segunda-feira, 28 de setembro de 2020

Missal Romano - Semana Santa - Missa Crismal

 QUINTA-FEIRA DA SEMANA SANTA

Missa do Crisma

            A bênção do óleo dos enfermos e dos óleo dos catecúmenos e a consagração do são feitas normalmente pelo bispo na Quinta-Feira da Semana Santa, na Missa própria, que deve ser celebrada pela manhã.

            Se for difícil reunir o clero e o povo neste dia com o bispo, pode-se antecipar a bênção, sempre porém nas proximidades da Páscoa e com Missa própria.

            Esta Missa, que o bispo concelebra com seu presbitério, seja como um sinal de comunhão dos presbíteros com o seu Bispo. Convém, portanto, que todos os presbíteros, tanto quanto possível, participem dela, e nela comunguem sob as duas espécies. Para exprimir a unidade do presbitério da diocese, sejam de várias regiões da diocese os presbíteros que concelebram com o Bispo.

            Na homilia, o Bispo exorta os seus presbíteros a serem fiéis aos seus cargos e convide-os a renovarem publicamente as promessas sacerdotais.

Ritos iniciais e Liturgia da Palavra

Antífona da entrada

Jesus Cristo fez de nós um reino de sacerdotes para Deus, seu Pai. A ele glória e poder pelos séculos dos séculos. Amém.

Saudação

Depois da incensação, dirige-se para a cátedra e, voltando-se para o povo, diz:

Pres: Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo.

Ass: Amém.

Depois, o sacerdote, abrindo os braços, saúda o povo, dizendo:

Pres: A vós, irmãos, paz e fé da parte de Deus, o Pai, e do Senhor Jesus Cristo.

Ass: Bendito seja Deus que nos reuniu no amor de Cristo.


Ato Penitencial

O sacerdote une as mãos e diz:

Pres: Em Jesus Cristo, o Justo, que intercede phor nós e nos reconcilia com o Pai, abramos nosso espírito ao arrependimento para sermos menos indignos de aproximar-nos da mesa do Senhor.

Senhor, que fazeis passar da morte para a vida quem ouve a vossa palavra, tende piedade de nós.

Ass: Senhor, tende piedade de nós.

Pres: Cristo, que quisestes ser levantado da terra para atrair-nos a vós, tende piedade de nós.

Ass: Cristo, tende piedade de nós.

Pres: Senhor, que nos submeteis ao julgamento da vossa cruz, tende piedade de nós.

Ass: Senhor, tende piedade de nós.

Segue-se a absolvição sacerdotal:

Pres: Deus todo-poderoso tenha compaixão de nós, perdoe os nossos pecados e nos conduza à vida eterna.

Ass: Amém.


Hino de Louvor

Diz-se o Glória.

Ass:  Glória a Deus nas alturas, e paz na terra aos homens por Ele amados. Senhor Deus, Rei dos Céus, Deus Pai Todo-Poderoso, nós Vos louvamos, nós Vos bendizemos, nós Vos adoramos, nós Vos glorificamos, nós Vos damos graças, por Vossa imensa glória. Senhor Jesus Cristo, Filho Unigênito, Senhor Deus, Cordeiro de Deus, Filho de Deus Pai: Vós que tirais o pecado do mundo, tende piedade de nós; Vós que tirais o pecado do mundo, acolhei a nossa súplica; Vós que estais à direita do Pai, tende piedade de nós. Só Vós sois o Santo; só Vós, o Senhor; só Vós, o Altíssimo, Jesus Cristo; com o Espírito Santo, na glória de Deus Pai. Amém!


Oração do dia.

Pres: Oremos.

E todos oram em silencio, por algum tempo. Então o sacerdote, abrindo os braços reza a oração:

Ó Deus, que ungistes o vosso Filho único com o Espírito Santo e o fizestes Cristo e Senhor, concedei que, participando da sua consagração, sejamos no mundo testemunhas da redenção que ele nos trouxe. Phor nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

Ass: Amém.


I Leitura

Leitura do Livro do Profeta Isaías


O Espírito do Senhor Deus está sobre mim, porque o Senhor me ungiu; enviou-me para dar a boa nova aos humildes, curar as feridas da alma, pregar a redenção para os cativos e a liberdade para os que estão presos; para proclamar o tempo da graça do Senhor e o dia da vingança do nosso Deus; para consolar todos os que choram, para reservar e dar aos que sofrem por Sião uma coroa, em vez de cinza, o óleo da alegria, em vez da aflição. Vós sois os sacerdotes do Senhor, chamados ministros de Deus. Eu os recompensarei por suas obras segundo a verdade, e farei com eles uma aliança perpétua. Sua descendência será conhecida entre as nações,

e seus filhos se fixarão no meio dos povos; quem os vir há de reconhecê-los como descendentes abençoados por Deus.

Palavra do Senhor.

           

Ass: Graças a Deus.


Salmo Responsorial


Senhor, eu cantarei eternamente o vosso amor.



Encontrei e escolhi a Davi, meu servidor,

e o ungi, para ser rei, com meu óleo consagrado.

Estará sempre com ele minha mão onipotente,

e meu braço poderoso há de ser a sua força.                                                R.



Minha verdade e meu amor estarão sempre com ele,

sua força e seu poder por meu nome crescerão.

Ele, então, me invocará: Ó Senhor, vós sois meu Pai,

sois meu Deus, sois meu Rochedo onde encontro a salvação!                 R.



II Leitura                                                                                 


Leitura do Livro do Apocalipse de São João


A vós graça e paz da parte de Jesus Cristo, a testemunha fiel, o primeiro a ressuscitar dentre os mortos, o soberano dos reis da terra. A Jesus, que nos ama, que por seu sangue nos libertou dos nossos pecados e que fez de nós um reino, sacerdotes para seu Deus e Pai, a ele a glória e o poder, em eternidade. Amém. Olhai! Ele vem com as nuvens,

e todos os olhos o verão – também aqueles que o traspassaram. Todas as tribos da terra baterão no peito por causa dele. Sim. Amém! “Eu sou o Alfa e o Omega”, diz o Senhor Deus, “aquele que é, que era e que vem,

o Todo-poderoso”.

Palavra do Senhor.

           

Ass: Graças a Deus.



Aclamação ao Evangelho


Louvor e honra a vós, Senhor Jesus.


O Espírito do Senhor repousa sobre mim,

me envia aos pobres para fazer a feliz proclamação!


Evangelho

Diác: O Senhor esteja convosco.

Ass: Ele está no meio de nós.

Diác: + Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo, segundo Lucas.

Ass: Glória a vós, Senhor.

Diác: Naquele tempo, Jesus foi à cidade de Nazaré, onde se tinha criado. Conforme seu costume, entrou na sinagoga no sábado, e levantou-se para fazer a leitura. Deram-lhe o livro do profeta Isaías.

Abrindo o livro, Jesus achou a passagem em que está escrito: “O Espírito do Senhor está sobre mim, porque ele me consagrou com a unção para anunciar a Boa nova aos pobres; enviou-me para proclamar a libertação aos cativos e aos cegos a recuperação da vista; para libertar os oprimidos e para proclamar uma ano da graça do Senhor”. Depois fechou o livro, entregou-o ao ajudante, e sentou-se. Todos os que estavam na sinagoga tinham os olhos fixos nele. Então começou a dizer-lhes: “Hoje se cumpriu esta passagem da Escritura que acabastes de ouvir”.

Palavra da Salvação.

Ass: Glória a vós, Senhor.


Renovação das promessas sacerdotais

Terminada a homilia, o Bispo dirige-se aos presbíteros com estas palavras:

Pres: Filhos caríssimos, celebrando cada ano o dia em que o Senhor Jesus comunicou o seu sacerdócio aos Apóstolos e a nós, quereis renovar as promessas que um dia fizestes perante o vosso Bispo e o povo de Deus?

Clero: Quero!

Pres: Quereis unir-vos e conformar-vos mais estreitamente ao Senhor Jesus, renunciando a vós mesmos e confirmando os compromissos do sagrado ministério que, levados pelo Amor do Cristo, assumistes com alegria em relação à Igreja, no dia da vossa ordenação sacerdotal?

Clero: Quero!

Pres: Quereis ser fiéis distribuidores dos mistérios de Deus, pela missão de ensinar, pela Sagrada Eucaristia e demais celebrações litúrgicas, seguindo o Cristo, Cabeça e Pastor, não levados pela ambição dos bens materiais, mas apenas pelo amor aos seres humanos?

Clero: Quero!

Pres: E vós, caríssimos filhos e filhas, rezai pelos vossos presbíteros, para que o Senhor derrame profusamente os seus dons sobre eles e, como fiéis ministros do Cristo, Sumo Sacerdote, vos conduzam Àquele que é a fonte da salvação.

Ass: Cristo, ouvi-nos. Cristo, atendei-nos.

Pres: E orai também por mim, para que eu seja fiel à missão apostólica confiada à minha fraqueza e cada dia realize melhor entre vós a imagem viva do Cristo Sacerdote, Bom Pastor, Mestre e Servo de todos.

Ass: Cristo, ouvi-nos. Cristo, atendei-nos.

Pres: Deus nos guarde a todos em sua caridade, e nos conduza, pastores e ovelhas, à vida eterna.

Ass: Amém.

Não se diz o Creio. Omite-se a oração dos fiéis.

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BÊNÇÃO DOS ÓLEOS

E CONSAGRAÇÃO DO CRISMA

Preparativos

1. Conforme o costume tradicional da liturgia latina, a bênção do óleo dos enfermos é feita antes de terminar a Oração Eucarística, e a bênção do óleo dos catecúmenos e a consagração do crisma, depois da Comunhão.


2. Entretanto, por razões pastorais, pode-se realizar todo o rito da bênção depois da liturgia da Palavra, observando-se o rito seguinte.


3. Para a bênção dos óleos, além do necessário para a Missa, deve-se preparar:


Na sacristia ou em outro lugar apropriado:

- os vasos com os óleos;

- os perfumes para a confecção do crisma, se o próprio Bispo quiser fazer a mistura na ação litúrgica


No presbitério:

- uma mesa para receber os vasos de óleo, colocada de modo que o povo possa seguir perfeitamente toda a ação sagrada e dela participar;

- a cadeira para o Bispo, se a bênção se realizar diante do altar.


Rito da bênção


4. A missa do crisma é sempre concelebrada. Convém que, entre os presbíteros que a concelebrem com o Bispo e são seus representantes e cooperadores no ministério do santo crisma, encontrem-se sacerdotes de várias regiões da diocese.


5. A preparação do Bispo, dos concelebrantes e dos outros ministros, sua entrada na igreja e todos os ritos, desde o início da Missa até o fim da liturgia da Palavra, realizam-se como está indicado no rito de concelebração.

    Os diáconos que tomam parte da bênção dos óleos precedem os presbíteros concelebrantes na procissão de entrada.


6. Depois da oração dos fiéis, os diáconos e ministros designados para levar os óleos ou, em falta deles, alguns presbíteros e ministros. Dirigem-se em ordem à sacristia ou ao lugar onde os óleos e as outras oferendas foram preparados. Voltam ao altar na seguinte ordem: primeiro o ministro que leva o vaso com perfumes, se o próprio Bispo quiser confeccionar o crisma; em seguida, um ministro com o vaso de óleo dos catecúmenos, se o mesmo for abençoado, e outro com o vaso do óleo dos enfermos. O óleo para o crisma é levado em último lugar por um diácono ou presbítero.


7. Enquanto a procissão caminha pela igreja, o coro, ao qual todos respondem, canta o hino Acolhei, ó Redentor ou outro canto apropriado, em vez do canto da preparação das oferendas.


Acolhei, ó Redentor,

nossos hinos de louvor!


O óleo a ser consagrado

desceu do tronco fecundo;

por nós vai ser ofertado

a quem salvou este mundo.


Acolhei, ó Redentor,

nossos hinos de louvor!


Quem na fraqueza se abisma

seja em vigor restaurado,

graças à unção deste crisma

que o faz do cristo soldado.


Acolhei, ó Redentor,

nossos hinos de louvor!


Quem, no batismo lavado,

a fronte ao crisma oferece,

já pela graça habitado

com estes dons se enriquece.


Acolhei, ó Redentor,

nossos hinos de louvor!


Do Pai à Virgem descido,

de novo ao Pai regressais

e o Amigo, então prometido,

às nossas almas mandais.


Acolhei, ó Redentor,

nossos hinos de louvor!


Seja festivo este dia,

dele se faça a memória;

óleo de santa alegria

já nos promete a vitória!


Acolhei, ó Redentor,

nossos hinos de louvor!


8. Chegando ao altar ou à cadeira, o Bispo recebe as oferendas. O diácono que leva o vaso com o santo crisma apresenta-se ao Bispo, dizendo em voz alta: Eis o óleo para o santo crisma. O Bispo recebe o óleo e entrega-o a um dos diáconos ajudantes, que o coloca sobre a mesa preparada. Fazem o mesmo os que levam os vasos dos óleos dos enfermos e dos catecúmenos. O primeiro diz: Eis o óleo dos enfermos, e outro: Eis o óleo dos catecúmenos. O Bispo os recebe e os ministros os colocam sobre a mesa.


Portanto, aquele que leva o óleo para o crisma diz:


Eis o óleo para o santo crisma.


Depois, o que leva o óleo dos enfermos diz:


Eis o óleo dos enfermos.


Por fim, o que leva o óleo dos catecúmenos diz:


Eis o óleo dos catecúmenos.


9. A missa prossegue conforme o rito de concelebração até o fim da Oração Eucarística, exceto se todo o rito da bênção se realizar logo em seguida.

2) Neste caso, tudo se faz conforme o disposto no n. 16


Bênção do óleo dos enfermos

10. Antes de o Bispo dizer ''Por ele não cessais de criar'' na Oração Eucarística I, ou a doxologia Por Cristo nas outras orações Eucarísticas, o portador do vaso com o óleo dos enfermos leva-o ao altar e o mantém diante do Bispo, enquanto este benze o óleo, dizendo a oração:

Pres: Ó Deus, Pai de toda consolação, que pelo vosso Filho quisestes curar os males dos enfermos, atendei à oração de nossa fé: enviai do céu o vosso Espírito Santo Paráclito sobre este óleo generoso, que por vossa bondade a oliveira nos fornece para alívio do corpo, a fim de que pela vossa santa + bênção seja para todos que com ele forem ungidos proteção do corpo, da alma e do espírito, libertando-os de toda dor, toda fraqueza e enfermidade. Dignai-vos abençoar para nós, ó Pai, o vosso óleo santo, em nome de nosso Senhor Jesus Cristo.

(Que convosco vive e reina na unidade do Espírito Santo.)

Ass: Amém.

Só se diz a conclusão quando a bênção não for dada na Oração Eucarística.

Terminada a bênção, o vaso com o óleo dos enfermos é recolocado em seu lugar e a Missa prossegue até a comunhão inclusive.

Bênção do óleo dos catecúmenos

11. Concluída a oração depois da Comunhão, os vasos com os óleos a serem abençoados são colocados pelos ministros sobre uma mesa preparada no meio do presbitério. O Bispo, cercado pelos presbíteros concelebrantes em forma de coroa, enquanto os outros ministros permanecem atrás, procede, se for o caso, à bênção do óleo dos catecúmenos e em seguida à consagração do crisma.

12. O Bispo, de pé e voltado para o povo, diz de braços abertos a seguinte oração:

Pres: Ó Deus, força e proteção de vosso povo, que fizestes do óleo, vossa criatura, um sinal de fortaleza: dignai-vos abençoar + este óleo,

e concedei o dom da força aos catecúmenos que com ele forem ungidos; para que, recebendo a sabedoria e virtude divinas, compreendam mais profundamente o Evangelho do vosso Cristo, sejam generosos no cumprimento dos deveres cristãos e, dignos da adoção filial,  alegrem-se por terem renascido e viverem em vossa Igreja. Por Cristo, nosso Senhor.

Ass: Amém.


Consagração do crisma


13. O bispo derrama os perfumes no óleo e confecciona o crisma em silêncio, a não ser que já tenha sido preparado.


14.Em seguida, convida a assembléia a orar, dizendo:


Pres: Meus irmãos e minhas irmãs, roguemos a Deus Pai todo–poderoso que abençoe e santifique este crisma para que recebam uma unção interior e tornem-se dignos da divina redenção os que forem ungidos em suas frontes.


15. O bispo, se for oportuno, sopra sobre o vaso do crisma e diz, de braços abertos, uma das orações de consagração:


1


Pres: Ó Deus, autor de todo crescimento e todo progresso espiritual, recebei com bondade a homenagem que a Igreja, pela nossa voz, vem prestar-vos com alegria.


Fizestes no princípio que a terra produzisse árvores frutíferas, e entre elas a oliveira, cujos frutos fornecem este óleo tão rico com que se prepara o santo crisma.


E Davi, antevendo com espírito profético os sacramentos da vossa graça, cantou a nossa alegria ao sermos ungidos pelo óleo.


Nas águas do dilúvio, ao serem lavados os pecados do mundo, uma pomba anunciou a paz restituída à terra, trazendo um ramo de oliveira,

imagem do futuro dom, que agora se manifesta claramente, pois, apagada toda mancha de culpa pelas águas do Batismo, esta unção de óleo nos traz às nossas faces a serenidade e a alegria.


Também mandastes que vosso servo Moisés, pela infusão deste óleo,

constituísse sacerdote seu irmão Aarão, já purificado pela água. E a tudo isso se acrescenta honra ainda mais alta quando nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, exigindo que João o batizasse nas águas do Jordão, e sendo-lhe enviado o Espírito Santo sob a forma de uma pomba, proclamastes pelo testemunho de uma voz que em vosso Filho Unigênito

estava todo o vosso amor e claramente confirmastes ser ele por excelência o Ungido com o óleo de alegria, anunciado pelo profeta Davi.


Todos os concelebrantes estendem a mão direita em direção ao crisma até o fim da oração, em silêncio.


Por isso, nós vos suplicamos, ó Pai, que santifiqueis este óleo com a vossa + bênção. Infundi-lhe a força do Espírito Santo, pelo poder de vosso Cristo, que deu o seu nome ao santo crisma, com o qual ungistes vossos sacerdotes e reis, vossos profetas e mártires.


Fazei que este óleo do crisma seja sacramento de perfeita salvação e vida

para os que vão ser renovados nas águas do Batismo.


Santificados por essa unção, e sanada a corrupção original, tornem-se templo da vossa glória e manifestem a integridade de uma vida santa.


Segundo disposição da vossa vontade, cumulados da honra de reis, sacerdotes de profetas, revistam-se de um dom incorruptível.


Para os que renascerem da água do Espírito, seja crisma de salvação,

fazendo-os participantes da vida eterna e herdeiros da glória celeste.

Por Cristo, nosso Senhor.


Ass: Amém.


2


Outra oração, à escolha:


Ó Deus, autor dos sacramentos e dispensador da vida, damos graças à inefável bondade, pois prefigurastes na antiga aliança o mistério do óleo santificador, e, ao chegar a plenitude tos tempos, quisestes manifestá-lo de modo especial em vosso Filho amado.

Pois, quando o vosso Filho, Senhor nosso, salvou os homens pelo mistério pascal, encheu o Espírito Santo a vossa Igreja e enriqueceu-a maravilhosamente de dons celestes, para que por meio dela se completasse no mundo a obra da salvação.

Por este sagrado mistério do crisma, distribuís aos homens as riquezas da vossa graça, a fim de que vossos filhos e filhas, renascidos da água do Batismo sejam confirmados pela unção do Espírito e, semelhantes então ao vosso Cristo, participem de sua missão de profeta, sacerdote e rei.

Todos os concelebrantes estendem a mão direita em direção ao crisma até o fim da oração, em silêncio.

Por isso, nós vos pedimos, ó Pai, que pelo poder da vossa graça esta mistura de perfume e óleo seja para nós um sinal da vossa + bênção.

Derramai profusamente em nossos irmãos e irmãs, que receberem esta unção, os dons do Espírito Santo.

Fazei resplandecer de santidade os lugares e as coisas ungidos com este óleo sagrado.

Fazei sobretudo que vossa Igreja cresça pelo ministério deste óleo, até atingir a medida de plenitude em que, no fulgor da luz eterna, sereis tudo para todos, com Cristo, no Espírito Santo, pelos séculos dos séculos.

Ass: Amém.

16. Quando todo o rito da bênção dos óleos se realiza depois da liturgia da Palavra, ao terminar a oração dos fiéis o Bispo e os concelebrantes aproximam-se da  mesa onde se fará a bênção dos óleos dos catecúmenos e dos enfermos e a consagração do crisma, procedendo-se do modo descrito nos n. 10-15.

17. Após a bênção final da Missa, o Bispo impõe o incenso e organiza-se a procissão para a sacristia.

Ós óleos sagrados são conduzidos por seus respectivos ministros logo depois da cruz. Durante a procissão o coro e o povo cantam alguns versos do hino Acolhei, ó Redentor (n. 7) ou outro canto apropriado.

18. Na sacristia, o Bispo, se for conveniente, lembre aos presbíteros o respeito devido aos sagrados óleos e sua cuidadosa conservação.

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