.


Então, qual a necessidade de promover missas "afro", se os negros aqui vivem integrados com os brancos? Se os negros frequentam as mesmas lojas, escolas, locais de entretenimento que os brancos e assim substantivamente, por que precisariam de uma missa diferente do restante da população? 


A encíclica Sacrossantum Concilium permite fazer adaptações na liturgia, absorvendo elementos da cultura de cada povo. Isso faz parte do processo de inculturação. Só que missa afro não é inculturação, é palhaçada ideológica e abuso litúrgico!


AVISO: o vídeo a seguir contém cenas fortes. Não é recomendado para católicos fiéis com problemas cardíacos e gestantes. Tirem as crianças da sala!!! Trata-se de uma missa afro realizada em São Paulo, em 2007. As cenas que aparecem a partir dos 3:45 min. são especialmente toscas: um casal sacoleja diante do altar ao som de "Pérola Negra", de Daniela Mercury! De fato, uma pérola do sacrilégio nacional...




Essa "liturgia pirata" parte de uma caricatura: é como se os negros tivessem migrado ontem da África, e assim necessitassem de uma liturgia especialmente adaptada para que o anúncio do Evangelho seja viável.


O que será que São João Paulo II achava disso? Confiram suas palavras aos bispos do Regional Sul I, em 2003:


“Certamente, não é possível descurar aqui a consideração da cultura afro-brasileira (...). Trata-se da delicada questão de aculturação, especialmente nos ritos litúrgicos, no vocabulário, a nas expressões musicais e corporais típicas da cultura afro-brasileira. (...) “É evidente, porém, que se estaria distanciando da finalidade específica da evangelização, acentuar um destes elementos formadores da cultura brasileira, isolá-lo deste processo interativo tão enriquecedor, de modo quase a se tornar necessária a criação de uma nova liturgia própria para as pessoas de cor. Seria incomprensível dar ao rito litúrgico uma apresentação externa e uma estruturação – nas vestes, na linguagem, no canto, nas cerimônias e objetos litúrgicos – baseada nos assim chamados cultos afro-brasileiros, sem a rigorosa aplicação de um discernimento sério e profundo acerca da sua compatibilidade com a Verdade revelada por Jesus Cristo. 

O problema mais grave é que ideia daqueles que promovem as missas afro não é convidar os não-católicos à conversão; é, sim, incentivar as pessoas a conciliar a fé cristã e o culto aos Orixás. É muito comum ver pessoas nessas missas com colares de contas (guias de Orixás) no pescoço, e até padres com o tradicional gorro de pai-de-santo sobre a cabeça (também chamado de filá, eketé ou bubú). Veja essa declaração infeliz de Dom José Maria Pires, arcebispo emérito da Paraíba:


“Acreditamos cada vez mais fortemente que é possível o negro ser discípulo de Cristo e viver na Igreja sem deixar de ser negro, sem renunciar a sua cultura, sem ter de abandonar a religião dos Orixás.” 

- PIRES, Dom José Maria. O Deus da vida nas comunidades afro-americanas e caribenhas. In: ATABAQUE – Cultura Negra e Teologia/ASETT – Associação Ecumênica de Teólogos do Terceiro Mundo. Teologia Afro-Americana. II Consulta Ecumênica de Teologia e Culturas Afro-Americana e Caribenha. São Paulo: Paulus, 1997. p.31


Entendeu agora? Esses caras acham que um negro que renuncia à crença nos Orixás é “menos negro”, pois sofre um prejuízo cultural ao renegar a fé de seus "ancestrais" (o detalhe interessante é que quase todos os negros brasileiros têm acentrais tanto negros quanto brancos).


Definitivamente, padres sincretistas têm pipoca no lugar do cérebro, só pode! 




São João Paulo II ensinou que “A Missa torna presente o sacrifício da cruz” (saiba mais aqui). Missa é para cultuar nosso Deus, não para exaltar a negritude, o acarajé nem muito menos o líder quilombola Zumbi dos Palmares (que não era católico, era um assassino e ainda por cima tinha escravos negros). 


O QUE ENSINA A SACROSSANCTUM CONCILIUM


A Sacrosanctum Concilium diz que nenhum padre tem direito de inventar, de acrescentar NADA na liturgia da Missa. A única autoridade competente para isso é a Santa Sé, por meio da Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos.


O bispo de cada diocese também pode atuar como regulador, mas de forma limitada, ou seja, DENTRO DOS LIMITES ESTABELECIDOS PELA IGREJA. Assim, nem mesmo o bispo tem direito de autorizar qualquer inovação litúrgica que leve o povo ao sincretismo!


“Como estão distantes de tudo isto quantos, em nome da inculturação, decaem no sincretismo introduzindo ritos tomados de outras religiões ou particularismos culturais na celebração da Santa Missa!” 


- Bento XVI aos Prelados da CNBB. Visita Ad Limina Apostolorum. 15/04/2010


Para terminar, compare as imagens ridículas do vídeo que mostramos acima com as imagens abaixo, que mostram a procissão de entrada de uma missa em Bié, em Angola. Vemos os elementos da cultura africana sendo colocados a serviço da liturgia, e não usando a missa para fazer exaltação da cultura africana. Todos estão reverentes, não há ninguém rodopiando, não há ninguém trajando colares ou indumentárias de crenças pagãs. Não é uma missa afro, é uma missa de Rito Latino celebrada dignamente por africanos! 

Missa inculturada ou Missa avacalhada?

 De umas décadas para cá, vem se perdendo a noção de que a missa é feita para exaltar e agradar a Deus, e não aos homens. Fazem missa para celebrar a negritude, a cultura gauchesca, a vida sertaneja, o amor ao time de futebol… E Jesus, que pediu “Fazei isto em memória de mim”, vai ficando pra escanteio.


A partir do Concílio Vaticano II, a Igreja entendeu que seria benéfico admitir a diversidade na forma de celebrar a liturgia, abraçando o princípio da inculturação do Evangelho, como explica o Padre Paulo Ricardo:


“…é necessário, que para que o Evangelho chegue até o os povos, que a Igreja assuma a forma de falar daquele povo, e assim a mensagem do Evangelho, que é sempre a mesma, a mesma fé de dois mil anos, vai ser compreendida pelos povos neste esforço de adaptação.


“Um exemplo extraordinário de inculturação nós tivemos (…) no padre bem-aventurado José de Anchieta, o grande apóstolo do Brasil, que veio ao nosso país e aqui aprendeu a língua indígena, escreveu uma gramática tupi, fez peças de teatro em língua tupi, português e espanhol, (…) e assim ele pôde transmitir a fé.” (1)


Esse é um esforço de inculturação positivo, autêntico. Porém, o que vemos prevalecer em nosso país é avacalhação da santa missa, sob a desculpa de promover a inculturação. O rito romano é desrespeitado pelo uso de paramentos, músicas, gestos e outros elementos mundanos e estranhos à sua sacralidade, ou até mesmo profundamente relacionados a outras religiões (sincretismo). Sobre isso, continua a nos esclarecer o Pe. Paulo Ricardo:


“Nós não estamos lidando com pessoas bem-intencionadas que querem levar o Evangelho para uma cultura diferente. (…) A maior parte das pessoas que fala de inculturação está querendo (…) não levar o Evangelho para os povos, para o mundo, mas trazer o mundo para dentro da Igreja.” (1)


A Instrução Geral do Missal Romano (IGMR nº 395) deixa claro que qualquer adaptação na liturgia, por menor que seja, não pode ser realizada sem a prévia autorização da Santa Sé. Nem a CNBB possui autonomia para deliberar sobre estas questões. Apesar dessa orientação, muitos sacerdotes violam descaradamente a Constituição Sacrosantcum Concilium (2),queestabelece:


“…jamais algum outro, ainda que sacerdote, acrescente, tire ou mude por própria conta qualquer coisa à Liturgia.” (SC., 22 § 3)


É válido ressaltar que as adaptações na liturgia da missa são admitidas pela IGMR especialmente para os povos recém-cristianizados, o que está longe de ser o caso do Brasil. Falar em missa inculturada aqui, depois de mais de 500 anos de catolicismo na veia é, no mínimo, muito estranho.


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Foto de missa afro. Em destaque, ATABAQUES, intrumentos de percussão típicos da umbanda e do candomblé. Pra quem curte sincretismo, é um prato cheio… de pipoca!


Mas os padres tupiniquins que promovem missas inculturadas veem os povos das diversas regiões do Brasil como caricaturas étnicas e regionalistas. Suas mentes funcionam mais ou menos assim:


“Você é negro? Muito axé! Vamos fazer uma missa com muita cor, muito rebolado, muita cocada e atabaques. Sem isso, você não poderá se identificar com o rito, né, meu rei?”

“Você é do interior? Então o padre tem que usar chapéu de cowboy na missa e cantar que nem o Zezé Di Camargo.”

“És gaúcho? Bah, tchê, certamente só se sentirá bem em uma missa em que  o padre vista bombacha, tenha um lenço no pescoço e use a cuia do  chimarrão no lugar do cálice do vinho!”

As missas inculturadas em geral se assemelham mais a festejos folclóricos – que são muito interessantes, mas não diante do altar do Cordeiro Imolado – do que a ritos sagrados. E assim, vai sendo sufocada verdadeira liturgia, aquela que eleva os corações a Deus e faz resplandecer o rosto de Cristo. Sobre isso, foi bem claro o Papa Bento XVI, falando aos bispos do Brasil:


“Uma menor atenção que por vezes é prestadaao culto do Santíssimo Sacramento é indício e causa de escurecimento do sentido cristão do mistério, como sucede quando na Santa Missa já não aparece como proeminente e operante Jesus, mas uma comunidade atarefada com muitas coisas em vez de estar recolhida e deixar-se atrair para o Único necessário: o seu Senhor. (…)


“Como estão distantes de tudo isto quantos, em nome da inculturação, decaem no sincretismo introduzindo ritos tomados de outras religiões ou particularismos culturais na celebração da Santa Missa!” (3)

Dando continuidade ao post de ontem, vamos comentar alguns dos ritos avacalhados mais escandalosos. Esse tipo de perversão é um atentado à nossa fé, pois fere e vulgariza aquilo que o católico tem de mais sagrado e precioso: a Santa Missa.


MISSA PIMBA NA GORDUCHINHA


No ano passado, um padre holandês realizou uma “missa laranja” antes do último jogo da Copa do Mundo de Futebol para dar uma forcinha espiritual à seleção de seu país. O celebrante usou uma túnica laranja e decorou toda a Igreja – inclusive os paramentos do altar – com a mesma cor.




Não, você não está vendo coisas: as linhas na foto acima são as redes de uma trave. Afinal, se é pra esculhambar, tem que fazer direito! Descreve o site da BBC: “O padre chegou a simular um jogo de futebol dentro da igreja e, atuando como goleiro, pegou um pênalti cobrado por um fiel”. (1)


Resultado: o Santo Sacrifício do Altar foi desrespeitado, a Holanda perdeu o jogo e o padre foi suspenso pelo bispo local. Lembrando que naquele país o uso da maconha é liberado. Será que o padre…? Deixa pra lá.



MISSA O QUIOCÊ FOI FAZÊ NO MATO MARIA CHIQUINHA


Seguuuuuuuuura, cristão! Segura o Senhor Jesus, pra Ele não fugir do templo, de tanto desgosto…


Estão na moda as missas sertanejas, com padre usando chapéu de cowboy e cantando músicas típicas. Os sacerdotes mais talentosos – ou mais sem noção – arriscam até umas dedilhadas no violão.


 


Desde quando chapéu com abas virou paramento litúrgico? Parece um detalhe bobo, mas não é: o sacerdote está ali para representar Jesus Cristo, e não para dar entretenimento às suas fãs. Não é ele quem escolhe o que vestir, é a Igreja que determina, conforme o tempo litúrgico ou a celebração. A falta de apreço aos seus símbolos religiosos – em especial os paramentos e objetos da missa – é a uma dos sinais da decadência espiritual de uma comunidade.


E se o padre é no fundo um músico frustrado, que invista na sua carreira artística durante as festas de quermesse, as reuniões de grupos jovens e atividades afins. Mas pegar o violão e bancar o Sérgio Reis no meio da santa missa é um tanto demais, não?

Não há, ó gente, ó não… padres como esses sem noção! Não há, não há…


MISSA CHIMARRÃO



Ofertório em uma Missa 

inculturada Gaúcha

As chamadas missas gaúchas, ou missas crioulas, ocorrem sobretudo durante a Semana Farroupilha, evento que homenageia os combatentes dessa famosa revolução.


Nessas missas, é comum que o simbolismo do rito romano seja ferido por paramentos sacerdotais nada ortodoxos (lenço no pescoço, por exemplo) e pela inserção de objetos nada litúrgicos na procissão de entrada e no ofertório (com 'ofertas' diante do altar, ou será oferendas?), como cuia de chimarrão, erva-mate e rodas de carruagem. As orações são também bastante modificadas, pra ficar tudo beeeeem gauchesco.


E se fosse criada uma missa inculturada carioca? Se os gaúchos apresentam botas, chaleira e costela de churrasco no ofertório, nós aqui no Rio colocaríamos diante do altar uma prancha de surf, um CD de funk, uma fantasia de carnaval e uma foto da Helô Pinheiro, a eterna Garota de Ipanema! Também poderíamos inserir nossas gírias nas orações, que tal? Demorô!!!


 

Não, não é um baile! É uma missa avacalhada gaúcha em Foz do Iguaçu - PR


E, para falar da missa gaúcha, ninguém melhor do que um gaúcho de fato. Vejamos o que diz Rafael Vitola Brodbeck, do site Veritatis Splendor (grifos meus):



O altar onde se renova o Santo Sacrifício 

é estilizado em forma de carroça. 

Que LINDJO!

“A pretexto de gauchismo, desde os anos 70, se promove (…) essa empulhação travestida de tradição. (…) “A tal “Missa Crioula” dos CTGs [Centros de Tradições Gaúchos] é de uma falta de respeito que nunca vi em lugar nenhum! (…) O rito do MTG [Movimento Tradicionalista Gaúcho] é ilícito (ainda que a Missa seja válida), suas cerimônias não são coerentes com o rito romano, e sua celebração é totalmente artificial, pois partem do pressuposto de que o verdadeiro gauchismo é fazer tudo “de um modo gaúcho”: ora, isso é artificial, é um gauchismo fictício, industrializado. (…) “Não se confunda, outrossim, a Missa Crioula do MTG (…) com a belíssima Misa Criolla, de Ariel Ramirez, composição sacra com ritmos da pampa (…), toda em espanhol, para os textos do Ordinário (Kyrie, Gloria etc.), sem alterar a letra e sem palhaçadas. (…) “Creiam-me, meus caros, sou gaúcho e cultuador de nossa riquíssima tradição. Ando no dia-a-dia de bombacha, asso meu churrasco, vou a campo a cavalo. Mas cada coisa na sua hora. Como bem disse, tradição por tradição, a Missa crioula de tradicional não tem nada. É uma caricatura, um arremedo, e ouso dizer um deboche da verdadeira cultura gaúcha.”


MISSA ZUMBI DOS PALMARES


Essa é a missa preferida dos hereges da Teologia da Libertação.


Tem atabaque e berimbau? Tem, sim sinhô! Tem pipoca e cocada? Tem, sim sinhô! Tem padre caracterizado como pai de santo do Paraguai? Tem, sim sinhô! Nos dias mais animados, rola até um teatrinho e uma ginga de capoeira…


 


Mais uma vez, parte-se de uma caricatura: é como se os negros tivessem chegado ontem da África, e assim necessitassem de uma liturgia especialmente adaptada para que o anúncio do Evangelho se torne viável.


O que será que João Paulo II achava disso? Com a palavra, o eterno papitcho (grifos meus), falando aos bispos do Regional Sul I, em 2003:


“Certamente, não é possível descurar aqui a consideração da cultura afro-brasileira (…). Trata-se da delicada questão de aculturação, especialmente nos ritos litúrgicos, no vocabulário, a nas expressões musicais e corporais típicas da cultura afro-brasileira. (…) “É evidente, porém, que se estaria distanciando da finalidade específica da evangelização, acentuar um destes elementos formadores da cultura brasileira, isolá-lo deste processo interativo tão enriquecedor, de modo quase a se tornar necessária a criação de uma nova liturgia própria para as pessoas de cor. Seria incompreensível dar ao rito litúrgico uma apresentação externa e uma estruturação – nas vestes, na linguagem, no canto, nas cerimônias e objetos litúrgicos – baseada nos assim chamados cultos afro-brasileiros, sem a rigorosa aplicação de um discernimento sério e profundo acerca da sua compatibilidade com a Verdade revelada por Jesus Cristo. (2)


Que fique bem claro: a ideia daqueles que promovem as missas afro NÃO É convidar os não-católicos à conversão; é, sim, incentivar os feiticeiros, idólatras e macumbeiros a conciliar sem problemas a fé cristã e o culto aos Orixás. Duvida? Então veja essa declaração lamentável de Dom José Maria Pires, arcebispo emérito da Paraíba:


“Acreditamos cada vez mais fortemente que é possível o negro ser discípulo de Cristo e viver na Igreja sem deixar de ser negro, sem renunciar a sua cultura, sem ter de abandonar a religião dos Orixás.” (3)


Entendeu agora? Esses caras acham que um negro que renuncia à crença nos Orixás é “menos negro”, pois sofre um prejuízo cultural ao renegar a fé de seus “ancestrais”. Definitivamente, padres sincretistas têm pipoca no lugar do cérebro, só pode! Padre Paulo Ricardo não exagera quando diz que eles são TRAIDORES do cristianismo:


“Além do evidente abuso litúrgico que significam essas missas inculturadas (…), nós temos um grande erro moral, uma grande traição do cristianismo. (…) A evangelização supõe a conversão. Isso quer dizer que, onde quer que o cristianismo vá, ele irá necessariamente transformar as culturas, ele irá fazer necessariamente com que as mentalidade mudem. (…) “E assim todos os povos podem mudar, todas as culturas podem ser convertidas, todas as culturas – que têm algo de bom, mas também têm muita coisa de ruim – podem ser transformadas (…). Mas, você agora canonizar as culturas pagãs e dizer que elas são lindas, e assim apostatar a fé, deixando nosso senhor Jesus Cristo de lado, isso é simplesmente a traição do cristianismo.” (4)


AVISO: o vídeo a seguir contém cenas fortes. Não é recomendado para católicos fiéis com problemas cardíacos e gestantes. Tirem as crianças da sala!!!


Trata-se de uma missa afro realizada na Paróquia São José, no bairro Parque Guaraní, em São Paulo, em 2007. As cenas que aparecem a partir dos 3:45 min. são especialmente chocantes: um casal sacoleja loucamente diante do altar, ao som de “Pérola Negra”, de Daniela Mercury! De fato, uma pérola do sacrilégio nacional.


 


Outra característica estapafúrdia dessas missas afro é a veneração ao líder quilombola Zumbi dos Palmares. O homi é tratado como um verdadeiro santo, um “mártir da causa negra”. Mais preocupados em rebolar nas missas do que em estudar história, esses padres ignoram – ou fingem ignorar – que seu grande heroi tinha escravos. É o que constata o Guia Politicamente Incorreto da História do Brasil:


“Zumbi (…) mandava capturar escravos de fazendas vizinhas para que eles trabalhassem forçados no Quilombo dos Palmares. Também sequestrava mulheres, raras nas primeiras décadas do Brasil, e executava aqueles que quisessem fugir do quilombo”. (5)


Assassino, senhor de escravos, sequestrador de mulheres… Que belo exemplo para os cristãos! Viva Zumbi dos Palmares, explorador de escravos negros mais amado do braziu-ziu-ziu!


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Que Nosso Senhor Jesus Cristo ilumine os bispos do Brasil, para que sejam fiéis ao Papa e para que cumpram o seu papel de combater sem hesitação estas atrocidades, verdadeiros deboches à nossa fé católica. Os promotores das missas avacalhadas podem ser até bem-intencionados, mas, de boa intenção, o terreiro da Mãe Nonoca tá cheio.


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Agradeço ao Bruno Cezar Psico por ter me sugerido a leitura do Guia Politicamente Incorreto da História do Brasil.