segunda-feira, 28 de setembro de 2020

Missal Romano - Semana Santa - Celebração da Paixão (1)

 Terceira parte: Adoração da Cruz

14. Terminada a oração universal, faz-se a solene adoração da santa Cruz, escolhendo-se, das duas formas propostas, a mais conveniente segundo as razões pastorais.

Primeira forma de apresentação da Santa Cruz

15. A cruz velada é levada ao altar, acompanhada por dois ministros com velas acesas. O sacerdote, de pé diante do altar, recebe a cruz, descobre-lhe a parte superior e a eleva um pouco, começando a antífona Eis o lenho da cruz, sendo ajudado, no canto, pelo diácono, ou mesmo, se convier, pelo coro. Todos respondem: Vinde, adoremos! Terminado o canto, ajoelham-se e permanecem um momento adorando em silêncio, enquanto o sacerdote continua de pé com a cruz erguida.

Em seguida, o sacerdote descobre o braço direito da cruz, elevando-a de novo e começa a antífona Eis o lenho da cruz, tudo como acima.

Enfim, descobre toda a cruz e, levantando-a, começa pela terceira vez a antífona Eis o lenho da cruz, prosseguindo como acima.

16. Acompanhado de dois ministros com velas acesar, o sacerdote leva a cruz à entrada do presbitério ou a outro lugar conveniente, onde a coloca ou entrega aos ministros, que a sustentam, depondo os castiçais à direita e à esquerda. Faz-se então a adoração da cruz como adiante, no n.18

Segunda forma de apresentação da Santa Cruz

17. O sacerdote ou o diácono, com os ministros dirige-se à porta da igreja, onde toma nas mãos a cruz sem véu. Acompanhado pelos minitros com velas acesas, vai em procissão pela nave até o presbitério. Junto à porta principal, no meio da igreja e à entrada do presbitério, de pé, ergue a cruz cantando a antífona Eis o lenho da cruz, a que todos respondem: Vinde, adoremos! ajoelhando-se e adorando um momento em silêncio, como acima.

Em seguida coloca-se a cruz com os castiãos a entrada do presbitério, como acima, no n.16.

Exortação ao erguer a Cruz

Pres: Eis o lenho da cruz, do qual pendeu a salvação do mundo.

Ass: Vinde, adoremos!

Adoração da Santa Cruz

18. Para a adoração da cruz aproximam-se, como em procissão, o sacerdote, o clero e os fiéis, exprimindo sua reverência pela genuflexão simples ou outro sinal apropriado, conforme os costume da regiãoo, por exemplo, beijando a cruz.

Durante a adoração cantam-se a antífona Adoramos, Senhor, vosso madeiro, os Lamentos do Senhor, ou outros cantos apropriados, sentando-se  todos aqueles que já fizeram a adoração.

19. Deve-se apresentar à adoração do povo uma só e mesma cruz. Se, porcausa da grande quantidade de fiéis, não for possivel aproximarem-se individualmente, o sacerdote toma a cruz e, de pé diante do altar, convida o povo em breves palavras a adorá-la em silêncio, mantendo-a erguida por um momento.

20. Terminada a adoração, a cruz é levada para o altar, sem seu lugar habitual. Os castiçais acesos são colocados perto do altar ou da cruz.

Cantos para a adoração da cruz

Antífona

Adoramos, Senhor, vosso Madeiro;

vossa ressurreição nós celebramos.

A alegria chegou ao mundo inteiro

pela Cruz que nós hoje veneramos


Lamentos do Senhor

I

1 - Que te fiz, meu povo eleito?

     Dize em que te contristei!

     Que mais podia ter feito,

     em que foi que eu te faltei?

1 e 2 - Deus santo,

           Deus forte,

           Deus imortal,

           tende piedade de nós!

1 - Eu te fiz sair do Egito

     com maná te alimentei;

     preparei-te bela terra,

     tu, a cruz para o teu rei!

1 e 2 - Deus santo,

           Deus forte,

           Deus imortal,

           tende piedade de nós!

1 - Bela vinha eu te plantara,

      tu plantaste a lança em mim;

      águas doces eu te dava,

       foste amargo até o fim!

1 e 2 - Deus santo,

           Deus forte,

           Deus imortal,

           tende piedade de nós!

II

1 - Flagelei por ti o Egito,

     primogênitos matei;

     tu porém me flagelaste,

     entregaste o próprio rei!

1 e 2 - Deus santo,

           Deus forte,

           Deus imortal,

           tende piedade de nós!

1 - Eu te fiz sair do Egito,

     afoguei o Faraó;

     aos teus sumos sacerdotes

     entregaste-me sem dó!

1 e 2 - Deus santo,

           Deus forte,

           Deus imortal,

           tende piedade de nós!

1 - Eu te abri o mar Vermelho,

     tu me abriste o coração;

     a Pilatos me levaste,

    eu levei-te pela mão!

1 e 2 - Deus santo,

           Deus forte,

           Deus imortal,

           tende piedade de nós!

1 - Pus maná no teu deserto,

     teu ódio me flagelou;

     fiz da pedra correr água,

     o teu fel me saturou!

1 e 2 - Deus santo,

           Deus forte,

           Deus imortal,

           tende piedade de nós!

1 -  Cananeus por ti batera,

      bateu-me uma cana à toa;

      dei-te cetro e realeza,

      tu, de espinhos a coroa!

1 e 2 - Deus santo,

           Deus forte,

           Deus imortal,

           tende piedade de nós!

1 -  Só na cruz tu me exaltaste,

      quando em tudo te exaltei;

      por que à morte me entregaste?

      Em que foi que eu te faltei?

1 e 2 - Deus santo,

           Deus forte,

           Deus imortal,

           tende piedade de nós!


Hino

1 e 2 - Estribilho

Cruz fiel, árvore nobre,

que flor e fruto nos dais!

Árvore alguma se cobre

das mesmas pompas reais.

Lenho que o sangue recobre,

ao Homem Deus sustentais!


1 - Cantemos hoje em memória

da luta que houve na cruz,

este sinal da vitória,

que todo um povo conduz;

nela, coberto de glória,

morrendo, vence Jesus!


1 e 2 - Estribilho

Cruz fiel, árvore nobre,

que flor e fruto nos dais!

Árvore alguma se cobre

das mesmas pompas reais.

Lenho que o sangue recobre,

ao Homem Deus sustentais!


1 - O Criador, apiedado

da maldição que ocorreu

quando, do lenho vetado,

Adão o fruto mordeu,

para curar o pecado

um outro lenho escolheu.


1 e 2 - Estribilho

Cruz fiel, árvore nobre,

que flor e fruto nos dais!

Árvore alguma se cobre

das mesmas pompas reais.

Lenho que o sangue recobre,

ao Homem Deus sustentais!


1 - Que um lenho ao outro vencesse,

com arte Deus decretou,

e a salvação nos viesse

pela cruz que ele abraçou,

de novo a vida irrompesse

onde o pecado brotou.


 1 e 2 - Estribilho

Cruz fiel, árvore nobre,

que flor e fruto nos dais!

Árvore alguma se cobre

das mesmas pompas reais.

Lenho que o sangue recobre,

ao Homem Deus sustentais!


1 - Quando, do tempo sagrado,

a plenitude chegou,

pelo seu Pai enviado,

o Filho ao mundo baixou:

de um corpo a Deus consagrado          

a nossa carne tomou.


1 e 2 - Estribilho

Cruz fiel, árvore nobre,

que flor e fruto nos dais!

Árvore alguma se cobre

das mesmas pompas reais.

Lenho que o sangue recobre,

ao Homem Deus sustentais!      


1 - Na manjedoura ele chora,          

o rei eterno dos céus;          

enfaixa-o Nossa Senhora,          

que pobres panos os seus!          

Por frágeis laços embora,          

cativo o corpo de Deus.   


 1 e 2 - Estribilho

Cruz fiel, árvore nobre,

que flor e fruto nos dais!

Árvore alguma se cobre

das mesmas pompas reais.

Lenho que o sangue recobre,

ao Homem Deus sustentais!      


1- Já tendo o tempo cumprido          

da sua vida mortal,          

só pelo amor impelido,          

numa oblação sem igual,          

na dura cruz foi erguido,          

nosso Cordeiro pascal!   


1 e 2 – Estribilho

Cruz fiel, árvore nobre,

que flor e fruto nos dais!

Árvore alguma se cobre

das mesmas pompas reais.

Lenho que o sangue recobre,

ao Homem Deus sustentais!          


1- Cravam-lhe os cravos tão fundo,          

seu lado vão traspassar;          

já corre o sangue fecundo,          

a água põe-se a brotar:          

estrelas, mar, terra e mundo,          

a tudo podem lavar!        


1 e 2 – Estribilho

Cruz fiel, árvore nobre,

que flor e fruto nos dais!

Árvore alguma se cobre

das mesmas pompas reais.

Lenho que o sangue recobre,

ao Homem Deus sustentais!


1 - Inclina, ó árvore, os ramos,

acolhe o teu Criador;

para o que em ti nós pregamos,

do tronco abranda o rigor:

para o rei que hoje adoramos

sejas um leito de amor!


1 e 2 – Estribilho

Cruz fiel, árvore nobre,

que flor e fruto nos dais!

Árvore alguma se cobre

das mesmas pompas reais.

Lenho que o sangue recobre,

ao Homem Deus sustentais!


1 - Só a ti isto foi dado:

ao Salvador sustentar

e a todos que hão naufragado

ao porto eterno levar,

pois o Cordeiro, imolado,

quis o teu tronco sagrar.


1 e 2 – Estribilho

Cruz fiel, árvore nobre,

que flor e fruto nos dais!

Árvore alguma se cobre

das mesmas pompas reais.

Lenho que o sangue recobre,

ao Homem Deus sustentais!

Nunca se omite a conclusão.


1 e 2 – Estribilho

Louvor e glória ao Deus trino,

fonte de luz, sumo bem.

Ao Pai e ao Filho divino

louvor eterno convém.

Ergamos todos um hino

ao que de ambos provém. Amém.

Quarta parte: Comunhão

21. Estende-se uma toalha sobre o altar e colocam-se nele o corporal e o Missal. Entretanto o diácono, ou, na falta dele, o sacerdote, com o véu de ombros, leva o Santíssimo Sacramento do lugar da reserva para o altar; entretanto, todos estão de pé, em silêncio. Dois ministros com velas acompanham o Santíssimo Sacramento e colocam as velas junto do altar ou sobre ele. Não há ofertório nem consagração ou Oração Eucarística, pois não há a renovação do Sacrifício no altar, porém a comunhão se faz com as hóstias consagradas na Quinta-feira Santa.

22. Quando o diácono, se estiver presente, tiver colocado o Santíssimo Sacramento sobre o altar e desco­berto a píxide, o sacerdote aproxima-se do altar e faz a genuflexão.

Pres: Obedientes a palavra do Salvador, formados por seu divino ensinamento, ousamos dizer:

O sacerdote abre os braços e prossegue com o povo:

Ass: Pai nosso que estais nos céus, santificado seja o vosso nome; venha a nós o vosso reino, seja feita a vossa vontade,  assim na terra como no céu;  o pão nosso de cada dia nos daí hoje,  perdoai-nos as nossas ofensas, assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido, e não nos deixeis cair em tentação, mas livrai-nos do mal.

O sacerdote prossegue sozinho, de braços abertos:

Pres: Livrai-nos de todos os males, ó Pai, e dai-nos hoje a vossa paz. Ajudados pela vossa misericórdia, sejamos sempre livres do pecado e protegidos de todos os perigos, enquanto, vivendo a esperança, aguardamos a vinda de Cristo salvador.

O sacerdote une as mãos. O povo conclui a oração aclamando:

Ass: Vosso é o reino, o poder e a glória para sempre!

O sacerdote, de mãos unidas, reza em silêncio:

Pres: Senhor Jesus Cristo, Filho do Deus vivo, que cumprindo a vontade do Pai e agindo com o Espírito Santo,pela vossa morte destes vida ao mundo, livrai-me dos meus pecados e de todo mal; pelo vosso Corpo e pelo vosso Sangue, dai-me cumprir sempre a vossa vontade e jamais separar-me de vós.

Omitem-se a oração da paz, a fração do pão e o canto e a recitação do Cordeiro de Deus.

O sacerdote faz genuflexão, toma a hóstia, elevando-a sobre o cibório, diz em voz alta, voltado para o povo:

Felizes os convidados para o Banquete nupcial do Cordeiro.

Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo.

E acrescenta, com o povo, uma só vez:

Ass: Senhor, eu não sou digno de que entreis em minha morada, mas dizei uma palavra e serei salvo.

25. O sacerdote comunga e dá comunhão aos fiéis. Durante a comunhão pode-se entoar um canto apropriado.

26. Terminada a distribuição da comunhão, o diácono ou um ministro idóneo leva a píxide para o lugar previamente preparado fora da igreja ou,se as circunstâncias o exigi­rem, coloca-a no sacrário.

27. Então o sacerdote diz Oremos e, depois de um conveniente espaço de silêncio sagrado, diz a oração depois da Comunhão:

Depois da comunhão

Oremos.

Ó Deus, que nos renovastes pela santa morte e ressurreição do vosso Cristo, conservai em nós a obra de vossa misericórdia, para que, pela participação deste mistério vos consagremos sempre a nossa vida.

Por Cristo, nosso Senhor.

Ass: Amém.

28. À despedida, o sacerdote estende as mãos sobre o povo e diz:

Oração sobre o povo

Que a vossa bênção, ó Deus, desça copiosa sobre o vosso povo, que acaba de celebrar a morte do vosso Filho, na esperança da sua ressurreição. Venha o vosso perdão, seja dado o vosso consolo; cresça a fé verdadeira e a redenção se confirme. Por Cristo, nosso Senhor.

Ass: Amém.

Todos se retiram em silêncio. O altar é oportunamente desnudado. Não há avisos nem bênção final ou despedida, muito menos canto final.


29. Os que participaram da solene ação liturgica vespertina não rezam as vésperas.


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