quarta-feira, 14 de outubro de 2020

Lista de vozes dos animais, expressões idiomáticas de origem histórica ou mitológica, línguas oficiais e gentílicos do Brasil

 Esta é uma lista parcial das vozes dos animais no idioma português. A maioria destas palavras pode ser usada como verbo ou substantivo, e boa parte delas é de origem onomatopeica.[1][2][3]


Lista parcial

Abelha – zumbir, zunzunar

Águia – gritapo

Boi – mugir

Burro – zurrar

Cabra – berrar

Cão – cainhar, cuincar, esganiçar, ganir, ganizar, ladrar, laidrar, latir, roncar, rosnar, uivar, ulular

Cavalo – relinchar

Cobra – sibilar

Cordeiro – balir

Coruja - crocitar,piar

Corvo – crocitar, grasnar, crás (crás-crás)

Cuco – cucar

Elefante - barrir, bramir

Galinha – cacarejar

Galo – cantar

Gato – miar, ronronar

Grilo – cantar, chilrear, trinar

Grou – grulhar

Hiena – ulular, chorar

Inseto – zumbir

Leão – rugir, urrar

Lobo – uivar, ulular

Macaco – guinchar

Marreco – grasnar, grasnir, prevaricar

Mocho – piar

Ovelha - melir

Papagaio – palrar

Pássaro – chilrear, gorjear

Pato – grasnar

Peru – grugulejar

Pombo – arrulhar[2]

Porco, javali – grunhir, roncar

Rato - guinchar, chiar

Sapo – coaxar

Tigre – roncar

Urso – bramir

Origem mitológica


Sísifo, de Ticiano, 1549.

trabalho de Sísifo - tarefa exaustiva, interminável e inútil.

Origem: Na mitologia grega, Sísifo, rei de Corinto, era considerado o mais astuto de todos os mortais. Após ter provocado a ira de Zeus por denunciar o rapto da mortal Egina, Sísifo escapou algumas vezes de Tânato, o deus da Morte, através de engenhosos ardis. Muito depois Hermes logrou levá-lo ao Hades, onde foi condenado, por toda a eternidade, a rolar até o cume de uma montanha uma grande pedra, que, ao alcançar o topo, despenca novamente montanha abaixo.[1]

comer o fígado - impor castigo terrível, pior que a morte.

Origem: Prometeu era um titã, filho de Jápeto, responsável por roubar o fogo dos deuses e o dar aos mortais. Zeus, temendo que os mortais ficassem tão poderosos quanto os próprios deuses, acorrentou-o a uma rocha do Cáucaso e determinou que uma águia lhe fosse comendo o fígado, que se regenerava incessantemente.[2]

esforço hercúleo ou titânico – esforço gigantesco, além (ou no limite) das possibilidades humanas.

Origem: Héracles (nome original grego) ou Hércules (nome romano) era um herói e semideus, filho de Zeus e da mortal Alcmena e um importante personagem da mitologia greco-romana. Dotado de coragem e força descomunais, participou de inúmeros episódios heroicos, destacando-se seus famosos doze trabalhos.

Os Titãs eram criaturas formidáveis, descendentes do céu, Urano e da terra, Gaia, destacando-se entre os seres que enfrentaram Zeus e os deuses olímpicos na sua ascensão ao poder. Dentre os mais famosos titãs (masculinos) e titânides (femininos), podem-se mencionar Atlas, Hiperião, Prometeu, Reia e Tétis.

bicho de sete cabeças – enorme ameaça ou dificuldade, requerendo grande coragem e/ou astúcia para ser superada.

Origem: A expressão tem origem discutida, mas destacam-se duas interpretações. A primeira sustenta que sua origem está na mitologia grega, mais precisamente na história da Hidra de Lerna, uma monstruosa serpente com sete (ou nove) cabeças que se regeneravam mal eram cortadas e exalavam um vapor que matava quem estivesse por perto. A morte da Hidra foi o segundo dos famosos doze trabalhos de Hércules.[3]

De acordo com uma segunda teoria, a expressão seria uma referência à primeira das duas bestas do Apocalipse de São João, descrita como um monstro de sete cabeças e dez chifres.[4][5]


Odisseu lutando contra Cila e Caribdis, de Heinrich Füssli

entre Cila e Caríbdis – entre duas formidáveis ameaças, sem chance de escapar e/ou sem saber qual das duas é o mais perigosa.

Origem: Na tradição mitológica grega, Cila e Caríbdis eram dois monstros marinhos que moravam nos lados opostos do estreito de Messina, que separa a Itália da Sicília, e personificavam os perigos da navegação perto de rochas e redemoinhos. Cila, que já fora uma bela ninfa, era uma devoradora de homens. No cimo do rochedo oposto ao de Cila, em frente a uma gruta onde Caríbdis se escondia, erguia-se uma figueira negra. Três vezes por dia, Caríbdis saía da gruta e sorvia as águas do mar, para depois cuspi-las, num turbilhão[6]. Quando Odisseu passou pelo estreito de Messina, depois da guerra de Troia, foi arrastado pelo turbilhão de Caríbdis, após um naufrágio provocado pelo sacrilégio cometido contra os bois de Hélio. Conseguiu, porém, agarrar-se à figueira e depois a um mastro do navio naufragado, logrando escapar e prosseguir sua viagem de volta à Ática[7].


Ajax carrega o corpo de Aquiles, Coleções Estatais de Antiguidades

calcanhar de Aquiles - ponto vulnerável, físico, moral ou intelectual.

Origem: Aquiles foi um semideus e herói da mitologia grega, considerado o maior guerreiro da Guerra de Troia e o personagem principal da Ilíada, de Homero. Quando Aquiles nasceu, sua mãe Tétis mergulhou seu corpo no rio Estige para torná-lo imortal; ficou, no entanto, vulnerável no calcanhar, parte do corpo pelo qual ela o segurava. No final da guerra contra Troia, Aquiles foi efetivamente morto por uma flechada no calcanhar, desferida por Páris, príncipe troiano.[8]

toque de Midas - capacidade de enriquecimento fácil, que pode se voltar contra o beneficiado, como castigo por sua ambição desmedida.

Origem: Midas foi um personagem da mitologia grega, rei da cidade frígia de Pessinus. Após ter libertado Sileno, mestre e pai de criação do deus Dionísio, recebeu, como recompensa que ele próprio escolhera, o dom de transformar qualquer coisa em ouro, pelo simples toque. Este dom mostrou-se trágico quando Midas percebeu que nunca mais poderia comer nem beber nada. Desesperado, quase morrendo de fome, Midas implorou a Dionísio que lhe retirasse o terrível dom.[9]


Adônis, torso romano no museu do Louvre

belo como um Adônis - jovem de extrema beleza, disputado pelas mulheres.

Origem: Adônis, na Mitologia grega, era um príncipe que nasceu das relações incestuosas que o rei Cíniras de Chipre manteve com a sua filha Mirra. Devido à sua extrema beleza, Adônis despertou o amor das deusas Perséfone e Afrodite, que passaram a disputar sua companhia, tendo finalmente que submeter-se à sentença de Zeus. Este estipulou que Adônis passaria um terço do ano com cada uma delas, mas Adônis, que preferia Afrodite, permanecia com ela também o terço restante. Como no terço correspondente a Perséfone (esposa de Hades, deus do mundo inferior) Adônis ficava com ela no submundo, nasce desse mito a ideia do ciclo anual da vegetação, com a semente que permanece sob a terra por quatro meses.

leito de Procrusto - aplicação arbitrária de uma medida única; sujeição forçada à opinião ou vontade de outrem.

Origem: Procrusto (ou Procusto) era um bandido da Ática, famoso pelas torturas que infligia aos viajantes a que oferecia hospedagem, até que ficassem da medida de um leito de ferro que havia em sua casa. Se os hóspedes fossem mais altos, ele os amputava; se eram mais baixos, eram esticados até atingirem o comprimento correto. Ninguém sobrevivia, pois nunca uma vítima se ajustava exatamente ao tamanho da cama. Mais tarde, foi morto por Teseu, que lhe aplicou seu próprio castigo[10][11]. Curiosamente, a tradição rabínica menciona que um dos crimes cometidos contra os forasteiros pelos habitantes de Sodoma era quase idêntico ao de Procusto, dizendo respeito à cama de Sodoma (mitat s'dom) na qual os visitantes da cidade eram obrigados a dormir.[12]

tomar a nuvem por Juno - iludir-se; tomar os desejos por realidade.

Após apiedar-se de uma punição aplicada ao vilão Íxion, criador de cavalos, Zeus convidou-o para um banquete no Olimpo. Tendo-se embriagado pelo néctar, Íxion passou a assediar Hera (Juno, na mitologia romana), a própria mulher de seu anfitrião. Ao perceber as intenções do visitante, Hera alertou o esposo a respeito das intenções de seu convidado. Zeus, em lugar de irritar-se, achou divertida a situação, e para testar seu hóspede, moldou uma nuvem na forma de sua própria esposa e deixou-a a sós com Íxion, que a possuiu. Desse conúbio nasceu a raça dos Centauros, metade homens, metade cavalos. Como Íxion divulgou aos mortais que havia possuído a esposa de Zeus, este o fulminou com um raio e o lançou ao Tártaro, onde foi preso a uma roda em chamas e condenado a nela girar pela eternidade.[13]


O julgamento de Páris, Peter Paul Rubens.

pomo da discórdia - motivo principal de uma disputa; algo que dá motivo a uma grande desavença.

Origem: Ofendida por não ter sido convidada para as núpcias de Tétis com Peleu, Éris, a deusa da Discórdia, resolveu vingar-se lançando sobre a mesa do banquete uma maçã de ouro, com a inscrição "Para a mais bela das deusas". As três deusas mais poderosas, Hera, Afrodite e Atena, imediatamente quiseram o troféu. Para se livrar da delicada situação, Zeus, o senhor do Olimpo, transferiu a decisão para Páris, filho do rei Príamo, de Troia, que havia demonstrado imparcialidade em uma disputa de touros contra o deus Ares. Em troca da maçã de ouro, Atena ofereceu a Páris uma vitória gloriosa na guerra; Hera, o reinado absoluto de toda a Europa e Ásia; Afrodite, o amor da mais bela mulher do mundo. Páris concedeu o título a Afrodite e a deusa prometeu-lhe o amor da belissima Helena, casada com o rei de Esparta, Menelau. Com a ajuda de Afrodite, Páris raptou Helena e levou-a para casar-se com ele em Troia, evento que provocou a célebre Guerra de Troia.[14][15]

profecia de Cassandra - profecia catastrófica, na qual ninguém acredita.

Origem: Cassandra era uma das filhas de Príamo, rei de Troia, que recebera do deus Apolo a proposta de ganhar o dom da profecia, em troca de entregar-se a ele. Cassandra aceitou a condição, mas depois de receber o dom, esquivou-se a cumprir o combinado. Para vingar-se, Apolo manteve o dom, mas condenou-a a uma completa falta de persuasão. Durante a guerra de Troia, Cassandra por diversas vezes alerta os troianos de perigos iminentes (sendo o último deles a armadilha do cavalo de Troia), mas invariavelmente não é ouvida. Após a guerra é levada como escrava e amante por Agamenon, chefe supremo dos exércitos gregos.[16]

presente de grego - presente ou oferta que traz prejuízo ou aborrecimentos a quem a recebe.

Origem: Após 10 anos de sítio, sem derrotar as defesas das muralhas de Troia, os gregos, num estratagema concebido por Odisseu, simularem terem desistido da guerra e embarcaram em seus navios, deixando na praia um enorme cavalo de madeira, que os troianos levaram para o interior de sua cidade, como símbolo de sua vitória. À noite, quando todos dormiam, os soldados gregos escondidos dentro do cavalo saíram e abriram os portões da cidade. O exército grego pôde assim entrar em Troia, conquistar a cidade, destruí-la e incendiá-la.[17][18]

agradar a gregos e troianos - agradar a todos, mesmo a pessoas com características muito diferentes; agradar a dois partidos opostos.

Origem: Páris, príncipe troiano, raptou Helena, rainha grega, esposa de Menelau. Gregos e troianos envolveram-se em violenta guerra. O conflito durou dez anos e terminou com a destruição de Troia. A vitória dos gregos foi possível graças a Odisseu, que teve a ideia de construir o célebre cavalo de Troia. Por esta história se conclui que agradar a gregos e troianos é uma tarefa difícil, mesmo impossível.


A espada de Dâmocles, Richard Westall.

voto de Minerva - voto de desempate, dado por uma autoridade superior.

Origem: Orestes era filho do rei grego Agamenão, que foi assassinado por sua esposa, Clitemnestra e o amante, Egisto, logo após ter retornado da guerra de Troia. Revoltado, Orestes vingou a morte do pai matando Clitemnestra e Egisto. Segundo a tradição, aquele que cometesse um crime contra o próprio geno era punido com a morte pelas terríveis Erínias, para as quais o matricídio era o mais grave e imperdoável de todos os crimes. Sabendo do castigo que o esperava, Orestes apelou para o deus Apolo, que decidiu advogar em seu favor, levando o julgamento para o Areópago. As Erínias foram as acusadoras e Palas Atena (que corresponde à deusa romana Minerva), a presidente do julgamento. A votação, num júri formada por doze cidadãos atenienses, terminou empatada. Atena, então, proferiu sua sentença decisiva, declarando Orestes inocente.[19]

espada de Dâmocles - perigo iminente, fruto da inveja e/ou da ambição pelo poder.

Origem: Dâmocles, cortesão e bajulador do rei Dionísio I de Siracusa, expressava constantemente sua inveja pela sorte do tirano. Para dar-lhe uma lição, Dionísio combinou que lhe passaria o poder por um dia. À noite, durante o banquete que o tirano lhe ofereceu, Dâmocles percebeu que sobre sua cabeça pendia a espada do tirano, suspensa por um fio de cabelo. Com isso este lhe fez perceber que o poder está sempre à mercê das mais perigosas ameaças.[20]


Pandora, John William Waterhouse.

cova de Caco - esconderijo de ladrões.

Origem: Caco era um célebre bandido da mitologia romana, metade homem e metade animal, filho do deus do fogo, Vulcano. Caco vivia numa caverna sob o monte Aventino, onde guardava o fruto de seus roubos. Certa feita, Hércules retornava para casa depois de haver roubado os bois de Gerião (um de seus famosos doze trabalhos) e parou para descansar às margens do Tibre. Naquela noite, Caco roubou oito dos melhores touros e novilhas do rebanho, arrastando-os pelas caudas para cobrir suas pegadas. Quando Hércules despertou, procurou em vão o gado perdido, mas, ao passar perto da cova de Caco, escutou uma das novilhas mugir. Seguindo o som, Hércules encontrou Caco e o matou, recobrando assim o gado roubado.[21]

caixa de Pandora ou boceta de Pandora - algo que gera forte curiosidade, mas que é melhor não ser revelado ou estudado.

Origem: Pandora foi a primeira mulher, forjada por Hefesto e Atena por orientação de Zeus, para punir a raça humana, a quem Prometeu tinha acabado de dar o fogo roubado dos deuses. Pandora foi enviada a Epimeteu, irmão de Prometeu, como um presente de Zeus. Prometeu alertou o irmão quanto ao perigo de se aceitar o presente, mas Epimeteu ignorou a advertência e a esposou. Pandora trouxera consigo uma pequena caixa de ouro (ou jarra, ou ânfora, de acordo com outras tradições), colocada por Zeus em sua bagagem. Mal chegou à Terra, movida por irresistível curiosidade, acabou abrindo a caixa, liberando assim todos os males que haveriam de afligir a humanidade dali em diante: a dor, o sofrimento, a velhice, a doença, a miséria, a ambição, o ódio, a guerra, a loucura, a mentira, a paixão... No fundo da caixa, restou apenas a esperança. A vingança de Zeus estava consumada.[22][23]

Origem religiosa

ser o bode expiatório - pagar pela culpa dos outros.

Origem: Conforme a tradição hebraica da época do Templo de Jerusalém, o bode expiatório era um animal separado do rebanho e deixado só no deserto, depois dos sacerdotes o terem carregado com as maldições que queriam desviar de cima do povo. Este costume fazia parte dos rituais do Yom Kippur, o Dia da Expiação, e é descrito com detalhes no livro do Levítico, Velho Testamento[24]. Em sentido figurado, um "bode expiatório" é uma pessoa, grupo de pessoas ou mesmo todo um povo, escolhido arbitrariamente para assumir sozinho a culpa de uma calamidade, crime ou qualquer evento negativo.[25]

paciência de Jó - paciência, tolerância ou resignação acima dos limites razoáveis.

Origem: Jó foi um personagem do Antigo Testamento, que viveu na terra de Uz, atual Iraque. Em função de uma aposta entre Deus e o Diabo, foi vítima de muito sofrimento (incluindo a perda de sua fortuna, da saúde e de quase todos os parentes), para ver se ele mantinha sua fé a despeito de todas as adversidades. Apesar de incitado pela mulher e amigos a amaldiçoar a Deus, Jó aguentou firme todas as provações. Ao final, Deus o recompensou, devolvendo-lhe em dobro tudo o que perdera.[26]

sabedoria salomônica - grande sabedoria, utilizada para governar com justiça e equidade.

Origem: Salomão, personagem bíblico, filho de Davi e terceiro rei de Israel, governou durante cerca de quarenta anos e ficou conhecido como um sábio governante e um juiz justo e imparcial. Ficou especialmente notório seu julgamento do caso em que duas mães disputavam um bebê, onde distinguiu a falsa mãe da verdadeira simulando dividir o bebê em dois e dar metade a cada uma.[27]


Daniel na cova dos leões, Briton Rivière.

cova dos leões - enorme perigo, do qual só se pode escapar com grande fé e coragem.

Origem: Daniel, personagem do Antigo Testamento, um dos maiores exemplos de fidelidade e dedicação a Deus, foi lançado a uma cova de leões por haver desrespeitado com suas orações um decreto de Dario, rei dos Medos. Na manhã do dia seguinte, Dario foi até a entrada da cova e surpreendeu-se por encontrar Daniel são e salvo, sem que os leões lhe tivessem feito qualquer mal. Questionado pelo rei, Daniel afirmou que Deus havia enviado um anjo para protegê-lo, porque era inocente. Admirado com sua fé e com o poder do deus de Israel, Dario libertou o profeta.[28]

Madalena arrependida - alguém que se arrepende do passado e/ou muda radicalmente de estilo de vida.

Origem: Maria Madalena é um personagem do Novo Testamento, apresentada como uma das discípulas mais devotas de Jesus Cristo. O Evangelho de Lucas, no Novo Testamento, cita: "Maria, chamada Madalena, da qual saíram sete demônios" (os sete pecados capitais: luxúria, ódio, cobiça, avareza, orgulho, gula e preguiça). Apesar de não haver qualquer fundamento bíblico para considerá-la como uma prostituta arrependida dos pecados e que teria pedido perdão a Cristo, esta versão é a que ficou vulgarmente conhecida.[29]

espírito de porco - diz-se de pessoa cruel, ranzinza, inconveniente, com tendência a complicar situações e/ou causar constrangimentos.

Origem: Conforme o livro O bode expiatório, do professor Ari Riboldi, a expressão se origina da má fama do porco, associado, desde os tempos bíblicos, no Antigo e Novo Testamento, à sujeira, à impureza, ao pecado e ao demônio. Acrescendo-se a isto, no Brasil Colônia os escravos faziam todo tipo de trabalho, mas tinham verdadeiro pavor de abater porcos, pela crença de que os espíritos suínos atormentariam seus algozes durante a noite.[30]

dar pérolas aos porcos - oferecer algo de grande valor a alguém incapaz de apreciá-lo; dizer preciosidades a quem não é capaz de entender.

Origem: Referência à seguinte passagem do Evangelho de São Mateus, no Novo Testamento: "Não deem o que é sagrado aos cães, nem atirem suas pérolas aos porcos; caso contrário, estes as pisarão, e aqueles, voltando-se contra vocês, os despedaçarão."[31]

"O que é sagrado" refere-se aos alimentos consagrados a sacrifícios, que só os sacerdotes podiam comer (Êxodo 29:23; Levítico 2:3). Se fossem dados a um cão, ele seria incapaz de saboreá-lo. E as pérolas, que nem mesmo podem ser comidas, seriam apenas pisadas pelos porcos. Assim, nenhuma gratidão pode ser esperada por parte desses animais. Em vez disso, eles poderiam até mesmo responder com violência.


Salomé com a cabeça de João Batista.

quem pariu Mateus que o embale - se alguém cria algum problema, deve ser responsável por ele.

Origem: Expressão de origem não bem definida. Uma possível explicação é a de que Jesus decidiu acolher Mateus entre seus discípulos, mesmo sendo ele um cobrador de impostos para Herodes Antipas, o tetrarca da Galileia. Após o chamado, Mateus convidou Jesus para um banquete em sua casa. Ao ver isto, Jesus foi criticado pelos fariseus, por cear com coletores de impostos e pecadores. Segundo eles, só seria capaz de gostar de um cobrador de impostos a sua própria mãe. Somente ela, havendo parido Mateus, teria a obrigação de embalá-lo.[32]

entregar de bandeja - entregar algo facilmente, sem resistência.

Origem: Salomé, a neta de Herodes Antipas, conseguiu convencê-lo, quando estava bêbado, a satisfazer-lhe um desejo se dançasse para ele. Ela então pediu-lhe a cabeça de João Batista numa "bandeja de prata" (Mateus 14:1-12, Marcos 6:14-29 e Lucas 9:7-9). Herodes, apesar de horrorizado, consentiu e realizou o desejo de Salomé para cumprir sua promessa.

ver para crer - incredulidade, necessidade de provas para acreditar.

Origem: Expressão originada do episódio do Novo Testamento[33], onde o apóstolo Tomé manifesta sua dúvida quanto à ressurreição de Jesus e afirma que necessita ver e sentir suas chagas antes de se convencer. Essa passagem é origem da expressão "Tomé, o incrédulo" bem como de diversas tradições populares similares, tal como "Fulano é feito São Tomé: precisa ver para crer".[34].


Ecce Homo ("Eis o homem"), de Antonio Ciseri.

lavar as mãos - eximir-se de responsabilidade.

Origem: Pôncio Pilatos era prefeito (praefectus) da província romana da Judeia na época da pregação de Jesus Cristo. Quando o Sinédrio judaico lhe enviou Jesus para execução, Pilatos, por dizer não ter nele encontrado nenhuma culpa, ficou hesitante e tentou livrá-lo da morte, mas o povo de Jerusalém preferiu salvar Barrabás. Pilatos então, após lavar as próprias mãos, em sinal de renúncia de qualquer responsabilidade, condenou Jesus a morrer na cruz.[35]

beijo de Judas - sinal de traição,

dinheiro de Judas - preço de uma traição, e

onde Judas perdeu as botas - lugar distante ou inacessível.

Origem: Após trair Jesus (identificando-o com um beijo aos soldados romanos que vieram prendê-lo no jardim de Getsêmani, logo após a Última Ceia[36]) e receber seus 30 dinheiros[37], Judas Iscariotes, imerso em depressão e culpa, decidiu suicidar-se por enforcamento. Acontece que ele se matou sem as botas e os 30 dinheiros não foram encontrados com ele. Os soldados saíram em busca das botas de Judas, onde provavelmente estaria o dinheiro. Nunca saberemos se acharam ou não as botas e o dinheiro, mas a expressão atravessou os séculos.[38]

se a montanha não vai a Maomé, Maomé vai à montanha - preferência por soluções simples e exequíveis.

Origem: Conta-se que uma vez os árabes pediram a Maomé uma prova do que ensinava, desafiando-o a mover até si o monte Safa, na Arábia Saudita. Maomé tentou e, não conseguindo o milagre, foi ele mesmo até a montanha. Em seguida elogiou a misericórdia de Allah, porque desta forma a montanha não tinha esmagado a todos...[39]

estar entre a cruz e caldeirinha - estar diante de um dilema, tendo que decidir entre duas opções igualmente ruins.

Origem: Reminiscência das torturas da Inquisição, em que a vítima ou aceitava a religião católica ou era metido em um caldeirão quente. Outra versão se refere à cerimônia de encomendação de um defunto, onde, em um extremo do ataúde, perto dos pés, ficava uma cruz, erguida pelo acólito; no outro extremo, perto da cabeça, se posicionava o sacerdote com a caldeirinha de água benta.[40]

a carne é fraca - sobre a facilidade com que cedemos às tentações.

Origem: pouco antes de sua prisão, Jesus advertiu os três discípulos que estavam com ele por estarem dormindo enquanto ele passava por grande agonia. A frase que ele disse foi: «o espírito, na verdade, está pronto, mas a carne é fraca.» (Mateus 26:42)

quem não está conosco está contra - sobre o alinhamento polarizado em situações de crise.

Origem: segundo o Evangelho de Marcos, Jesus teria dito «Pois quem não é contra nós, é por nós.» (Marcos 9:40).

Origem histórica (ou pseudo-histórica)

estilo lacônico - modo breve ou conciso de falar ou de escrever.

Origem: O autodomínio, a sobriedade e a concisão eram algumas das características mais valorizadas pela sociedade de Esparta, cidade grega da região da Lacônia, situada na península do Peloponeso.

corrida de Aquiles contra a tartaruga - paradoxo, ilusão de movimento.

Origem: Zenão de Eleia foi um filósofo pré-socrático, nascido em Eleia, na Magna Grécia. Discípulo de Parmênides, seu método consistia em questionar a realidade aparente, através de engenhosos paradoxos, envolvendo o infinito e os infinitésimos. Em um de seus famosos argumentos, Zenão propõe imaginarmos uma corrida entre um atleta velocista, Aquiles, e uma tartaruga. Mesmo que seja dada à tartaruga uma vantagem inicial em distância, Aquiles jamais a alcançará, porque quando ele chegar ao ponto de onde a tartaruga partiu, ela já terá percorrido uma nova distância; e quando ele atingir essa nova distância, a tartaruga já terá percorrido uma outra nova distância, e assim, ao infinito.


Sócrates e Alcibíades na casa de Aspásia, Jean-Léon Gérôme.

amor platônico - relação afetuosa que exclui a atração sexual.

Origem: O termo amor platônico foi utilizado pela primeira vez no século XV, pelo filósofo neoplatônico Marsilio Ficino, como um sinônimo de amor socrático. Ambas as expressões significam um amor centrado na beleza do caráter e na inteligência de uma pessoa, em vez de em seus atributos físicos, e se remetem ao laço especial de afeto entre dois homens a que o filósofo grego Platão tinha se referido em seu diálogo O Banquete, exemplificando-o com o afeto que havia entre Sócrates e seus discípulos homens, em particular Alcibíades.

ir além das sandálias - dar palpite em assunto que não seja de sua especialidade.

Origem: O escritor latino Plínio menciona que Apeles, célebre pintor grego que viveu na Jônia no século IV a.C., tinha o costume de exibir suas novas obras na porta de seu ateliê e esconder-se para ouvir os comentários dos passantes. Quando um sapateiro comentou sobre um engano técnico que encontrou numa sandália pintada em um dos seus quadros, Apeles fez a correção naquela mesma noite. Na manhã seguinte, vaidoso por perceber que o pintor havia considerado seu comentário, o sapateiro começou a criticar a forma com que Apeles havia pintado uma perna. Apeles saiu então imediatamente de seu esconderijo e exclamou "Ne sutor ultra crepidam": "Não vá o sapateiro além das sandálias".[41]


Diógenes, John William Waterhouse.

atitude cínica - comportamento hipócrita, descarado, despudorado, insensível.

Origem: O Cinismo foi uma corrente filosófica grega fundada por Antístenes, discípulo de Sócrates, e cujo maior nome foi Diógenes de Sínope. Pelo fato de que a corrente pregava o desapego aos bens materiais e externos, assim como o menosprezo pelo sofrimento, a doença e a morte, tanto dos outros quanto de si próprio (preocupações das quais os cínicos desejavam libertar-se), o termo cínico passou à posteridade com uma conotação destorcida e pejorativa, por influência dos detratores da corrente.

estilo sibarítico - caracterizado por luxo excessivo ou efeminado.

Origem: Síbaris foi uma colônia cidade grega fundada em 720 a.C. às margens do golfo de Tarento, na atual Calábria. O comércio intenso a tornou não apenas rica como também uma das mais importantes cidades da Magna Grécia. Em função da opulência de Síbaris, o termo sibarita consagrou-se como sinônimo de pessoa dada aos prazeres da vida.

nó górdio – fulcro da questão; cerne de um problema complexo, resolvido de maneira simples e eficaz.

Origem: Alexandre, o Grande, a caminho da Ásia Menor, escutou uma lenda que afirmava que quem desatasse um dificílimo nó, amarrado por Górdio, antigo rei da Frígia, dominaria toda a região. Após bastante refletir, Alexandre desembainhou sua espada e cortou o nó. Poucos anos depois Alexandre se tornou senhor da Ásia Menor.[42]

vitória de Pirro ou vitória pírrica - uma vitória obtida a alto preço, causando prejuízos irreparáveis.

Origem: Pirro, rei do Epiro e da Macedônia, era o general que comandou o exército grego, na campanha pelo controle da Magna Grécia. Após ter vencido a Batalha de Ásculo contra os romanos, em 279 a.C., com um número considerável de baixas, e ao ser parabenizado pela vitória, teria dito: "Mais uma vitória como esta, estou perdido".[43]

queimar as naus, queimar os navios ou queimar as caravelas - seguir em frente, com confiança absoluta na vitória final.

Origem: Agátocles, tirano de Siracusa, após o desembarcar nas costas da África, numa expedição marítima contra os cartagineses, mandou queimar todos os próprios navios e marchou contra Cartago, onde alcançou a vitória. Fez isso para anular qualquer possibilidade de fuga ou recuo, pois sem os navios seria impossível voltar atrás.

Conta-se que o mesmo estratagema foi utilizado por Menelau, Régulo, Juliano, Guilherme o conquistador e ainda por Cortés, no México.[44][45]

ficar para as calendas gregas - ser agendado ou transferido para uma data que jamais ocorrerá.

Origem: As calendas eram o primeiro dia do mês romano, onde estes habitualmente realizavam seus pagamentos. Ad calendas græcas é uma expressão latina que indica algo que jamais ocorrerá, pois as calendas eram inexistentes no calendário grego.[46]

ganso do Capitólio - pessoa que contribui involuntariamente para alguma ação importante.

Origem: Alusão ao aviso que os gansos consagrados a Juno deram, quando os guerreiros de Breno atacaram furtivamente, em plena noite, a colina do Capitólio, em Roma, no século IV a.C. Com o alarido, os soldados romanos não foram surpreendidos dormindo em suas fortificações e puderam oferecer prolongada resistência ao ataque gaulês.[47][48]


Júlio César, estátua no Museu do Louvre

ai dos vencidos! - aos vencidos não resta senão resignar-se, e

espada de Breno - prepotência do vencedor.

Origem: Breno, foi um chefe celta que liderou o exército gaulês em 390 a.C., capturando e saqueando a cidade de Roma, após ter batido os romanos na batalha de Ália. Após um longo cerco, os romanos concordaram em pagar um pesado resgate em ouro para libertar a cidade. Durante a pesagem do resgate, de acordo com a lenda, os romanos reclamaram contra o uso de pesos falsos. Breno atirou então a sua espada ao prato da balança[49], pronunciando a frase "Vae victis!", que significa "Ai dos vencidos!"[50]


Marco Licínio Crasso

cruzar o Rubicão - tomar uma decisão arriscada de maneira irrevogável, sem volta.

Origem: O rio Rubicão é um pequeno curso de água do nordeste da Itália, ao Sul de Ravena, que corre para o mar Adriático. No período da República Romana era proibido a qualquer general atravessá-lo acompanhado de suas tropas, retornando de campanhas ao norte de Roma, para impedi-los de manobrar grandes contingentes no núcleo do Império Romano, evitando assim riscos à estabilidade do poder central.[51],

Quando Júlio César atravessou o Rubicão, em 49 a.C., em perseguição a Pompeu, violou a lei e tornou inevitável o conflito armado. Segundo Suetônio, César teria então proferido a famosa frase Alea jacta est ("a sorte está lançada" ou "os dados estão lançados").[52]

Não entender patavina - não conhecer ou entender nada sobre determinado assunto.

Origem: Tito Lívio, natural de Patavium, hoje Pádua (Padova), na Itália, expressava-se em péssimo latim, que poucos entendiam. Daí surgiu a expressão, que originariamente significava não entender nada sobre algo que foi dito.[53]

erro crasso - falha grosseira de planejamento, com consequências trágicas.

Origem: Marco Licínio Crasso era um aristocrata, general e político romano, que comandou a vitória da batalha da Porta Colina e esmagou a revolta dos escravos liderada por Espártaco. Em campanha contra os partos, porém, apesar da enorme superioridade numérica de seu exército, sofreu uma derrota fragorosa na batalha de Carras, em 53 a.C., em função de uma série de falhas táticas grosseiras. Mais de 20 000 soldados perderam a vida e cerca de 10 000 foram feitos prisioneiros; a cabeça e a mão direita de Crasso foram levadas ao rei parto, Orodes II.[54]


Os vândalos saqueando Roma.

agir como um vândalo - destruir ou depredar bens públicos por revolta ou simples prazer da destruição.

Origem: A tribo germânica oriental dos Vândalos, procedente da Escandinávia, penetrou no Império Romano durante o século V, estabelecendo-se no norte da África, com base na cidade de Cartago. Em 455 os vândalos invadiram Roma, saqueando-a e destruindo edificações, monumentos, tesouros religiosos e obras de arte, que se perderam para sempre.

discutir o sexo dos anjos/o umbigo de Adão/quantos anjos sapateiam na cabeça de um alfinete – o mesmo que:

discussão bizantina – discussão que não leva a nada, sobre assunto sem nenhum interesse prático.

Origem: Quando os turcos invadiram Constantinopla, capital do Império Bizantino, no século XV, saqueando e incendiando a cidade, violando mulheres e assassinando o último imperador, Constantino XI Paleólogo , os teólogos locais, impassíveis, continuaram em concílio, onde discutiam se Adão tinha umbigo e qual era o sexo dos anjos.



Drama de Inês de Castro, por Columbano Bordalo Pinheiro.

Inês é morta - expressão utilizada, no sentido de “agora é tarde”, em relação a uma providência tomada atrasadamente.

Origem: Inês de Castro uma nobre galega do século XIV, foi amante do futuro rei Pedro I de Portugal, de quem teve quatro filhos, para escândalo da corte e do próprio povo. Foi executada às ordens do pai deste, Afonso IV, tendo sido sua morte cantada por Camões, António Ferreira, João de Barros e muitos outros. Pedro só foi reconhecer que havia se casado secretamente com Inês, para dar legitimidade aos filhos, 5 anos mais tarde, quando já era Rei de Portugal. Em referência a esta decisão tardia, tornou-se popular a expressão “É tarde. Inês é morta”.[55][56]

casa da Mãe Joana - lugar bagunçado, onde todos podem entrar, sem maiores cerimônias.

Origem: Joana I de Nápoles, rainha de Nápoles e condessa de Provença no século XIV, foi acusada de participar do assassinato do marido e precisou passar um tempo refugiada em Avinhão. Durante este período aprovou um decreto que regulamentava os bordéis da cidade, incluindo um artigo que dizia: "- et que siegs une porto... dou todas las gens entraron." Ou seja, ... e que tenha uma porta por onde todas as pessoas possam entrar.[57][58][59]


Colombo quebrando o ovo, William Hogarth.

ovo de Colombo - solução aparentemente fácil e óbvia, mas que não ocorreu a ninguém anteriormente.

Origem: Num banquete na casa do cardeal Ximenes, ao ouvir o comentário de que para descobrir a América bastava ter pensado nisso, Cristóvão Colombo desafiou os presentes a colocarem um ovo em pé sobre uma das extremidades. Como ninguém conseguiu, Colombo bateu ligeiramente a ponta do ovo na mesa e assim o colocou em equilíbrio estável. Todos retrucaram que assim também o fariam. Sem dúvida, retrucou Colombo, mas era preciso pensar isso, e ninguém o fez, senão eu.[60]

a ver navios - frustrado, desiludido, desenganado.

Origem: Alusão aos armadores portugueses, ou aos parentes de marinheiros, durante a época das conquistas, que ficavam no alto das colinas de Lisboa, esperando avistar as caravelas que deveriam chegar das Índias, da África ou do Brasil.[61]

obra de Santa Engrácia - trabalho interminável, que leva muito tempo sendo feito.

Origem: Erguida em 1568, a igreja de Santa Engrácia, em Lisboa, foi severamente danificada por uma tempestade, em 1681. A sua reconstrução foi iniciada em 1682 mas só seria concluída em 1966 - 284 anos após o início da obra. Segundo a tradição popular, a igreja havia sido amaldiçoada como consequência de um amor impossível. Simão Pires Solis, um cristão-novo, cavalgava todos os dias até ao convento de Santa Clara, que ficava ao lado da igreja de Santa Engrácia, que estava em obras, para se encontrar às escondidas com a jovem Violante, feita noviça à força por seu pai, que não concordava com o namoro. Numa dessas noites, em 15 de janeiro de 1630,[62] foi furtado o relicário de Santa Engrácia. Simão foi acusado do furto, preso e barbaramente torturado.[63] Não podendo revelar a razão pela qual rondava a igreja todas as noites, pois comprometeria a amada, foi condenado à morte na fogueira. A execução da pena ocorreu em 3 de janeiro de 1631,[63] nas proximidades das obras da nova igreja de Santa Engrácia. Enquanto as labaredas envolviam seu corpo, Simão gritava que era tão certo morrer inocente como as obras nunca acabarem. De fato, as obras da igreja duraram quase 300 anos.[64]

À parte a narrativa possivelmente romanceada, existem registros históricos sobre "actos excessivos e diabólicos" cometidos por Simão Pires de Solis[65] e sobre sua execução. O chamado "Desacato de Santa Engrácia" teria ocorrido na noite de 15 de janeiro de 1630.[66]

santo do pau oco - pessoa falsa, matreira ou dissimulada.

Origem: Em Minas Gerais, entre o final do século XVII e o início do século XVIII, durante o Período Colonial, a mineração, especialmente de ouro e diamantes, estava em seu auge. Para driblar a cobrança do quinto, o imposto de 20% que a Coroa Portuguesa cobrava de todos os metais preciosos garimpados no Brasil, santos em madeira oca eram esculpidos e, posteriormente, recheados de ouro em pó. Desta forma o estratagema permitia que o contrabando passasse despercebido pelos postos de fiscalização, sem prestar contas às casas de fundição e ao governo. Muitas pessoas, incluindo escravos e clérigos e autoridades, estavam envolvidas nesse tipo de contrabando.[67]

A versão acima, no entanto, é contestada por diversos historiadores. Segundo o professor Meneses de Oliva, do Museu Histórico Nacional, a expressão se origina da descoberta, na cidade de Salvador, de imagens ocas de santos, que vinham de Lisboa recheadas de dinheiro falso.[68]

tudo como dantes no quartel de Abrantes - permanecer tudo no status quo (ironicamente).

Origem: Em 1805, o general Jean-Andoche Junot foi enviado por Napoleão Bonaparte para invadir Portugal. Chegando a Abrantes, conquista o castelo, lugar militarmente estratégico, e lá se instala, para preparar a tomada de Lisboa. Durante essa espera, por cinco dias, um emissário de Dom João VI lhe relata dia após dia "Tudo como dantes, no quartel-general de Abrantes", indicando não haver novidades. Mais tarde, pela bem sucedida campanha, Napoleão concedeu a Junot o título de duque de Abrantes.[69]

tempo de D. João Charuto - tempo muito antigo.

Origem: Tempo muito antigo, de Dom João VI, quando se iniciou a fabricação de charutos no Brasil.[70][71]

discurso acaciano - discurso vazio, pomposo e sem conteúdo.

Origem: A expressão se refere ao célebre personagem Conselheiro Acácio do romance O Primo Basílio, de Eça de Queirós. Paladino da moral cristã e dos bons costumes, usava um discurso afetado, cheio de fórmulas convencionais, chavões e citações, repleto de obviedades.


Batalha de San Juan, na Guerra Hispano-Americana, por Frederic Remington.

entregar a carta a Garcia - ter iniciativa, espírito empreendedor e capacidade para cumprir difíceis missões.

Origem: Expressão originada num episódio ocorrido durante a Guerra Hispano-Americana. Quando se iniciou a guerra, o Presidente dos Estados Unidos, William McKinley, teve necessidade de comunicar rapidamente com o comandante dos rebeldes cubanos, o General Garcia, que se encontrava nas montanhas de Cuba. Na impossibilidade de se comunicar por correio ou telégrafo, McKinley mandou chamar um jovem militar chamado Rowan e deu-lhe uma carta para entregar a Garcia. Rowan, sem nem perguntar onde estava o General, guardou a carta numa bolsa impermeável junto ao coração e em apenas três semanas, após várias aventuras, entregou a carta a Garcia e saiu pelo outro lado da ilha.[72]

até aí morreu Neves - expressão idiomática que significa "isto já sei, quero novidades".


Baralho espanhol, de Valencia, 1778.

Origem: Joaquim Pereira Neves, assessor do Regente Feijó e governador do Rio Grande do Norte, foi morto barbaramente pelos índios. Como durante muito tempo não se falava de outro assunto no Rio de Janeiro, a população da capital, entediada, começou a usar a expressão "até ai morreu o Neves", com o significado de “já sei disto tudo, quero novas notícias”.[73]

vá pro quinto dos infernos - expressão usada contra alguém, quando se está possesso de raiva.

Origem: Durante o Ciclo do Ouro no Brasil, portugueses e brasileiros se deslocaram para regiões promissoras, atrás de ouro e pedras preciosas. Para lucrar com esta atividade a Coroa Portuguesa estabeleceu pesados impostos. No caso do ouro era cobrado o quinto, ou seja, a quinta parte de toda quantidade encontrada. O tributo era tão odiado pelos donos das minas que passaram a chamá-lo de o quinto dos infernos. Esta tributação excessiva foi um dos motivos para a eclosão da Inconfidência Mineira em 1789. [74]

rodar a baiana - ter uma reação violenta a um abuso ou ofensa pessoal.

Origem: Uma das explicações para esta expressão se refere ao Carnaval carioca, que, já no início do século XX, era repleto de confusões e incidentes. Em meio aos desfiles da época alguns gaiatos aproveitavam a farra para passar a mão ou beliscar o bumbum da mulherada. Isso também acontecia com as baianas. Até que elas começaram a desfilar com guarda-costas disfarçados, capoeiristas vestidos como elas, que revidavam aos abusos com socos e navalhadas. Esta reação ficou conhecida como a rodada da baiana..[75]

dar pinta - revelar ou exagerar um traço de personalidade.

Origem: No baralho espanhol, a caixa que cerca cada figura tem um sinal para distinguir o naipe: as copas uma interrupção, as espadas duas, os bastos três e os ouros nenhuma. Este sinal se chama la pinta, de onde se originam as expressões "o conheci pela pinta", "ele deu pinta" e outras similares.[carece de fontes]

tem caroço neste angu - algo está sendo escondido.

Origem: Muitas vezes a refeição servida aos escravos brasileiros era consistia exclusivamente de uma porção de angu de fubá. A escrava que lhes servia às vezes conseguia esconder um pedaço de carne ou outra porção mais substancial embaixo do angu, originando a expressão.[76]

disputar a nega (ou a negra) - jogar mais uma partida, para desempatar um jogo.

Origem: No passado, quando os senhores de escravos jogavam algum esporte ou jogo, o prêmio era muitas vezes uma escrava negra.[77]

ter um bizu - ter acesso a uma dica importante, especialmente com relação a uma prova escolar.

Origem: Expressão usada especialmente por militares. Quando da transferência da corte portuguesa para o Brasil, a comitiva real incluía diversos professores de Coimbra, que passaram a lecionar na Real Academia Militar. As provas de Matemática eram o terror dos alunos, até descobrirem que os professores usavam como base o livro do francês Etienne Bézout. Desta forma, adquirir um exemplar, ou ter acesso a ele para estudar, passou a ser fator importante para o sucesso na matéria. Com o tempo, Bézout passou a ser pronunciado e grafado simplesmente como bizu.

aí é que está o busílis - aí é que se encontra a dificuldade, o nó gordio, o xis da questão.

Origem: Diz-se que a origem do termo se deve a um estudante de latim, que, numa prova, se deparou com as palavras "in diebus ilis" (naqueles dias). Como a expressão estava no fim de uma linha, ficou separada em "in die", numa linha, e "bus illis", na outra. O estudante então traduziu "in die" por "no dia", mas embatucou com o "bus illis", do qual desconhecia o sentido.[78]

será o Benedito? - expressão de espanto diante de situação inesperada ou indesejável.

Origem: Durante a década de 1930, o então presidente Getúlio Vargas demorava-se a definir o nome do interventor federal para o estado de Minas Gerais. Um dos candidatos era Benedito Valadares, um deputado federal até então pouco conhecido. A demora gerava inquietação entre os políticos, que se perguntavam "Será o Benedito?". Foi exatamente quem Getúlio escolheu, em dezembro de 1933, surpreendendo a todos. [79]

Afar


Jibuti (com árabe, francês e somaliano)

Africâner (africânder ou afrikaans):


África do Sul (com inglês, ndebele, soto setentrional, sesoto, suázi, tsonga, tsuana, venda, língua xossa e zulu)

Namíbia (com inglês)

Aimará:


Bolívia (com espanhol, guarani e quíchua)

Peru (com espanhol e quíchua)

Albanês:


Albânia

Kosovo (com sérvio)

Alemão:


Áustria

Alemanha

Bélgica (com neerlandês e francês)

Liechtenstein

Luxemburgo (com francês e luxemburguês)

Suíça (com francês, italiano e romanche)

Amárico


Etiópia

Árabe:


Arábia Saudita

Argélia

Bahrain

Catar

Chade (com francês)

Comores (com comoriano e francês)

Djibouti (com afar, francês e somaliano)

Iémen

Egipto

Emirados Árabes Unidos

Eritreia (com inglês e tigrínia)

Iraque (com curdo)

Israel (com hebraico)

Jordânia

Kuwait

Líbano

Líbia

Mali (com francês e tuaregue)

Marrocos (com berbere)

Mauritânia (com fula, soninquê e uólofe)

Níger (com buduma, fula, gur, hauçá, canúri, songai, tamaxeque, tassauaque e tebu)

Omã

Palestina

Somália (com somaliano)

Somalilândia (com inglês e somaliano)

Sudão (com inglês)

Síria

Tunísia

Sara Ocidental (com espanhol)

Arménio:


Arménia

Artsaque

Azeri:


Azerbaijão

Bielorrusso:


Bielorrússia

Bengali:


Bangladesh

Bislama:


Vanuatu [1]

Bósnio:


Bósnia e Herzegovina (com croata e sérvio)

Búlgaro:


Bulgária

Cazaque:


Cazaquistão (com russo)

Catalão:


Andorra

Checo:


República Checa

Chinês Mandarim:


República Popular da China

Hong Kong (de facto cantonês e mandarim, com inglês)

Macau (de facto cantonês e mandarim, com português)

República da China (Taiwan)

Singapura (com malaio, inglês e tâmil)

Coreano:


Coreia do Norte

Coreia do Sul

Croata


Bósnia e Herzegovina (com bósnio e sérvio)

Croácia

Curdo:


Iraque (com arábe)

Dinamarquês


Dinamarca

Ilhas Feroé (com feroês)

Gronelândia (com inuktitut)

Dari:


Afeganistão (com pachto)

Dhiveli:


Maldivas

Dzongkha:


Butão

Eslovaco


Eslováquia

Esloveno:


Eslovénia

Espanhol:


Argentina

Bolívia (com aimará e quíchua)

Chile

Colômbia

Costa Rica

Cuba

República Dominicana

Equador

El Salvador

Espanha

Guiné Equatorial (com francês e português)

Guatemala

Honduras

México

Nicarágua

Panamá

Paraguai (com guarani)

Peru (com quíchua)

Porto Rico (ver Estados Unidos abaixo)

Uruguai

Venezuela

Sara Ocidental (com árabe)

Estoniano:


Estónia

Fijiano


Fiji (com inglês e hindi fijiano)

Filipino:


Filipinas (com inglês)

Finlandês ou finês:


Finlândia (com sueco)

Francês:


Bélgica (com holandês e alemão)

Benim

Burkina Faso

Burundi (com kirundi)

Camarões (com inglês)

Canadá (na federação, com inglês)

República Centro-Africana

Chade (com árabe)

Comores (com árabe e comorense)

Congo, Congo-Brazzaville

República Democrática do Congo, Congo-Kinshasa

Costa do Marfim

Djibuti (com árabe)

Guiné Equatorial (com espanhol e português)

França

Gabão

Guiné

Haiti (com crioulo haitiano)

Parte da Itália

Vale de Aosta (com italiano)

Luxemburgo (com alemão e luxemburguês)

Madagáscar (com malgaxe)

Mali

Maurícia (com inglês)

Mónaco

Níger (com hauçá e tuaregue)

Ruanda (com inglês e kinyarwanda)

Senegal

Seychelles (com inglês)

Suíça (com alemão, italiano e reto-romance)

Togo

Vanuatu (com Bislama e inglês)

Frísio ocidental:


Países Baixos (com holandês)

Georgiano:


Geórgia

Grego:


Grécia

Chipre (com turco)

Guarani


Paraguai (com espanhol)

Crioulo haitiano:


Haiti (com francês)

Hebreu ou hebraico:


Israel (com árabe)

Hindi


Índia (com inglês)

Fiji hindi


Fiji (com inglês e Fijiano)

Hiri motu:


Papua-Nova Guiné (com inglês e tok pisin)

Holandês:


Bélgica (com francês e alemão)

Países Baixos (com frísio ocidental)

Suriname

Antilhas Holandesas

Aruba

Húngaro:


Hungria

Indonésio:


Indonésia

Inglês:


Austrália

Bahamas

Belize

Botsuana

Canadá (na federação com francês)

Estados Unidos (de facto)

Fiji (com hindi fijiano e fijiano)

Guiana

Índia (com hindi)

Quénia (com suaíli)

Kiribati

Nigéria

Palau com palauense

Paquistão com Urdu

Papua-Nova Guiné (com tok pisin e hiri motu)

Reino Unido

República da Irlanda (com irlandês)

África do Sul (com africânder, ndebele, SeSotho do norte, SeSotho do sul, suazi, tsonga, tswana, venda, xhosa e zulu)

Nova Zelândia (com maori)

Singapura (com malaio, tâmil e chinês)

Filipinas (porém, a língua nacional é o filipino)

Gâmbia

Zâmbia

Namíbia

Trinidad e Tobago

Irlandês


República da Irlanda (com inglês)

Italiano:


Itália (com alemão, francês, ladino e sardo, em algumas províncias)

Suíça (com alemão, francês, e reto-romance)

Ticino

Grisões (com alemão e reto-romance)

São Marino

Vaticano (com latim)

Parte da Croácia

Ístria (com croata)

Parte da Eslovénia

Municípios de Izola, Koper e Piran (com esloveno)

Japonês:


Japão

Kanará ou Canará:


Parte da Índia (com inglês, bengali, telugu, marata, tâmil, urdu, guzarati, malaiala, oriá, punjabi, caxemira, sindi, sânscrito, num total de 23 línguas oficiais)

Karnataka

Khmer:


Camboja

Laociano:


Laos

Latim:


Santa Sé (Cidade do Vaticano)

Letão:


Letónia

Lituano:


Lituânia

Macedônio:


Macedônia do Norte

Malaio:


Malásia

Brunei

Singapura (com inglês, tâmil e chinês)

Malaiala:


Parte da Índia (com inglês, bengali, canará, telugu, marata, tâmil, urdu, guzarati, oriá, punjabi, caxemira, sindi, sânscrito, num total de 23 línguas oficiais)

Kerala

Lakshadweep

Maori:


Nova Zelândia (com inglês)

Marata:


Parte da Índia (com inglês, bengali, canará, telugu, tâmil, urdu, guzarati, malaiala, oriá, punjabi, caxemira, sindi, sânscrito, num total de 23 línguas oficiais)

Maharashtra

Moldávio (segundo alguns nacionalistas, trata-se de uma língua separada do romeno; o que não merece a concordância da maioria dos lingüistas):


Moldávia

Mongol


Mongólia

Ndebele:


África do Sul (com africâner, inglês, SeSotho do norte, sotho, suázi, tsonga, tswana, venda, xhosa, zulu)

Nepalês:


Nepal

Sotho setentrional:


África do Sul (com africâner, inglês, Ndebele, Sotho, suázi, Tsonga, Tswana, Venda, Xhosa, zulu)

Norueguês:


Noruega (duas formas oficiais escritas - Bokmål e Nynorsk)

Oriá:


Parte da Índia (com inglês, bengali, canará, telugu, marata, tâmil, urdu, guzarati, malaiala, punjabi, caxemira, sindi, sânscrito, num total de 23 línguas oficiais)

Orissa

Pachto:


Afeganistão (com persa dari)

Palauense


Palau (com inglês)

Persa:


Irão

Afeganistão (chamada persa dari no Afeganistão) (com pachto)

Tajiquistão (chamada persa tadjique no Tadjiquistão)

Polonês ou Polaco:


Polónia

Português:


Angola

Brasil

Cabo Verde

Guiné-Bissau

Guiné Equatorial (com espanhol e francês)

parte da República Popular da China

Macau (com chinês)

Moçambique

Portugal

São Tomé e Príncipe

Timor-Leste (com tétum)

Punjabi:


Parte da Índia (com inglês, bengali, canará, telugu, marata, tâmil, urdu, guzarati, malaiala, oriá, caxemira, sindi, sânscrito, num total de 23 línguas oficiais)

Punjabe

Quíchua


Bolívia (com espanhol e aimará)

Peru (com espanhol e aimará)

Quirguiz:


Quirguistão (com russo)

parte da República Popular da China

Prefeitura autônoma de Kizilsu (com Chinês mandarim)

Romeno:


Moldova (conhecido localmente como moldovo que, segundo alguns nacionalistas, é uma língua separada do romeno; o que não merece a concordância da maioria dos linguistas)

Roménia

Romanche:


Suíça (com alemão, francês, e italiano)

Grisões (com alemão e italiano)

Russo:


Bielorrússia (com bielorrusso)

Cazaquistão (com cazaque)

Quirguizistão (com quirguiz)

Rússia

Sérvio:


Bósnia e Herzegovina (com bósnio, croata)

Sérvia

Montenegro (com montenegrino)

Cingalês:


Sri Lanka (com tâmil)

Somali:


Somália

Soto:


África do Sul (com africâner, inglês, Ndebele, Sotho setentrional, suázi, Tsonga, Tswana, Venda, Xhosa, zulu)

Suaíli:


Quénia (com inglês)

Tanzânia

Suázi:


Essuatíni (com inglês)

África do Sul (com africâner, inglês, Ndebele, Sotho setentrional, Sotho, Tsonga, Tswana, Venda, Xhosa, zulu)

Sueco:


Suécia

Finlândia

Tajique:


Tajiquistão

Tâmil:


Singapura (com Malaio, inglês and chinês)

Sri Lanka (com cingalês)

Tétum:


Timor-Leste (com português)

Tai:


Tailândia

Tok Pisin:


Papua-Nova Guiné (com inglês e Motu)

Tsonga:


África do Sul (com africâner, inglês, Ndebele, Sotho setentrional, Sotho, suázi, Tswana, Venda, Xhosa, zulu)

Tswana:


África do Sul (com africâner, inglês, Ndebele, Sotho setentrional, Sotho, suázi, Tsonga, Venda, Xhosa, zulu)

Turco:


Turquia

Chipre (com grego)

Turcomeno:


Turquemenistão

Ucraniano:


Ucrânia

Urdu:


Paquistão com inglês

Uzbeque:


Uzbequistão

Venda:


África do Sul (com africâner, inglês, Ndebele, Sotho setentrional, Sotho, suázi, Tsonga, Tswana, Xhosa, zulu)

Vietnamita:


Vietname

Xhosa:


África do Sul (com africâner, inglês, Ndebele, Sotho setentrional, Sotho, suázi, Tsonga, Tswana, Venda, zulu)

Zulu:


África do Sul (com africâner, inglês, Ndebele, Sotho setentrional, Sotho, Swazi, Tsonga, Tswana, Venda, Xhosa)

Línguas oficiais de estados, províncias e regiões não independentes

A B C D E F G H I O R S T U Z


Albanês:


Parte da Sérvia

Kosovo

Alemão:


parte da Itália

Tirol do Sul (com italiano)

Suíça (com francês, italiano e reto-romance)

17 dos 26 cantões (monolinguisticamente alemães)

Grisões (com italiano e reto-romance)

Berna, Friburgo, Valais (com francês)

Aranês (ver Occitano)


Assamês:


Parte da Índia

Assam

Basco:


País Basco (com espanhol)

Navarra (com espanhol)

Bengali:


Parte da Índia

Tripura

Bengala Ocidental

Cantonês:


Hong Kong (falado de facto, junto com com inglês e mandarim)

Macau (falado de facto, com português e mandarim)

Catalão:


partes de Espanha (com espanhol)

Ilhas Baleares

Catalunha

Comunidade Valenciana (aqui chamada língua valenciana)

parte de Itália (com italiano)

cidade de Alghero (L'Alguer em catalão)

Cazaque:


parte da República Popular da China

Prefeitura autónoma cazaque de Ili, com chinês (mandarim)

Condado autónomo cazaque de Barkol, com chinês (mandarim)

Condado autónomo cazaque de Mori, com chinês (mandarim)

Chipewyan:


Territórios do Noroeste, no Canadá (com cree, dogrib, inglês, francês, gwich'in, Inuinnaqtun, inuktitut, Inuvialuktun, e slavey)

Coreano:


parte da República Popular da China

Prefeituras autónomas de Changbai e Yanbian, com chinês (mandarim)

Cree:


Territórios do Noroeste, no Canadá (com chipewyan, dogrib, inglês, francês, gwich'in, Inuinnaqtun, inuktitut Inuvialuktun e slavey)

Croata


alguns municípios da Áustria (com alemão)

parte da Sérvia

Voivodina (com sérvio, húngaro, romeno, eslovaco e ruteno)

parte da Itália

Molise (estatuto possivelmente menor)

parte da Roménia

Caraș-Severin (distrito) (estatuto possivelmente menor)

parte da Montenegro

Bocas de Cattaro (estatuto possivelmente menor)

Dogrib:


Territórios do Noroeste, no Canadá (com chipewyan, cree, , inglês, francês, gwich'in, Inuinnaqtun, inuktitut, Inuvialuktun e slavey)

Eslovaco


parte da Sérvia

Voivodina (com croata, sérvio, húngaro, romeno e ruteno)

Esloveno:


parte da Itália

Friuli-Venezia Giulia (com italiano)

parte da Áustria

Caríntia (com alemão)

Espanhol:


parte dos Estados Unidos

Califórnia

Novo México (co-oficial com inglês)

Porto Rico (com inglês)

Texas

Francês:


Parte do Canadá (na federação, com inglês)

Nova Brunswick (com inglês)

Quebeque

Nunavut (com inglês, inuktitut e inuvialuktun)

Territórios do Noroeste, no Canadá (com chipewyan, cree, dogrib, inglês, gwich'in, Inuinnaqtun, inuktitut, Inuvialuktun e slavey)

Yukon (com inglês)

parte dos Estados Unidos

Luisiana (com inglês)

Maine

parte da Itália

Valle d'Aosta (com italiano)

Parte da Suíça (com alemão, italiano e reto-romance)

Genebra

Vaud

Valais

Jura

Neuchâtel

Friburgo, Berna (com alemão)

Galego:


Galiza (com espanhol)

NOTA: Se o galego é, de facto, uma língua separada ou um dialecto da língua portuguesa é objecto de discussão entre os lingüistas.


Gujarati:


parte da Índia (com inglês e híndi)

Dadrá e Nagar-Aveli

Damão e Diu

Gujarate

Gwich'in:


Territórios do Noroeste, no Canadá (com chipewyan, cree, dogrib, inglês, francês, Inuinnaqtun, inuktitut, Inuvialuktun e slavey)

Havaiano:


Havaí (co-oficial com o inglês)

Húngaro:


parte da Sérvia

Voivodina (com croata, sérvio, romeno, eslovaco e ruteno)

Hunsrückisch


Brasil

Antônio Carlos (Santa Catarina)


Iídiche:


Parte da Rússia

Oblast Autônomo Judaico

Inglês:


parte do Canadá (na federação com francês)

Nova Brunswick (com francês)

Nova Escócia (com francês)

Nunavut (com francês, Inuinnaqtun, inuktitut e inuvialuktun)

Territórios do Noroeste (com chipewyan, cree, dogrib, francês, gwich'in, Inuinnaqtun, Inuvialuktun, unuktitut e slavey)

Yukon (com francês)

parte da República Popular da China

Hong Kong (com chinês)

partes dos Estados Unidos: o governo federal norte-americano não pode declarar uma língua como oficial em todo o território, devido a questões federativas. A língua oficial é decidida pela maioria dos estados que têm uma língua oficial declarada; o inglês é a primeira língua da maioria da população e está consagrada pelo costume. O inglês é língua oficial nos seguintes estados e territórios:

Alabama

Alasca

Arcansas

Califórnia

Colorado

Florida

Geórgia

Havai (com havaiano)

Ilhas Virgens Americanas

Illinois

Indiana

Iowa

Kentucky

Luisiana (com francês)

Massachusetts

Mississippi

Missouri

Montana

Nebrasca

Nova Hampshire

Novo México (com espanhol)

Carolina do Norte

Carolina do Sul

Dacota do Norte

Dacota do Sul

Tennessee

Utah

Virgínia

Virgínia Ocidental

Wyoming

Inuinnaqtun:


Territórios do Noroeste, no Canadá (com chipewyan, cree, dogrib, inglês, francês, gwich'in, Inuktitut, Inuvialuktune slavey)

Inuktitut:


Groenlândia (com dinamarquês)

Nunavut (com inglês, francês, e inuvialuktun)

Territórios do Noroeste, no Canadá (com chipewyan, cree, dogrib, inglês, francês, gwich'in, Inuinnaqtun, Inuvialuktune slavey)

Inuvialuktun:


Nunavut (com inglês, francês, e inuktitut)

Territórios do Noroeste (incluso no Inuktitut; com chipewyan, cree, dogrib, inglês, francês, gwich'in, Inuinnaqtun e slavey)

Kokborok:


parte da India

Tripura (com bengali)

Mongol:


parte da República Popular da China

Mongolia Interior, com chinês (mandarim)

Haixi, com tibetano e chinês (mandarim)

Bortala, com chinês (mandarim)

Bayin'gholin, com chinês (mandarim)

Dorbod, com chinês (mandarim)

Qian Gorlos, com chinês (mandarim)

Harqin Left Wing Mongol Autônoma Condado, com chinês (mandarim)

Fuxin, com chinês (mandarim)

Weichang, com chinês (mandarim)

Subei, com chinês (mandarim)

Henan, com chinês (mandarim)

occitano (aranês):


Val d'Aran (com catalão e espanhol)

Romeno:


parte da Grécia

Monte Atos

parte da Sérvia

Voivodina (com croata, sérvio, húngaro, eslovaco e ruteno)

Ruteno:


Voivodina (com croata, sérvio, húngaro, eslovaco e ruteno)

Lapão:


Finlândia (em quatro municipalidades)

Noruega (em seis municipalidades)

Suécia (em quatro municipalidades e arredores)

Slavey:


Territórios do Noroeste, no Canadá (com chipewyan, cree, dogrib, inglês, francês, gwich'in, Inuinnaqtun, inuktitut e Inuvialuktun)

Sueco:


parte da Finlândia (com finlandês)

Åland (monolingüe em sueco) (província autônoma sob soberania finlandesa)

Taitiano:


Polinésia Francesa (com francês)

Tâmil:


Parte da Índia

Pondicherry

Tâmil Nadu

Tibetano:


Tibete (com chinês mandarim)

Aba (com chinês mandarim)

Garzê (com chinês mandarim)

Diqing (com chinês mandarim)

Wenshan (com chinês mandarim)

Gannan (com chinês mandarim)

Haibai (com chinês mandarim)

Hainan (com chinês mandarim)

Huangnan (com chinês mandarim)

Golog (com chinês mandarim)

Gyêgu (com chinês mandarim)

Haixi (com mongol e chinês mandarim)

Muli (com chinês mandarim)

Tianzhu (com chinês mandarim)

Telugu:


Parte da Índia

Andhra Pradesh

Uigur:


Xinjiang (com chinês mandarim)

Urdu:


Parte da Índia

Jammu e Caxemira

Zhuang:


Guangxi (com chinês mandarim)

Lianshan (com chinês mandarim)

Esta é uma lista de gentílicos do Brasil dividida por unidade federativa (UF).


Logo abaixo do nome da UF, entre parênteses, estão os adjetivos pátrios referentes a ele, seguidos da lista de municípios (em ordem alfabética) e seus respectivos gentílicos. Os municípios grafados em negrito são as capitais das 27 unidades federativas.


Sobre gentílicos em geral, convém destacar as normas ortográficas em vigor desde o Formulário Ortográfico de 1943, que diz, em seu item 42[1]:


Os topônimos de tradição histórica secular não sofrem alteração alguma na sua grafia, quando já esteja consagrada pelo consenso diuturno dos brasileiros. Sirva de exemplo o topônimo "Bahia", que conservará esta forma quando se aplicar em referência ao Estado e à cidade que têm esse nome. Observação. - Os compostos e derivados desses topônimos obedecerão às normas gerais do vocabulário comum.

Acre

(acriano, acreano)


Assis Brasil - assis-brasiliense

Cruzeiro do Sul - cruzeirense

Feijó – feijoense

Mâncio Lima - mâncio-limense

Manoel Urbano - murbanense

Marechal Thaumaturgo - thaumaturguense[2]

Rio Branco – rio-branquense

Sena Madureira - sena-madureirense

Tarauacá - tarauacaense

Xapuri - xapuriense

Alagoas

(alagoano)


Anadia – anadiense

Arapiraca - arapiraquense

Atalaia - atalaiense

Belém - belenense

Belo Monte - belo-montense

Canapi - canapiense

Campestre - campestrense

Capela - capelense

Carneiros - carneirense

Coité do Noia coitenense

Coruripe - coruripense

Craíbas - craibense

Delmiro Gouveia - delmirense

Feira Grande - feira-grandense

Flexeiras - flexeirense

Ibateguara - ibateguarense

Igaci - igaciense

Inhapi - inhapiense

Jacaré dos Homens - jacareense, jacarezeiro

Jacuípe - jacuipense

Japaratinga - japaratinguense

Jaramataia - jaramataiense

Jequiá da Praia - jequiense

Jundiá - jundiaense

Junqueiro - junqueirense

Maceió – maceioense

Maragogi - maragogiense

Maravilha - maravilhense

Marechal Deodoro - deodorense

Maribondo - maribondense

Messias - messiense

Murici - muriciense

Novo Lino - linense

Ouro Branco - ouro-branquense

Pariconha - pariconhense

Paripueira - paripueirense

Passo de Camaragibe - camaragibano

Paulo Jacinto - paulo-jacintense

Penedo - penedense

Quebrangulo - quebrangulense

Queimadas (Bahia)- queimadense

Rio Largo - rio-larguense

Roteiro - roteirense

Santana do Ipanema - santanense

São José da Laje - lajense

São Miguel dos Campos - miguelense

Satuba - satubense

Teotônio Vilela - vilelano

Traipu- traipuense

União dos Palmares - palmarino

Viçosa - viçosense

Amapá

(amapaense)


Amapá - amapaense

Calçoene - calçoenense

Macapá – macapaense

Mazagão - mazaganense

Oiapoque - oiapoquense

Santana - santanense

Serra do Navio - serra-naviense

Amazonas

(amazonense); (baré)


Alvarães - alvarense

Amaturá - amaturense

Anamã - anamãense

Anori - anoriense

Apuí - apuiense

Atalaia do Norte - atalaiense

Autazes - autaziense

Barcelos - barcelense

Barreirinha - barreirinhense

Benjamin Constant - benjamin-constantense

Beruri - beruriense

Boa Vista do Ramos - boa-vistense

Boca do Acre - bocacrense

Borba - borbense

Caapiranga - caapiranguese

Canutama - canutamense

Carauari - carauariense

Careiro - careirense

Careiro da Várzea - careirense-da-várzea

Coari - coariense

Codajás - codajaiense

Eirunepé - eirunepeense [3]

Envira - envirense

Fonte Boa - fonte-boense

Guajará - guajaraense

Humaitá - humaitaense

Ipixuna - ipixunaense

Iranduba - irandubense

Itacoatiara - itacoatiarense

Itamarati - itamaratiense

Itapiranga - itapiranguense

Japurá - japuraense

Juruá - juruaense

Jutaí - jutaiense

Lábrea - labreense

Manacapuru - manacapuruense

Manaquiri - manaquiriense

Manaus – manauense, manauara

Manicoré - bacurau

Maraã - maraaense

Maués - maueense, mauesense

Nhamundá - nhamundaense

Nova Olinda do Norte - nova-olindense

Novo Airão - novo-airense; novo-airãoense

Novo Aripuanã - aripuanense; novo-aripuanense

Parintins - parintinense

Pauini - pauiniense

Presidente Figueiredo - figueirense

Rio Preto da Eva - rio-pretense

Santa Isabel do Rio Negro - santa-isabelense

Santo Antônio do Içá - içaense [4]

São Gabriel da Cachoeira - são-gabrielense

São Paulo de Olivença - paulivense

São Sebastião do Uatumã - uatumãense

Silves - silvense, saracaense

Tabatinga - tabatinguense

Tapauá - tapauense

Tefé - tefeense [5]

Tonantins - tonantinense

Uarini - uariniense; uarinense

Urucará - urucaraense

Urucurituba - urucuritubense

Bahia

(baiano)


Abaíra - abairense

Abaré - abareense

Acajutiba - acajutibense

Adustina - adustinense

Aiquara - aiquarense

Alagoinhas - alagoinhense

Alcobaça - alcobacense

Almadina - almadinense

Amargosa - amargosense

Amélia Rodrigues - amélia-rodriguense

Anagé - anageense

Andaraí - andaraiense

Andorinha - andorinhense

Araci - araciense

Aramari - aramariense

Barra do Mendes - barramendense

Barreiras - barreirense

Boa Vista do Tupim - tupinense

Brumado - brumadense

Caetité - caetiteense

Camaçari - camaçariense

Campo Alegre de Lourdes - campo-alegrense

Carinhanha - carinhanhense

Casa Nova - casa-novense

Cipó - cipoense

Coaraci - coaraciense

Curaçá - curaçaense

Cruz das Almas - cruz-almense

Dias d'Ávila - dias-davilense

Entre Rios - entrerriense[6][7]

Esplanada - esplanadense

Euclides da Cunha - euclidense

Feira de Santana - feirense

Gongogi - gongogiense

Guanambi - guanambiense

Ibicaraí - ibicaraiense

Ilhéus - ilheense

Ipiaú - ipiauense

Ipirá - ipiraense

Irecê - ireceense

Itaberaba – Itaberabense

Itabuna – itabunense, grapiúna

Itajuípe - itajuipense

Itambé - itambeense

Itaparica - itaparicano

Itiruçu - itiruçuense

Iuiú - iuiuense

Jacobina - jacobinense

Jequié - jequieense

Juazeiro - juazeirense

Lauro de Freitas – lauro-freitense

Luís Eduardo Magalhães - luís-eduardense

Malhada - malhadense

Maracás - maracaense

Milagres - milagrense

Mundo Novo - mundo-novense

Palmas de Monte Alto - montealtense

Paramirim - paramirinhense

Paulo Afonso - paulo-afonsino

Pilão Arcado - pilão-arcadense

Porto Seguro - porto-segurense

Queimadas - queimadense

Remanso - remansense

Ribeira do Pombal - pombalense

Salvador – soteropolitano

Santa Maria da Vitória - santa-mariense

Santo Amaro - santo-amarense

Santo Antônio de Jesus - santo-antoniense

Senhor do Bonfim - bonfinense

Sento Sé - sento-seense

Sobradinho - sobradinhense

Souto Soares - soutosoarense

Teixeira de Freitas - teixeirense

Teodoro Sampaio - teodorense

Valença - valenciano

Vitória da Conquista - conquistense

Ceará

(cearense)


Ver também: Lista de gentílicos do Ceará

Distrito Federal

(brasiliense)


Espírito Santo

(capixaba, espírito-santense)


Água Doce do Norte - água-docense

Afonso Cláudio - afonso-claudense

Alegre (Espírito Santo) - alegrense

Alfredo Chaves - alfredense

Aracruz - aracruzense

Baixo Guandu - guanduense

Barra de São Francisco - francisquense

Brejetuba - brejetubense

Cachoeiro de Itapemirim - cachoeirense

Cariacica - cariaciquense

Castelo - castelense

Colatina - colatinense

Conceição da Barra - barrense

Domingos Martins - martinense

Ecoporanga - ecoporanguense

Fundão - fundoense

Governador Lindenberg - lindenberguense

Guaçuí - guaçuiense

Guarapari - guarapariense

Ibatiba - ibatibense

Ibiraçu - ibiraçuense

Irupi - irupiense

Itapemirim - itapemirinense

Iúna - iunense

João Neiva - joão-neivense

Linhares - linharense

Muqui - muquiense

Nova Venécia - veneciano

Pancas - panquense

Piúma - piumense

Rio Bananal - ribanense

Santa Teresa - teresense

São Gabriel da Palha - gabrielense

São Mateus - mateense

Serra - serrano

Sooretama - sooretamense

Vargem Alta - vargem-altense

Venda Nova do Imigrante - venda-novense

Viana - vianense

Vila Pavão - pavoense

Vila Velha - vila-velhense, canela-verde

Vitória – vitoriense

Goiás

(goiano)


Alvorada do Norte - alvoradense-do-norte

Anápolis – anapolitano, anapolino, anapolense

Aparecida de Goiânia - aparecidense

Aporé – aporeense

Catalão - catalano

Estrela do Norte - estrela-nortense

Flores de Goiás - florense

Formosa - formosense

Goianésia – goianesiense

Goiânia – goianiense

Goiás - vila-boense; goiano

Goiatuba - goiatubense

Itaberaí - itaberino

Itapaci - itapacino

Itumbiara - itumbiarense

Jandaia - jandaiense

Morrinhos - morrinhense

Nova Glória - nova-glorino

Nova Roma - nova-romano

Orizona – orizonense

Palmeiras de Goiás - palmeirenses

Piranhas – piranhense

Pirenópolis - pirenopolino

Pires do Rio - piresino

Pontalina – pontalinense

Porangatu - porangatuense

Posse - possense

Rio Verde - rio-verdense

Rubiataba - rubiatabense

Quirinópolis - quirinopolino

São Simão – simonense

Silvânia – silvaniense

Simolândia - simolandense

Sítio d'Abadia - sitiense

Trindade – trindadense

Uruaçu - uruaçuense

Vianópolis – vianopolino

Vila Boa (Goiás) - vila-boense

Inhumas - inhumense

Maranhão

(maranhense)


Açailândia - açailandense

Bacabal - bacabalense

Balsas - balsense

Barra do Corda - barra-cordense

Barreirinhas - barreirinhense

Caxias - caxiense

Grajaú - grajauense

Graça Aranha - gracense

Guimarães - guimarense, vimarense

Humberto de Campos - humbertuense

Imperatriz – imperatrizense

Itapecuru-Mirim - itapecuruense

Joselândia - joselandense

Loreto - loretense

Miranda do Norte - mirandense

Nova Iorque - nova-iorquense

Paço do Lumiar - luminense

Passagem Franca - passagense

Pinheiro - pinheirense

Pio XII - pio-docense, pio-dozense

Poção de Pedras - poção-pedrense

Presidente Vargas - presidentino, presidente-varguense

Rosário - rosariense

Riachão - riachoense, riachãoense

Santa Inês - santa-inesense

São João do Caru - são-joanense, caruense

São João dos Patos - patoense

São Luís – ludovicente, são-luisense

São Pedro da Água Branca - são-pedrense

Timon - timonense

Vargem Grande - vargem-grandense

Zé Doca - zé-doquense

Mato Grosso

(mato-grossense)


Acorizal - acorizalense

Água Boa - água-boense

Alta Floresta - alta-florestense; florestense

Alto Araguaia - alto-araguaiense

Alto Boa Vista - alto-boa-vistense

Alto Garças - alto-garcense

Alto Paraguai - alto-paraguaiense

Alto Taquari - taquariense

Apiacás - apiacaense

Araguaiana - araguaianense

Araguainha - araguainhense

Araputanga - araputanguense

Arenápolis - arenapolitano

Aripuanã - aripuanense

Barra do Bugres - barra-bugrense

Barra do Garças - barra-garcense

Bom Jesus do Araguaia - bom-jesusense-do-araguaia

Brasnorte - brasnortense

Cáceres - cacerense

Canarana - canaranense

Campo Novo do Parecis - camponovense

Campo Verde - campo-verdense

Chapada dos Guimarães - chapadense

Colíder - Colidense

Cuiabá – cuiabano

Lucas do Rio Verde — luverdense

Nobres - nobrense

Nova Mutum - mutuense

Novo Horizonte do Norte — novo-horizontino

Paranatinga - paranatinguense

Pontes e Lacerda - pontes-lacerdense

Primavera do Leste - primaverense

Rondonópolis — rondonopolitano

Santo Antônio de Leverger - levergense; santo-antoniense

Sinop - sinopense

Sorriso - sorrisiense

Tangará da Serra - tangaraense

Várzea Grande - várzea-grandense

Mato Grosso do Sul

Ver também: Lista de gentílicos de Mato Grosso do Sul

(sul-mato-grossense, mato-grossense-do-sul)


Aquidauana - aquidauanense

Bonito - bonitense

Caarapó - caarapoense

Campo Grande – campo-grandense

Corumbá - corumbaense

Dourados - douradense

Jardim - jardinense

Naviraí - naviraiense

Nova Andradina - nova-andradinense

Paranaíba - paranaibense

Ponta Porã - ponta-poranense

Rio Brilhante - rio-brilhantense

Sidrolândia - sidrolandense

Três Lagoas - três-lagoense

Minas Gerais

Ver artigo principal: Lista de gentílicos de Minas Gerais

(mineiro)


Belo Horizonte - belo-horizontino, belorizontino, horizontino

Pará

Ver artigo principal: Lista de gentílicos do Pará

(paraense)


Belém - belenense

Paraíba

Ver também: Lista de gentílicos da Paraíba

(paraibano)


Campina Grande - campinense

João Pessoa - pessoense

Junco do Seridó - juncoense

Patos - patoense

Santa Luzia - santaluziense

São José do Sabugi - sabugienses

São Mamede - saomamedense

Várzea - varzeense

Paraná

(paranaense)


Ver artigo principal: Lista de gentílicos do Paraná

Curitiba - curitibano

Pernambuco

(pernambucano)


Araripina - araripinense

Afogados da Ingazeira - afogadense

Arcoverde - arco-verdense

Belo Jardim - belojardinense

Bom Jardim - bom-jardinense

Cabo de Santo Agostinho - cabense

Camaragibe - camaragibense[8]

Camocim de São Félix - camociense

Caruaru - caruaruense

Escada - escadense

Garanhuns - garanhuense

Gravatá - gravataense

Ipojuca - ipojuquense

Itaíba - itaibense

Jaboatão dos Guararapes - jaboatonense

Limoeiro - limoeirense

Moreno - morenense

Olinda - olindense

Paulista - paulistense

Pesqueira - pesqueirense

Petrolina - petrolinense

Recife - recifense

Salgueiro - salgueirense

Santa Cruz do Capibaribe - santa-cruzense

São Vicente Férrer - vicentino

Serra Talhada - serra-talhadense

Tabira - tabirense

Xexéu - xexeuense

Piauí

(piauiense)


Alto Longá - alto-longaense

Altos - altoense

Amarante - amarantino

Cajazeiras do Piauí - cajazerense

Canto do Buriti - canto-buritiense

José de Freitas - josé-freitense

Luís Correia - luís-correiense

Manoel Emídio - manoel-emidiano

Monsenhor Gil - monsenhor-gilense

Parnaíba - parnaibano

Picos - picoense

Redenção do Gurgueia - redençoense

Regeneração - regenerense

São João do Piauí - são-joanense

São Pedro do Piauí - são-pedrense

São Raimundo Nonato - são-raimundense

Oeiras - oeirense

Teresina – teresinense

Uruçuí - uruçuiense

Rio de Janeiro

(fluminense)


Ver artigo principal: Lista de gentílicos do Rio de Janeiro

Rio de Janeiro – carioca

Rio Grande do Norte

(potiguar, rio-grandense-do-norte, norte-rio-grandense)


Areia Branca - areia-branquense

Assu - assuense

Caicó - caicoense

Ceará-Mirim - ceará-mirinense

Extremoz - extremozense

Jardim de Angicos - jardinense

João Câmara - camaraense

Macaíba - macaibense

Martins - martinense

Mossoró - mossoroense [9]

Natal – natalense

Nísia Floresta - nísia-florestense

Parnamirim - parnamirinense

Passa-e-Fica - passa-fiquense

Pau dos Ferros - pau-ferrense

Sítio Novo - sítio-novense

Umarizal - umarizalense

Upanema - upanemense

Rio Grande do Sul

(gaúcho, rio-grandense-do-sul, sul-rio-grandense)


Ver artigo principal: Lista de gentílicos do Rio Grande do Sul

Porto Alegre - porto-alegrense

Rondônia

(rondoniense, rondoniano)


Ariquemes - ariquemense

Cacoal - cacoalense

Espigão d'Oeste - espigoense

Governador Jorge Teixeira - jorge-teixerense

Guajará-Mirim - guajara-mirense

Jaru - jaruense

Ji-Paraná - ji-paranaense

Ouro Preto do Oeste - ouro-pretense

Pimenta Bueno - pimentense

Porto Velho – porto-velhense

Rolim de Moura - rolim-mourense

São Miguel do Guaporé – miguelense

Theobroma - theobromense [10]

Vilhena - vilhenense

Roraima

(roraimense)


Alto Alegre – alto-alegrense

Amajari - amajariense

Boa Vista – boa-vistense

Caracaraí - caracaraiense

Caroebe - caroebense

Normandia - normandiense

Pacaraima - pacaraimense

Santa Catarina

(catarinense, barrigaverde)


Agrolândia – agrolandense

Alfredo Wagner – alfredense

Arabutã – arabutanense

Araquari – araquariense

Araranguá – araranguaense

Armazém – armazenense

Ascurra – ascurrense

Balneário Arroio do Silva – arroiense; arroio-silvense

Balneário Camboriú – balneocamboriuense

Balneário Gaivota – gaivotense

Barra Velha – barra-velhense

Biguaçu – biguaçuense

Blumenau – blumenauense

Braço do Norte – braço-nortense

Brusque - brusquense

Caçador - caçadorense

Calmon - calmonense

Camboriú - camboriuense

Campo Belo do Sul - campo-belense

Campo Erê - campo-erense

Canoinhas - canoinhense

Capão Alto - capão-altense

Capinzal - capinzalense

Capivari de Baixo - capivariense

Celso Ramos - celso-ramense

Chapecó - chapecoense

Cocal do Sul – sul-cocalense

Concórdia - concordiense

Correia Pinto - correia-pintense

Criciúma – criciumense

Ermo – ermense

Erval Velho - ervalense

Florianópolis – florianopolitano

Forquilhinha - forquilhinhense

Fraiburgo - fraiburguense

Gaspar - gasparense

Governador Celso Ramos - gancheiro

Grão-Pará - grão-paraense

Gravatal - gravatalense [11][12]

Içara - içarense

Ilhota - ilhotense

Imbituba - imbitubense

Indaial - indaialense

Ipumirim - ipumirinense

Itajaí - itajaiense

Jacinto Machado - jacinto-machadense

Jaguaruna – jaguarunense

Jaraguá do Sul – jaraguaense

Joaçaba - joaçabense

Joinville – joinvilense

Lages - lageano[13]

Laguna - lagunense

Lebon Régis - lebonregense

Lontras – lontrense

Massaranduba - massarandubense [14]

Morro da Fumaça – fumacense

Orleans - orleanense

Palhoça - palhocense

Passo de Torres - passo-torrense

Ponte Alta - ponte-altense

Ponte Alta do Norte - norte-ponte-altense

Porto União - porto-unionense [15]

Praia Grande - praia-grandense

Presidente Getúlio - getuliense

Rio do Sul – rio-sulense

Rio Fortuna – rio-fortunense

Santa Rosa de Lima – santa-rosa-limense

Santo Amaro da Imperatriz – santoamarense

São Bonifácio - são-bonifacense

São José – josefense

Siderópolis – sideropolitano

Sombrio - sombriense

Taió - taioense

Tangará - tangaraense

Timbó - timboense

Treze de Maio - treze-maiense

Tubarão - tubaronense

Turvo - turvense

Urussanga - urussanguense [16]

Videira - videirense

Xanxerê - xanxerense

São Paulo

Ver também: Lista de gentílicos de São Paulo

(paulista)


São Paulo - paulistano


Sergipe

(sergipano, sergipense)


Aracaju – aracajuano, aracajuense

Estância - estanciano

Itabaiana - itabaianense

Itaporanga d'Ajuda - itaporanguense

Japoatã - japoatãense

Lagarto - lagartense

Laranjeiras - laranjeirense

Neópolis - neopolitano

Nossa Senhora das Dores - dorense

Simão Dias - simão-diense

Tocantins

(tocantinense)


Abreulândia - abreulandense

Aguiarnópolis - aguiarnopolense

Aliança do Tocantins - aliancense

Almas - almense

Alvorada - alvoradense

Ananás - ananaense

Angico - angicoense [17]

Aparecida do Rio Negro - aparecidense

Aragominas - aragominense

Araguacema - araguacemense

Araguaçu - araguaçuense

Araguaína - araguainense

Araguanã - araguanãense

Araguatins - araguatinense

Arapoema - arapoemense

Arraias - arraiano

Augustinópolis - augustinopolino

Aurora do Tocantins - aurorense

Axixá do Tocantins - axixaense

Darcinópolis - darcinopolino,

Dianópolis - dianopolino, dianopolitano

Divinópolis do Tocantins - divinopolino, divinopolitano

Dois Irmãos do Tocantins - dois-irmanense

Dueré - duereense

Esperantina - esperantinense

Fátima - fatimense

Figueirópolis - figueiropolense, figueiropolino

Filadélfia - filadelfiense

Formoso do Araguaia - formosense

Gurupi - gurupiense

Itacajá - itacajense

Miracema do Tocantins - miracemense

Palmas – palmense

Palmeirópolis - palmeiropolitano

Paraíso do Tocantins - paraisense

Pedro Afonso (Tocantins) - pedro-afonsino

Porto Nacional - portuense

Taguatinga - taguatinguense

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