sexta-feira, 29 de outubro de 2021

(I)mobilidade urbana

 O corredor da 2 de Fevereiro é atendido por 75 veículos distribuídos por 17 linhas. Dessas 17 linhas, 10 atendem ao bairro de Mangabeira e concentram 50% dos veículos. As sete restantes concentram os outros 25 veículos e a maior taxa de demoras.


Dos sete corredores de ônibus da cidade, é onde as linhas são maldistribuídas. Onde para ir de ônibus a uma universidade federal que fica a menos de 2 km do bairro do Cristo, você atravessa um corredor inteiro e mais um pouco, andando cinco vezes mais que isso, e como no meu caso, que estudo na Estrada de Cabedelo (8 km de casa), ter que enfrentar uma outra linha sujeito a perder a integração temporal dada a fama da demora, enquanto mal conseguem desenvolver um sistema integrado para Mangabeira, onde as linhas do 2 nem são as mais usadas (a linha mais usada de Mangabeira, no corredor da Josefa Taveira, é a linha 301).


E na área do Mercado Público passam todos os 50 veículos que atendem Mangabeira. Para ir a outros destinos na mesma rua, só rodam apenas 20 carros:


 

 

202-Geisel, que atende exclusivamente ao conjunto de mesmo nome;

204-Cristo, que atende a parte interna do bairro;

5204-Cristo/Shopping, que além de atender a área do 204, é a responsável por atender a área das praias e do Manaíra Shopping.


Essas linhas possuem 8, 6 e 6 carros, respectivamente.


07173


Para quem vai a outras áreas da Zona Sul, precisa ir até a São Judas Tadeu, onde utiliza as linhas:


201-Ceasa, que vai até o Jardim São Paulo, Anatólia (Bancários) e Unipê;

2501 e 5201, que vão até o bairro Colinas do Sul.

mosaico itinerário 201


Juntas, essas linhas possuem 4, 4 e 4, total de 12 carros. A linha 208 trafega na Bartira e utiliza apenas três veículos.


Já as outras 10 linhas restantes tem como destino ou passagem o maior bairro da cidade, Mangabeira.


mosaico mangabeira


O sistema criado para o bairro de Mangabeira conseguiu a proeza de no bairro concentrar todas as dez linhas numa única parte do corredor, não distribuindo para outras partes como no caso do 208 e do 201. Em alguns casos, algumas linhas repetem itinerário, e outras nem deveriam passar ali, caso do 2307 e 3207, que quando saem da Penha, trafegam pela Josefa Taveira, coisa que não fazem quando retornam para o destino. Logo, quem vai da Penha para Mangabeira consegue ir, mas não consegue voltar.


mosaico mangabeira 2


Se houvesse necessidade desse número grande de veículos e de linhas, porque ele não é distribuído por igual em todas as partes do bairro, e tem que ficar concentrado em uma única parte dele?


Vamos a alguns casos que explicam melhor o que quis dizer, caracterizado como sobreposição de itinerários de linhas – que tem de diferente os terminais, e mesmo que o bairro de Mangabeira tenha 3 entradas, só duas dessas 10 linhas entram por outra rua que não seja a Josefa Taveira. Como essas duas linhas são de um conjunto de circulares (2515/5210), por bem dizer é uma só. Para chegar a Mangabeira VII, enquanto um veículo da linha 302 faz isso diretamente, os das linhas 203 e 209 precisam passar primeiro na Josefa Taveira – isso desestimula os passageiros de Mangabeira VII a usar essas linhas como opção a 302. Por consequência, esta vai ficar sobrecarregada.


A linha 209 utiliza o corredor da Josefa Taveira ao invés da Hilton Souto Maior sentido Secretaria da Segurança-Detran, onde passam todas as outras linhas do setor Mangabeira VIII (302, 514, 5603). Isso porque lá já trafega a linha 203, que em parte utiliza o mesmo itinerário, e trafegam na maioria das vezes juntas. Inevitavelmente das duas, alguém vai bater pneu (anda vazio sem pegar passageiro pelo fato de que ninguém sinalizou parada).


As linhas do Cristo/Epitácio são divididas em dois pares: 2515/5210 e 2514/5206. O que elas tem de diferente uma da outra é a parte de Mangabeira onde trafegam. Aí elas conseguem obter êxito. Mas ao chegarem no Cristo, passam na mesma rua e na maioria das vezes, chegam juntos. Enquanto um vai com lotação considerável, outro passa direto, já que ninguém solicitou parada.


E é porque não foi pensado um sistema integrado dentro do bairro de Mangabeira. É mais fácil ir a 2 de Fevereiro do que a própria principal, onde não há linhas alimentadoras interligando as vias principais do maior bairro da cidade (em Mangabeira há três artérias, o 203 chega a duas mas ainda assim, sobreposta ao 209). No mês passado, foi acrescentado mais um veículo na linha 209-Cidade Verde. Ao invés de melhorar o itinerário da linha tanto para os moradores de Mangabeira VIII quanto para os do Rangel, preferiram fazer mais um carro bater pneu ali, inevitavelmente produzindo choque de horário com o 203.


Em outros destinos, como da Zona Norte e Oeste (Cruz das Armas, Mandacaru, Funcionários, Bairro das Indústrias), que possuem linhas para outros corredores, para quem está na 2 de Fevereiro, o jeito é ir ao Terminal de Integração ou confiar na Integração Temporal (rezando para que o carro chegue logo e você não pague outra passagem).


Para o Valentina só há a opção dos 2300 e 3200. Dessas, só o 2300 entra no TIP do Valentina, possibilitando integração com outras áreas do bairro (e para isso você tem que rodar – e muito!). O 2501/5201 tem como ponto final um terminal de integração (integrando com 103, 113, 114, 116), mas não alcança outras áreas do Cristo/Rangel. As demais não entram, apenas passam em frente (1500, 5100 e 3200).


Em Mangabeira, o sistema não favorece


Se aqui o problema é a superconcentração de veículos que vão na maioria das vezes em um destino, vamos analisar o lado do bairro de Mangabeira. Lá podemos encontrar um fator interessante: o transporte do maior bairro da cidade não é interligado. Um exemplo claro disso é a falta de conexão entre os corredores viários do bairro de Mangabeira (Mangabeira VII, Josefa Taveira e Mangabeira por Dentro). Cada uma tem suas linhas, terminais separados. As linhas 209, 3507 e 5307 já consegue fazer melhor isso trafegando nos corredores de Mangabeira VII e Josefa Taveira. Para o corredor 2 há aqui este problema: a interligação direta para o Cidade Verde que é efetuada pelas linhas 302, 514 e 5603 não é feita pelo 209, que passa na Josefa Taveira. E lá o 203 já passa. Deixaram uma parte descoberta para colocar dois cobertores no mesmo lado. Quem quer ir a Mangabeira VII partindo da Epitácio e da Pedro II consegue fazer isso diretamente, já via corredor 2 o negócio é um pouco mais burocrático, já que as duas linhas além de passar na mesma rua, ainda entram pelo outro lado do corredor.


No maior bairro da cidade não há nem esboço de integração. E isso porque estamos falando de um bairro com dimensões de cidade como Mangabeira, onde a maioria das pessoas resolve todos os seus problemas, e faz as suas compras lá mesmo, dado que o centro comercial do bairro é bem desenvolvido, é fácil se locomover para fora do bairro, mas difícil é se locomover dentro dele de ônibus. Não é possível, por exemplo, a um morador de Mangabeira por Dentro, ir ao hospital Trauminha (que fica em Mangabeira VII) de ônibus. Ou anda quilômetros, ou anda de ônibus fazendo um itinerário extenso só para sair de uma parte do bairro para ir em outro. Traduzindo, para voltar para Mangabeira por Dentro, tem que sair do próprio bairro de Mangabeira.


Potencial para isso há. Só falta vontade.


Sensação de proximidade pela mobilidade – que nem sempre é real


Mas aqui ninguém toca nesse vespeiro por uma razão simples: as pessoas se deixaram levar pela falsa sensação de que, pelo fato de a comunidade é atendida por muitos veículos, estamos bem servidos de transporte. Só fazem ideia da burocracia do serviço quando não precisam ir aos destinos atendidos pela maioria das linhas. Nem todo mundo no bairro do Rangel ou do Cristo tem alguma necessidade a ser resolvida em Mangabeira, se bem que o bairro já é praticamente um segundo centro. Mas fica na mesma distância do próprio Centro da cidade. Em uma ponta, o Centro fica a 4 km daqui. Em outra, Mangabeira tem a mesma distância. A sobreposição da mobilidade dá essa falsa sensação de proximidade. Enquanto isso, o Funcionários, Costa e Silva, ficam a metros, ou mesmo 1 km daqui.


E achamos que fica longe. Longe sim, dos itinerários dos ônibus que atendem ao Rangel.


A distância se mede pelos quilômetros físicos, e não pelos quilômetros que os ônibus andam. Eles só atravessam outros bairros para chegar até um lugar que fica praticamente ao seu lado. E que há gente que um dia vá precisar chegar lá.


A quantidade de ônibus que atendem o Cristo/Rangel não está aliada a qualidade do serviço, nem tão pouco a uma ampla variedade de destinos que permitem uma mobilidade urbana considerável dentro do bairro. Afinal, não adianta 50 veículos rodarem aqui, se todos eles descrevem os mesmos percursos na maioria de seus itinerários. É a característica fundamental da sobreposição de linhas. Aqui consentida, já que todas elas são operadas por uma única empresa de ônibus.


E ao visto, ninguém leva muito isso em conta. O que se propõe é uma reflexão e uma reorganização desse sistema que não favorece nem a quem deveria ser teoricamente favorecido.


Certamente em algum lugar do país há algum caso parecido com esse. Explicamos melhor sobre esse caso do corredor 2, tão mais próximo de nós, para exemplificar melhor o que uma má organização pode refletir na mobilidade urbana de uma cidade.


A mobilidade como direito deve favorecer a todos e ser melhor distribuída para atender a todos, independente dos interesses. Ao contrário, a palavra “mobilidade” perde completamente seu sentido.


O que foi feito para ser simples não deveria ser uma coisa tão burocrática. Ou chamaríamos isso de “imobilidade urbana” ao invés de “mobilidade urbana”.

Informação desinformada

 A STTrans, Superintendência de Transportes e Trânsito de João Pessoa, fez várias alterações nos horários de várias linhas de ônibus. Ótimo.


O problema é que o site do órgão na Prefeitura, nessa recente atualização, omitiu informações de várias linhas de ônibus. As linhas 002-Roger, A002-Alto Roger, 201-Ceasa, 202-Geisel e 203-Mangabeira/Rangel simplesmente não aparecem no site da STTrans. Ou seja, não constam os horários das linhas acima citadas, nem seus nomes. No lugar da linha 202 aparecem os horários das linhas do Opcional, ônibus com ar condicionado, e ainda assim constando que a linha roda com um carro, quando na verdade roda com dois.


 

 

E não é só isso. A linha 5204, que não aparecia na relação anterior, foi colocada agora no site, só que com informações incorretas. Consta que o nome da linha é Mangabeira, mas na realidade essa linha se chama Cristo/Shopping e, diferente do que diz o horário, o terminal da linha fica no Estádio Almeidão, não em Mangabeira, onde aliás o 5204 não passa. Os horários dos Opcionais da linha não constam na relação.


Além disso, não aparecem ainda na relação os nomes da novata A600-Manaíra/Hiper (que roda com dois ônibus) e 604-Padre Zé (a linha da Mandacaruense, que tem esse número, consta na relação, mas a da Transnacional, que também roda com esse número, porém tem terminal diferente da outra linha 604, não).


A STTrans acertou em atualizar os horários de várias linhas, mas terminou pisando na bola ao se esquecer de outras, simplesmente não colocando os nomes ou deixando passar informações incorretas, como por exemplo a linha 101-Grotão, que aparece como A102 na relação do site.


Esperamos que a STTrans conserte os erros acima, afinal informações importantes como a dos horários dos transportes coletivos devem estar sempre ao alcance da população.

É o fim das circulares de bairro?

 Por bem dizer, só um par das circulares de bairro sobreviveram: o par 1500/5100. Do par 1519/5120, só o segundo sobreviveu – e não se sabe porquê foi preferível que somente o 5120 rode. Já os pares 2303/3203, 2307/3207, 2514/5206, 2515/5210, 2501/5201 e 2509/5209 não retornaram, e o par 2515/5210 se divorciou, voltando a ser o que eram antes de se fundirem em 1999: as radiais 515 e 210, e depois o par foi ressuscitado. O par 3507/5307 se divorciou, voltando a ser o que era antes de se fundirem em 1998: a radial 307.


Um detalhe nisso tudo: o corredor da 2 de Fevereiro era passagem para a maioria dessas linhas que não retornaram. De nove linhas desse corredor que iam para a Epitácio Pessoa, as opções foram reduzidas a zero. De um ponto para outro, os moradores do Rangel e do Cristo – uma área densamente povoada com quase 54 mil habitantes – só podem contar com a Integração Temporal. Nem a própria 5204, que ligava o Cristo ao Manaíra Shopping via Ruy Carneiro e Epitácio, teve sua volta cogitada, mesmo esta sendo uma integracional.


Os pares 2303/3203 e 2307/3207 viraram a atual versão da 207, que atende sozinha a área da Josefa Taveira para o corredor 2 de Fevereiro. Quem ia pro Cidade Verde usando 2509/5209 – ou pela Josefa Taveira usando 2514/5206 – hoje usa a 517, outrora Castelo Branco/Epitácio, dando a entender terem dado desse modo a solução da histórica sobreposição dessa linha a várias outras. 2515 e 5210 tiveram seu “divórcio” anunciado; voltam a ser 515 e 210. E o Colinas do Sul só tem opção de ir pelo corredor de Cruz das Armas; sua circular não retornou e uma nova linha foi criada, só que radial e pelo mesmo corredor 1.


Voltar ao normal? Talvez estejamos nele

Voltar a apostar em radiais é uma aposta em todas as fichas na Integração Temporal, que teve o seu tempo aumentado em 80 minutos nesse pós-pandemia. Isso porque as circulares de bairro praticamente reduziam as opções de combinação e de integração temporal, uma vez que circular com circular não integra no validador.


Mesmo uma integração física não parecia combinar com esse tipo de proposta, criada justamente numa época em que nem essa possibilidade havia. Grande parte dessas linhas foi criada entre 1994 e 1999 – quando não havia ainda sequer possibilidade de integração. Ainda houve várias outras criadas quando os recursos de integração física e eletrônica já existiam. Assim, só uma sacudida muito grande no sistema controlaria esse vício.


E a sacudida veio?

A sacudida que parecia improvável de acontecer parece ter vindo, e ela foi a paralisação imposta por decreto para conter a pandemia da COVID-19. Se quase cem dias são suficientes para desacostumar a população daquela estrutura de outrora, na visão das cabeças de todo o processo, a retomada seria para acostumar ao “novo normal” do sistema, onde toda a “bagunça” na estrutura das linhas estaria sendo arrumada e assim se conseguiria uma melhor eficiência do sistema.


Como o transporte em João Pessoa é algo onde costumes dos passageiros não são fáceis de se mudar, ainda há quem sinta falta dessas linhas. Afinal, criam-se referências muito rápido, e criar novas referências não é fácil numa população que costuma ser a elas resistente.


Então, o normal vai sendo esse, e o que esse “novo normal” vai derrubando é a cultura das circulares de bairro. Na compreensão de que esse modelo de sistema foi superado, é mais fácil pedir a recomposição da cobertura – como por exemplo a volta da 208, o Vale das Palmeiras está sem transporte – do que de linhas que só agora parecem ter sido enxergadas como obstáculos para qualquer modelo de integração depois de anos sendo vistas como soluções da lavoura.

sábado, 2 de outubro de 2021

Gírias e expressões tipicamente cariocas


Algumas palavras e expressões não têm no Rio de Janeiro o mesmo significado que em outras partes do universo. Compartilho aqui uma pequena lista do que eu, brasiliense convicto, consegui aprender nesses cinco anos de vida carioca, para orientar neófitos e desavisados de passagem pela Cidade Maravilhosa.


Parada – A espinha dorsal da comunicação local. Serve para tudo e pode ser empregada a qualquer momento. É a versão carioca do trem mineiro. Tem o mesmo sentido de troço, coisa, negócio e empreendimento.

. Por exemplo, em uma loja: “Aê, queria ver aquela parada ali. Não, aquela outra, azul.”

. Em uma conversa sobre a vida alheia: “Aê, aquela parada que a Marcinha fez com o Jorginho, isso não se faz”

. Ou em um papo sobre a noite anterior: “Aê, tomei umas paradas sinistras na festa, ainda tô na mão do palhaço”

Estar na mão do palhaço – Estar muito doido depois de se entupir de umas paradas aê.

Doido – Brother, como na expressão “Aê, doido!”

Brother – Uma pessoa qualquer, que, no entanto, nunca é o seu irmão: “Aê, brother, que horas são?”. Pode ser agrupado com “parada”: “Um brother ficou de agilizar umas paradas pra mim.”

Irmão – Um brother: “Aê, irmão, vai querer uma cadeirinha de praia?”.

Mermão – Um irmão que subiu de categoria e já é muito mais que um brother: “Mermão, que saudade!”. Também pode ser usado como interjeição a qualquer momento, em qualquer ocasião: “Mermão, o Flamengo tava sinistro ontem!”. Neste caso, pode ser substituído por “porra”, quando se quer variar o vocabulário: : “Porra, demais essa parada”, “Porra, tu viu aquela gata?”

Sangue bom – Mais do que brother, menos que mermão.

Bagulho – Umas paradas que você toma e te deixam na mão do palhaço. Também é um bom substituto para “parada”, como na construção: “Vamos nessa, o bagulho aqui tá sinistro”.

Sinistro

. Uma dificuldade: “A prova de história estava sinistra!”.

. Um elogio: “O final da novela foi sinistro!”

PS: Para ser compreendido, o “s” deve ser pronunciado como “x”: Sinixtro.

Bonde – Geral

Geral – A porra toda

A porra toda – Geral, mas pode ter um lado violento: “Marcinho Supino tomou umas paradas e saiu quebrando a porra toda”

Porra – Pode ser utilizado para substituir o “aê”, no início das frases: “Porra, demais essa parada”, “Porra, tu viu aquela gata?”

Tu – Pronome pessoal do caso reto, usado em substituição a “você”. Atenção: para se fazer entender, é proibido conjugá-lo segundo a gramática: tu vistes, tu fostes. Algumas utilizações corretas de “tu”: “Aê, maluco, tu viu aquela parada?”, “Tu passa lá em casa mais tarde?”

Passar lá em casa – Quando algum carioca falar “passa lá em casa um dia desses” ou alguma de suas variações, o que ele realmente quer dizer é: “Aê, doido, a parada é a seguinte: tu é sangue bom, talvez a gente se esbarre por aí, mas não pinta na minha residência, valeu?”

:: Importante – Não confunda ::

. Irado / Maneiro – Irado é alguma coisa muito maneira. E o maneiro é algo irado, mas um pouco menos maneiro.

. Maluco / Doido – Maluco é um doido muito irado. E o doido é um maluco que pode ser maneiro, ou não.

. Mané / Vacilão – O mané é um maluco que vacila, mas em geral é inofensivo. E o vacilão geral quer ver pelas costas, porque é um baita de um mané.


quarta-feira, 18 de agosto de 2021

Normas sanitárias - Folheto da Missa

 -Observemos as seguintes normas sanitárias:

- obrigatório uso de máscara antes, durante e depois da celebração;

- a máscara deve ser retirada apenas para receber a comunhão, recolocando-a imediatamente;

- respeite o distanciamento nos bancos, como estão demarcados;

- ao entrar e sair ou qualquer outra movimentação respeitar o distanciamento de 2m;

- cada pessoa só pode senta rno lugar já demarcado. Não trocar de lugar durante a celebração. Ninguém em pé pelos corredores;

- entrar na igreja por uma porta e sair por outra, evitando encontro;

- só usar o banheiro em caso de extrema necessidade. Quem quiser, deve trazer sua água de casa, os bebedouros estarão desativados;

- serão higienizados os bancos, genuflexórios, microfones e tudo que for tocado pelos fiéis. Os que realizam a higienização devem usar máscaras e luvas;

- no presbitério das comunidades: só o ministro/a. Sem coroinhas;

- no presbitério da matriz: presidente, 2 acólitos, 2 leitores. O salmista canta do mezanino;

- mezanino da matriz: organista, 1 violão, 1 cantor e mais 5 pessoas. Total no mezanino: 8 pessoas;

- ventiladores permanecem desligados; portas e janelas totalmente abertos;

- higienizar as mãos ao entrar na igreja e ao sair;

- ministros (presidente da celebração, leitores, diáconos, ministro da Eucaristia): utilizar álcool-gel antes e depois de tocar no microfone, no lecionário, no evangeliário e, ao dar a comunhão;

- o gesto da paz, embora opcional, é omitido.

- comunhão: uma pessoa de cada vez, com distanciamento de 2m; higienizar a mão antes de comungar;

- o diálogo individual da comunhão (“corpo de Cristo” – “Amém”) será dito uma única vez em voz alta por quem preside: (“O corpo de Cristo nos guarde para a vida eterna” e “Senhor, eu não sou digno/a de que entreis em minha morada, mas dizei uma só palavra e serei salvo/a”). A assembleia responde: “Amém”. Entrega-se a hóstia em silêncio;

- entrega da hóstia: ministro e presidente o façam com os braços em extensão máxima;

- ofertório será feito pelos voluntários diretamente nos bancos, assim o fiel não precisa se locomover;

- todos devem sair de volta para casa e não fazer rodinha de conversa;

- levar o folheto para casa;

- levemos a sério todos os cuidados: a pandemia não acabou;

- somente o padre comunga a hóstia e bebe do cálice;

- via de regra, apenas o padre deve distribuir a comunhão. Eventualmente, o diácono e os ministros da Eucaristia podem ajudar, desde que observadas as normas;

- o leitor, ao proclamar as leituras, o salmo e as preces, retira a máscara e guarda enquanto realiza seu ofício. Durante a celebração deve permanecer com ela;

- para os fiéis que estão doentes, recomendamos a não ir à missa. Estes podem receber a comunhão em suas casas, recorrendo aos ministros da Eucaristia. Para os que são do grupo de risco, recomendamos a não frequentar a missa dominical, optando a participar da missa durante a semana, em que há menos fiéis;

- para os que estão impossibilitados de cumprir o preceito dominical, convida-se à Celebração da Palavra em casa, através do subsídio semanal 'Celebração em Família', ou acompanhar as celebrações pelos canais de TV católicos.

sábado, 3 de julho de 2021

Solução de problemas para códigos de aviso que aparecem na tela da Sky

 Código 4 - aparece quando um canal específico não faz parte do pacote ou o equipamento fica desconectado da energia elétrica: reforçar a habilitação ou ligar para 10611 e trocar para um pacote que possua determinado canal

Código 9 - aparece quando um canal não é transmitido para sua região: entrar em contato com a Sky e verificar quais os canais disponíveis para sua localidade

Código 13 - aparece quando o equipamento não está conectado à linha telefônica, impedindo a compra de Pay-Per-View: verificar a conexão telefônica, fazer teste de modem e seguir as instruções

Código 17 - aparece quando o período de compra de um evento pago já terminou: informar ao cliente que o programa não está mais disponível para compra, pressionar o botão Guia de Programação no controle remoto e adquirir a próxima sessão

Código 109 - aparece quando está carregando dados no Guia de Programação: pressionar o botão reset, ou reiniciar no menu

Código 121 - aparece quando não possui o produto de gravação habilitado no cartão de acesso: entrar em contato com a Sky para trocar para um receptor que possua o serviço de gravação

domingo, 6 de junho de 2021

O jejum eucarístico

 Por que precisamos fazer jejum antes da missa? Esta obrigação continua sendo válida? E quanto tempo precisamos ficar sem comer?


Resposta do Pe. Antonio Rizzoli:


Santo Agostinho escreveu: "Quando os apóstolos receberam a Eucaristia pela primeira vez, não a receberam em jejum. No entanto, isso não é motivo para acusar a Igreja, na qual a Eucaristia é recebida sempre e somente por quem está em jejum. O Espírito Santo se compraz quando, por reverência diante de tão grande sacramento, a boca do cristão recebe o Corpo do Senhor antes de qualquer outro alimento".


Está claro qual é o motivo do jejum: o respeito pelo Corpo do Senhor. Trata-se de preparar-se para este encontro com Jesus, não só do ponto de vista espiritual, mas também material.


É toda a pessoa que se prepara para entrar em comunhão com o Senhor, para deixar-se transformar por Ele. Não se trata, portanto, de observar uma norma, mas de perceber este grande dom que vamos receber. Por isso, é bom dispor-se para viver a missa com a oração e o recolhimento.


Antigamente, o jejum antes da comunhão compreendia qualquer alimento e bebida, até que Pio XII, em 1953, permitiu, além dos remédios, também a água. Com relação à duração do jejum, na época de São Tomás de Aquino, ele começava à meia-noite anterior. Pio XII, em 1953, reduziu o jejum a três horas antes, e Paulo VI, em 1965, a uma hora. 


Hoje, o Código de Direito Canônico prescreve abster-se, "pelo espaço de pelo menos uma hora antes da sagrada comunhão, de qualquer alimento ou comida, com exceção somente da água e dos medicamentos".


Pessoas idosas, doentes, presas e com deficiência, bem como os cuidam delas, podem receber a Eucaristia mesmo quando tiverem comido na hora anterior à comunhão. Para a última comunhão dada àqueles que estão em perigo iminente de morte (viático), não há essa restrição.