Esta é uma lista parcial das vozes dos animais no idioma português. A maioria destas palavras pode ser usada como verbo ou substantivo, e boa parte delas é de origem onomatopeica.[1][2][3]
Lista parcial
Abelha – zumbir, zunzunar
Águia – gritapo
Boi – mugir
Burro – zurrar
Cabra – berrar
Cão – cainhar, cuincar, esganiçar, ganir, ganizar, ladrar, laidrar, latir, roncar, rosnar, uivar, ulular
Cavalo – relinchar
Cobra – sibilar
Cordeiro – balir
Coruja - crocitar,piar
Corvo – crocitar, grasnar, crás (crás-crás)
Cuco – cucar
Elefante - barrir, bramir
Galinha – cacarejar
Galo – cantar
Gato – miar, ronronar
Grilo – cantar, chilrear, trinar
Grou – grulhar
Hiena – ulular, chorar
Inseto – zumbir
Leão – rugir, urrar
Lobo – uivar, ulular
Macaco – guinchar
Marreco – grasnar, grasnir, prevaricar
Mocho – piar
Ovelha - melir
Papagaio – palrar
Pássaro – chilrear, gorjear
Pato – grasnar
Peru – grugulejar
Pombo – arrulhar[2]
Porco, javali – grunhir, roncar
Rato - guinchar, chiar
Sapo – coaxar
Tigre – roncar
Urso – bramir
Origem mitológica
Sísifo, de Ticiano, 1549.
trabalho de Sísifo - tarefa exaustiva, interminável e inútil.
Origem: Na mitologia grega, Sísifo, rei de Corinto, era considerado o mais astuto de todos os mortais. Após ter provocado a ira de Zeus por denunciar o rapto da mortal Egina, Sísifo escapou algumas vezes de Tânato, o deus da Morte, através de engenhosos ardis. Muito depois Hermes logrou levá-lo ao Hades, onde foi condenado, por toda a eternidade, a rolar até o cume de uma montanha uma grande pedra, que, ao alcançar o topo, despenca novamente montanha abaixo.[1]
comer o fígado - impor castigo terrível, pior que a morte.
Origem: Prometeu era um titã, filho de Jápeto, responsável por roubar o fogo dos deuses e o dar aos mortais. Zeus, temendo que os mortais ficassem tão poderosos quanto os próprios deuses, acorrentou-o a uma rocha do Cáucaso e determinou que uma águia lhe fosse comendo o fígado, que se regenerava incessantemente.[2]
esforço hercúleo ou titânico – esforço gigantesco, além (ou no limite) das possibilidades humanas.
Origem: Héracles (nome original grego) ou Hércules (nome romano) era um herói e semideus, filho de Zeus e da mortal Alcmena e um importante personagem da mitologia greco-romana. Dotado de coragem e força descomunais, participou de inúmeros episódios heroicos, destacando-se seus famosos doze trabalhos.
Os Titãs eram criaturas formidáveis, descendentes do céu, Urano e da terra, Gaia, destacando-se entre os seres que enfrentaram Zeus e os deuses olímpicos na sua ascensão ao poder. Dentre os mais famosos titãs (masculinos) e titânides (femininos), podem-se mencionar Atlas, Hiperião, Prometeu, Reia e Tétis.
bicho de sete cabeças – enorme ameaça ou dificuldade, requerendo grande coragem e/ou astúcia para ser superada.
Origem: A expressão tem origem discutida, mas destacam-se duas interpretações. A primeira sustenta que sua origem está na mitologia grega, mais precisamente na história da Hidra de Lerna, uma monstruosa serpente com sete (ou nove) cabeças que se regeneravam mal eram cortadas e exalavam um vapor que matava quem estivesse por perto. A morte da Hidra foi o segundo dos famosos doze trabalhos de Hércules.[3]
De acordo com uma segunda teoria, a expressão seria uma referência à primeira das duas bestas do Apocalipse de São João, descrita como um monstro de sete cabeças e dez chifres.[4][5]
Odisseu lutando contra Cila e Caribdis, de Heinrich Füssli
entre Cila e Caríbdis – entre duas formidáveis ameaças, sem chance de escapar e/ou sem saber qual das duas é o mais perigosa.
Origem: Na tradição mitológica grega, Cila e Caríbdis eram dois monstros marinhos que moravam nos lados opostos do estreito de Messina, que separa a Itália da Sicília, e personificavam os perigos da navegação perto de rochas e redemoinhos. Cila, que já fora uma bela ninfa, era uma devoradora de homens. No cimo do rochedo oposto ao de Cila, em frente a uma gruta onde Caríbdis se escondia, erguia-se uma figueira negra. Três vezes por dia, Caríbdis saía da gruta e sorvia as águas do mar, para depois cuspi-las, num turbilhão[6]. Quando Odisseu passou pelo estreito de Messina, depois da guerra de Troia, foi arrastado pelo turbilhão de Caríbdis, após um naufrágio provocado pelo sacrilégio cometido contra os bois de Hélio. Conseguiu, porém, agarrar-se à figueira e depois a um mastro do navio naufragado, logrando escapar e prosseguir sua viagem de volta à Ática[7].
Ajax carrega o corpo de Aquiles, Coleções Estatais de Antiguidades
calcanhar de Aquiles - ponto vulnerável, físico, moral ou intelectual.
Origem: Aquiles foi um semideus e herói da mitologia grega, considerado o maior guerreiro da Guerra de Troia e o personagem principal da Ilíada, de Homero. Quando Aquiles nasceu, sua mãe Tétis mergulhou seu corpo no rio Estige para torná-lo imortal; ficou, no entanto, vulnerável no calcanhar, parte do corpo pelo qual ela o segurava. No final da guerra contra Troia, Aquiles foi efetivamente morto por uma flechada no calcanhar, desferida por Páris, príncipe troiano.[8]
toque de Midas - capacidade de enriquecimento fácil, que pode se voltar contra o beneficiado, como castigo por sua ambição desmedida.
Origem: Midas foi um personagem da mitologia grega, rei da cidade frígia de Pessinus. Após ter libertado Sileno, mestre e pai de criação do deus Dionísio, recebeu, como recompensa que ele próprio escolhera, o dom de transformar qualquer coisa em ouro, pelo simples toque. Este dom mostrou-se trágico quando Midas percebeu que nunca mais poderia comer nem beber nada. Desesperado, quase morrendo de fome, Midas implorou a Dionísio que lhe retirasse o terrível dom.[9]
Adônis, torso romano no museu do Louvre
belo como um Adônis - jovem de extrema beleza, disputado pelas mulheres.
Origem: Adônis, na Mitologia grega, era um príncipe que nasceu das relações incestuosas que o rei Cíniras de Chipre manteve com a sua filha Mirra. Devido à sua extrema beleza, Adônis despertou o amor das deusas Perséfone e Afrodite, que passaram a disputar sua companhia, tendo finalmente que submeter-se à sentença de Zeus. Este estipulou que Adônis passaria um terço do ano com cada uma delas, mas Adônis, que preferia Afrodite, permanecia com ela também o terço restante. Como no terço correspondente a Perséfone (esposa de Hades, deus do mundo inferior) Adônis ficava com ela no submundo, nasce desse mito a ideia do ciclo anual da vegetação, com a semente que permanece sob a terra por quatro meses.
leito de Procrusto - aplicação arbitrária de uma medida única; sujeição forçada à opinião ou vontade de outrem.
Origem: Procrusto (ou Procusto) era um bandido da Ática, famoso pelas torturas que infligia aos viajantes a que oferecia hospedagem, até que ficassem da medida de um leito de ferro que havia em sua casa. Se os hóspedes fossem mais altos, ele os amputava; se eram mais baixos, eram esticados até atingirem o comprimento correto. Ninguém sobrevivia, pois nunca uma vítima se ajustava exatamente ao tamanho da cama. Mais tarde, foi morto por Teseu, que lhe aplicou seu próprio castigo[10][11]. Curiosamente, a tradição rabínica menciona que um dos crimes cometidos contra os forasteiros pelos habitantes de Sodoma era quase idêntico ao de Procusto, dizendo respeito à cama de Sodoma (mitat s'dom) na qual os visitantes da cidade eram obrigados a dormir.[12]
tomar a nuvem por Juno - iludir-se; tomar os desejos por realidade.
Após apiedar-se de uma punição aplicada ao vilão Íxion, criador de cavalos, Zeus convidou-o para um banquete no Olimpo. Tendo-se embriagado pelo néctar, Íxion passou a assediar Hera (Juno, na mitologia romana), a própria mulher de seu anfitrião. Ao perceber as intenções do visitante, Hera alertou o esposo a respeito das intenções de seu convidado. Zeus, em lugar de irritar-se, achou divertida a situação, e para testar seu hóspede, moldou uma nuvem na forma de sua própria esposa e deixou-a a sós com Íxion, que a possuiu. Desse conúbio nasceu a raça dos Centauros, metade homens, metade cavalos. Como Íxion divulgou aos mortais que havia possuído a esposa de Zeus, este o fulminou com um raio e o lançou ao Tártaro, onde foi preso a uma roda em chamas e condenado a nela girar pela eternidade.[13]
O julgamento de Páris, Peter Paul Rubens.
pomo da discórdia - motivo principal de uma disputa; algo que dá motivo a uma grande desavença.
Origem: Ofendida por não ter sido convidada para as núpcias de Tétis com Peleu, Éris, a deusa da Discórdia, resolveu vingar-se lançando sobre a mesa do banquete uma maçã de ouro, com a inscrição "Para a mais bela das deusas". As três deusas mais poderosas, Hera, Afrodite e Atena, imediatamente quiseram o troféu. Para se livrar da delicada situação, Zeus, o senhor do Olimpo, transferiu a decisão para Páris, filho do rei Príamo, de Troia, que havia demonstrado imparcialidade em uma disputa de touros contra o deus Ares. Em troca da maçã de ouro, Atena ofereceu a Páris uma vitória gloriosa na guerra; Hera, o reinado absoluto de toda a Europa e Ásia; Afrodite, o amor da mais bela mulher do mundo. Páris concedeu o título a Afrodite e a deusa prometeu-lhe o amor da belissima Helena, casada com o rei de Esparta, Menelau. Com a ajuda de Afrodite, Páris raptou Helena e levou-a para casar-se com ele em Troia, evento que provocou a célebre Guerra de Troia.[14][15]
profecia de Cassandra - profecia catastrófica, na qual ninguém acredita.
Origem: Cassandra era uma das filhas de Príamo, rei de Troia, que recebera do deus Apolo a proposta de ganhar o dom da profecia, em troca de entregar-se a ele. Cassandra aceitou a condição, mas depois de receber o dom, esquivou-se a cumprir o combinado. Para vingar-se, Apolo manteve o dom, mas condenou-a a uma completa falta de persuasão. Durante a guerra de Troia, Cassandra por diversas vezes alerta os troianos de perigos iminentes (sendo o último deles a armadilha do cavalo de Troia), mas invariavelmente não é ouvida. Após a guerra é levada como escrava e amante por Agamenon, chefe supremo dos exércitos gregos.[16]
presente de grego - presente ou oferta que traz prejuízo ou aborrecimentos a quem a recebe.
Origem: Após 10 anos de sítio, sem derrotar as defesas das muralhas de Troia, os gregos, num estratagema concebido por Odisseu, simularem terem desistido da guerra e embarcaram em seus navios, deixando na praia um enorme cavalo de madeira, que os troianos levaram para o interior de sua cidade, como símbolo de sua vitória. À noite, quando todos dormiam, os soldados gregos escondidos dentro do cavalo saíram e abriram os portões da cidade. O exército grego pôde assim entrar em Troia, conquistar a cidade, destruí-la e incendiá-la.[17][18]
agradar a gregos e troianos - agradar a todos, mesmo a pessoas com características muito diferentes; agradar a dois partidos opostos.
Origem: Páris, príncipe troiano, raptou Helena, rainha grega, esposa de Menelau. Gregos e troianos envolveram-se em violenta guerra. O conflito durou dez anos e terminou com a destruição de Troia. A vitória dos gregos foi possível graças a Odisseu, que teve a ideia de construir o célebre cavalo de Troia. Por esta história se conclui que agradar a gregos e troianos é uma tarefa difícil, mesmo impossível.
A espada de Dâmocles, Richard Westall.
voto de Minerva - voto de desempate, dado por uma autoridade superior.
Origem: Orestes era filho do rei grego Agamenão, que foi assassinado por sua esposa, Clitemnestra e o amante, Egisto, logo após ter retornado da guerra de Troia. Revoltado, Orestes vingou a morte do pai matando Clitemnestra e Egisto. Segundo a tradição, aquele que cometesse um crime contra o próprio geno era punido com a morte pelas terríveis Erínias, para as quais o matricídio era o mais grave e imperdoável de todos os crimes. Sabendo do castigo que o esperava, Orestes apelou para o deus Apolo, que decidiu advogar em seu favor, levando o julgamento para o Areópago. As Erínias foram as acusadoras e Palas Atena (que corresponde à deusa romana Minerva), a presidente do julgamento. A votação, num júri formada por doze cidadãos atenienses, terminou empatada. Atena, então, proferiu sua sentença decisiva, declarando Orestes inocente.[19]
espada de Dâmocles - perigo iminente, fruto da inveja e/ou da ambição pelo poder.
Origem: Dâmocles, cortesão e bajulador do rei Dionísio I de Siracusa, expressava constantemente sua inveja pela sorte do tirano. Para dar-lhe uma lição, Dionísio combinou que lhe passaria o poder por um dia. À noite, durante o banquete que o tirano lhe ofereceu, Dâmocles percebeu que sobre sua cabeça pendia a espada do tirano, suspensa por um fio de cabelo. Com isso este lhe fez perceber que o poder está sempre à mercê das mais perigosas ameaças.[20]
Pandora, John William Waterhouse.
cova de Caco - esconderijo de ladrões.
Origem: Caco era um célebre bandido da mitologia romana, metade homem e metade animal, filho do deus do fogo, Vulcano. Caco vivia numa caverna sob o monte Aventino, onde guardava o fruto de seus roubos. Certa feita, Hércules retornava para casa depois de haver roubado os bois de Gerião (um de seus famosos doze trabalhos) e parou para descansar às margens do Tibre. Naquela noite, Caco roubou oito dos melhores touros e novilhas do rebanho, arrastando-os pelas caudas para cobrir suas pegadas. Quando Hércules despertou, procurou em vão o gado perdido, mas, ao passar perto da cova de Caco, escutou uma das novilhas mugir. Seguindo o som, Hércules encontrou Caco e o matou, recobrando assim o gado roubado.[21]
caixa de Pandora ou boceta de Pandora - algo que gera forte curiosidade, mas que é melhor não ser revelado ou estudado.
Origem: Pandora foi a primeira mulher, forjada por Hefesto e Atena por orientação de Zeus, para punir a raça humana, a quem Prometeu tinha acabado de dar o fogo roubado dos deuses. Pandora foi enviada a Epimeteu, irmão de Prometeu, como um presente de Zeus. Prometeu alertou o irmão quanto ao perigo de se aceitar o presente, mas Epimeteu ignorou a advertência e a esposou. Pandora trouxera consigo uma pequena caixa de ouro (ou jarra, ou ânfora, de acordo com outras tradições), colocada por Zeus em sua bagagem. Mal chegou à Terra, movida por irresistível curiosidade, acabou abrindo a caixa, liberando assim todos os males que haveriam de afligir a humanidade dali em diante: a dor, o sofrimento, a velhice, a doença, a miséria, a ambição, o ódio, a guerra, a loucura, a mentira, a paixão... No fundo da caixa, restou apenas a esperança. A vingança de Zeus estava consumada.[22][23]
Origem religiosa
ser o bode expiatório - pagar pela culpa dos outros.
Origem: Conforme a tradição hebraica da época do Templo de Jerusalém, o bode expiatório era um animal separado do rebanho e deixado só no deserto, depois dos sacerdotes o terem carregado com as maldições que queriam desviar de cima do povo. Este costume fazia parte dos rituais do Yom Kippur, o Dia da Expiação, e é descrito com detalhes no livro do Levítico, Velho Testamento[24]. Em sentido figurado, um "bode expiatório" é uma pessoa, grupo de pessoas ou mesmo todo um povo, escolhido arbitrariamente para assumir sozinho a culpa de uma calamidade, crime ou qualquer evento negativo.[25]
paciência de Jó - paciência, tolerância ou resignação acima dos limites razoáveis.
Origem: Jó foi um personagem do Antigo Testamento, que viveu na terra de Uz, atual Iraque. Em função de uma aposta entre Deus e o Diabo, foi vítima de muito sofrimento (incluindo a perda de sua fortuna, da saúde e de quase todos os parentes), para ver se ele mantinha sua fé a despeito de todas as adversidades. Apesar de incitado pela mulher e amigos a amaldiçoar a Deus, Jó aguentou firme todas as provações. Ao final, Deus o recompensou, devolvendo-lhe em dobro tudo o que perdera.[26]
sabedoria salomônica - grande sabedoria, utilizada para governar com justiça e equidade.
Origem: Salomão, personagem bíblico, filho de Davi e terceiro rei de Israel, governou durante cerca de quarenta anos e ficou conhecido como um sábio governante e um juiz justo e imparcial. Ficou especialmente notório seu julgamento do caso em que duas mães disputavam um bebê, onde distinguiu a falsa mãe da verdadeira simulando dividir o bebê em dois e dar metade a cada uma.[27]
Daniel na cova dos leões, Briton Rivière.
cova dos leões - enorme perigo, do qual só se pode escapar com grande fé e coragem.
Origem: Daniel, personagem do Antigo Testamento, um dos maiores exemplos de fidelidade e dedicação a Deus, foi lançado a uma cova de leões por haver desrespeitado com suas orações um decreto de Dario, rei dos Medos. Na manhã do dia seguinte, Dario foi até a entrada da cova e surpreendeu-se por encontrar Daniel são e salvo, sem que os leões lhe tivessem feito qualquer mal. Questionado pelo rei, Daniel afirmou que Deus havia enviado um anjo para protegê-lo, porque era inocente. Admirado com sua fé e com o poder do deus de Israel, Dario libertou o profeta.[28]
Madalena arrependida - alguém que se arrepende do passado e/ou muda radicalmente de estilo de vida.
Origem: Maria Madalena é um personagem do Novo Testamento, apresentada como uma das discípulas mais devotas de Jesus Cristo. O Evangelho de Lucas, no Novo Testamento, cita: "Maria, chamada Madalena, da qual saíram sete demônios" (os sete pecados capitais: luxúria, ódio, cobiça, avareza, orgulho, gula e preguiça). Apesar de não haver qualquer fundamento bíblico para considerá-la como uma prostituta arrependida dos pecados e que teria pedido perdão a Cristo, esta versão é a que ficou vulgarmente conhecida.[29]
espírito de porco - diz-se de pessoa cruel, ranzinza, inconveniente, com tendência a complicar situações e/ou causar constrangimentos.
Origem: Conforme o livro O bode expiatório, do professor Ari Riboldi, a expressão se origina da má fama do porco, associado, desde os tempos bíblicos, no Antigo e Novo Testamento, à sujeira, à impureza, ao pecado e ao demônio. Acrescendo-se a isto, no Brasil Colônia os escravos faziam todo tipo de trabalho, mas tinham verdadeiro pavor de abater porcos, pela crença de que os espíritos suínos atormentariam seus algozes durante a noite.[30]
dar pérolas aos porcos - oferecer algo de grande valor a alguém incapaz de apreciá-lo; dizer preciosidades a quem não é capaz de entender.
Origem: Referência à seguinte passagem do Evangelho de São Mateus, no Novo Testamento: "Não deem o que é sagrado aos cães, nem atirem suas pérolas aos porcos; caso contrário, estes as pisarão, e aqueles, voltando-se contra vocês, os despedaçarão."[31]
"O que é sagrado" refere-se aos alimentos consagrados a sacrifícios, que só os sacerdotes podiam comer (Êxodo 29:23; Levítico 2:3). Se fossem dados a um cão, ele seria incapaz de saboreá-lo. E as pérolas, que nem mesmo podem ser comidas, seriam apenas pisadas pelos porcos. Assim, nenhuma gratidão pode ser esperada por parte desses animais. Em vez disso, eles poderiam até mesmo responder com violência.
Salomé com a cabeça de João Batista.
quem pariu Mateus que o embale - se alguém cria algum problema, deve ser responsável por ele.
Origem: Expressão de origem não bem definida. Uma possível explicação é a de que Jesus decidiu acolher Mateus entre seus discípulos, mesmo sendo ele um cobrador de impostos para Herodes Antipas, o tetrarca da Galileia. Após o chamado, Mateus convidou Jesus para um banquete em sua casa. Ao ver isto, Jesus foi criticado pelos fariseus, por cear com coletores de impostos e pecadores. Segundo eles, só seria capaz de gostar de um cobrador de impostos a sua própria mãe. Somente ela, havendo parido Mateus, teria a obrigação de embalá-lo.[32]
entregar de bandeja - entregar algo facilmente, sem resistência.
Origem: Salomé, a neta de Herodes Antipas, conseguiu convencê-lo, quando estava bêbado, a satisfazer-lhe um desejo se dançasse para ele. Ela então pediu-lhe a cabeça de João Batista numa "bandeja de prata" (Mateus 14:1-12, Marcos 6:14-29 e Lucas 9:7-9). Herodes, apesar de horrorizado, consentiu e realizou o desejo de Salomé para cumprir sua promessa.
ver para crer - incredulidade, necessidade de provas para acreditar.
Origem: Expressão originada do episódio do Novo Testamento[33], onde o apóstolo Tomé manifesta sua dúvida quanto à ressurreição de Jesus e afirma que necessita ver e sentir suas chagas antes de se convencer. Essa passagem é origem da expressão "Tomé, o incrédulo" bem como de diversas tradições populares similares, tal como "Fulano é feito São Tomé: precisa ver para crer".[34].
Ecce Homo ("Eis o homem"), de Antonio Ciseri.
lavar as mãos - eximir-se de responsabilidade.
Origem: Pôncio Pilatos era prefeito (praefectus) da província romana da Judeia na época da pregação de Jesus Cristo. Quando o Sinédrio judaico lhe enviou Jesus para execução, Pilatos, por dizer não ter nele encontrado nenhuma culpa, ficou hesitante e tentou livrá-lo da morte, mas o povo de Jerusalém preferiu salvar Barrabás. Pilatos então, após lavar as próprias mãos, em sinal de renúncia de qualquer responsabilidade, condenou Jesus a morrer na cruz.[35]
beijo de Judas - sinal de traição,
dinheiro de Judas - preço de uma traição, e
onde Judas perdeu as botas - lugar distante ou inacessível.
Origem: Após trair Jesus (identificando-o com um beijo aos soldados romanos que vieram prendê-lo no jardim de Getsêmani, logo após a Última Ceia[36]) e receber seus 30 dinheiros[37], Judas Iscariotes, imerso em depressão e culpa, decidiu suicidar-se por enforcamento. Acontece que ele se matou sem as botas e os 30 dinheiros não foram encontrados com ele. Os soldados saíram em busca das botas de Judas, onde provavelmente estaria o dinheiro. Nunca saberemos se acharam ou não as botas e o dinheiro, mas a expressão atravessou os séculos.[38]
se a montanha não vai a Maomé, Maomé vai à montanha - preferência por soluções simples e exequíveis.
Origem: Conta-se que uma vez os árabes pediram a Maomé uma prova do que ensinava, desafiando-o a mover até si o monte Safa, na Arábia Saudita. Maomé tentou e, não conseguindo o milagre, foi ele mesmo até a montanha. Em seguida elogiou a misericórdia de Allah, porque desta forma a montanha não tinha esmagado a todos...[39]
estar entre a cruz e caldeirinha - estar diante de um dilema, tendo que decidir entre duas opções igualmente ruins.
Origem: Reminiscência das torturas da Inquisição, em que a vítima ou aceitava a religião católica ou era metido em um caldeirão quente. Outra versão se refere à cerimônia de encomendação de um defunto, onde, em um extremo do ataúde, perto dos pés, ficava uma cruz, erguida pelo acólito; no outro extremo, perto da cabeça, se posicionava o sacerdote com a caldeirinha de água benta.[40]
a carne é fraca - sobre a facilidade com que cedemos às tentações.
Origem: pouco antes de sua prisão, Jesus advertiu os três discípulos que estavam com ele por estarem dormindo enquanto ele passava por grande agonia. A frase que ele disse foi: «o espírito, na verdade, está pronto, mas a carne é fraca.» (Mateus 26:42)
quem não está conosco está contra - sobre o alinhamento polarizado em situações de crise.
Origem: segundo o Evangelho de Marcos, Jesus teria dito «Pois quem não é contra nós, é por nós.» (Marcos 9:40).
Origem histórica (ou pseudo-histórica)
estilo lacônico - modo breve ou conciso de falar ou de escrever.
Origem: O autodomínio, a sobriedade e a concisão eram algumas das características mais valorizadas pela sociedade de Esparta, cidade grega da região da Lacônia, situada na península do Peloponeso.
corrida de Aquiles contra a tartaruga - paradoxo, ilusão de movimento.
Origem: Zenão de Eleia foi um filósofo pré-socrático, nascido em Eleia, na Magna Grécia. Discípulo de Parmênides, seu método consistia em questionar a realidade aparente, através de engenhosos paradoxos, envolvendo o infinito e os infinitésimos. Em um de seus famosos argumentos, Zenão propõe imaginarmos uma corrida entre um atleta velocista, Aquiles, e uma tartaruga. Mesmo que seja dada à tartaruga uma vantagem inicial em distância, Aquiles jamais a alcançará, porque quando ele chegar ao ponto de onde a tartaruga partiu, ela já terá percorrido uma nova distância; e quando ele atingir essa nova distância, a tartaruga já terá percorrido uma outra nova distância, e assim, ao infinito.
Sócrates e Alcibíades na casa de Aspásia, Jean-Léon Gérôme.
amor platônico - relação afetuosa que exclui a atração sexual.
Origem: O termo amor platônico foi utilizado pela primeira vez no século XV, pelo filósofo neoplatônico Marsilio Ficino, como um sinônimo de amor socrático. Ambas as expressões significam um amor centrado na beleza do caráter e na inteligência de uma pessoa, em vez de em seus atributos físicos, e se remetem ao laço especial de afeto entre dois homens a que o filósofo grego Platão tinha se referido em seu diálogo O Banquete, exemplificando-o com o afeto que havia entre Sócrates e seus discípulos homens, em particular Alcibíades.
ir além das sandálias - dar palpite em assunto que não seja de sua especialidade.
Origem: O escritor latino Plínio menciona que Apeles, célebre pintor grego que viveu na Jônia no século IV a.C., tinha o costume de exibir suas novas obras na porta de seu ateliê e esconder-se para ouvir os comentários dos passantes. Quando um sapateiro comentou sobre um engano técnico que encontrou numa sandália pintada em um dos seus quadros, Apeles fez a correção naquela mesma noite. Na manhã seguinte, vaidoso por perceber que o pintor havia considerado seu comentário, o sapateiro começou a criticar a forma com que Apeles havia pintado uma perna. Apeles saiu então imediatamente de seu esconderijo e exclamou "Ne sutor ultra crepidam": "Não vá o sapateiro além das sandálias".[41]
Diógenes, John William Waterhouse.
atitude cínica - comportamento hipócrita, descarado, despudorado, insensível.
Origem: O Cinismo foi uma corrente filosófica grega fundada por Antístenes, discípulo de Sócrates, e cujo maior nome foi Diógenes de Sínope. Pelo fato de que a corrente pregava o desapego aos bens materiais e externos, assim como o menosprezo pelo sofrimento, a doença e a morte, tanto dos outros quanto de si próprio (preocupações das quais os cínicos desejavam libertar-se), o termo cínico passou à posteridade com uma conotação destorcida e pejorativa, por influência dos detratores da corrente.
estilo sibarítico - caracterizado por luxo excessivo ou efeminado.
Origem: Síbaris foi uma colônia cidade grega fundada em 720 a.C. às margens do golfo de Tarento, na atual Calábria. O comércio intenso a tornou não apenas rica como também uma das mais importantes cidades da Magna Grécia. Em função da opulência de Síbaris, o termo sibarita consagrou-se como sinônimo de pessoa dada aos prazeres da vida.
nó górdio – fulcro da questão; cerne de um problema complexo, resolvido de maneira simples e eficaz.
Origem: Alexandre, o Grande, a caminho da Ásia Menor, escutou uma lenda que afirmava que quem desatasse um dificílimo nó, amarrado por Górdio, antigo rei da Frígia, dominaria toda a região. Após bastante refletir, Alexandre desembainhou sua espada e cortou o nó. Poucos anos depois Alexandre se tornou senhor da Ásia Menor.[42]
vitória de Pirro ou vitória pírrica - uma vitória obtida a alto preço, causando prejuízos irreparáveis.
Origem: Pirro, rei do Epiro e da Macedônia, era o general que comandou o exército grego, na campanha pelo controle da Magna Grécia. Após ter vencido a Batalha de Ásculo contra os romanos, em 279 a.C., com um número considerável de baixas, e ao ser parabenizado pela vitória, teria dito: "Mais uma vitória como esta, estou perdido".[43]
queimar as naus, queimar os navios ou queimar as caravelas - seguir em frente, com confiança absoluta na vitória final.
Origem: Agátocles, tirano de Siracusa, após o desembarcar nas costas da África, numa expedição marítima contra os cartagineses, mandou queimar todos os próprios navios e marchou contra Cartago, onde alcançou a vitória. Fez isso para anular qualquer possibilidade de fuga ou recuo, pois sem os navios seria impossível voltar atrás.
Conta-se que o mesmo estratagema foi utilizado por Menelau, Régulo, Juliano, Guilherme o conquistador e ainda por Cortés, no México.[44][45]
ficar para as calendas gregas - ser agendado ou transferido para uma data que jamais ocorrerá.
Origem: As calendas eram o primeiro dia do mês romano, onde estes habitualmente realizavam seus pagamentos. Ad calendas græcas é uma expressão latina que indica algo que jamais ocorrerá, pois as calendas eram inexistentes no calendário grego.[46]
ganso do Capitólio - pessoa que contribui involuntariamente para alguma ação importante.
Origem: Alusão ao aviso que os gansos consagrados a Juno deram, quando os guerreiros de Breno atacaram furtivamente, em plena noite, a colina do Capitólio, em Roma, no século IV a.C. Com o alarido, os soldados romanos não foram surpreendidos dormindo em suas fortificações e puderam oferecer prolongada resistência ao ataque gaulês.[47][48]
Júlio César, estátua no Museu do Louvre
ai dos vencidos! - aos vencidos não resta senão resignar-se, e
espada de Breno - prepotência do vencedor.
Origem: Breno, foi um chefe celta que liderou o exército gaulês em 390 a.C., capturando e saqueando a cidade de Roma, após ter batido os romanos na batalha de Ália. Após um longo cerco, os romanos concordaram em pagar um pesado resgate em ouro para libertar a cidade. Durante a pesagem do resgate, de acordo com a lenda, os romanos reclamaram contra o uso de pesos falsos. Breno atirou então a sua espada ao prato da balança[49], pronunciando a frase "Vae victis!", que significa "Ai dos vencidos!"[50]
Marco Licínio Crasso
cruzar o Rubicão - tomar uma decisão arriscada de maneira irrevogável, sem volta.
Origem: O rio Rubicão é um pequeno curso de água do nordeste da Itália, ao Sul de Ravena, que corre para o mar Adriático. No período da República Romana era proibido a qualquer general atravessá-lo acompanhado de suas tropas, retornando de campanhas ao norte de Roma, para impedi-los de manobrar grandes contingentes no núcleo do Império Romano, evitando assim riscos à estabilidade do poder central.[51],
Quando Júlio César atravessou o Rubicão, em 49 a.C., em perseguição a Pompeu, violou a lei e tornou inevitável o conflito armado. Segundo Suetônio, César teria então proferido a famosa frase Alea jacta est ("a sorte está lançada" ou "os dados estão lançados").[52]
Não entender patavina - não conhecer ou entender nada sobre determinado assunto.
Origem: Tito Lívio, natural de Patavium, hoje Pádua (Padova), na Itália, expressava-se em péssimo latim, que poucos entendiam. Daí surgiu a expressão, que originariamente significava não entender nada sobre algo que foi dito.[53]
erro crasso - falha grosseira de planejamento, com consequências trágicas.
Origem: Marco Licínio Crasso era um aristocrata, general e político romano, que comandou a vitória da batalha da Porta Colina e esmagou a revolta dos escravos liderada por Espártaco. Em campanha contra os partos, porém, apesar da enorme superioridade numérica de seu exército, sofreu uma derrota fragorosa na batalha de Carras, em 53 a.C., em função de uma série de falhas táticas grosseiras. Mais de 20 000 soldados perderam a vida e cerca de 10 000 foram feitos prisioneiros; a cabeça e a mão direita de Crasso foram levadas ao rei parto, Orodes II.[54]
Os vândalos saqueando Roma.
agir como um vândalo - destruir ou depredar bens públicos por revolta ou simples prazer da destruição.
Origem: A tribo germânica oriental dos Vândalos, procedente da Escandinávia, penetrou no Império Romano durante o século V, estabelecendo-se no norte da África, com base na cidade de Cartago. Em 455 os vândalos invadiram Roma, saqueando-a e destruindo edificações, monumentos, tesouros religiosos e obras de arte, que se perderam para sempre.
discutir o sexo dos anjos/o umbigo de Adão/quantos anjos sapateiam na cabeça de um alfinete – o mesmo que:
discussão bizantina – discussão que não leva a nada, sobre assunto sem nenhum interesse prático.
Origem: Quando os turcos invadiram Constantinopla, capital do Império Bizantino, no século XV, saqueando e incendiando a cidade, violando mulheres e assassinando o último imperador, Constantino XI Paleólogo , os teólogos locais, impassíveis, continuaram em concílio, onde discutiam se Adão tinha umbigo e qual era o sexo dos anjos.
Drama de Inês de Castro, por Columbano Bordalo Pinheiro.
Inês é morta - expressão utilizada, no sentido de “agora é tarde”, em relação a uma providência tomada atrasadamente.
Origem: Inês de Castro uma nobre galega do século XIV, foi amante do futuro rei Pedro I de Portugal, de quem teve quatro filhos, para escândalo da corte e do próprio povo. Foi executada às ordens do pai deste, Afonso IV, tendo sido sua morte cantada por Camões, António Ferreira, João de Barros e muitos outros. Pedro só foi reconhecer que havia se casado secretamente com Inês, para dar legitimidade aos filhos, 5 anos mais tarde, quando já era Rei de Portugal. Em referência a esta decisão tardia, tornou-se popular a expressão “É tarde. Inês é morta”.[55][56]
casa da Mãe Joana - lugar bagunçado, onde todos podem entrar, sem maiores cerimônias.
Origem: Joana I de Nápoles, rainha de Nápoles e condessa de Provença no século XIV, foi acusada de participar do assassinato do marido e precisou passar um tempo refugiada em Avinhão. Durante este período aprovou um decreto que regulamentava os bordéis da cidade, incluindo um artigo que dizia: "- et que siegs une porto... dou todas las gens entraron." Ou seja, ... e que tenha uma porta por onde todas as pessoas possam entrar.[57][58][59]
Colombo quebrando o ovo, William Hogarth.
ovo de Colombo - solução aparentemente fácil e óbvia, mas que não ocorreu a ninguém anteriormente.
Origem: Num banquete na casa do cardeal Ximenes, ao ouvir o comentário de que para descobrir a América bastava ter pensado nisso, Cristóvão Colombo desafiou os presentes a colocarem um ovo em pé sobre uma das extremidades. Como ninguém conseguiu, Colombo bateu ligeiramente a ponta do ovo na mesa e assim o colocou em equilíbrio estável. Todos retrucaram que assim também o fariam. Sem dúvida, retrucou Colombo, mas era preciso pensar isso, e ninguém o fez, senão eu.[60]
a ver navios - frustrado, desiludido, desenganado.
Origem: Alusão aos armadores portugueses, ou aos parentes de marinheiros, durante a época das conquistas, que ficavam no alto das colinas de Lisboa, esperando avistar as caravelas que deveriam chegar das Índias, da África ou do Brasil.[61]
obra de Santa Engrácia - trabalho interminável, que leva muito tempo sendo feito.
Origem: Erguida em 1568, a igreja de Santa Engrácia, em Lisboa, foi severamente danificada por uma tempestade, em 1681. A sua reconstrução foi iniciada em 1682 mas só seria concluída em 1966 - 284 anos após o início da obra. Segundo a tradição popular, a igreja havia sido amaldiçoada como consequência de um amor impossível. Simão Pires Solis, um cristão-novo, cavalgava todos os dias até ao convento de Santa Clara, que ficava ao lado da igreja de Santa Engrácia, que estava em obras, para se encontrar às escondidas com a jovem Violante, feita noviça à força por seu pai, que não concordava com o namoro. Numa dessas noites, em 15 de janeiro de 1630,[62] foi furtado o relicário de Santa Engrácia. Simão foi acusado do furto, preso e barbaramente torturado.[63] Não podendo revelar a razão pela qual rondava a igreja todas as noites, pois comprometeria a amada, foi condenado à morte na fogueira. A execução da pena ocorreu em 3 de janeiro de 1631,[63] nas proximidades das obras da nova igreja de Santa Engrácia. Enquanto as labaredas envolviam seu corpo, Simão gritava que era tão certo morrer inocente como as obras nunca acabarem. De fato, as obras da igreja duraram quase 300 anos.[64]
À parte a narrativa possivelmente romanceada, existem registros históricos sobre "actos excessivos e diabólicos" cometidos por Simão Pires de Solis[65] e sobre sua execução. O chamado "Desacato de Santa Engrácia" teria ocorrido na noite de 15 de janeiro de 1630.[66]
santo do pau oco - pessoa falsa, matreira ou dissimulada.
Origem: Em Minas Gerais, entre o final do século XVII e o início do século XVIII, durante o Período Colonial, a mineração, especialmente de ouro e diamantes, estava em seu auge. Para driblar a cobrança do quinto, o imposto de 20% que a Coroa Portuguesa cobrava de todos os metais preciosos garimpados no Brasil, santos em madeira oca eram esculpidos e, posteriormente, recheados de ouro em pó. Desta forma o estratagema permitia que o contrabando passasse despercebido pelos postos de fiscalização, sem prestar contas às casas de fundição e ao governo. Muitas pessoas, incluindo escravos e clérigos e autoridades, estavam envolvidas nesse tipo de contrabando.[67]
A versão acima, no entanto, é contestada por diversos historiadores. Segundo o professor Meneses de Oliva, do Museu Histórico Nacional, a expressão se origina da descoberta, na cidade de Salvador, de imagens ocas de santos, que vinham de Lisboa recheadas de dinheiro falso.[68]
tudo como dantes no quartel de Abrantes - permanecer tudo no status quo (ironicamente).
Origem: Em 1805, o general Jean-Andoche Junot foi enviado por Napoleão Bonaparte para invadir Portugal. Chegando a Abrantes, conquista o castelo, lugar militarmente estratégico, e lá se instala, para preparar a tomada de Lisboa. Durante essa espera, por cinco dias, um emissário de Dom João VI lhe relata dia após dia "Tudo como dantes, no quartel-general de Abrantes", indicando não haver novidades. Mais tarde, pela bem sucedida campanha, Napoleão concedeu a Junot o título de duque de Abrantes.[69]
tempo de D. João Charuto - tempo muito antigo.
Origem: Tempo muito antigo, de Dom João VI, quando se iniciou a fabricação de charutos no Brasil.[70][71]
discurso acaciano - discurso vazio, pomposo e sem conteúdo.
Origem: A expressão se refere ao célebre personagem Conselheiro Acácio do romance O Primo Basílio, de Eça de Queirós. Paladino da moral cristã e dos bons costumes, usava um discurso afetado, cheio de fórmulas convencionais, chavões e citações, repleto de obviedades.
Batalha de San Juan, na Guerra Hispano-Americana, por Frederic Remington.
entregar a carta a Garcia - ter iniciativa, espírito empreendedor e capacidade para cumprir difíceis missões.
Origem: Expressão originada num episódio ocorrido durante a Guerra Hispano-Americana. Quando se iniciou a guerra, o Presidente dos Estados Unidos, William McKinley, teve necessidade de comunicar rapidamente com o comandante dos rebeldes cubanos, o General Garcia, que se encontrava nas montanhas de Cuba. Na impossibilidade de se comunicar por correio ou telégrafo, McKinley mandou chamar um jovem militar chamado Rowan e deu-lhe uma carta para entregar a Garcia. Rowan, sem nem perguntar onde estava o General, guardou a carta numa bolsa impermeável junto ao coração e em apenas três semanas, após várias aventuras, entregou a carta a Garcia e saiu pelo outro lado da ilha.[72]
até aí morreu Neves - expressão idiomática que significa "isto já sei, quero novidades".
Baralho espanhol, de Valencia, 1778.
Origem: Joaquim Pereira Neves, assessor do Regente Feijó e governador do Rio Grande do Norte, foi morto barbaramente pelos índios. Como durante muito tempo não se falava de outro assunto no Rio de Janeiro, a população da capital, entediada, começou a usar a expressão "até ai morreu o Neves", com o significado de “já sei disto tudo, quero novas notícias”.[73]
vá pro quinto dos infernos - expressão usada contra alguém, quando se está possesso de raiva.
Origem: Durante o Ciclo do Ouro no Brasil, portugueses e brasileiros se deslocaram para regiões promissoras, atrás de ouro e pedras preciosas. Para lucrar com esta atividade a Coroa Portuguesa estabeleceu pesados impostos. No caso do ouro era cobrado o quinto, ou seja, a quinta parte de toda quantidade encontrada. O tributo era tão odiado pelos donos das minas que passaram a chamá-lo de o quinto dos infernos. Esta tributação excessiva foi um dos motivos para a eclosão da Inconfidência Mineira em 1789. [74]
rodar a baiana - ter uma reação violenta a um abuso ou ofensa pessoal.
Origem: Uma das explicações para esta expressão se refere ao Carnaval carioca, que, já no início do século XX, era repleto de confusões e incidentes. Em meio aos desfiles da época alguns gaiatos aproveitavam a farra para passar a mão ou beliscar o bumbum da mulherada. Isso também acontecia com as baianas. Até que elas começaram a desfilar com guarda-costas disfarçados, capoeiristas vestidos como elas, que revidavam aos abusos com socos e navalhadas. Esta reação ficou conhecida como a rodada da baiana..[75]
dar pinta - revelar ou exagerar um traço de personalidade.
Origem: No baralho espanhol, a caixa que cerca cada figura tem um sinal para distinguir o naipe: as copas uma interrupção, as espadas duas, os bastos três e os ouros nenhuma. Este sinal se chama la pinta, de onde se originam as expressões "o conheci pela pinta", "ele deu pinta" e outras similares.[carece de fontes]
tem caroço neste angu - algo está sendo escondido.
Origem: Muitas vezes a refeição servida aos escravos brasileiros era consistia exclusivamente de uma porção de angu de fubá. A escrava que lhes servia às vezes conseguia esconder um pedaço de carne ou outra porção mais substancial embaixo do angu, originando a expressão.[76]
disputar a nega (ou a negra) - jogar mais uma partida, para desempatar um jogo.
Origem: No passado, quando os senhores de escravos jogavam algum esporte ou jogo, o prêmio era muitas vezes uma escrava negra.[77]
ter um bizu - ter acesso a uma dica importante, especialmente com relação a uma prova escolar.
Origem: Expressão usada especialmente por militares. Quando da transferência da corte portuguesa para o Brasil, a comitiva real incluía diversos professores de Coimbra, que passaram a lecionar na Real Academia Militar. As provas de Matemática eram o terror dos alunos, até descobrirem que os professores usavam como base o livro do francês Etienne Bézout. Desta forma, adquirir um exemplar, ou ter acesso a ele para estudar, passou a ser fator importante para o sucesso na matéria. Com o tempo, Bézout passou a ser pronunciado e grafado simplesmente como bizu.
aí é que está o busílis - aí é que se encontra a dificuldade, o nó gordio, o xis da questão.
Origem: Diz-se que a origem do termo se deve a um estudante de latim, que, numa prova, se deparou com as palavras "in diebus ilis" (naqueles dias). Como a expressão estava no fim de uma linha, ficou separada em "in die", numa linha, e "bus illis", na outra. O estudante então traduziu "in die" por "no dia", mas embatucou com o "bus illis", do qual desconhecia o sentido.[78]
será o Benedito? - expressão de espanto diante de situação inesperada ou indesejável.
Origem: Durante a década de 1930, o então presidente Getúlio Vargas demorava-se a definir o nome do interventor federal para o estado de Minas Gerais. Um dos candidatos era Benedito Valadares, um deputado federal até então pouco conhecido. A demora gerava inquietação entre os políticos, que se perguntavam "Será o Benedito?". Foi exatamente quem Getúlio escolheu, em dezembro de 1933, surpreendendo a todos. [79]
Afar
Jibuti (com árabe, francês e somaliano)
Africâner (africânder ou afrikaans):
África do Sul (com inglês, ndebele, soto setentrional, sesoto, suázi, tsonga, tsuana, venda, língua xossa e zulu)
Namíbia (com inglês)
Aimará:
Bolívia (com espanhol, guarani e quíchua)
Peru (com espanhol e quíchua)
Albanês:
Albânia
Kosovo (com sérvio)
Alemão:
Áustria
Alemanha
Bélgica (com neerlandês e francês)
Liechtenstein
Luxemburgo (com francês e luxemburguês)
Suíça (com francês, italiano e romanche)
Amárico
Etiópia
Árabe:
Arábia Saudita
Argélia
Bahrain
Catar
Chade (com francês)
Comores (com comoriano e francês)
Djibouti (com afar, francês e somaliano)
Iémen
Egipto
Emirados Árabes Unidos
Eritreia (com inglês e tigrínia)
Iraque (com curdo)
Israel (com hebraico)
Jordânia
Kuwait
Líbano
Líbia
Mali (com francês e tuaregue)
Marrocos (com berbere)
Mauritânia (com fula, soninquê e uólofe)
Níger (com buduma, fula, gur, hauçá, canúri, songai, tamaxeque, tassauaque e tebu)
Omã
Palestina
Somália (com somaliano)
Somalilândia (com inglês e somaliano)
Sudão (com inglês)
Síria
Tunísia
Sara Ocidental (com espanhol)
Arménio:
Arménia
Artsaque
Azeri:
Azerbaijão
Bielorrusso:
Bielorrússia
Bengali:
Bangladesh
Bislama:
Vanuatu [1]
Bósnio:
Bósnia e Herzegovina (com croata e sérvio)
Búlgaro:
Bulgária
Cazaque:
Cazaquistão (com russo)
Catalão:
Andorra
Checo:
República Checa
Chinês Mandarim:
República Popular da China
Hong Kong (de facto cantonês e mandarim, com inglês)
Macau (de facto cantonês e mandarim, com português)
República da China (Taiwan)
Singapura (com malaio, inglês e tâmil)
Coreano:
Coreia do Norte
Coreia do Sul
Croata
Bósnia e Herzegovina (com bósnio e sérvio)
Croácia
Curdo:
Iraque (com arábe)
Dinamarquês
Dinamarca
Ilhas Feroé (com feroês)
Gronelândia (com inuktitut)
Dari:
Afeganistão (com pachto)
Dhiveli:
Maldivas
Dzongkha:
Butão
Eslovaco
Eslováquia
Esloveno:
Eslovénia
Espanhol:
Argentina
Bolívia (com aimará e quíchua)
Chile
Colômbia
Costa Rica
Cuba
República Dominicana
Equador
El Salvador
Espanha
Guiné Equatorial (com francês e português)
Guatemala
Honduras
México
Nicarágua
Panamá
Paraguai (com guarani)
Peru (com quíchua)
Porto Rico (ver Estados Unidos abaixo)
Uruguai
Venezuela
Sara Ocidental (com árabe)
Estoniano:
Estónia
Fijiano
Fiji (com inglês e hindi fijiano)
Filipino:
Filipinas (com inglês)
Finlandês ou finês:
Finlândia (com sueco)
Francês:
Bélgica (com holandês e alemão)
Benim
Burkina Faso
Burundi (com kirundi)
Camarões (com inglês)
Canadá (na federação, com inglês)
República Centro-Africana
Chade (com árabe)
Comores (com árabe e comorense)
Congo, Congo-Brazzaville
República Democrática do Congo, Congo-Kinshasa
Costa do Marfim
Djibuti (com árabe)
Guiné Equatorial (com espanhol e português)
França
Gabão
Guiné
Haiti (com crioulo haitiano)
Parte da Itália
Vale de Aosta (com italiano)
Luxemburgo (com alemão e luxemburguês)
Madagáscar (com malgaxe)
Mali
Maurícia (com inglês)
Mónaco
Níger (com hauçá e tuaregue)
Ruanda (com inglês e kinyarwanda)
Senegal
Seychelles (com inglês)
Suíça (com alemão, italiano e reto-romance)
Togo
Vanuatu (com Bislama e inglês)
Frísio ocidental:
Países Baixos (com holandês)
Georgiano:
Geórgia
Grego:
Grécia
Chipre (com turco)
Guarani
Paraguai (com espanhol)
Crioulo haitiano:
Haiti (com francês)
Hebreu ou hebraico:
Israel (com árabe)
Hindi
Índia (com inglês)
Fiji hindi
Fiji (com inglês e Fijiano)
Hiri motu:
Papua-Nova Guiné (com inglês e tok pisin)
Holandês:
Bélgica (com francês e alemão)
Países Baixos (com frísio ocidental)
Suriname
Antilhas Holandesas
Aruba
Húngaro:
Hungria
Indonésio:
Indonésia
Inglês:
Austrália
Bahamas
Belize
Botsuana
Canadá (na federação com francês)
Estados Unidos (de facto)
Fiji (com hindi fijiano e fijiano)
Guiana
Índia (com hindi)
Quénia (com suaíli)
Kiribati
Nigéria
Palau com palauense
Paquistão com Urdu
Papua-Nova Guiné (com tok pisin e hiri motu)
Reino Unido
República da Irlanda (com irlandês)
África do Sul (com africânder, ndebele, SeSotho do norte, SeSotho do sul, suazi, tsonga, tswana, venda, xhosa e zulu)
Nova Zelândia (com maori)
Singapura (com malaio, tâmil e chinês)
Filipinas (porém, a língua nacional é o filipino)
Gâmbia
Zâmbia
Namíbia
Trinidad e Tobago
Irlandês
República da Irlanda (com inglês)
Italiano:
Itália (com alemão, francês, ladino e sardo, em algumas províncias)
Suíça (com alemão, francês, e reto-romance)
Ticino
Grisões (com alemão e reto-romance)
São Marino
Vaticano (com latim)
Parte da Croácia
Ístria (com croata)
Parte da Eslovénia
Municípios de Izola, Koper e Piran (com esloveno)
Japonês:
Japão
Kanará ou Canará:
Parte da Índia (com inglês, bengali, telugu, marata, tâmil, urdu, guzarati, malaiala, oriá, punjabi, caxemira, sindi, sânscrito, num total de 23 línguas oficiais)
Karnataka
Khmer:
Camboja
Laociano:
Laos
Latim:
Santa Sé (Cidade do Vaticano)
Letão:
Letónia
Lituano:
Lituânia
Macedônio:
Macedônia do Norte
Malaio:
Malásia
Brunei
Singapura (com inglês, tâmil e chinês)
Malaiala:
Parte da Índia (com inglês, bengali, canará, telugu, marata, tâmil, urdu, guzarati, oriá, punjabi, caxemira, sindi, sânscrito, num total de 23 línguas oficiais)
Kerala
Lakshadweep
Maori:
Nova Zelândia (com inglês)
Marata:
Parte da Índia (com inglês, bengali, canará, telugu, tâmil, urdu, guzarati, malaiala, oriá, punjabi, caxemira, sindi, sânscrito, num total de 23 línguas oficiais)
Maharashtra
Moldávio (segundo alguns nacionalistas, trata-se de uma língua separada do romeno; o que não merece a concordância da maioria dos lingüistas):
Moldávia
Mongol
Mongólia
Ndebele:
África do Sul (com africâner, inglês, SeSotho do norte, sotho, suázi, tsonga, tswana, venda, xhosa, zulu)
Nepalês:
Nepal
Sotho setentrional:
África do Sul (com africâner, inglês, Ndebele, Sotho, suázi, Tsonga, Tswana, Venda, Xhosa, zulu)
Norueguês:
Noruega (duas formas oficiais escritas - Bokmål e Nynorsk)
Oriá:
Parte da Índia (com inglês, bengali, canará, telugu, marata, tâmil, urdu, guzarati, malaiala, punjabi, caxemira, sindi, sânscrito, num total de 23 línguas oficiais)
Orissa
Pachto:
Afeganistão (com persa dari)
Palauense
Palau (com inglês)
Persa:
Irão
Afeganistão (chamada persa dari no Afeganistão) (com pachto)
Tajiquistão (chamada persa tadjique no Tadjiquistão)
Polonês ou Polaco:
Polónia
Português:
Angola
Brasil
Cabo Verde
Guiné-Bissau
Guiné Equatorial (com espanhol e francês)
parte da República Popular da China
Macau (com chinês)
Moçambique
Portugal
São Tomé e Príncipe
Timor-Leste (com tétum)
Punjabi:
Parte da Índia (com inglês, bengali, canará, telugu, marata, tâmil, urdu, guzarati, malaiala, oriá, caxemira, sindi, sânscrito, num total de 23 línguas oficiais)
Punjabe
Quíchua
Bolívia (com espanhol e aimará)
Peru (com espanhol e aimará)
Quirguiz:
Quirguistão (com russo)
parte da República Popular da China
Prefeitura autônoma de Kizilsu (com Chinês mandarim)
Romeno:
Moldova (conhecido localmente como moldovo que, segundo alguns nacionalistas, é uma língua separada do romeno; o que não merece a concordância da maioria dos linguistas)
Roménia
Romanche:
Suíça (com alemão, francês, e italiano)
Grisões (com alemão e italiano)
Russo:
Bielorrússia (com bielorrusso)
Cazaquistão (com cazaque)
Quirguizistão (com quirguiz)
Rússia
Sérvio:
Bósnia e Herzegovina (com bósnio, croata)
Sérvia
Montenegro (com montenegrino)
Cingalês:
Sri Lanka (com tâmil)
Somali:
Somália
Soto:
África do Sul (com africâner, inglês, Ndebele, Sotho setentrional, suázi, Tsonga, Tswana, Venda, Xhosa, zulu)
Suaíli:
Quénia (com inglês)
Tanzânia
Suázi:
Essuatíni (com inglês)
África do Sul (com africâner, inglês, Ndebele, Sotho setentrional, Sotho, Tsonga, Tswana, Venda, Xhosa, zulu)
Sueco:
Suécia
Finlândia
Tajique:
Tajiquistão
Tâmil:
Singapura (com Malaio, inglês and chinês)
Sri Lanka (com cingalês)
Tétum:
Timor-Leste (com português)
Tai:
Tailândia
Tok Pisin:
Papua-Nova Guiné (com inglês e Motu)
Tsonga:
África do Sul (com africâner, inglês, Ndebele, Sotho setentrional, Sotho, suázi, Tswana, Venda, Xhosa, zulu)
Tswana:
África do Sul (com africâner, inglês, Ndebele, Sotho setentrional, Sotho, suázi, Tsonga, Venda, Xhosa, zulu)
Turco:
Turquia
Chipre (com grego)
Turcomeno:
Turquemenistão
Ucraniano:
Ucrânia
Urdu:
Paquistão com inglês
Uzbeque:
Uzbequistão
Venda:
África do Sul (com africâner, inglês, Ndebele, Sotho setentrional, Sotho, suázi, Tsonga, Tswana, Xhosa, zulu)
Vietnamita:
Vietname
Xhosa:
África do Sul (com africâner, inglês, Ndebele, Sotho setentrional, Sotho, suázi, Tsonga, Tswana, Venda, zulu)
Zulu:
África do Sul (com africâner, inglês, Ndebele, Sotho setentrional, Sotho, Swazi, Tsonga, Tswana, Venda, Xhosa)
Línguas oficiais de estados, províncias e regiões não independentes
A B C D E F G H I O R S T U Z
Albanês:
Parte da Sérvia
Kosovo
Alemão:
parte da Itália
Tirol do Sul (com italiano)
Suíça (com francês, italiano e reto-romance)
17 dos 26 cantões (monolinguisticamente alemães)
Grisões (com italiano e reto-romance)
Berna, Friburgo, Valais (com francês)
Aranês (ver Occitano)
Assamês:
Parte da Índia
Assam
Basco:
País Basco (com espanhol)
Navarra (com espanhol)
Bengali:
Parte da Índia
Tripura
Bengala Ocidental
Cantonês:
Hong Kong (falado de facto, junto com com inglês e mandarim)
Macau (falado de facto, com português e mandarim)
Catalão:
partes de Espanha (com espanhol)
Ilhas Baleares
Catalunha
Comunidade Valenciana (aqui chamada língua valenciana)
parte de Itália (com italiano)
cidade de Alghero (L'Alguer em catalão)
Cazaque:
parte da República Popular da China
Prefeitura autónoma cazaque de Ili, com chinês (mandarim)
Condado autónomo cazaque de Barkol, com chinês (mandarim)
Condado autónomo cazaque de Mori, com chinês (mandarim)
Chipewyan:
Territórios do Noroeste, no Canadá (com cree, dogrib, inglês, francês, gwich'in, Inuinnaqtun, inuktitut, Inuvialuktun, e slavey)
Coreano:
parte da República Popular da China
Prefeituras autónomas de Changbai e Yanbian, com chinês (mandarim)
Cree:
Territórios do Noroeste, no Canadá (com chipewyan, dogrib, inglês, francês, gwich'in, Inuinnaqtun, inuktitut Inuvialuktun e slavey)
Croata
alguns municípios da Áustria (com alemão)
parte da Sérvia
Voivodina (com sérvio, húngaro, romeno, eslovaco e ruteno)
parte da Itália
Molise (estatuto possivelmente menor)
parte da Roménia
Caraș-Severin (distrito) (estatuto possivelmente menor)
parte da Montenegro
Bocas de Cattaro (estatuto possivelmente menor)
Dogrib:
Territórios do Noroeste, no Canadá (com chipewyan, cree, , inglês, francês, gwich'in, Inuinnaqtun, inuktitut, Inuvialuktun e slavey)
Eslovaco
parte da Sérvia
Voivodina (com croata, sérvio, húngaro, romeno e ruteno)
Esloveno:
parte da Itália
Friuli-Venezia Giulia (com italiano)
parte da Áustria
Caríntia (com alemão)
Espanhol:
parte dos Estados Unidos
Califórnia
Novo México (co-oficial com inglês)
Porto Rico (com inglês)
Texas
Francês:
Parte do Canadá (na federação, com inglês)
Nova Brunswick (com inglês)
Quebeque
Nunavut (com inglês, inuktitut e inuvialuktun)
Territórios do Noroeste, no Canadá (com chipewyan, cree, dogrib, inglês, gwich'in, Inuinnaqtun, inuktitut, Inuvialuktun e slavey)
Yukon (com inglês)
parte dos Estados Unidos
Luisiana (com inglês)
Maine
parte da Itália
Valle d'Aosta (com italiano)
Parte da Suíça (com alemão, italiano e reto-romance)
Genebra
Vaud
Valais
Jura
Neuchâtel
Friburgo, Berna (com alemão)
Galego:
Galiza (com espanhol)
NOTA: Se o galego é, de facto, uma língua separada ou um dialecto da língua portuguesa é objecto de discussão entre os lingüistas.
Gujarati:
parte da Índia (com inglês e híndi)
Dadrá e Nagar-Aveli
Damão e Diu
Gujarate
Gwich'in:
Territórios do Noroeste, no Canadá (com chipewyan, cree, dogrib, inglês, francês, Inuinnaqtun, inuktitut, Inuvialuktun e slavey)
Havaiano:
Havaí (co-oficial com o inglês)
Húngaro:
parte da Sérvia
Voivodina (com croata, sérvio, romeno, eslovaco e ruteno)
Hunsrückisch
Brasil
Antônio Carlos (Santa Catarina)
Iídiche:
Parte da Rússia
Oblast Autônomo Judaico
Inglês:
parte do Canadá (na federação com francês)
Nova Brunswick (com francês)
Nova Escócia (com francês)
Nunavut (com francês, Inuinnaqtun, inuktitut e inuvialuktun)
Territórios do Noroeste (com chipewyan, cree, dogrib, francês, gwich'in, Inuinnaqtun, Inuvialuktun, unuktitut e slavey)
Yukon (com francês)
parte da República Popular da China
Hong Kong (com chinês)
partes dos Estados Unidos: o governo federal norte-americano não pode declarar uma língua como oficial em todo o território, devido a questões federativas. A língua oficial é decidida pela maioria dos estados que têm uma língua oficial declarada; o inglês é a primeira língua da maioria da população e está consagrada pelo costume. O inglês é língua oficial nos seguintes estados e territórios:
Alabama
Alasca
Arcansas
Califórnia
Colorado
Florida
Geórgia
Havai (com havaiano)
Ilhas Virgens Americanas
Illinois
Indiana
Iowa
Kentucky
Luisiana (com francês)
Massachusetts
Mississippi
Missouri
Montana
Nebrasca
Nova Hampshire
Novo México (com espanhol)
Carolina do Norte
Carolina do Sul
Dacota do Norte
Dacota do Sul
Tennessee
Utah
Virgínia
Virgínia Ocidental
Wyoming
Inuinnaqtun:
Territórios do Noroeste, no Canadá (com chipewyan, cree, dogrib, inglês, francês, gwich'in, Inuktitut, Inuvialuktune slavey)
Inuktitut:
Groenlândia (com dinamarquês)
Nunavut (com inglês, francês, e inuvialuktun)
Territórios do Noroeste, no Canadá (com chipewyan, cree, dogrib, inglês, francês, gwich'in, Inuinnaqtun, Inuvialuktune slavey)
Inuvialuktun:
Nunavut (com inglês, francês, e inuktitut)
Territórios do Noroeste (incluso no Inuktitut; com chipewyan, cree, dogrib, inglês, francês, gwich'in, Inuinnaqtun e slavey)
Kokborok:
parte da India
Tripura (com bengali)
Mongol:
parte da República Popular da China
Mongolia Interior, com chinês (mandarim)
Haixi, com tibetano e chinês (mandarim)
Bortala, com chinês (mandarim)
Bayin'gholin, com chinês (mandarim)
Dorbod, com chinês (mandarim)
Qian Gorlos, com chinês (mandarim)
Harqin Left Wing Mongol Autônoma Condado, com chinês (mandarim)
Fuxin, com chinês (mandarim)
Weichang, com chinês (mandarim)
Subei, com chinês (mandarim)
Henan, com chinês (mandarim)
occitano (aranês):
Val d'Aran (com catalão e espanhol)
Romeno:
parte da Grécia
Monte Atos
parte da Sérvia
Voivodina (com croata, sérvio, húngaro, eslovaco e ruteno)
Ruteno:
Voivodina (com croata, sérvio, húngaro, eslovaco e ruteno)
Lapão:
Finlândia (em quatro municipalidades)
Noruega (em seis municipalidades)
Suécia (em quatro municipalidades e arredores)
Slavey:
Territórios do Noroeste, no Canadá (com chipewyan, cree, dogrib, inglês, francês, gwich'in, Inuinnaqtun, inuktitut e Inuvialuktun)
Sueco:
parte da Finlândia (com finlandês)
Åland (monolingüe em sueco) (província autônoma sob soberania finlandesa)
Taitiano:
Polinésia Francesa (com francês)
Tâmil:
Parte da Índia
Pondicherry
Tâmil Nadu
Tibetano:
Tibete (com chinês mandarim)
Aba (com chinês mandarim)
Garzê (com chinês mandarim)
Diqing (com chinês mandarim)
Wenshan (com chinês mandarim)
Gannan (com chinês mandarim)
Haibai (com chinês mandarim)
Hainan (com chinês mandarim)
Huangnan (com chinês mandarim)
Golog (com chinês mandarim)
Gyêgu (com chinês mandarim)
Haixi (com mongol e chinês mandarim)
Muli (com chinês mandarim)
Tianzhu (com chinês mandarim)
Telugu:
Parte da Índia
Andhra Pradesh
Uigur:
Xinjiang (com chinês mandarim)
Urdu:
Parte da Índia
Jammu e Caxemira
Zhuang:
Guangxi (com chinês mandarim)
Lianshan (com chinês mandarim)
Esta é uma lista de gentílicos do Brasil dividida por unidade federativa (UF).
Logo abaixo do nome da UF, entre parênteses, estão os adjetivos pátrios referentes a ele, seguidos da lista de municípios (em ordem alfabética) e seus respectivos gentílicos. Os municípios grafados em negrito são as capitais das 27 unidades federativas.
Sobre gentílicos em geral, convém destacar as normas ortográficas em vigor desde o Formulário Ortográfico de 1943, que diz, em seu item 42[1]:
“ Os topônimos de tradição histórica secular não sofrem alteração alguma na sua grafia, quando já esteja consagrada pelo consenso diuturno dos brasileiros. Sirva de exemplo o topônimo "Bahia", que conservará esta forma quando se aplicar em referência ao Estado e à cidade que têm esse nome. Observação. - Os compostos e derivados desses topônimos obedecerão às normas gerais do vocabulário comum. ”
Acre
(acriano, acreano)
Assis Brasil - assis-brasiliense
Cruzeiro do Sul - cruzeirense
Feijó – feijoense
Mâncio Lima - mâncio-limense
Manoel Urbano - murbanense
Marechal Thaumaturgo - thaumaturguense[2]
Rio Branco – rio-branquense
Sena Madureira - sena-madureirense
Tarauacá - tarauacaense
Xapuri - xapuriense
Alagoas
(alagoano)
Anadia – anadiense
Arapiraca - arapiraquense
Atalaia - atalaiense
Belém - belenense
Belo Monte - belo-montense
Canapi - canapiense
Campestre - campestrense
Capela - capelense
Carneiros - carneirense
Coité do Noia coitenense
Coruripe - coruripense
Craíbas - craibense
Delmiro Gouveia - delmirense
Feira Grande - feira-grandense
Flexeiras - flexeirense
Ibateguara - ibateguarense
Igaci - igaciense
Inhapi - inhapiense
Jacaré dos Homens - jacareense, jacarezeiro
Jacuípe - jacuipense
Japaratinga - japaratinguense
Jaramataia - jaramataiense
Jequiá da Praia - jequiense
Jundiá - jundiaense
Junqueiro - junqueirense
Maceió – maceioense
Maragogi - maragogiense
Maravilha - maravilhense
Marechal Deodoro - deodorense
Maribondo - maribondense
Messias - messiense
Murici - muriciense
Novo Lino - linense
Ouro Branco - ouro-branquense
Pariconha - pariconhense
Paripueira - paripueirense
Passo de Camaragibe - camaragibano
Paulo Jacinto - paulo-jacintense
Penedo - penedense
Quebrangulo - quebrangulense
Queimadas (Bahia)- queimadense
Rio Largo - rio-larguense
Roteiro - roteirense
Santana do Ipanema - santanense
São José da Laje - lajense
São Miguel dos Campos - miguelense
Satuba - satubense
Teotônio Vilela - vilelano
Traipu- traipuense
União dos Palmares - palmarino
Viçosa - viçosense
Amapá
(amapaense)
Amapá - amapaense
Calçoene - calçoenense
Macapá – macapaense
Mazagão - mazaganense
Oiapoque - oiapoquense
Santana - santanense
Serra do Navio - serra-naviense
Amazonas
(amazonense); (baré)
Alvarães - alvarense
Amaturá - amaturense
Anamã - anamãense
Anori - anoriense
Apuí - apuiense
Atalaia do Norte - atalaiense
Autazes - autaziense
Barcelos - barcelense
Barreirinha - barreirinhense
Benjamin Constant - benjamin-constantense
Beruri - beruriense
Boa Vista do Ramos - boa-vistense
Boca do Acre - bocacrense
Borba - borbense
Caapiranga - caapiranguese
Canutama - canutamense
Carauari - carauariense
Careiro - careirense
Careiro da Várzea - careirense-da-várzea
Coari - coariense
Codajás - codajaiense
Eirunepé - eirunepeense [3]
Envira - envirense
Fonte Boa - fonte-boense
Guajará - guajaraense
Humaitá - humaitaense
Ipixuna - ipixunaense
Iranduba - irandubense
Itacoatiara - itacoatiarense
Itamarati - itamaratiense
Itapiranga - itapiranguense
Japurá - japuraense
Juruá - juruaense
Jutaí - jutaiense
Lábrea - labreense
Manacapuru - manacapuruense
Manaquiri - manaquiriense
Manaus – manauense, manauara
Manicoré - bacurau
Maraã - maraaense
Maués - maueense, mauesense
Nhamundá - nhamundaense
Nova Olinda do Norte - nova-olindense
Novo Airão - novo-airense; novo-airãoense
Novo Aripuanã - aripuanense; novo-aripuanense
Parintins - parintinense
Pauini - pauiniense
Presidente Figueiredo - figueirense
Rio Preto da Eva - rio-pretense
Santa Isabel do Rio Negro - santa-isabelense
Santo Antônio do Içá - içaense [4]
São Gabriel da Cachoeira - são-gabrielense
São Paulo de Olivença - paulivense
São Sebastião do Uatumã - uatumãense
Silves - silvense, saracaense
Tabatinga - tabatinguense
Tapauá - tapauense
Tefé - tefeense [5]
Tonantins - tonantinense
Uarini - uariniense; uarinense
Urucará - urucaraense
Urucurituba - urucuritubense
Bahia
(baiano)
Abaíra - abairense
Abaré - abareense
Acajutiba - acajutibense
Adustina - adustinense
Aiquara - aiquarense
Alagoinhas - alagoinhense
Alcobaça - alcobacense
Almadina - almadinense
Amargosa - amargosense
Amélia Rodrigues - amélia-rodriguense
Anagé - anageense
Andaraí - andaraiense
Andorinha - andorinhense
Araci - araciense
Aramari - aramariense
Barra do Mendes - barramendense
Barreiras - barreirense
Boa Vista do Tupim - tupinense
Brumado - brumadense
Caetité - caetiteense
Camaçari - camaçariense
Campo Alegre de Lourdes - campo-alegrense
Carinhanha - carinhanhense
Casa Nova - casa-novense
Cipó - cipoense
Coaraci - coaraciense
Curaçá - curaçaense
Cruz das Almas - cruz-almense
Dias d'Ávila - dias-davilense
Entre Rios - entrerriense[6][7]
Esplanada - esplanadense
Euclides da Cunha - euclidense
Feira de Santana - feirense
Gongogi - gongogiense
Guanambi - guanambiense
Ibicaraí - ibicaraiense
Ilhéus - ilheense
Ipiaú - ipiauense
Ipirá - ipiraense
Irecê - ireceense
Itaberaba – Itaberabense
Itabuna – itabunense, grapiúna
Itajuípe - itajuipense
Itambé - itambeense
Itaparica - itaparicano
Itiruçu - itiruçuense
Iuiú - iuiuense
Jacobina - jacobinense
Jequié - jequieense
Juazeiro - juazeirense
Lauro de Freitas – lauro-freitense
Luís Eduardo Magalhães - luís-eduardense
Malhada - malhadense
Maracás - maracaense
Milagres - milagrense
Mundo Novo - mundo-novense
Palmas de Monte Alto - montealtense
Paramirim - paramirinhense
Paulo Afonso - paulo-afonsino
Pilão Arcado - pilão-arcadense
Porto Seguro - porto-segurense
Queimadas - queimadense
Remanso - remansense
Ribeira do Pombal - pombalense
Salvador – soteropolitano
Santa Maria da Vitória - santa-mariense
Santo Amaro - santo-amarense
Santo Antônio de Jesus - santo-antoniense
Senhor do Bonfim - bonfinense
Sento Sé - sento-seense
Sobradinho - sobradinhense
Souto Soares - soutosoarense
Teixeira de Freitas - teixeirense
Teodoro Sampaio - teodorense
Valença - valenciano
Vitória da Conquista - conquistense
Ceará
(cearense)
Ver também: Lista de gentílicos do Ceará
Distrito Federal
(brasiliense)
Espírito Santo
(capixaba, espírito-santense)
Água Doce do Norte - água-docense
Afonso Cláudio - afonso-claudense
Alegre (Espírito Santo) - alegrense
Alfredo Chaves - alfredense
Aracruz - aracruzense
Baixo Guandu - guanduense
Barra de São Francisco - francisquense
Brejetuba - brejetubense
Cachoeiro de Itapemirim - cachoeirense
Cariacica - cariaciquense
Castelo - castelense
Colatina - colatinense
Conceição da Barra - barrense
Domingos Martins - martinense
Ecoporanga - ecoporanguense
Fundão - fundoense
Governador Lindenberg - lindenberguense
Guaçuí - guaçuiense
Guarapari - guarapariense
Ibatiba - ibatibense
Ibiraçu - ibiraçuense
Irupi - irupiense
Itapemirim - itapemirinense
Iúna - iunense
João Neiva - joão-neivense
Linhares - linharense
Muqui - muquiense
Nova Venécia - veneciano
Pancas - panquense
Piúma - piumense
Rio Bananal - ribanense
Santa Teresa - teresense
São Gabriel da Palha - gabrielense
São Mateus - mateense
Serra - serrano
Sooretama - sooretamense
Vargem Alta - vargem-altense
Venda Nova do Imigrante - venda-novense
Viana - vianense
Vila Pavão - pavoense
Vila Velha - vila-velhense, canela-verde
Vitória – vitoriense
Goiás
(goiano)
Alvorada do Norte - alvoradense-do-norte
Anápolis – anapolitano, anapolino, anapolense
Aparecida de Goiânia - aparecidense
Aporé – aporeense
Catalão - catalano
Estrela do Norte - estrela-nortense
Flores de Goiás - florense
Formosa - formosense
Goianésia – goianesiense
Goiânia – goianiense
Goiás - vila-boense; goiano
Goiatuba - goiatubense
Itaberaí - itaberino
Itapaci - itapacino
Itumbiara - itumbiarense
Jandaia - jandaiense
Morrinhos - morrinhense
Nova Glória - nova-glorino
Nova Roma - nova-romano
Orizona – orizonense
Palmeiras de Goiás - palmeirenses
Piranhas – piranhense
Pirenópolis - pirenopolino
Pires do Rio - piresino
Pontalina – pontalinense
Porangatu - porangatuense
Posse - possense
Rio Verde - rio-verdense
Rubiataba - rubiatabense
Quirinópolis - quirinopolino
São Simão – simonense
Silvânia – silvaniense
Simolândia - simolandense
Sítio d'Abadia - sitiense
Trindade – trindadense
Uruaçu - uruaçuense
Vianópolis – vianopolino
Vila Boa (Goiás) - vila-boense
Inhumas - inhumense
Maranhão
(maranhense)
Açailândia - açailandense
Bacabal - bacabalense
Balsas - balsense
Barra do Corda - barra-cordense
Barreirinhas - barreirinhense
Caxias - caxiense
Grajaú - grajauense
Graça Aranha - gracense
Guimarães - guimarense, vimarense
Humberto de Campos - humbertuense
Imperatriz – imperatrizense
Itapecuru-Mirim - itapecuruense
Joselândia - joselandense
Loreto - loretense
Miranda do Norte - mirandense
Nova Iorque - nova-iorquense
Paço do Lumiar - luminense
Passagem Franca - passagense
Pinheiro - pinheirense
Pio XII - pio-docense, pio-dozense
Poção de Pedras - poção-pedrense
Presidente Vargas - presidentino, presidente-varguense
Rosário - rosariense
Riachão - riachoense, riachãoense
Santa Inês - santa-inesense
São João do Caru - são-joanense, caruense
São João dos Patos - patoense
São Luís – ludovicente, são-luisense
São Pedro da Água Branca - são-pedrense
Timon - timonense
Vargem Grande - vargem-grandense
Zé Doca - zé-doquense
Mato Grosso
(mato-grossense)
Acorizal - acorizalense
Água Boa - água-boense
Alta Floresta - alta-florestense; florestense
Alto Araguaia - alto-araguaiense
Alto Boa Vista - alto-boa-vistense
Alto Garças - alto-garcense
Alto Paraguai - alto-paraguaiense
Alto Taquari - taquariense
Apiacás - apiacaense
Araguaiana - araguaianense
Araguainha - araguainhense
Araputanga - araputanguense
Arenápolis - arenapolitano
Aripuanã - aripuanense
Barra do Bugres - barra-bugrense
Barra do Garças - barra-garcense
Bom Jesus do Araguaia - bom-jesusense-do-araguaia
Brasnorte - brasnortense
Cáceres - cacerense
Canarana - canaranense
Campo Novo do Parecis - camponovense
Campo Verde - campo-verdense
Chapada dos Guimarães - chapadense
Colíder - Colidense
Cuiabá – cuiabano
Lucas do Rio Verde — luverdense
Nobres - nobrense
Nova Mutum - mutuense
Novo Horizonte do Norte — novo-horizontino
Paranatinga - paranatinguense
Pontes e Lacerda - pontes-lacerdense
Primavera do Leste - primaverense
Rondonópolis — rondonopolitano
Santo Antônio de Leverger - levergense; santo-antoniense
Sinop - sinopense
Sorriso - sorrisiense
Tangará da Serra - tangaraense
Várzea Grande - várzea-grandense
Mato Grosso do Sul
Ver também: Lista de gentílicos de Mato Grosso do Sul
(sul-mato-grossense, mato-grossense-do-sul)
Aquidauana - aquidauanense
Bonito - bonitense
Caarapó - caarapoense
Campo Grande – campo-grandense
Corumbá - corumbaense
Dourados - douradense
Jardim - jardinense
Naviraí - naviraiense
Nova Andradina - nova-andradinense
Paranaíba - paranaibense
Ponta Porã - ponta-poranense
Rio Brilhante - rio-brilhantense
Sidrolândia - sidrolandense
Três Lagoas - três-lagoense
Minas Gerais
Ver artigo principal: Lista de gentílicos de Minas Gerais
(mineiro)
Belo Horizonte - belo-horizontino, belorizontino, horizontino
Pará
Ver artigo principal: Lista de gentílicos do Pará
(paraense)
Belém - belenense
Paraíba
Ver também: Lista de gentílicos da Paraíba
(paraibano)
Campina Grande - campinense
João Pessoa - pessoense
Junco do Seridó - juncoense
Patos - patoense
Santa Luzia - santaluziense
São José do Sabugi - sabugienses
São Mamede - saomamedense
Várzea - varzeense
Paraná
(paranaense)
Ver artigo principal: Lista de gentílicos do Paraná
Curitiba - curitibano
Pernambuco
(pernambucano)
Araripina - araripinense
Afogados da Ingazeira - afogadense
Arcoverde - arco-verdense
Belo Jardim - belojardinense
Bom Jardim - bom-jardinense
Cabo de Santo Agostinho - cabense
Camaragibe - camaragibense[8]
Camocim de São Félix - camociense
Caruaru - caruaruense
Escada - escadense
Garanhuns - garanhuense
Gravatá - gravataense
Ipojuca - ipojuquense
Itaíba - itaibense
Jaboatão dos Guararapes - jaboatonense
Limoeiro - limoeirense
Moreno - morenense
Olinda - olindense
Paulista - paulistense
Pesqueira - pesqueirense
Petrolina - petrolinense
Recife - recifense
Salgueiro - salgueirense
Santa Cruz do Capibaribe - santa-cruzense
São Vicente Férrer - vicentino
Serra Talhada - serra-talhadense
Tabira - tabirense
Xexéu - xexeuense
Piauí
(piauiense)
Alto Longá - alto-longaense
Altos - altoense
Amarante - amarantino
Cajazeiras do Piauí - cajazerense
Canto do Buriti - canto-buritiense
José de Freitas - josé-freitense
Luís Correia - luís-correiense
Manoel Emídio - manoel-emidiano
Monsenhor Gil - monsenhor-gilense
Parnaíba - parnaibano
Picos - picoense
Redenção do Gurgueia - redençoense
Regeneração - regenerense
São João do Piauí - são-joanense
São Pedro do Piauí - são-pedrense
São Raimundo Nonato - são-raimundense
Oeiras - oeirense
Teresina – teresinense
Uruçuí - uruçuiense
Rio de Janeiro
(fluminense)
Ver artigo principal: Lista de gentílicos do Rio de Janeiro
Rio de Janeiro – carioca
Rio Grande do Norte
(potiguar, rio-grandense-do-norte, norte-rio-grandense)
Areia Branca - areia-branquense
Assu - assuense
Caicó - caicoense
Ceará-Mirim - ceará-mirinense
Extremoz - extremozense
Jardim de Angicos - jardinense
João Câmara - camaraense
Macaíba - macaibense
Martins - martinense
Mossoró - mossoroense [9]
Natal – natalense
Nísia Floresta - nísia-florestense
Parnamirim - parnamirinense
Passa-e-Fica - passa-fiquense
Pau dos Ferros - pau-ferrense
Sítio Novo - sítio-novense
Umarizal - umarizalense
Upanema - upanemense
Rio Grande do Sul
(gaúcho, rio-grandense-do-sul, sul-rio-grandense)
Ver artigo principal: Lista de gentílicos do Rio Grande do Sul
Porto Alegre - porto-alegrense
Rondônia
(rondoniense, rondoniano)
Ariquemes - ariquemense
Cacoal - cacoalense
Espigão d'Oeste - espigoense
Governador Jorge Teixeira - jorge-teixerense
Guajará-Mirim - guajara-mirense
Jaru - jaruense
Ji-Paraná - ji-paranaense
Ouro Preto do Oeste - ouro-pretense
Pimenta Bueno - pimentense
Porto Velho – porto-velhense
Rolim de Moura - rolim-mourense
São Miguel do Guaporé – miguelense
Theobroma - theobromense [10]
Vilhena - vilhenense
Roraima
(roraimense)
Alto Alegre – alto-alegrense
Amajari - amajariense
Boa Vista – boa-vistense
Caracaraí - caracaraiense
Caroebe - caroebense
Normandia - normandiense
Pacaraima - pacaraimense
Santa Catarina
(catarinense, barrigaverde)
Agrolândia – agrolandense
Alfredo Wagner – alfredense
Arabutã – arabutanense
Araquari – araquariense
Araranguá – araranguaense
Armazém – armazenense
Ascurra – ascurrense
Balneário Arroio do Silva – arroiense; arroio-silvense
Balneário Camboriú – balneocamboriuense
Balneário Gaivota – gaivotense
Barra Velha – barra-velhense
Biguaçu – biguaçuense
Blumenau – blumenauense
Braço do Norte – braço-nortense
Brusque - brusquense
Caçador - caçadorense
Calmon - calmonense
Camboriú - camboriuense
Campo Belo do Sul - campo-belense
Campo Erê - campo-erense
Canoinhas - canoinhense
Capão Alto - capão-altense
Capinzal - capinzalense
Capivari de Baixo - capivariense
Celso Ramos - celso-ramense
Chapecó - chapecoense
Cocal do Sul – sul-cocalense
Concórdia - concordiense
Correia Pinto - correia-pintense
Criciúma – criciumense
Ermo – ermense
Erval Velho - ervalense
Florianópolis – florianopolitano
Forquilhinha - forquilhinhense
Fraiburgo - fraiburguense
Gaspar - gasparense
Governador Celso Ramos - gancheiro
Grão-Pará - grão-paraense
Gravatal - gravatalense [11][12]
Içara - içarense
Ilhota - ilhotense
Imbituba - imbitubense
Indaial - indaialense
Ipumirim - ipumirinense
Itajaí - itajaiense
Jacinto Machado - jacinto-machadense
Jaguaruna – jaguarunense
Jaraguá do Sul – jaraguaense
Joaçaba - joaçabense
Joinville – joinvilense
Lages - lageano[13]
Laguna - lagunense
Lebon Régis - lebonregense
Lontras – lontrense
Massaranduba - massarandubense [14]
Morro da Fumaça – fumacense
Orleans - orleanense
Palhoça - palhocense
Passo de Torres - passo-torrense
Ponte Alta - ponte-altense
Ponte Alta do Norte - norte-ponte-altense
Porto União - porto-unionense [15]
Praia Grande - praia-grandense
Presidente Getúlio - getuliense
Rio do Sul – rio-sulense
Rio Fortuna – rio-fortunense
Santa Rosa de Lima – santa-rosa-limense
Santo Amaro da Imperatriz – santoamarense
São Bonifácio - são-bonifacense
São José – josefense
Siderópolis – sideropolitano
Sombrio - sombriense
Taió - taioense
Tangará - tangaraense
Timbó - timboense
Treze de Maio - treze-maiense
Tubarão - tubaronense
Turvo - turvense
Urussanga - urussanguense [16]
Videira - videirense
Xanxerê - xanxerense
São Paulo
Ver também: Lista de gentílicos de São Paulo
(paulista)
São Paulo - paulistano
Sergipe
(sergipano, sergipense)
Aracaju – aracajuano, aracajuense
Estância - estanciano
Itabaiana - itabaianense
Itaporanga d'Ajuda - itaporanguense
Japoatã - japoatãense
Lagarto - lagartense
Laranjeiras - laranjeirense
Neópolis - neopolitano
Nossa Senhora das Dores - dorense
Simão Dias - simão-diense
Tocantins
(tocantinense)
Abreulândia - abreulandense
Aguiarnópolis - aguiarnopolense
Aliança do Tocantins - aliancense
Almas - almense
Alvorada - alvoradense
Ananás - ananaense
Angico - angicoense [17]
Aparecida do Rio Negro - aparecidense
Aragominas - aragominense
Araguacema - araguacemense
Araguaçu - araguaçuense
Araguaína - araguainense
Araguanã - araguanãense
Araguatins - araguatinense
Arapoema - arapoemense
Arraias - arraiano
Augustinópolis - augustinopolino
Aurora do Tocantins - aurorense
Axixá do Tocantins - axixaense
Darcinópolis - darcinopolino,
Dianópolis - dianopolino, dianopolitano
Divinópolis do Tocantins - divinopolino, divinopolitano
Dois Irmãos do Tocantins - dois-irmanense
Dueré - duereense
Esperantina - esperantinense
Fátima - fatimense
Figueirópolis - figueiropolense, figueiropolino
Filadélfia - filadelfiense
Formoso do Araguaia - formosense
Gurupi - gurupiense
Itacajá - itacajense
Miracema do Tocantins - miracemense
Palmas – palmense
Palmeirópolis - palmeiropolitano
Paraíso do Tocantins - paraisense
Pedro Afonso (Tocantins) - pedro-afonsino
Porto Nacional - portuense
Taguatinga - taguatinguense
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