quarta-feira, 21 de dezembro de 2022

O que são dias de preceito?

 As missas de preceito dizem respeito ao terceiro mandamento de Deus Guardar domingos e festas de guarda. Então o mandamento da Igreja específica o que deve ser feito nestes dias:


Aos domingos e nos outros dias de festa de preceito, os fiéis têm a obrigação de participar da missa.


Código Direto Canônico, cânone 1247

E quais são os dias de missas de preceito na Igreja?

Como descrito, no mandamento de Deus e da Igreja, são todos os domingos do ano e “do mesmo modo devem guardar-se os dias do Natal de Nosso Senhor Jesus Cristo, Epifania, Ascensão e santíssimo Corpo e Sangue de Cristo, Santa Maria Mãe de Deus, e sua Imaculada Conceição e Assunção, São José e os Apóstolos S. Pedro e S. Paulo, e finalmente de Todos os Santos.“ Código de Direito Canônico, cânone 1246


Como resultado, segue a lista dos dias:


Todos os domingos do ano.

O Natal de Nosso Senhor Jesus Cristo, em 25 de dezembro.

A Epifania do Senhor, em 6 de janeiro (No Brasil ela é transferida para o domingo anterior ou posterior, exceto se o dia 6 cair em um domingo).

A Ascensão do Nosso Senhor Jesus Cristo ao Céu, na quinta-feira da 6ª semana da Páscoa (no Brasil foi transferida para o 7º domingo).

Santíssimo Corpo e Sangue de Cristo (Corpus Christi), na quinta-feira após o domingo da Santíssima Trindade.

A Solenidade de Santa Maria, Mãe de Deus, em 1º de janeiro.

A Imaculada Conceição de Nossa Senhora, no dia 8 de dezembro.

A Assunção de Nossa Senhora, em 15 de agosto (no Brasil foi transferida para o 3º domingo de agosto, exceto se o dia 15 cair em um domingo).

São José, em 19 de março.*

São Pedro e São Paulo, em 29 de junho (no Brasil foi transferida para o domingo anterior ou posterior, exceto se o dia 29 cair em um domingo).

Todos os Santos, em 1º de novembro (no Brasil foi transferida para o 1º domingo de novembro, exceto se o dia 1º cair em um domingo).

* Neste caso o § 2 do cânone 1246 define que “a Conferência episcopal, contudo pode, com aprovação prévia da Sé Apostólica, abolir alguns dias festivos de preceito ou transferi-los para o domingo”. Assim, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) retirou o preceito na solenidade de São José, em 19 de março.


As missas de preceito são apenas o mínimo que todo católico deve fazer, porém, é importante, além das missas de preceito, participar na Santa Missa em momentos importantes como: Quarta Feira de Cinzas, Missas da Semana Santa, dias de festa, entre outras.


Vale lembrar que alguns dias de festa de preceito na Igreja já caem normalmente nos domingos, como: o Domingo de Ramos, o Domingo de Páscoa, o Domingo de Pentecostes, o Domingo da Santíssima Trindade.


Para cumprir o preceito deve participar da missa onde quer que se celebre em rito católico, quer no próprio dia festivo quer na tarde do dia antecedente. Neste último caso a participação da santa missa pode ser feita no dia anterior no entardecer ou a noite, onde o tema da celebração seja o do dia festivo.


Outros pontos importantes

Entretanto, para além da participação da missa, é necessário que os fiéis abstenham-se ainda daqueles trabalhos e negócios que impeçam o culto a prestar a Deus, a alegria própria do dia do Senhor, ou o devido repouso do espírito e do corpo.


Caso seja impossível de participar da Santa Missa nestes dias de festa de preceito, o código de direito canônico nos diz:


§ 2. Se for impossível a participação na celebração eucarística por falta de ministro sagrado ou por outra causa grave, recomenda-se muito que os fiéis tomem parte na liturgia da Palavra, se a houver na igreja paroquial ou noutro lugar sagrado, celebrada segundo as prescrições do Bispo diocesano, ou consagrem um tempo conveniente à oração pessoal ou em família ou em grupos de famílias conforme a oportunidade.


Cânone 1248

Por último, o código do direito canônico, também nos diz que a conferência Episcopal, no caso do Brasil a CNBB, pode com a autorização da prévia da Sé Apostólica, abolir dias festivos ou alterá-los para o domingo


São festas de preceito todos os domingos do ano, os dias de Natal do Senhor Jesus Cristo, do Santíssimo Corpo e Sangue de Cristo, de Santa Maria Mãe de Deus, e de sua Imaculada Conceição. As celebrações da Epifania, da Ascensão, da Assunção de Nossa Senhora, dos Santos Apóstolos Pedro e Paulo e a de Todos os Santos ficam transferidas para o domingo, de acordo com as normas litúrgicas. A festa de preceito de São José é abolida, permanecendo sua celebração litúrgica.


Por que o católico não pode ser espírita?

 O católico instruído sabe que o homem tem uma inteligência limitada e que Deus é infini­tamente sábio, podendo revelar-nos verdades que superam a nossa capacidade racional e por isso o católico admite a possibilidade do mistério e aceita tais verdades sempre que tem certeza de que fo­ram reveladas por Deus; o espírita proclama que absolutamente não há mistérios e tudo o que a mente humana não pode compreender, é falso e deve ser rejeitado.

O católico instruído crê que Deus pode fa­zer e de fato fez milagres para comprovar Sua re­velação; o espírita rejeita a possibilidade do mila­gre e dogmatiza que também Deus deve obedecer às leis da natureza.

O católico instruído crê que os livros da Sagrada Escritura foram inspirados por Deus e que, por isso, não podem ter erros em questões de fé e de moral; o espírita declara que a Bíblia está cheia de erros e contradições e que nunca foi ins­pirada por Deus.

O católico instruído crê que Jesus enviou o Espírito Santo aos apóstolos e seus sucessores para que os ajudasse a transmitir e conservar fiel­mente as verdades divinamente reveladas; o espí­rita declara que os apóstolos e seus sucessores, o Papa e os Bispos, não entenderam os ensinamen­tos de Cristo e que tudo o que eles nos transmi­tiram, está errado e falsificado.

O católico instruído crê que o Papa, suces­sor de São Pedro, é infalível sempre que com sua suprema autoridade, decide solenemente questões de fé ou moral; o espírita proclama que os Papas só espalharam o erro e a incredulidade.

O católico instruído crê que Jesus instituiu uma Igreja com o fim de continuar através dos sé­culos Sua obra de santificação dos homens; o es­pírita declara que até a vinda de Allan Kardec a obra de Cristo estava perdida e inutilizada.

O católico instruído crê que Jesus nos en­sinou todas as verdades religiosas necessárias e su­ficientes para a nossa eterna salvação; o espírita proclama que o espiritismo é a terceira revelação, destinada a retificar e mesmo a substituir o Evangelho de Cristo.

O católico instruído crê que em Deus há uma só natureza e três pessoas, Pai, Filho, Espírito Santo; o espírita nega este augusto e fundamental mistério da Santíssima Trindade.

O católico instruído crê que Deus é o Cria­dor de todas as coisas, realmente distinto do mun­do e um Ser Pessoal e Consciente; grande parte dos espíritas afirmam que Deus é a alma do mun­do e que os homens são partículas de Deus, pro­fessando assim um perfeito panteísmo.

O católico instruído crê que Deus é libérrimo para criar ou não criar o mundo e fazê-lo como melhor lhe parece; muitos espíritas dogmatizam que Deus devia necessariamente desde toda eternidade criar e devia fazer todos os homens iguaizinhos.

O católico instruído crê que Deus fez o mundo do nada, com o simples império de sua vontade onipotente; o espírita dogmatiza que o mundo, ou sempre existiu e apenas se aperfeiçoou, ou é uma emanação de Deus.

O católico instruído crê que Deus criou a alma humana no momento de sua união com o corpo; o espírita dogmatiza que a nossa alma é o resultado de lenta e longa evolução, tendo passado pelo reino mineral, vegetal e animal.

O católico instruído crê que Deus inter­veio diretamente na formação do primeiro homem; o espírita dogmatiza que o primeiro homem era um macaco evoluído.

O católico instruído crê que o homem é uma composição substancial entre corpo e alma; o espírita dogmatiza que é um composto entre perispírito e alma e que o corpo é apenas um invólucro temporário, um “alambique para purificar o espí­rito”.

O católico instruído crê que a alma é um espírito sem matéria; o espírita dogmatiza que a alma “é a matéria quintessenciada”.

O católico instruído obedece a Deus que, sob penas severas, proibiu a evocação dos mortos; o espírita fez desta evocação uma nova religião.

O católico instruído crê na existência de anjos, seres espirituais mais perfeitos que o ho­mem; o espírita dogmatiza que não há anjos, mas apenas espíritos mais evoluídos e que eram ho­mens.

O católico instruído crê que uma parte dos anjos, os demônios, se revoltou contra Deus, sendo condenados ao inferno; o espírita dogmatiza que não há demônios, mas apenas espíritos imper­feitos, mas que alguma vez alcançarão a perfeição.

O católico instruído crê que Jesus Cristo é verdadeiramente o Filho Unigênito de Deus, a se­gunda pessoa da Santíssima Trindade, Deus igual ao Pai e ao Espírito Santo; o espírita nega esta verdade fundamental da fé cristã e dogmatiza que Cristo era apenas um grande médium e nada mais.

O católico instruído crê que Jesus fez ver­dadeiramente milagres para comprovar sua missão divina; o espírita nega as ressurreições e os outros milagres operados por Cristo.

O católico instruído crê que Jesus Cristo é também verdadeiro homem, com corpo real e alma humana; grande parte dos espíritas dogma­tiza que Cristo tinha apenas um corpo aparente ou fluídico.

O católico instruído crê que Maria San­tíssima é Mãe de Deus, isto é, de Cristo que é Deus, e por isso imaculada, sempre virgem e assu­mida ao céu em corpo e alma; o espírita nega e ridiculariza todos os privilégios da excelsa Mãe de Jesus.

O católico instruído crê que Cristo veio para salvar e remir a humanidade por sua vida, paixão e morte na cruz; o espírita dogmatiza que Jesus não é nosso redentor, mas apenas veio para ensinar algumas verdades e isso mesmo ainda de um modo obscuro e incerto e que cada um pre­cisa remir-se a si mesmo.

O católico instruído crê que o filho de Adão nasce sem os dons da graça com que Deus adornara generosamente a natureza humana, isto é, que nascemos todos com o pecado original; o espírita dogmatiza que Deus assim seria injusto e por isso nega o pecado original.

O católico instruído crê que Deus está sempre disposto a nos ajudar com a sua graça e seus favores; o espírita dogmatiza que Deus não pode conceder nem graças nem favores, mas tem que dar a todos exatamente o mesmo.

O católico instruído crê que Deus pode perdoar os pecados ao pecador que a Ele se volta arrependido e contrito, com o propósito sincero de não tornar a pecar; o espírita dogmatiza que Deus não pode perdoar pecados sem que preceda rigoro­sa expiação e reparação feita pelo próprio pecador, em sempre novas encarnações.

O católico instruído crê que a vida de pe­nitência e de oração e contemplação aperfeiçoa o homem; o espírita dogmatiza que a penitência vo­luntária e a contemplação nada valem perante Deus.

O católico instruído crê que, em atenção aos superabundantes merecimentos de Cristo e me­diante os sacramentos por ele determinados e ins­tituídos, o homem pode ser elevado à ordem da vida sobrenatural, que nos torna filhos adotivos de Deus, templos vivos do Espírito Santo e herdeiros do céu; o espírita nega qualquer graça santificante e a vida sobrenatural.

O católico instruído crê que Jesus insti­tuiu sete sacramentos como meios por Ele determi­nados de santificação; o espírita nega toda eficácia sobrenatural dos sacramentos.

O católico instruído crê que é pelo ba­tismo que o homem deve iniciar a sua santifica­ção; o espírita nega que Jesus mandou que se batizas­sem todos os homens para a remissão dos pecados e a infusão da vida sobrenatural.

O católico instruído crê que Jesus está verdadeiramente presente no Pão Eucarístico para ser o alimento da nossa vida sobrenatural; o espí­rita ridiculariza a Eucaristia como pura “panto­mina e palhaçada do catolicismo”.

O católico instruído crê que a confissão é um meio determinado por Cristo para perdoar os pecados cometidos depois do batismo e de que sinceramente nos arrependemos; o espírita dogma­tiza que cada qual precisa reparar o mal por meio de novas reencarnações, sem o que Deus não pode perdoar pecados.

O católico instruído crê que o matrimô­nio é um sacramento instituído por Cristo para es­tabelecer uma santa e indissolúvel união entre o homem e a mulher; o espírita proclama que o ca­samento é solúvel e que o divórcio é uma lei na­tural.

O católico instruído crê que o homem vive uma só vez sobre a terra e que desta única exis­tência depende a vida eterna; o espírita dogmati­za que a gente nasce, vive e morre e renasce ainda e progride continuamente.

O católico instruído crê que depois da morte o homem deve comparecer perante Deus e prestar contas de sua vida; o espírita dogmatiza que este juízo particular é pura fantasia e imagi­nação.

O católico instruído crê na existência de um lugar e um estado chamado purgatório, onde se purificam as almas dos justos que morreram com pecados leves não arrependidos ou com casti­gos temporais não satisfeitos; o espírita decreta que este purgatório não existe, mas foi inventado pela Igreja para ganhar dinheiro.

O católico instruído crê na existência do céu, estado e lugar da felicidade sem fim, para onde vão aqueles que morreram plenamente justifica­dos com Deus; o espírita ridiculariza e zomba des­te céu como de um lugar de “eterna e fastidiosa ociosidade”.

O católico instruído crê que todo aquele que morrer impenitente e obstinado em pecado grave deliberada e voluntariamente cometido, será condenado ao inferno; o espírita dogmatiza que o inferno foi inventado para assustar crianças.

O católico instruído crê que no fim do mundo todos hão de ressuscitar com seus próprios corpos; o espírita dogmatiza que não pode haver ressurreição dos mortos.

O católico instruído crê que no fim do mundo haverá um juízo final, presidido por Cristo; o espírita dogmatiza que Jesus não virá para julgar todos os homens.”

Batismo - imersão ou infusão?

 Tem gerado muito bafafá nas redes sociais os vídeos de padres mergulhando bebês inteiramente na água no momento do batismo. O mais curioso é que, pelo visto, a “moda” está pegando aqui no Brasil. Mas pode isso?


Sim, pode! A Igreja Católica admite o batismo de crianças e adultos dessa forma, por imersão. Porém, historicamente, esse rito é muito mais usado pelas igrejas católicas orientais sui iuris.


O Código de Direito Canônico diz:


“Cân. 854 – O batismo seja conferido por imersão ou por infusão, observando-se as prescrições da Conferência dos Bispos”.


Por sua vez, a CNBB diz que, no Brasil, o costume é batizar por infusão (jogando água sobre a cabeça); essa é a praxe. Porém, “permite-se o batismo por imersão, onde houver condições adequadas, a critério do Bispo Diocesano”.


Muita gente não sabe, mas nos primórdios da Igreja, o batismo era feito preferencialmente por imersão. Porém, como nem sempre havia um lugar apropriado para realizar o rito dessa forma, era também admitido o batismo por infusão. Com o tempo, nas igrejas do Ocidente, por uma questão de maior praticidade, o batismo por infusão acabou se tornando o mais comum, enquanto no Oriente permaneceu a prática do rito por imersão.


Então, já sabemos que pode. Mas será que se deve batizar bebês, aqui no Brasil dessa maneira? É mesmo uma boa ideia? Bem, cada diocese tem sua própria realidade. Daí a importância do zelo e bom senso de cada bispo.


Mas, já que muitos de nossos leitores pediram a nossa opinião, eu – eu – acho que o batismo de adultos por imersão, por seu simbolismo forte e rico, pode muito bem ser aplicado para os adultos em nossas paróquias. Mas quanto aos bebês, a coisa não é tão simples assim. 


Por não estarem acostumadas com o rito do batismo por imersão, as famílias costumam ficar muito apreensivas ao ver seus bebês sendo mergulhados na água. É possível que alguns pais nem mesmo queiram que seus filhos sejam batizados assim. Sinceramente, é necessário expor os fiéis a esse tipo de tensão?


Outro problema é que, por não ser parte da nossa cultura, nem todo o padre tem a "manha" de afundar o bebê de forma causar a ele o mínimo desconforto possível. No vídeo abaixo, podemos ver o batismo de uma criança ortodoxa. O sacerdote faz tudo com tanta delicadeza que ninguém se mostra preocupado, e o bebê quase nem chora.




Nessa outra igreja ortodoxa, os padres se mostram muito habilidosos em um batismo coletivo, em que 500 bebês foram batizados:




Porém, um erro pode ser fatal. Apesar de raros, acidentes em batismos de bebês por imersão acontecem. Em 2010, um bebê morreu após ser submerso três vezes durante batismo, em uma igreja ortodoxa na Moldávia. Uma desgraça! 


Portanto, não dá para um padre do Rito Latino um dia acordar e , do nada, resolver fazer batismo de bebês por imersão. Ele precisa refletir se, do ponto de vista pastoral, essa novidade será realmente frutífera, e também precisa estar bem seguro do que está fazendo, para não haver acidentes nem pimpolhos traumatizados.


A Igreja emprega a infusão por razões práticas, pois seria impossível mergulhar um bebê, uma pessoa na prisão ou uma pessoa num hospital…


Diferenças entre a Missa nova e a Tridentina

 a) no rito antigo, a celebração começava com as orações ao pé do altar, logo após a procissão de entrada, seguindo-se o Confiteor, o Introitus, o Kyrie e o Gloria; já no rito novo, não há as orações ao pé do altar, havendo, após a procissão, o Introitus (se não foi cantado durante a procissão), o Confiteor, o Kyrie e o Gloria, sendo invertida, então a ordem;

b) o próprio Confiteor era dito de uma outra forma, um pouco mais longa, e sempre duas vezes, uma pelo sacerdote, outra pelo povo; hoje é só uma;

c) após a absolvição que se seguia ao Confiteor, o sacerdote recitava uma outra fórmula, pela reforma suprimida, em que clamava o perdão e a indulgência dos pecados, durante a qual os fiéis se persignavam;

d) havia um só modo de recitar o ato penitencial, qual seja o Confiteor, e hoje há três: o Confiteor, o “Tende misericórdia” e um Kyrie seguido de invocações alternativas para os diversos tempos litúrgicos;

e) como o ato penitencial era sempre o Confiteor, o Kyrie sempre se dizia, mas hoje ele é dito salvo quando houver, no ato penitencial, a fórmula com o Kyrie e suas invocações;

f) o Kyrie continha nove invocações e hoje tem seis, salvo quando, cantado em gregoriano, a melodia obriga às nove;

g) o Gloria era sempre dito, exceto na Quaresma, Advento e Missas pelos defuntos; hoje só em Domingos, Solenidades, festas e quando há alguma ocasião especial (formaturas, ação de graças), sendo, igualmente, suprimido naqueles tempos;

h) como o calendário litúrgico é distinto em ambas as formas, as leituras nem sempre coincidem;

i) aliás, havia sempre uma só leitura, o salmo, o aleluia e o Evangelho, e hoje só é assim nos dias de semana, nas festas e memórias, dado que nos Domingos e Solenidades, há mais uma leitura, o que é uma grande riqueza;

j) as leituras eram distribuídas em um lecionário de um ano apenas, e hoje, no rito novo, o lecionário dominical é trienal e o semanal bienal, aumentando, consideravelmente, as leituras bíblicas;

k) no rito antigo não havia as preces dos fiéis, sendo tal prática restaurada pelo rito novo;

l) o Credo era sempre o Niceno, e hoje pode-se usar tanto o Niceno quanto o Apostólico;

m) o Ofertório era maior, com as orações ditas em voz baixa; a antífona do Ofertório era obrigatória; hoje, o Ofertório é mais simples, e a antífona é apenas uma opção, podendo ser cantado algum hino ou mesmo ser dito o Ofertório em voz alta; as preces para o Lavabo são distintas, mas o “De coração contrito” é o mesmo em ambas as formas;

n) a Oração Eucarística era apenas o Cânon Romano e hoje temos, além dele, mais três que constam do Missal Romano, sem contar as quatro para diversas necessidades, três próprias para Missas com Crianças e duas sobre reconciliação;

o) o Pai Nosso era dito pelo sacerdote, e o povo apenas repetia a última frase; hoje é dito por todos;

p) a Comunhão era dada obrigatoriamente na boca e estando o fiel de joelhos; hoje é aceita a comunhão na mão e em pé;

q) a concelebração só existia na Missa do Crisma e nas Ordenações; hoje pode-se sempre concelebrar;

r) era obrigatório o uso do manípulo; hoje esse paramento é facultativo;

s) a bênção era dada após o “Ite, Missa est”, e hoje a ordem se inverteu;

t) após os ritos finais, o sacerdote lia o Último Evangelho, i.e., o Prólogo do Evangelho de São João, cerimônia que foi suprimida no rito novo;

u) não só o Ordinário da Missa (a parte fixa, isso que até agora comentamos) foi modificado, com cerimônias alteradas, outras suprimidas e ainda algumas outras acrescentadas; também o Próprio da Missa (a parte variável) sofreu alterações: a Coleta, a Oração sobre as Oferendas, a Pós Comunhão, o Prefácio e as Antífonas foram aumentadas, outras alteradas, resgatando-se textos medievais e patrísticos riquíssimos;

v) muitos formulários de Missa foram acrescentados: Missas para diversas circunstâncias, Missas votivas, Missas rituais, Próprios de Santos, Comuns de Santos etc;

w) o rito antigo era obrigatório em latim, exceto a Liturgia da Palavra – que pode ser feita em vernáculo -, e o novo pode ser todo em latim ou em vernáculo;

x) a posição do sacerdote no rito antigo era “versus Deum”, e no rito novo pode ser “versus Deum”, “versus populum” (a mais comum) ou mesmo um misto entre ambas (“versus Deum” na Liturgia Eucarística e “versus populum” na Liturgia da Palavra);

y) o incenso estava reservado para as Missas Cantadas e para as Missas Solenes, e hoje qualquer Missa pode ter incenso.

Rito da Celebração da Palavra aos diáconos

 SAUDAÇÃO


DIÁCONO: Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo.


T: Amém!


DIÁCONO: A graça de Nosso Senhor Jesus Cristo, o amor do pai e a comunhão do espírito santo estejam convosco.


// ou


DIÁCONO: O Deus da esperança,que nos cumula de toda alegria e paz em nossa fé,pela ação do Espirito Santo esteja convosco.


// ou


DIÁCONO: O Senhor,que encaminha os nossos corações para o amor de Deus e a constância de Cristo,esteja convosco.


T: Bendito seja Deus que nos reuniu no amor de Cristo.


ATO PENITENCIAL


DIÁCONO: Irmãos, reconheçamos as nossas culpas para celebrar dignamente os santos mistérios (momento de silêncio) Confessemos os nossos pecados:


// ou


 DIÁCONO: O senhor Jesus que nos convida a mesa da palavra e da Eucaristia,nos chama também à conversão.Neste dia abrindo-nos à misericórdia do Pai (momento de silêncio) Confessemos os nossos pecados:


// ou


DIÁCONO: No dia em que celebramos a vitória de Cristo sobre o pecado e a morte,também nós somos convidados a morrer para o pecado e ressurgir para uma vida nova.Reconheçamo-nos necessitados da misericórdia do Pai (momento de silêncio) Confessemos os nossos pecados:


T: Confesso a Deus Todo-Poderoso e a vós, irmãos, que pequei muitas vezes por pensamentos e palavras, atos e omissões, (batendo no peito) por minha culpa, minha tão grande culpa. E peço à Virgem Maria, aos Anjos e Santos, e a vós, irmãos, que rogueis por mim a Deus, Nosso Senhor.


DIÁCONO: Deus Todo-Poderoso tenha compaixão de nós perdoe os nossos pecados e nos conduza à vida eterna.


T: Amém!



HINO DE LOUVOR


(solenidades, festas e domingos, exceto na Quaresma, Advento e missas pelos defuntos)


T: Glória a Deus nas alturas, e paz na terra aos homens por Ele amados. Senhor Deus, Rei dos Céus, Deus Pai Todo-Poderoso, nós Vos louvamos, nós Vos bendizemos, nós Vos adoramos, nós Vos glorificamos, nós Vos damos graças, por Vossa imensa glória. Senhor Jesus Cristo, Filho Unigénito, Senhor Deus, Cordeiro de Deus, Filho de Deus Pai: Vós que tirais o pecado do mundo, tende piedade de nós; Vós que tirais o pecado do mundo, acolhei a nossa súplica; Vós que estais à direita do Pai, tende piedade de nós. Só Vós sois o Santo; só Vós, o Senhor; só Vós, o Altíssimo, Jesus Cristo; com o Espírito Santo, na glória de Deus Pai. Amém!


A oração do dia e as leituras variam de acordo com o dia.


Oração do dia

Primeira leitura

Salmo

Segunda leitura

Evangelho

Homilia


Profissão de Fé


(domingos e solenidades)


Creio em Deus Pai todo-poderoso, criador do céu e da terra; e em Jesus Cristo, seu único Filho, Nosso Senhor; que foi concebido pelo poder do Espírito Santo; nasceu na Virgem Maria, padeceu sob Pôncio Pilatos, foi crucificado morto e sepultado; desceu à mansão dos mortos; ressuscitou ao terceiro dia; subiu aos céus, está sentado à direita de Deus Pai todo-poderoso, donde há de vir a julgar os vivos e os mortos; creio no Espírito Santo, na santa Igreja Católica, na comunhão dos santos, na remissão dos pecados, na ressurreição da carne, na vida eterna. Amém.


Oração dos Fiéis


DIÁCONO: Amado povo de Deus, aqui reunido para recordar os benefícios de nosso Deus, roguemos que Ele inspire os nossos pedidos, para que possa atender as nossas súplicas, dizendo:


T: Senhor, escutai a nossa prece.


Pela Igreja, esposa de Cristo, chamada a buscar não a glória, mas a humildade e o serviço, nós vos pedimos:


T: Senhor, escutai a nossa prece.


Pelos últimos da sociedade, para que sejam valorizados e promovidos em sua dignidade, nós vos pedimos:


T: Senhor, escutai a nossa prece.


Por todos nós aqui reunidos, para que vejamos em cada pessoa um irmão a ser servido com amor, nós vos pedimos:


T: Senhor, escutai a nossa prece.


Por todas as vocações, sacerdotais e religiosas, leigas e missionárias, para que sejam iluminadas por Deus, e perseverem na fé, nós vos pedimos:


T: Senhor, escutai a nossa prece.


DIÁCONO: Possam agradar-Vos, ó Deus, as preces de vossa Igreja, para que recebamos por vossa misericórdia o que por nossos méritos não ousamos esperar. Por Cristo, nosso Senhor.


T: Amém.


MOMENTO DE LOUVOR


(salmo, hino, ladainha, canto)


OFERTÓRIO


canto de ofertório - não pode conter na letra pão e vinho



(o diácono prepara o Santo altar, e pega do sacrário uma ambula com hóstias consagradas e coloca sobre o corporal).


RITO DA COMUNHÃO


DIÁCONO: Rezemos, com amor e confiança, a oração que o Senhor nos ensinou:


T: Pai nosso que estais nos céus, santificado seja o vosso nome; venha a nós o vosso reino, seja feita a vossa vontade, assim na terra como no céu; o pão nosso de cada dia nos daí hoje, perdoai-nos as nossas ofensas, assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido, e não nos deixeis cair em tentação, mas livrai-nos do mal.


DIÁCONO: Livrai-nos de todos os males, ó Pai, e dai-nos hoje a vossa paz. Ajudados pela vossa misericórdia, sejamos sempre livres do pecado e protegidos de todos os perigos, enquanto, vivendo a esperança, aguardamos a vinda de Cristo salvador.


T: Vosso é o Reino, o poder e a glória para sempre!


ORAÇÃO PELA PAZ


DIÁCONO: Senhor Jesus Cristo, dissestes aos vossos apóstolos: eu vos deixo a paz, eu vos dou a minha paz. Não olheis os nossos pecados, mas a fé que anima vossa Igreja; dai-lhe, segundo o vosso desejo, a paz e a unidade. Vós, que sois Deus, com o Pai e o Espírito Santo.


T: Amém!


DIÁCONO: A paz do Senhor esteja sempre convosco.


T: O amor de Cristo nos uniu.


DIÁCONO: Irmãos e irmãs, saudai-vos em Cristo Jesus.


(Todos se cumprimentam - dispensar o canto)


DIÁCONO: Felizes os convidados para a Ceia do Senhor. Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo.


T: Senhor, eu não sou digno/a de que entreis em minha morada, mas dizei uma só palavra e serei salvo/a.


(Neste momento o celebrante distribui a comunhão Eucarística aos fiéis e guarda a ambula no sacrário novamente e arruma o altar).


Canto de comunhão


DIÁCONO: O Corpo de Cristo.


Comungante: Amém!


Após a comunhão - breve silêncio


Oração pós comunhão.


Podem ser divulgados os eventos religiosos do mês e algo de interesse à comunidade.


DIÁCONO: O Senhor esteja convosco!


T: Ele está no meio de nós!


DIÁCONO: Abençoe-vos Deus todo-poderoso, Pai e Filho + e Espírito Santo.


T: Amém!


DIÁCONO: Ide em paz e que o Senhor vos acompanhe.


T: Graças a Deus.

quarta-feira, 2 de março de 2022

Como se comportar na missa - Em pé, sentado ou de joelhos?

 Você provavelmente já está acostumado – ou mesmo se incomoda – com o tradicional “senta e levanta” durante as missas, certo? No entanto, sabia que essas posições e gestos têm um sentido litúrgico e também fazem parte do rito da celebração? Dessa forma, devemos realizá-los com piedade e sentimento, para bem vivermos cada missa.


  É preciso conhecer cada parte e cada gesto da missa para compreender mais profundamente sua real beleza. A cada momento, somos convidados a assumirmos determinada postura que demonstra atenção ao que acontece na celebração. São basicamente três posições que adotamos no decorrer de cada missa: em pé, sentado e de joelhos. Confira o que cada um desses gestos significa e em que momentos deve ser realizado:


Em pé






  Ficar em pé indica uma postura de respeito e prontidão, bem como de oração. Por isso, iniciamos a missa em pé, para acolher a procissão inicial e o presidente, que ali celebra na pessoa de Cristo. Também ficamos em pé no ato penitencial, no Glória (quando houver), na oração do dia, durante a aclamação e a leitura do Evangelho, que é a proclamação da Palavra do próprio Jesus e de seus atos; no Credo (profissão de fé), nas preces, no 'Orai, irmãos e irmãs', na oração sobre as oferendas, na oração eucarística (exceto durante a consagração, em que devemos nos ajoelhar), no 'Pai nosso', na oração pela paz, no abraço da paz (se oportuno), no Cordeiro de Deus, no convite à comunhão, na oração depois da comunhão, nos avisos e na bênção final. 



Sentados





Nós nos sentamos para escutar. Lembre-se que, na Bíblia, as multidões que acorriam a Jesus normalmente se sentavam para ouvir o que Ele tinha a falar. Durante a missa, costumamos nos sentar durante as leituras – exceto o Evangelho – e o salmo, a homilia, o ofertório, a distribuição da comunhão, a reflexão após a comunhão (muito importante), o canto de ação de graças (opcional) e a purificação dos vasos sagrados. É a postura de quem quer ouvir e meditar sobre o que é dito. 





De joelhos


Ajoelhar-se é se colocar em posição de adoração e submissão a Deus. Devemos nos ajoelhar ao estarmos frente a Jesus Eucarístico, presente na hóstia consagrada. São dois momentos em que adotamos essa postura: na consagração do pão e do vinho e após recebermos a comunhão, em momento de oração. Nesses momentos, quem não pode se ajoelhar por algum motivo particular, como uma doença, lugar estreito, pouco espaço, deve permanecer em pé, não sentado. A Adoração ao Santíssimo Sacramento também pede que nos ajoelhemos.





Além do ajoelhar, um gesto semelhante é a genuflexão, que é tocar o chão com um dos joelhos. É um gesto também de adoração a Jesus Eucarístico, que deve ser feito ao entrar em uma igreja e ao sair dela, dirigido ao sacrário.

O que muda nas celebrações durante a Quaresma?

  1. O ambiente deve estardespojado a austero. Devemos “fazer uma limpeza” de tudo o que é supérfluo no espaço celebrativo, como cartazes, folhagens, fitas, adornos, faixas, muitas imagens, evitar enfeitar o local das celebrações com flores. Isso tudo não é uma questão de proibição ou de rubrica, mas uma QUESTÃO TEOLÓGICA QUARESMAL. Os exageros de enfeites causam uma verdadeira poluição visual, e é preciso achar um lugar para pousar o olhar e contemplar. O nosso olhar deve dirigir-se a Jesus, manter-se no Senhor.  Ornamentação simples e despojada (exceto no 4º domingo), e o uso dos instrumentos musicais só são permitidos para sustentar o canto.
  2. Colocar o cartaz da Campanha da Fraternidade em lugar de destaque.
  3. Não colocar o cartaz da CF em frente ao altar ou ambão, mas num outro local, de preferência na entrada da igreja, bem visível para a comunidade.
  4. A cruz, pela qual fomos marcados no Batismo, deve ser destacada. Ela lembra que somos discípulos e discípulas de Jesus, que superou o fracasso humano da cruz com um amor que vence a morte.
  5. Durante a quaresma não se canta o Glória (exceto em festas e solenidades) e nem o Aleluia, este só volta a partir da Páscoa.
  6. Até a Vigília Pascal, a aclamação ao Evangelho canta-se um versículo ou verso antes do Evangelho.
  7. Não falte uma prece pelos catecúmenos (que receberão os Sacramentos da Iniciação Crista no Sábado Santo). A Oração da Campanha da Fraternidade pode ser usada para encerrar as preces ou no final da missa.
  8. Durante o tempo da Quaresma pode-se omitir o abraço da paz para realizá-lo com mais alegria no Tempo Pascal.
  9. No ofertório, comentarista ir motivando/lembrando a assembleia para a Coleta da Solidariedade que acontecerá no Domingo de Ramos (20/03).
  10. Os paramentos respeitem a cor litúrgica que é o roxo. No quarto Domingo (06/03) a cor é rósea, pois as leituras convidam à alegria.
  11. Os cantos sejam solenes e alegres, mas sem excessos. É bom evitar o bate-palmas e reduzir o uso das percussões. Não podem usar os instrumentos para ‘preencher’ os momentos de silêncio! Seu uso deve ser usado apenas para sustentar o canto.
  12. Nas celebrações da Palavra, Grupos de Oração, o momento de louvação e adoração seja bem sóbrio e meditativo. O mesmo, diga-se para os momentos, de adoração eucarística.
  13. Valorizar os dias e horários de confissões. A Quaresma deste ano deve ser vivida com mais intensidade, pois é o Ano da Misericórdia. “ Deixai-vos reconciliar com Deus (…) é agora o momento favorável, é agora o dia da salvação” (2cor 5,20-6.2).