4.1 Ritos Iniciais
– Canto de Entrada
Acompanha a Procissão de Entrada do presidente e da Equipe de celebração. A principal finalidade deste canto é congregar, isto é, unir a assembleia, introduzindo-a no mistério celebrado. Para cumprir bem esta missão, deve estar em sintonia com o tempo do ano litúrgico, com o tipo de celebração, com a composição da assembleia. A procissão de Entrada acompanhada do canto é, propriamente, o primeiro ato litúrgico da Santa Missa
– Saudação Inicial
O presidente pode cantar o sinal da cruz e a saudação inicial, desde que sempre prevaleça o aspecto dialógico da celebração e a forma trinitária revelada. Não se usem fórmulas heréticas, isto é, que neguem o mistério da Santíssima Trindade.
– Ato Penitencial e Kyrie Eleison
Momento de exaltar a misericórdia divina. O canto deve inspirar-se no Kyrie Eleison ou no Confesso a Deus. Qualquer outro canto, por mais belo que seja, não cabe.
– Há também a possibilidade da substituição do Ato Penitencial pela Aspersão. Neste caso, o canto de um salmo ou canto batismal será o mais adequado.
– Hino de Louvor
O Glória não é um hino trinitário, mas cristológico. Por isso, deve-se atentar para a escolha do texto a ser usado. Use-se a letra oficial do Missal Romano ou uma letra que esteja baseada nesta, aprovada pela Conferência Episcopal.
Qualquer outro canto, por mais belo que seja, não cabe.
Não se usa na Quaresma e no Advento, exceto em caso de solenidade ou festa.
Exemplo: na Quaresma tem a solenidade de São José em 19 de março e no Advento tem a solenidade da Imaculada Conceição em 8 de dezembro. Nesses casos se canta o Glória.
– Oração do Dia
O presidente pode cantar a oração do dia. No final, todos aclamam cantando o Amém.
4.2. Liturgia da Palavra
– Leituras
As leituras podem ser cantadas, se houver um leitor com habilidade para isso, prezando-se pela compreensão das mesmas por toda assembleia. Normalmente são lidas. É possível que nas solenidades maiores a aclamação final “Palavra do Senhor” seja feita em canto.
– Salmo Responsorial
O Salmo Responsorial deve ser, por sua natureza, cantado. Se não é possível cantar todo o salmo cante-se ao menos o refrão. Atente-se em conservar a letra do Lecionário. Pode-se, no entanto, utilizar uma versão do Salmo Responsorial dos Hinários Litúrgicos, com tradução diferenciada. Pode se cantar de forma direta ou indireta.
O Salmo é parte integrante da Liturgia da Palavra. Por isso, não pode ser omitido e nem substituído por outro canto “de meditação”. Aliás, vale destacar que Salmo é Palavra de Deus, é uma “leitura cantada”, que responde à primeira leitura. Deve-se, portanto, evitar os convites: “Meditemos a primeira leitura com o Salmo”.
– Aclamação ao Evangelho
O Evangelho é o momento central de toda a Liturgia da Palavra. Por isso, é precedido de um canto de aclamação. Durante este canto, aclama-se a Palavra de Deus. Durante este canto, o presidente da celebração (ou um diácono ou um concelebrante) dirige-se ao ambão.
O canto ritual deste momento é o ALELUIA, seguido de uma antífona referente ao Evangelho que será proclamado. (Durante a quaresma o canto o Aleluia é substituído por outra aclamação cristológica)
Cantos que falem apenas da Palavra de Deus são inadequados.
– Profissão de Fé
A profissão de fé pode ser cantada, mantendo-se a letra do Credo Apostólico ou do Credo Niceno-constantinopolitano. Em nosso país dificilmente vemos esta prática, muito comum nas celebrações do Sumo Pontífice e nas Liturgias das Igrejas Orientais.
– Oração dos fiéis.
A resposta da oração dos fiéis pode ser cantada. Mantenha-se uma resposta fácil para que toda assembleia participe.
4.3. Liturgia Eucarística
– Apresentação das Oferendas
Este momento é composto pela procissão e pela apresentação das oferendas. Quanto ao canto, pode ser realizado de maneiras diversas, a combinar com o presidente da celebração:
a) O canto estender-se durante toda a procissão, preparação do altar e apresentação das oferendas. Neste caso, o sacerdote realizará a ação ritual em voz baixa.
b) O canto ser entoado somente durante a procissão das oferendas e a preparação do altar. Neste caso, o sacerdote proferiria as orações de apresentação das oferendas em voz alta e a assembleia aclamaria com o “Bendito seja Deus para sempre”.
c) O canto ser entoado somente durante a procissão das oferendas e a preparação do altar e o sacerdote cantar o texto da apresentação das oferendas e a assembleia responder em canto: “Bendito seja Deus para sempre”.
Nos casos em que a apresentação dos dons é feita em voz alta, sempre pode-se continuar cantando após a apresentação do vinho, até o final do Lavabo. O canto da apresentação das oferendas deve favorecer o espírito de alegria, partilha e união, gerando nos fiéis espírito de generosidade e atenção ao mistério que se inicia. Não necessariamente precisa falar de pão e vinho, pode falar do tema da liturgia ou do oferecimento da própria vida a Cristo.
Evitar chamar esse momento de ofertório, porque o verdadeiro ofertório da missa só acontece depois da Consagração.
– Cantos presidenciais
O sacerdote pode cantar os textos que compõe a liturgia eucarística quase em sua totalidade. Neste caso, as respostas do povo seriam, da mesma forma, cantadas. É bom que aquilo que o sacerdote canta, seja respondido em canto.
– Santo
É um dos pontos altos da Liturgia Eucarística. É conveniente que seja cantado, ainda que haja a possibilidade de ser rezado. A letra deve obedecer à do Missal Romano. Permitem-se adaptações, desde que não alterem demasiadamente o texto. Qualquer outro canto, por mais belo que seja, não cabe.
– Aclamações da Oração Eucarística
As aclamações da Oração Eucarística podem ser cantadas pela assembleia. Neste caso, obviamente, conservem-se os textos oficiais das anáforas.
– O Amém da Doxologia Final
Mesmo que digamos o “Amém” em outros momentos da missa, este momento é de um significado particular. Significa a adesão plena ao sacrifício de Cristo, oferecido ao Pai no Espírito Santo. É conveniente que seja cantado com frequência.
– O Pai nosso
A oração do Senhor, que é presente em todas as celebrações, pode ser cantada. Mas atente-se que a letra mantenha-se inalterada e que toda a assembleia cante.
– Abraço da Paz
Após a oração “Senhor Jesus Cristo…” o sacerdote pode convidar o povo para cumprimentar-se com o sinal da paz. É comum cantar-se, neste momento, um canto relacionado com paz, com cumprimento.
No entanto, tal costume deve ser evitado, já que a Instrução Redemptionis Sacramentum(2004) orienta:
“Convém que cada um dê a paz, sobriamente, só aos mais próximos a si. O sacerdote pode dar a paz aos ministros, permanecendo sempre dentro do presbitério, para que não perturbe a celebração. Faça-se do mesmo modo se, por uma causa razoável, deseja dar a paz a alguns fiéis. Nem se execute qualquer canto para dar a paz, mas sem demora se recite o Cordeiro de Deus.” (n.72)
– Cordeiro de Deus
É um canto ritual na celebração. Deve ser constantemente cantado. A letra deve ser mantida e o canto realizado durante a fração do pão.
– Canto de Comunhão
É o canto que acompanha a comunhão dos fiéis. “Exprime, pela unidade das vozes, a união espiritual dos comungantes, demonstra a alegria dos corações e realça a índole ‘comunitária’ da procissão para receber a Eucaristia”. (IGMR 86). Não é exigido que este canto seja entoado por todo o povo.
– Ação de Graças
“Terminada a distribuição da comunhão, se for oportuno, o sacerdote e os fiéis oram por algum tempo em silêncio. Se desejar, toda assembleia pode entoar, ainda, um salmo ou outro canto de louvor ou hino.” (IGMR 88)
4.4. Ritos Finais
– Oração e Bênção Final
Como a grande parte das falas do presidente, estas partes podem ser cantadas.
– Canto final - não previsto pelo Missal, portanto, suplementar
É o canto que acompanha o regresso da equipe de celebração à sacristia e a saída do povo. Não é um canto obrigatório. Se cantado, deve expressar a alegria da missão que inicia ou relembrar ao povo o mistério que acabou de ser celebrado.
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