quinta-feira, 12 de janeiro de 2023

Derivação parassintética no português

 O terceiro processo de formação de palavras no português, ao lado da prefixação e da sufixação, é o chamado Derivação Parassintética. Essa forma de criar palavras se utiliza de prefixos e sufixos simultaneamente. Veremos como criar palavras a partir de conhecimentos prévios da língua, adicionando elementos simples. Apesar do nome complicado, a confecção de palavras recorrendo a esse tipo de derivação pode ser bastante intuitivo se você tiver bastante noção dos sentidos dos afixos.


Derivação Parassintética: processos gerais


Sabendo como é o processo de formação por derivação, isto é, que a nova palavra é derivada de uma anterior, a derivação parassintética usa os afixos nas duas pontas da palavra base ao mesmo tempo. O prefixo e o sufixo devem ser adicionados ao mesmo tempo, como nos exemplos abaixo:


enforcar (en + forca + ar)


entristecer (en + triste + ecer)


acorrentar (a + corrente + ar)


engavetar (en + gaveta + ar)


esclarecer (es + claro + er)


desnaturado (des + natureza + ado)


Geralmente, mas não exclusivamente, o processo de parassíntese resulta em um verbo. A base à qual serão somados os afixos pode ser de base substantiva ou adjetiva.


Derivação Parassintética: processos verbais de base substantiva

acorrentar (a + corrente + ar)

afadigar (a + fadiga + ar)

ajoelhar (a + joelho + ar)

alistar (a + lista + ar)

amaldiçoar (a + maldição + ar)

amanhecer (a + manhã + ecer)

associar (a + sociedade + ar)

embarcar (em + barco + ar)

enclausurar (en + clausura + ar)

engavetar (en + gaveta + ar)

enraizar (en + raiz + ar)

esburacar (es + buraco + ar)

esfarelar (es + farelo + ar)

espernear (es + perna + ar)

despedaçar (des + pedaço + ar)

ensaboar (en + sabão + ar)

espreguiçar (es + preguiça + ar)

desterrar (des + terra + ar)

amamentar (a + mama + entar)

apadrinhar (a + padrinho + ar)

refogar (re + fogo + ar)

avistar (a + vista + ar)



Derivação Parassintética: processos verbais de base adjetiva

afear (a + feio + ar)

afrancesar (a + francês + ar)

amolecer (a + mole + ecer)

emudecer (e + mudo + ecer)

enegrecer (e + negro + ecer)

endireitar (en + direito + ar)

enfraquecer (en + fraco + ecer)

engordar (en + gordo + ar)

enlouquecer (en + louco + ecer)

enrijar (en + rijo + ar)

esclarecer (es + claro + ecer)

esfriar (es + frio + ar)

esvaziar (es + vazio + ar)

entortar (en + torto + ar)

aportuguesar (a + português + ar)

envelhecer (en + velho + ecer)

inovar (i + novo + ar)

renovar (re + novo + ar)

expropriar (ex + próprio + ar)

intimidar (in + tímido + ar)


CUIDADO!!!!

Repare que nas palavras descortesia, desnivelar e inutilizar há prefixos e sufixos, assim, estaríamos diante de palavras formadas por derivação parassintética, certo? Errado!


Em descortesia, existem descortês e cortesia.

Em desnivelar, existem desnível e nivelar.

Em inutilizar, existem inútil e utilizar.

Neste caso, ocorreu derivação prefixal e sufixal.

Normalmente, a parassíntese forma verbos. Existem alguns adjetivos formados por esse processo:

desalmado - des + alma + ado

subterrâneo - sub + terra + âneo

avermelhado - a + vermelho + ado

acebolado - a + cebola + ado

quinta-feira, 5 de janeiro de 2023

Tendência Xucra

 Glenclosismo. Referência a Glen Close em Atração Fatal. Surge quando a relação termina e a pessoa inconformada começa a ter atitudes psicopatas, tipo te seguir, mandar mensagem agressiva, matar o seu coelho.


Mariconismo. É quando o cara que não é gay (quédizê!) começa a ter atitudes mais gays que os próprios gays têm. Tipo fazer a unha, usar jeans guloso, ou frequentar festa de teatro na praça Roosevelt.


Oferendismo. Consiste naquela pessoa surtada na referência, que lê a Vogue, lê os blog tudo, vai em brechó e quando resolve sair na noite parece uma oferenda.


Luanapiovinismo. Tendência de mandar tirar um desafeto do mesmo ambiente que o seu. Acho poder. A diferença é que você não é a Luana. Daí fica enchendo o saco com frase “se ela for eu não vou”.


BBBzismo. Tendência de achar bonito se expor. E dá-lhe mensagem íntima no Twitter e foto sub sexy no Facebook. Se vergonha fosse cabelo eu virava a Bethânia nessa hora.

quarta-feira, 21 de dezembro de 2022

Como escolher os cantos para a missa

 4.1 Ritos Iniciais


– Canto de Entrada


Acompanha a Procissão de Entrada do presidente e da Equipe de celebração. A principal finalidade deste canto é congregar, isto é, unir a assembleia, introduzindo-a no mistério celebrado. Para cumprir bem esta missão, deve estar em sintonia com o tempo do ano litúrgico, com o tipo de celebração, com a composição da assembleia. A procissão de Entrada acompanhada do canto é, propriamente, o primeiro ato litúrgico da Santa Missa


– Saudação Inicial


O presidente pode cantar o sinal da cruz e a saudação inicial, desde que sempre prevaleça o aspecto dialógico da celebração e a forma trinitária revelada. Não se usem fórmulas heréticas, isto é, que neguem o mistério da Santíssima Trindade.


– Ato Penitencial e Kyrie Eleison


Momento de exaltar a misericórdia divina. O canto deve inspirar-se no Kyrie Eleison ou no Confesso a Deus. Qualquer outro canto, por mais belo que seja, não cabe.


– Há também a possibilidade da substituição do Ato Penitencial pela Aspersão. Neste caso, o canto de um salmo ou canto batismal será o mais adequado.


– Hino de Louvor


O Glória não é um hino trinitário, mas cristológico. Por isso, deve-se atentar para a escolha do texto a ser usado. Use-se a letra oficial do Missal Romano ou uma letra que esteja baseada nesta, aprovada pela Conferência Episcopal.

Qualquer outro canto, por mais belo que seja, não cabe.

Não se usa na Quaresma e no Advento, exceto em caso de solenidade ou festa.

Exemplo: na Quaresma tem a solenidade de São José em 19 de março e no Advento tem a solenidade da Imaculada Conceição em 8 de dezembro. Nesses casos se canta o Glória.


– Oração do Dia


O presidente pode cantar a oração do dia. No final, todos aclamam cantando o Amém.


4.2. Liturgia da Palavra


– Leituras


As leituras podem ser cantadas, se houver um leitor com habilidade para isso, prezando-se pela compreensão das mesmas por toda assembleia. Normalmente são lidas. É possível que nas solenidades maiores a aclamação final “Palavra do Senhor” seja feita em canto.


– Salmo Responsorial


O Salmo Responsorial deve ser, por sua natureza, cantado. Se não é possível cantar todo o salmo cante-se ao menos o refrão. Atente-se em conservar a letra do Lecionário. Pode-se, no entanto, utilizar uma versão do Salmo Responsorial dos Hinários Litúrgicos, com tradução diferenciada. Pode se cantar de forma direta ou indireta.


O Salmo é parte integrante da Liturgia da Palavra. Por isso, não pode ser omitido e nem substituído por outro canto “de meditação”. Aliás, vale destacar que Salmo é Palavra de Deus, é uma “leitura cantada”, que responde à primeira leitura. Deve-se, portanto, evitar os convites: “Meditemos a primeira leitura com o Salmo”.


– Aclamação ao Evangelho


O Evangelho é o momento central de toda a Liturgia da Palavra. Por isso, é precedido de um canto de aclamação. Durante este canto, aclama-se a Palavra de Deus. Durante este canto, o presidente da celebração (ou um diácono ou um concelebrante) dirige-se ao ambão.


O canto ritual deste momento é o ALELUIA, seguido de uma antífona referente ao Evangelho que será proclamado. (Durante a quaresma o canto o Aleluia é substituído por outra aclamação cristológica)

Cantos que falem apenas da Palavra de Deus são inadequados.


– Profissão de Fé


A profissão de fé pode ser cantada, mantendo-se a letra do Credo Apostólico ou do Credo Niceno-constantinopolitano. Em nosso país dificilmente vemos esta prática, muito comum nas celebrações do Sumo Pontífice e nas Liturgias das Igrejas Orientais.


– Oração dos fiéis.


A resposta da oração dos fiéis pode ser cantada. Mantenha-se uma resposta fácil para que toda assembleia participe.


4.3. Liturgia Eucarística


– Apresentação das Oferendas


Este momento é composto pela procissão e pela apresentação das oferendas. Quanto ao canto, pode ser realizado de maneiras diversas, a combinar com o presidente da celebração:


a) O canto estender-se durante toda a procissão, preparação do altar e apresentação das oferendas. Neste caso, o sacerdote realizará a ação ritual em voz baixa.


b) O canto ser entoado somente durante a procissão das oferendas e a preparação do altar. Neste caso, o sacerdote proferiria as orações de apresentação das oferendas em voz alta e a assembleia aclamaria com o “Bendito seja Deus para sempre”.


c) O canto ser entoado somente durante a procissão das oferendas e a preparação do altar e o sacerdote cantar o texto da apresentação das oferendas e a assembleia responder em canto: “Bendito seja Deus para sempre”.


Nos casos em que a apresentação dos dons é feita em voz alta, sempre pode-se continuar cantando após a apresentação do vinho, até o final do Lavabo. O canto da apresentação das oferendas deve favorecer o espírito de alegria, partilha e união, gerando nos fiéis espírito de generosidade e atenção ao mistério que se inicia. Não necessariamente precisa falar de pão e vinho, pode falar do tema da liturgia ou do oferecimento da própria vida a Cristo.

 

Evitar chamar esse momento de ofertório, porque o verdadeiro ofertório da missa só acontece depois da Consagração.


– Cantos presidenciais


O sacerdote pode cantar os textos que compõe a liturgia eucarística quase em sua totalidade. Neste caso, as respostas do povo seriam, da mesma forma, cantadas. É bom que aquilo que o sacerdote canta, seja respondido em canto.


– Santo


É um dos pontos altos da Liturgia Eucarística. É conveniente que seja cantado, ainda que haja a possibilidade de ser rezado. A letra deve obedecer à do Missal Romano. Permitem-se adaptações, desde que não alterem demasiadamente o texto. Qualquer outro canto, por mais belo que seja, não cabe.


– Aclamações da Oração Eucarística


As aclamações da Oração Eucarística podem ser cantadas pela assembleia. Neste caso, obviamente, conservem-se os textos oficiais das anáforas.


– O Amém da Doxologia Final


Mesmo que digamos o “Amém” em outros momentos da missa, este momento é de um significado particular. Significa a adesão plena ao sacrifício de Cristo, oferecido ao Pai no Espírito Santo. É conveniente que seja cantado com frequência.


– O Pai nosso


A oração do Senhor, que é presente em todas as celebrações, pode ser cantada. Mas atente-se que a letra mantenha-se inalterada e que toda a assembleia cante.


– Abraço da Paz


Após a oração “Senhor Jesus Cristo…” o sacerdote pode convidar o povo para cumprimentar-se com o sinal da paz. É comum cantar-se, neste momento, um canto relacionado com paz, com cumprimento.


No entanto, tal costume deve ser evitado, já que a Instrução Redemptionis Sacramentum(2004) orienta:


“Convém que cada um dê a paz, sobriamente, só aos mais próximos a si. O sacerdote pode dar a paz aos ministros, permanecendo sempre dentro do presbitério, para que não perturbe a celebração. Faça-se do mesmo modo se, por uma causa razoável, deseja dar a paz a alguns fiéis. Nem se execute qualquer canto para dar a paz, mas sem demora se recite o Cordeiro de Deus.” (n.72)


– Cordeiro de Deus


É um canto ritual na celebração. Deve ser constantemente cantado. A letra deve ser mantida e o canto realizado durante a fração do pão.


– Canto de Comunhão


É o canto que acompanha a comunhão dos fiéis. “Exprime, pela unidade das vozes, a união espiritual dos comungantes, demonstra a alegria dos corações e realça a índole ‘comunitária’ da procissão para receber a Eucaristia”. (IGMR 86). Não é exigido que este canto seja entoado por todo o povo.


– Ação de Graças


“Terminada a distribuição da comunhão, se for oportuno, o sacerdote e os fiéis oram por algum tempo em silêncio. Se desejar, toda assembleia pode entoar, ainda, um salmo ou outro canto de louvor ou hino.” (IGMR 88)


4.4. Ritos Finais


– Oração e Bênção Final


Como a grande parte das falas do presidente, estas partes podem ser cantadas.


– Canto final - não previsto pelo Missal, portanto, suplementar


É o canto que acompanha o regresso da equipe de celebração à sacristia e a saída do povo. Não é um canto obrigatório. Se cantado, deve expressar a alegria da missão que inicia ou relembrar ao povo o mistério que acabou de ser celebrado.

Por que não se canta o Glória no Advento?

 Durante o Advento não se recita o Glória porque é uma das maneiras de expressar concretamente que, enquanto durar o peregrinar aqui na Terra, falta algo para que a alegria seja completa.


Quando o Senhor estiver presente no meio do seu povo a Igreja terá chegado à sua festa completa, com a Solenidade do Natal do Senhor, quando é cantado novamente o Glória.


Não se usa, exceto em caso de solenidade ou festa. Por exemplo, a solenidade da Imaculada Conceição em 8 de dezembro sempre acontece no meio do Advento. Mesmo assim tem o Glória.

Por que não se canta o Glória e o Aleluia na Quaresma?

De acordo com o catecismo da Igreja Católica, a quaresma é um tempo favorável à prática penitencial. O período é apropriado aos exercícios espirituais, por meio do jejum, caridade e penitência. Diante disso, há privações de alguns cantos litúrgicos como o Glória e Aleluia.


A quaresma remete a época em que o povo de Deus estava no exílio, esperando o Messias vir e salvá-los. É uma espera parecida com o Advento, em que os Cristãos esperam pelo nascimento de Jesus, na quaresma esperam pela ressurreição, o segundo nascimento.


Glória e Aleluia são palavras de louvação e que não devem ser expressas neste tempo. Por isso, durante a quaresma, estes cantos não são entoados pelas equipes litúrgicas, também como não se devem bater palmas, e levantar os braços em ato de louvação.

Todo tempo litúrgico tem cantos próprios e é preciso saber escolhê-los bem, afirma a Irmã Cidinha Batista, da congregação das Irmãs Pias Discípulas do Divino Mestre.


Você também já deve ter observado que as imagens são cobertas neste tempo, seja com um pano roxo ou lilás não é mesmo? O Missal Romano instrui que as imagens sejam cobertas a partir do quinto domingo da quaresma. Este é um costume muito antigo da igreja e ajudam a manter o espaço mais sóbrio. Assim como os cantos, alguns instrumentos não são tocados neste tempo, não há flores ao redor do altar,  tornando assim,  a celebração mais solene.


A cruz por exemplo, é descoberta na Sexta-Feira Santa, dia em que Jesus é crucificado e as imagens são descobertas no dia da Vigíla Pascal, também conhecido como Sábado de Aleluia. Neste dia a igreja louva, glorifica a Ressurreição de Jesus. Cristo nossa Páscoa.



Na Quaresma, o Glória desaparece. No Tempo Comum, todo Domingo o fiel ouvirá o Glória; mas na Quaresma ele some.


Ninguém pode decidir colocar o Glória nas Missas da Quaresma. Faz parte da Liturgia da Igreja.


Entretanto, se ocorrer uma Solenidade ou Festa, o Glória reaparece. Por exemplo: a Solenidade de São José, em 19 de Março, sempre acontece no meio da Quaresma. Mesmo assim, tem o Glória, mas o Aleluia precisará esperar a Páscoa.


Mas nos outros dias, não. Nem nos Domingos.


Li há poucos dias um relato de que em algum lugar se usou o Glória num Domingo da Quaresma: completamente errado. Importante ressaltar que o Glória não é usado nem mesmo no chamado Domingo "da alegria", o Domingo Laetare, 4º da Quaresma.


Em resumo: o Glória não se usa na Quaresma; exceto em caso de Festa ou Solenidade.


O Alleluia, por sua vez, desaparece completamente na Quaresma, sem exceção. Tal palavra fica completamente ausente da Liturgia (inclusive do Ofício Divino).Na Forma Extraordinária do Rito Romano (a Missa Tridentina), desaparece um pouco antes, no tempo litúrgico chamado Septuagésima.


Em resumo: Quaresma não tem Alleluia. Nunca. Sem exceção. Ele será uma explosão de alegria na Vigília Pascal.

13 de maio - Ascensão do Senhor ou Nossa Senhora de Fátima: qual se celebra?

 Uma peculiaridade no calendário litúrgico vem chamando a atenção neste ano de 2018, pois o próximo 13 de maio, dia de Nossa Senhora de Fátima, coincide com o domingo da Ascensão do Senhor; diante disso, muitos têm se perguntado: o que a Igreja irá celebrar?


Ao observar o ‘Programa de Atividades 2017-2018’ disponibilizado no site do Santuário de Fátima, já é possível verificar a resposta para tal indagação, pois estabelece que no dia 13 de maio deste ano será celebrada a Solenidade da Ascensão do Senhor, assinalando ainda o “Dia Mundial dos Meios de Comunicação Social”, juntamente com a “Peregrinação Internacional Aniversária” e o “Aniversário da Canonização dos Santos Francisco e Jacinta Marto”.


Por outro lado, o mesmo programa de atividades indica que na segunda-feira, dia 14 de maio, será celebrada a Solenidade de Nossa Senhora de Fátima, que foi transferida.


Em declarações à ACI Digital, a assessora de imprensa do Santuário de Fátima, Carmo Rodeia, sublinhou que “a Solenidade da Ascensão do Senhor é uma data móvel”, por isso, “este ano coincide com a solenidade de Nossa Senhora de Fátima”.


“Seguindo a ordem de precedência da Liturgia, que consagra o Tempo Pascal como o mais importante, seguido da Solenidade do Senhor e só depois as datas referentes à Solenidade de Nossa Senhora, que tem de ser observada em toda a Igreja, o Santuário celebra no domingo a Solenidade da Ascensão do Senhor e passou para segunda feira, o dia imediatamente a seguir, a celebração da Solenidade de Nossa Senhora de Fátima”, explicou.


Nesse sentido, a assessora do Santuário fez referência à ‘Tabela dos dias litúrgicos segundo sua ordem de precedência’, contidas nas ‘Normas Universais do Ano Litúrgico e o Calendário’, que, entre outros, cita as seguintes precedências para as celebrações litúrgicas:


“1. Tríduo pascal da Paixão e Ressurreição do Senhor.


2. Natal do Senhor, Epifania, Ascensão e Pentecostes.

Domingos do Advento, da Quaresma e da Páscoa.

Quarta-feira de Cinzas.

Férias da Semana Santa, da Segunda à Quinta-feira inclusive.

Dias dentro da Oitava da Páscoa.


3. Solenidades do Senhor, da Virgem Santa Maria e dos Santos inscritos no Calendário geral.

Comemoração de Todos os Fiéis Defuntos (…)”.


Além disso, o parágrafo 60 de tais ‘Normas’ indica que, “se ocorrem no mesmo dia várias celebrações, celebra-se a que ocupa um lugar superior na tabela dos dias litúrgicos. Entretanto, a solenidade impedida por um dia litúrgico, que goze de precedência, seja transferida para o dia livre mais próximo”. É solenidade nas paróquias e comunidades onde Nossa Senhora de Fátima for a padroeira. Caso contrário, é festa.

2º domingo do Advento ou Imaculada Conceição - o que celebrar em 8 de dezembro?

Neste próximo domingo, 8 de dezembro, coincidirão no calendário a Solenidade da Imaculada Conceição e o 2º Domingo do Advento. Qual das duas datas litúrgicas tem “prioridade”?


A Igreja Católica estabelece normas litúrgicas segundo as quais existem precedências a serem respeitadas quando duas ou mais celebrações caem no mesmo dia. De acordo com essas normas, a precedência neste caso seria do 2º Domingo do Advento, por celebrar a Cristo. Deste modo, a Solenidade da Imaculada deveria ser celebrada no dia seguinte.


Entretanto, no Brasil, assim como em outros países, a Igreja permite, por razões relevantes ligadas à devoção popular local, que a Solenidade da Imaculada Conceição seja celebrada na sua data original, 8 de dezembro, mesmo sendo domingo de Advento. Afinal, qualquer festa de Maria é necessariamente uma festa de Cristo.


As precedências são definidas nas Normas Universais do Ano Litúrgico e o Novo Calendário Romano Geral, cujo número 59 estabelece uma tabela com a ordem de prioridade das celebrações:


“1. Tríduo Pascal da Paixão e Ressurreição do Senhor.

 

 2. Natal do Senhor, Epifania, Ascensão e Pentecostes.

 Domingos do Advento, da Quaresma e da Páscoa.

 Quarta-feira de Cinzas.

 Dias da Semana Santa, de Segunda à Quinta-feira inclusive.

 Dias dentro da Oitava da Páscoa.

 

 3. Solenidades do Senhor, da Bem-aventurada Virgem Maria e dos Santos inscritos no calendário geral.

 Comemoração de todos os fiéis defuntos (…)”.

O número 60 das mesmas Normas determina:


“Se ocorrem no mesmo dia várias celebrações, celebra-se a que ocupa um lugar superior na tabela dos dias litúrgicos. Entretanto, a solenidade impedida por um dia litúrgico, que goze de precedência, seja transferida para o dia livre mais próximo”.

Um exemplo é a solenidade de São José, cuja data oficial é 19 de março. Quando ela recai num domingo de Quaresma, porém, é celebrada no dia 20 ou 18 em vez do dia 19. 

Alguns anos atrás, o dia 19 de março caiu em plena Semana Santa, de modo que a festa de São José foi transferida para a segunda-feira após o segundo domingo da Páscoa, já que tanto o Domingo de Páscoa quanto o Domingo da Divina Misericórdia têm precedência sobre ela.